Rosa, rosae

Depois da incursão pelas presidenciais, aqui vai, para desopilar, um post dedicado àquelas rosas fanadas que circulam entre São Bento e o Largo das Ratazanas. Não pode concorrer com o o post da Morgada porque, como alguém já disse, «são versos, mas não é poesia»:

A uma rosa

Rosa tão linda, pálida e triste,
Rosa de encantos, cheiras tão bem!
Vejo que sofres; dize, que sentes?
Tens saudades de tua mãe?

Pois ainda ontem tu vicejavas,
Ao pé das rosas, tuas irmãs
Com quem vivias, embalsamando
A branda aragem destas manhãs!…

Mas eu cortei-te, rosa, perdoa!
Gostei de ti, mas ah! fui cruel!
Tens saudades, não tens? da abelha
Que ia, zumbindo, buscar o mel?

Ofereço uma rosa ou um cravo vermelho (no próximo 25 de Abril) a quem adivinhar quem é o autor destes versos. Vá lá, dou uma dica: é um de quem se dizia que era burro mas não tinha albarda.

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10 respostas a Rosa, rosae

  1. Morgada de V. diz:

    Com três silabazinhas apenas
    Se escreve o nome do ímpar
    É dos utensílios de cozinha
    O melhor para rapar!

    (o google sabe tudo)

  2. E o ‘namorado’ do cardeal C. também…
    😉

  3. António Paço diz:

    Já devo dois cravos (ou duas rosas) à Morgada e ao Major Alvega.

  4. iskra diz:

    Azar… do… sal.

  5. António Paço, pode sempre ir àquela terra infecta que se chama Santa Qualquer-Coisa, mandar a cortar a tête à estátua da criatura e oferecer-nos a todos assim como que um borrão em plasticina do “poeta”.
    Assim poupa em flores…
    😉

  6. iskra diz:

    :)… encontrarei maneira de o receber.

  7. foi para oferecer à mãe que era feia que nem um regate.a rosa deu-a ele mas quem ficou com os espinhos durante quase 40 anos fomos nós.

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