SAIR À RUA CONTRA O GUETO DE GAZA – Dia 27, às 18h30, no Largo S. Domingos, em Lisboa.

Há dois anos e a poucas semanas da tomada de posse de Barack Obama, Israel deixava Gaza neste estado, uma vez mais, com a cumplicidade de quase todos. Desde então a guerra saiu das páginas dos jornais mas continuou no terreno da vida. Para além das bombas, que nunca deixaram de cair, no campo da política trataram de abrir caminho à última fase do genocídio. Ao retirarem os travões a Israel para continuar a construir colonatos além dos já miseráveis “acordos de paz”, ao deixarem que o muro da vergonha mantenha um milhão e quinhentos mil palestinianos presos em Gaza e todos os outros isolados na Cisjordânia, as nações e as organizações internacionais nada fizeram para parar o massacre e a vergonha.

Houve no entanto boas notícias. A solidariedade internacional deu passos importantes para ajudar a romper o bloqueio (com o sucesso da flotilha da liberdade e das caravanas para Gaza), Israel e a sua legitimidade ficaram feridas de morte aos olhos de quem procure perceber a origem do problema e a resistência palestiniana ganhou peso em cada aldeia da Palestina e do resto do mundo (Israel inclusivé).

As escolhas, outrora complicadas, fizeram-se simples. Ou ganha a limpeza étnica e religiosa e com ela os interesses do imperialismo, ou ganham as diferentes direcções islâmicas à frente do movimento contra a ocupação israelita e com elas os palestinianos.

Tradução na Rubra

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8 respostas a SAIR À RUA CONTRA O GUETO DE GAZA – Dia 27, às 18h30, no Largo S. Domingos, em Lisboa.

  1. Ho Chi Mihn diz:

    Escuta Escuta Cavaco Filho da Truta

  2. E pode-se levar umas bejecas e uns coiratos?

  3. Luís Teixeira Neves diz:

    100.000 euros são 20.000 contos?! 200.000 euros 40.000 contos?! Querem ir por aí?! Por favor…

  4. José diz:

    Como é que Israel prende alguém em Gaza, que tem fronteira com o Egipto?
    Como é que Israel isola (?!) alguém na Cisjordânia que tem fronteira com a Jordânia?
    A imagem demonstra o que o Renato acredita, infelizmente não toda a realidade, como bem sabe.
    Coerentemente sou contra o muro edificado e a construir na fronteira e na Cisjordânia.
    Já era contra o muro de Berlim, igualmente sou contra os edificados na fronteira norte-coreana ou na fornteira norte-americana-mexicana.
    Não tenho tanto a certeza que outros, por aqui, sejam contra todos os muros, ou, pelo menos, tenham sido. Uma questão de coerência.

    • Renato Teixeira diz:

      Então seja. As fronteiras jordana e egípcia definem a sua política em função dos acordos com Israel. Não duvide. Seja mesmo contra o muro mesmo que encontre maneira de defender o resto de Israel. Tenha pelo menos a humanidade de ser contra esse tentáculo. Fica-lhe bem. Sem ses e sem mas. É gueto mesmo. Prisões a céu aberto. Estou certo que sabe ou então não seria contra o muro. Ou a história é toda outra José?

  5. O videoclip está espectacular.
    Desde a imagem, a música e a mensagem toda ela mostra que a juventude junta pode mudar as coisas.
    Mas pelo que vi em documentários e reportagens na internet, metade das crianças e dos jovens querem no futuro, vingar-se dos Israelitas.
    Gostei.

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