“Já me matei faz muito tempo
Me matei quando o tempo era escasso
E o que havia entre o tempo e o espaço
Era o de sempre
Nunca mesmo o sempre passo
Morrer faz bem à vista e ao baço
Melhora o ritmo do pulso
E clareia a alma
Morrer de vez em quando
É a única coisa que me acalma”.
Paulo Leminski (1944-1989), escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro, faixa-preta de judô (cito). É dele a letra de uma música de Caetano Veloso, “Verdura”, aqui amortalhada pelo jovem Alejo. É possível que alguns de entre vós não achem tanta graça ao vídeo como eu, que o nome do poeta não vos faça pensar no suicídio em massa dos lemmings, e que não fiquem depois a saber pela Wikipédia que se trata afinal de um mito cozinhado com a conivência da Disney, que suicidou milhares destes bichos para um documentário. Enfim, nem todos terão decidido que hoje era um excelente dia para abrir o Rosso di Montalcino, z. agr. Pian dell’Orino, 2007, reservado para ocasiões especiais em que não se passa rigorosamente nada (e é pena).




É que não se passa mesmo nada! De modo que segui os linques, e lá me fui instruindo… (O vinho deve ser mesmo bom. Depois de o ter referido já não escreveu mais nada – e é pena).
O vinho é um Brunello júnior muito recomendável, a preço acessível às massas. Salute!
Não sei se é bom, mas é muito chique.
(ps: o vinho italiano, claro)
Today and everyday
is poetry day!
(Tchim-tchim, Comadre,
aqui no pedaço a malta usa mais o Palmela Reserva do Pingo Doce
que, passe a pub., is very good quality for money)
(lishbuna incha de orgulho e esverdeia de inveja)
Salute!
Pingback: Rosa, rosae | cinco dias
O vinho italiano é um dos melhores vinhos do mundo…. e tb um dos mais caros