Intolerável

Sobre os jovens da JCP que foram detidos pela polícia e humilhados numa esquadra da PSP, recebi esta notícia escandalosa. Já sei que certas alminhas socratistas vão queres discutir sobre a legalidade das pinturas de parede e garantir a normalidade de toda a actuação policial. A Câncio depois de arengar sobre as paredes vai explicar-nos que nada há de político neste caso. Como de costume é tudo uma questão de género.

Intolerável. Leiam e julguem vocês mesmo. 

Hoje, a 21 de Dezembro de 2010, os menores envolvidos no já conhecido “caso das olaias”, que, depois de serem detidos e levados para a esquadra quando se encontravam no exercício de um direito fundamental – o de propaganda política – e ali foram sujeitos, neste caso apenas as raparigas, a uma busca e revista total, tendo sido despidas, vexadas, insultadas por agentes da autoridade – que estariam ali para as proteger – sem a presença de defensor ou dos pais, o caso continua.
 
Sem que as autoridades competentes tenham averiguado rapidamente o que aconteceu, o anunciado inquérito aberto pelo IGAI ainda não tenha qualquer conclusão, os menores, após queixa da PSP de Lisboa, estão agora sujeitos a um processo de inquérito, de avaliação da sua personalidade, de inquisição à sua família e ambiente escolar e social.
 
Sobre a postura da polícia, quer no impedimento do exercício de um direito e liberdade democrática, quer na posterior revista abusiva dos menores, as autoridades competentes mantêm o seu silêncio e a morosidade que lhes é conhecida. Não obstante, os menores, continuam a ver a sua intimidade devassada, por terem ousado exercer direitos que lhes são garantidos pela Constituição da República Portuguesa e pela Lei.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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