Clandestinidade na Europa da “democracia”

“(…) Não tenho a intenção de me submeter às autoridades espanholas nem de facilitar à França a execução do Mandato Europeu de Prisão. Depois de alguns dias, a minha vida mudou um pouco. De facto, a minha actividade está proibida em França, em Espanha e no País Basco. Não tenho outra possibilidade que a de ocultar-me para poder continuar a minha actividade política no Batasuna. Decidi deixar de comparecer perante a justiça e de comparecer publicamente.

Continuo no País Basco, entre todos vós, graças a vocês, amigos, e a quem me apoia e me acolhe abrindo-me as portas. Há um valor que jamais desaparecerá que é o da solidariedade.

Obrigado a todas e todos, família, militantes, eleitos…pelo trabalho realizado. Sem vocês, tudo isto não seria possível. Continuemos este trabalho, unamo-nos, creemos entre todas e todos uma muralha contra a repressão. Creemos as condições para a resolução deste conflito. Creemos as condições para o reconhecimento político do País Basco Norte.

Para finalizar esta carta, peço-vos que pensem nas militantes e nos militantes encarcerados e nos refugiados, e nas suas famílias, que passarão as festas da passagem de ano longe dos seus.

Obrigado

Aurore Martin, militante do Batasuna.”

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