Produção primeiro, segurança depois…

Agora que o Monde Diplomatique de Dezembro já está a sair, disponibilizo-vos aqui o artigo que lá escrevi no mês passado, acerca da subordinação da segurança à produção e ao lucro, em indústrias perigosas.

Passa por Sines, por Cahora Bassa, pelos arredores de Maputo, pela mina de San José e pelo Golfo do México, para defender que, embora isso seja pouco estudado pelas ciências sociais (em detrimento de outros fenómenos mais scientifically sexy), existe um padrão de subalternização da segurança aos objectivos produtivos, que urge combater.

Comentários e debates são bem-vindos, depois da leitura do artigo.

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4 Responses to Produção primeiro, segurança depois…

  1. Gracias paulogranjo, no comments for now, só “atravessei” o seu artigo muito de viés.
    Pequeno problema: vc. postou aki o o seu artigo (e ele é longo, como convém…) em formato .jpg (ou .jpeg, se preferir) e são precisas umas “habilidades” que não estão ao alcance de todos para o conseguir ampliar e ler. A alternativa é comprar o jornal.

    A minha recomendação, se lhe interessar, seria copy/pastar (agora ou no futuro) a prosa para ‘Word’ (extensão do ficheiro é .doc como sabe, retém as ‘pelingrafias’ e tudo e pode ser aberto com softws ‘open source’.)

    Os meus cumprimentos (se a conhecer…) a uma colega sua, uma amiga que conheço há décadas e não vejo há tempos, a Rosa M.P., mas ela é mais velha e é da Nova, não da Clássica.
    Não leve a mal, e logo que tiver tempo leio e digo-lhe qualquer coisa.

    • Paulo Granjo diz:

      Viva. A única Rosa M.P. de quem de momento me lembro, indianista, é do ISCTE.
      Será essa?

      Quanto ao scan, disponibilizei assim porque no meu vetusto computador a visualização é simples. Num dos programas de visualização de imagem (o Visualizador de Imagem e Fax do Windows) é só ir carregando na lupa com sinal “+” até estar bom; no outro (Microsoft Office Picture Manager), é só aumentar no cursor que tem as lupas.
      Se calhar, noutros programas mais complexos a coisa será mais complicada, mas sugiro uma destas soluções mais velhotas.

  2. gg diz:

    Caro Paulo, a coisa, pelo menos no nosso país é mais produção em último ambiente nem vê-lo…

    Aliás dos grandes problemas ambientais com que estamos é com os despojos de uma produção que desaparece… fábricas com consumíveis em deteriorização…

    Do ponto de vista social, a quebra e destruição da produçao é um probema sério que, no texto, não surge mencionado….

    • paulogranjo diz:

      É sério e importante, sim.
      Mas, se o problema enunciado no artigo dava para um livro ou dois, as consequências sociais e económicas da desindustrialização e da deslocalização são um mundio ainda maior. Seria bom podermos tratar de tudo o que tem alguma relação com um tema que abordemos sempre que falamos dele (afinal, é dessa forma interactiva que a realidade funciona), mas acabamos por nos ver obrigados a tratar dos assuntos um a um.

      Julgo, contudo, que não está a sugerir que uma subordinação dos lucros das indústrias perigosas às necessidades de segurança fosse um factor negativo e propício à desindustrialização e deslocalização. Porque isso andaria muito próximo da lógica de quem defende que temos de baixar salários e acabar com qualquer estabilidade de emprego para “sermos” competitivos.

      Quanto às questões ecológicas ligadas às indústrias perigosas e às suas opções economicistas, tem toda a razão.
      Uma unidade que produza bens vendáveis e valiosos é de imediato reparada, se não puder ser “atamancada”, mal se avarie; uma unidade que avarie e sirva apenas para evitar a libertação de produtos poluentes pode estar meses parada.

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