O manô Leminski

“Já me matei faz muito tempo
Me matei quando o tempo era escasso
E o que havia entre o tempo e o espaço
Era o de sempre
Nunca mesmo o sempre passo

Morrer faz bem à vista e ao baço
Melhora o ritmo do pulso
E clareia a alma

Morrer de vez em quando
É a única coisa que me acalma”.

Paulo Leminski (1944-1989), escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro, faixa-preta de judô (cito). É dele a letra de uma música de Caetano Veloso, “Verdura”, aqui amortalhada pelo jovem Alejo. É possível que alguns de entre vós não achem tanta graça ao vídeo como eu, que o nome do poeta não vos faça pensar no suicídio em massa dos lemmings, e que não fiquem depois a saber pela Wikipédia que se trata afinal de um mito cozinhado com a conivência da Disney, que suicidou milhares destes bichos para um documentário. Enfim, nem todos terão decidido que hoje era um excelente dia para abrir o Rosso di Montalcino, z. agr. Pian dell’Orino, 2007, reservado para ocasiões especiais em que não se passa rigorosamente nada (e é pena).

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8 respostas a O manô Leminski

  1. Pedro Penilo diz:

    É que não se passa mesmo nada! De modo que segui os linques, e lá me fui instruindo… (O vinho deve ser mesmo bom. Depois de o ter referido já não escreveu mais nada – e é pena).

  2. o da boa-fé diz:

    Não sei se é bom, mas é muito chique.

    (ps: o vinho italiano, claro)

  3. António Figueira diz:

    Today and everyday
    is poetry day!

    (Tchim-tchim, Comadre,
    aqui no pedaço a malta usa mais o Palmela Reserva do Pingo Doce
    que, passe a pub., is very good quality for money)

  4. (lishbuna incha de orgulho e esverdeia de inveja)

  5. Pingback: Rosa, rosae | cinco dias

  6. O vinho italiano é um dos melhores vinhos do mundo…. e tb um dos mais caros

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