O SOS Racismo já não é teenager

O SOS Racismo faz vinte anos. De 7 a 10 de Dezembro muitas actividades vão assinalar este aniversário. Na terça-feira, tudo se passará na Cinemateca, com a apresentação do filme SOS Racismo – 20 anos a quebrar tabus e de diversas curtas. Nos dias seguintes, quarta-feira (feriado), quinta e sexta, as coisas passam-se no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. A entrada é livre até às 21h30. A partir dessa hora, paga-se 5€ para entrar.

Se o trabalho do SOS Racismo deve muito – imenso – ao incansável José Falcão, ele só foi possível porque ao longo destes anos ele e outros souberam reunir diversas pessoas que discutiram, pensaram e trabalharam em conjunto (teórica e praticamente) em torno desta questão tão esquecida por partidos e organizações de todos os tipos. Se há temas fundamentais na luta pela igualdade dos seres humanos em relação uns aos outros – esses grandes palavrões que estão ainda tanto por desenvolver e que meia volta dão passos terríveis atrás – são, de longe, o racismo e a xenofobia, o machismo e o sexismo, o fosso tão difícill de desfazer entre ricos e pobres, exploradores e explorados.

Se é verdade que não ouvimos falar todos os dias do SOS Racismo (como, por exemplo, não ouvimos falar todos os dias do que se passa em tantos e certos bairros ou nos centros de instalação temporária…), os inúmeros grupos e pessoas envolvidas na comemoração dos vinte anos do SOS Racismo só nos pode trazer alegria. Com filmes, concertos, stand-up, performances, teatro e ainda um homem-estátua, participarão Staticman, Bruno Cabral, Uncle C, Hugo G, Isabel Pato, João Dias, Manuel Mozos, Miguel Clara Vasconcelos, Raquel Freire, Susana Palmerston, Tiago Pereira, Mito Elias, Ângelo Torres, Raquel Castro, Rini Luyks, King Mokadi, Coro da Casa da Achada, João Afonso, Mimi (Ermelindo Quaresma), Maio Gumbé, Zé Pedro (Xutos & Pontapés), Pedro Gonçalves, Tó Trips (Dead Combo), JP Simões, Tano Brancamenta y La Miseria Deluxe, Paulo César, Pedro e Diana, Pedro Jóia, Galissa, Trium Virus, Pumacayo Espírito Nativo, Ex-Votos, Rui Xavier, Tito Paris, Tiago Gomes, Luanda Cozetti, Guto Pires, Pedro Branco, Rita Fouto, Patrícia Pina, Lotaria, Soul Gipsy Estoril, Thiago Justino, Daniel Martinho, Maria Viana, João Maló, Zé Raposo, Óscar Branco, Vítor de Sousa, Guilherme Leite, Carlos Paca, Miguel Sermão, Paula Só, Raquel Borges, Francisco Brás.

No Clube Ferroviário poderemos ainda ver uma exposição de pinturas, fotografias, cartazes e postais que dá conta destes vinte anos de SOS Racismo.

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5 respostas a O SOS Racismo já não é teenager

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  2. Confissão: devo ser racista porque sou branco e adoro pretos.
    Em compensação, os meus tempos lá fora deram-me preconceitos contra pessoas a quem não consigo decifrar bem as expressões faciais, adivinhem de quem estou a falar (e eles/elas não têm “culpa” nenhuma).

    Que grande ‘elenco’ que participa, parabéns !

    **happy**

  3. jal diz:

    Hummm! O SOS Racismo, quantas histórias por contar sobre a origem e a multiplicidade de gentes envolvidas e, também, sobre o sectarismo e os comportamentos dos falcões que o reduziram à expressão mínima.
    O que lá vai, lá vai…

    • Diana Dionísio diz:

      Tem aqui espaço para contar essas histórias, não se acanhe.
      De ameaças está o mundo farto.

      • jal diz:

        Não se trata de uma ameaça, foi mais um desabafo sobre uma organização nascida da vontade de muitos e com a participação de gente ligada a vários sectores da sociedade portuguesa que, por oportunismos e aproveitamentos de uns quantos, perdeu a sua abrangência e projecção inicial.
        A história (com muitas pequenas histórias pelo meio) é bem conhecida e os resultados são conhecidos: o SOS fio tomado de assalto pelo PSR.
        Mas, como digo o que lá vai, lá vai.

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