Grande!

eu não sou vosso colega

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

15 respostas a Grande!

  1. Augusto diz:

    Grande SECTÁRIO……

    Zita Seabra, José Magalhães, Vital Moreira, Pina Moura, etc etc etc já foram deputados , e foram óptimos colegas dos tais, tão bons que hoje estão bem na vida…..

  2. ezequiel diz:

    há algo de muito autêntico neste texto.
    sim senhor. 🙂

  3. suiçinho diz:

    Sem forçar a analogia barata, dos canhões contra as pedras, a verdade é que essa meia dúzia de sortudos continua a existir para além da política quem não consegue fazer colegas a sério ou a brincar, mete-se numa máquina partidária e reinventa-se, torna-se outro, metassomatiza-se de pedra em canhão de palavras .

    Com azar, nenhum dos colegas será leitor do blogue que escreve à revelia da colegiadada; não fazem a mais pequena ideia do que será o mundo sem colegas – essa maravilhosa fábrica de relações surgidas com rapidez e sem arrependimento – repete-se a ideia: na política, as hostes de seguidores e servidores sujeitas ao epíteto de camaradas para disfarçar as hierarquias pois em política não há iguais não há colegas

    há só donos e cães

    • por acaso, caro amigo, o blog é conhecido de alguns deputados e até gerou debate no Facebook com um deles. no meu facebook, onde também o divulguei.
      Lamento que tenha essa concepção do trabalho dos comunistas e que asim se junte ao coro dos ineficazes descontentes que, de tanto se queixarem, apenas garantem que tudo fique na mesma.

      cumprimentos, Miguel Tiago

  4. Miguel Lopes diz:

    “E os do BE são amigalhaços e colegas dos restantes, é assim que entendem.”

    É mesmo assim que entendem? Eu não sei, só gostava de ter a certeza e saber porquê?

    Cumprimentos

    • Não é uma certeza. É a minha opinião. Baseada apenas no que vejo e sinto todos os dias. É tão válida como as restantes considerações do post. Quem lhe garante que eu não sou mesmo “colega” dos restantes? Quem lhe garante, afinal, que algum dos desabafos contidos no post é verdadeiro? Ninguém. É uma opinião e um sentimento meu. Que senti necessidade de partilhar e pronto.

      Na minha opinião, apesar do nariz empinado e da arrogância com que o BE se afirma no trabalho parlamentar, existe uma aliança, uma partilha, entre praticamente todos os “colegas deputados”, com a excepção do PCP. Pelo simples facto de que é este o único Partido que se afirma como partido revolucionário, sem receios, e que continua a interpretar a realidade e a agir sobre ela partindo do princípio basilar de que a política é o resultado do confronto entre classes de interesses antagónicos e não a gestão de pequenos conflitos aclassistas, em que a “classe política”, braço legislativo da burguesia, age para governar a massa em função dos seus interesses. O simples facto de o BE ser de esquerda não faz com que deixe de ser um partido burguês, organizado e concebido nos termos em que a burguesia organiza os seus partidos, alicerçado nos conceitos burgueses e realizando a sua acção espasmódica por reacção ao contexto conjuntural, sem estratégia outra que não seja retirar louros e dividendos eleitorais de cada momento histórico, independentemente do significado que esses dividendos têm ou não no quadro da luta de massas e da luta de classes.

      E nesse sentido, são, sem dúvida, colegas dos restantes.
      Mas como reforço. É uma opinião.

      • Miguel Lopes diz:

        Claro que as opiniões, considerações e desabafos não são certezas, mas querem-se cogentes, e portanto alicerçados em qualquer coisa que os outros possam verificar, como factos.
        Não basta “sentir” que o BE é um partido “organizado e concebido” em moldes burgueses, que partilha alianças com as restantes bancadas e que age, ao contrário do PCP, sem estratégia e ao sabor das circunstâncias. Isso não se “sente” apenas, senão seria uma desculpa para evitar debater uma opinião que só pode estar alicerçada em factos. Isto é, se o BE é um partido burguês, não é porque se “sinta”, é porque há factos que o demonstram. O que eu queria saber é: que factos são esses?

        Cumprimentos

        • Leo diz:

          Não lhe chega o facto de ter apoiado a “salvação” da Grécia?

          • Miguel Lopes diz:

            É usar um piolho para justificar o terramoto.
            Repare no que foi escrito: “O simples facto de o BE ser de esquerda não faz com que deixe de ser um partido burguês, organizado e concebido nos termos em que a burguesia organiza os seus partidos”
            Acha que isto pode ser justificado por uma votação parlamentar, por mais criticável que ela seja?

            Cumprimentos

          • Tiago Mota Saraiva diz:

            “É usar um piolho para justificar o terramoto”

            É como o Miguel, a pegar num piolho para desqualificar um interessantíssimo texto sobre a diferença entre “ser deputado” ou “estar deputado”.

  5. Tenho todas as certezas sobre o que verifico diariamente. desde o alinhamento do BE com a linha reformista das esquerdas europeias que mais não fazem senão amparar o capitalismo decrépito, ao apoio parolo e retrógrado a alegre. MAs também podemos falar sobre a organização interna do grupelho: as listas concorrentes, a telenovela democrática, a decisão cupular sem auscultação e participação de bases, a orientação institucionalista e eleitoralista, o trabalho sindical parasitário, a opção pela tipologia orgÂnica do BE é claramente a do partido burguês, fazendo o frete à doutrina e cultura dominantes. A crítica a todas as experiências revolucionárias do mundo, sem sequer valorizar as suas conquistas, enquanto simultaneamente passa cheques em branco à UE e ao capitalismo europeu se para si são piolhos, eu digo-lhe que para mim são as práticas que nos momentos certos revelam a natureza da organização.

    Mas, caro amigo, se um dia tiver o interesse e o tempo para ter esta conversa com seriedade e sem preconceitos, terei todo o gosto para discutir consigo o tipo de trabalho do BE na AR, nomeadamente as cópias descaradas de projectos do PCP (feitas algumas delas mesmo ao meu lado), ou os projectos de lei apresentados com o mero intuito de aparecer nos jornais, muitas vezes denunciado ausência de orientação e opções reformistas. Por exemplo: o novo sistema de bolsas que o BE propõe que prevê o pagamento das propinas através de bolsas, enquanto o PCP propõe o fim das propinas, ou a definição de 2015 como meta para o fim da utilização dos sacos de plástico não biodegradáveis quando a ASsembleia já tinha decidido que era em 2013. MAs poderemos ir buscar coisas muito mais profundas e muito mais ilustrativas. Como por exemplo, o apoio descarado do BE ao protocolo de quioto e às soluções capitalistas para o ambiente, ou o apoio às soluções pequeno-burguesas com eurodeputados a dar bolsas de estudo, etc, etc…

    miguel tiago

  6. Miguel Lopes diz:

    “É como o Miguel, a pegar num piolho para desqualificar um interessantíssimo texto sobre a diferença entre “ser deputado” ou “estar deputado”.”

    Kung Fu argumentativo.
    Eu limitei-me fazer uma pergunta, como é que posso estar a “desqualificar” o texto?

    Caro Miguel Tiago,

    Debater sempre!

    1. “alinhamento do BE com a linha reformista das esquerdas europeias”
    Refere-se ao Partido da Esquerda Europeia?

    2. Se o apoio a Alegre servir para esse tipo de rótulos, então por extensão de argumento, também terá que servir o apoio a Jorge Sampaio na primeira volta em 1996 e na primeira volta em 1980 a Ramalho Eanes.

    3. Porque é que a existência de listas concorrentes, e direito de tendência já agora, são formas estruturais de partidos burgueses?

    4. “a decisão cupular sem auscultação e participação de bases”

    No Bloco existem mecanismos de representação e não me parece que estejam mais distantes das bases do que no PCP.

    5. “A crítica a todas as experiências revolucionárias do mundo, sem sequer valorizar as suas conquistas”

    Há teses sobre isso? Ou será que não se está a confundir opiniões individuais com opiniões colectivas?

    6. “o trabalho sindical parasitário”
    O que é que isso quer dizer?

    Cumprimentos

Os comentários estão fechados.