Produzir mais, repartir melhor

Tomando como ponto de partida as “50 medidas” apresentadas pelo governo, orientadas fundamentadamente para o apoio às empresas exportadoras, e baseando-me numa análise que considero mais objectiva da realidade nacional, utilizando para isso dados oficiais, mostro que o caminho a seguir devia ser outro, que seria o de apoiar preferencialmente as empresas que produzem visando a substituição das importações, já que o grave défice externo, gerador da elevada divida ao estrangeiro, é o problema mais grave que enfrenta o País, tem como causa principal o facto das importações serem muito superiores às exportações.

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2 respostas a Produzir mais, repartir melhor

  1. A mobilidade do capital imobilizou o estado,e aquilo a que se assiste é à capitulação,um cenário de entrega do controlo da economia portuguesa submetida à influência externa,um cenário devastador que com o acentuar da restrição externa, se for aceite pode ser catastrófico- a voluptuosidade externa dos capitais correspondeu à privatização das relações económicas e financeiras de que o estado foi agente activo e o colocam agora como o primeiro responsável pela posição da economia portuguesa no mundo.

  2. Carlos Fernandes diz:

    Excelente texto, concordo inteiramente. Aqui as centrais sindicais, com a influência que os seus líderes têm junto dos trabalhadores e da opinião pública poderiam ter um papel decisivo se recomendassem aos trabalhadores que comprassem o mais possível produtos nacionais, assim estão a defender a economia e e a criar e a manter postos de trabalho nacionais.

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