Dúvidas para 2011

[aos 1’25 se achar que está perante o António Figueira não acredite. Trata-se claramente de propaganda anti-comunista.] 🙂

via Leandro Vichi

Berlusconi chegará a 2012 como primeiro-ministro?

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9 respostas a Dúvidas para 2011

  1. Não sei. Mas sei que ‘a malta’ perdeu a imaginação.
    Estorieta dos anos de brasa: a ideia era fazer parar uma fábrica grande em Turim (adivinhem qual…) problema é que o grosso do pessoal ‘tava na mão do PCI e do Luigi Longo (ao tempo o ‘Carvalho da Silva’ da CGTP de lá, nome CGIL) e o PCI (via delle Botteghe Oscure… 🙂 ) estava embrenhado nas ‘negociações do costume’ com o governo da DC (Democrazia Cristiana) de modo que nem o pai morria nem a gente almoçava.
    Vai daí, o Franco (Comitato Centrale di Lotta Continua), nem sei se ele trabalhava lá, pega em cinco dos mais duros de eles e dix:
    ‘Ora fermiamo questa merda’.
    ‘Ma come’ ? ‘Venite con me, vedrai.
    E portanto o gajú escolhe um ponto crucial da linha de montagem, deita-se em cima dakilo, e dix ‘Compagni, comme me’.
    Portanto há 1+5 gajús deitados ali, e a proletagem que estava cheia de vontade de parar, mas que também estava na mão da CGIL (o Franco topou logo o ambiente) vira-se lá para os chefes de equipa e dix: ‘Temos que parar, há ali uns compagni deitados em cima da linha, recusam-se a sair, nem pensem em chamar a polizia, não vamos atropelá-los de certeza. Ci fermiamo, vabbé ?’
    E portanto 12.000 ou mais gajos foram ‘convencidos’ (eles estavam mais que convencidos, conforme já deu para perceber…) a parar, por via da iniciativa de 1+5 gajús, e da imaginação de um.
    Esta estória (que eu não vi, estava em Roma) foi-me contada pelo Clemente, ao tempo do Comitato Roma de L.C.
    Axo que depois puseram isso num livro qualquer.
    Passa-se algum tempo antes de ‘a coisa’ se ter esfrangalhado e de aparecerem em desespero as BR e Prima Linea ed altri.
    A extrema esquerda noutros tempos era outra coisa, e sabia sentir os sentimentos do pessoal (chama-se ‘empatia’…) e tinha uma imaginação do caraças.
    Hoje… hmmm.
    🙁

    Daí que se calhar o Berlusco fique mexmo por ali…

  2. Renato Teixeira diz:

    Há que tempos que não o leio com tanto acerto: “A extrema esquerda noutros tempos era outra coisa, e sabia sentir os sentimentos do pessoal (chama-se ‘empatia’…) e tinha uma imaginação do caraças.” Mas veja que por outro lado viemos dos anos 80 e 90, bem mais sombrios que actualidade em termos de criatividade.

  3. Isso é verdade, e só funciona a nosso desfavor…
    🙁

  4. António Figueira diz:

    Renato,
    Percebes agora por que é que eu deixei crescer a barba…
    Abração, AF

  5. Carlos Carapeto diz:

    +++++++++++A extrema esquerda noutros tempos era outra coisa, e sabia sentir os sentimentos do pessoal++++++++.

    Se era. Até faziam uns servicinhos para a extrema direita, serviços secretos e coisa e tal.

  6. Carlos Carapeto diz:

    Renato vamos lá ter um pouco de mão nas coisas. De certeza que alguns não o fizeram de propósito. Mas deixaram-se infiltrar por os serviços secretos e outros elementos que só serviram para desacreditá-la.

    Sabe o que Kenedy disse sobre a extrema esquerda?

    Também não sabe onde está hoje a “nossa” rapaziada que em tempos fizeram parte da extrema esquerda?

  7. Carlos Carapeto, vá para trás nessa narrativa…
    Quantas vezes ao longo da sua (deles) história é que a direcção do PêCêPê foi toda dentro (Cunhal incluído) porque a sua estrutura tinha sido infiltrada pela PIDE ?
    Ora bolas…
    🙁

    Difícil, difícil é sim infiltrar a estrutura em rede dos tal-he-ban… muito mais moderninha.

    E quando aonde estão isso é serendipitoso e universal.
    Eu estou aqui.
    Onde estão o Lino, o Vital, o Brito, o tipo da JCP et al ?
    Demagogia dessa não o adianta.

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