Jogo de Espelhos II

Quando Daniel Oliveira elogia o governo PS e quando o governo PS elogia o Daniel Oliveira, percebemos que podemos guardar o optimismo para tempos melhores.

[Jogo de Espelhos I]
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6 Respostas a Jogo de Espelhos II

  1. José Borges Reis diz:

    Uau, discordo de ti e concordo com o DO! Neste particular dos contratos de associação com os colégios privados, apesar de entender pouco disto, acho que deviam acabar. Financiamento público a negócios privados? Negócio da China! Se querem o lucro corram o risco, vivam das propinas que cobram, do orçamento público é que não. Este tipo de capitalismo rentista dependente da parasitagem ao Estado é um garrote sobre a sociedade portuguesa que já mete nojo.

    • Renato Teixeira diz:

      Zé, há dezenas de garrotes que lavram fatias bem mais significativas ao orçamento de Estado e muitas variações do que se diz colégio privado. Sinceramente, escolheria outro tema e outro momento para estar de acordo com Sócrates.

      • José Borges Reis diz:

        E as dezenas de outros garrotes tornam este aceitável? Eu cá escolhia outro tema para atirar sobre a esquerda moderada, esse é cartucho seco, mas tu é que sabes.

        • Renato Teixeira diz:

          Zé, como viste na posta não quis debater o tema específico. Acho curioso, e este não é a primeira posta onde o DO faz isso, que se perca tempo a procurar onde temos acordo com Sócrates. Imagina que até acha que Sócrates é perseguido pela comunicação social.
          De resto, com o governo preso por pontas, nem para mijar na mesma árvore devemos colocar-nos de acordo.
          Tudo, rigorosamente tudo, o que venha do actual governo deve ser considerado matéria a abater. Não te parece simples?

  2. José B. Reis, a mim não me escandaliza que haja financiamento público a negócios privados que prestem um serviço público socialmente relevante que por uma ou outra razão o Estado não se encontra em condições de acorrer.
    A coisa tem é que ser muito bem escrutinada.

    Um exemplo ligeiramente ao lado, que ilustra o meu ponto de vista numa sociedade capitalista até à exaustão:
    O estado do Québec (CA) responsabiliza-se pelo bem estar dos seus cidadãos. Significando que se houver acidente, assalto, atropelamento ou azar causado por terceiros, entra em acção um departamento da Segurança Social local (nome IVAC, Indémnization aux Victimes d’Actions Criminelles) que analisa o caso e depois faz o que lhe está no nome.
    Aldrabável ? Claro, até com a cumplicidade de funcionários do sistema. Mas o escrutínio (avençado fora, médicos, advogados, the lot…) é tão apertado que os ‘prevaricadores’ são práticamente todos apanhados e levam a respectiva ‘talhada’, que é severa. Pouca gente tenta.
    Ou seja, o governo do Estado financia com os $$$ de todos ‘assuntos’ que noutros lados são exclusivamente do foro privado. Ninguém se queixa, a coisa funka.
    Get my meaning ?

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