lendo no frio dos tempos

Um sábado frio. Uma noite impossível para aventuras fora de casa. Leituras diversas enquanto a televisão bomba som lá ao fundo. Tropeço num texto no último “Le Monde Diplomatique” (edição tuga). O autor não me fascina, mas a frase final merece ser pensada nos tempos que (des)vivemos:
“A nossa situação actual situa-se no ponto exactamente oposto ao que prevalecia no início do século XX, quando a esquerda sabia o que devia fazer, mas tinha de esperar pacientemente o momento propício para passar à acção. Hoje, nao sabemos o que devemos fazer, mas temos de agir imediatamente, porque a nossa inércia pode ter em breve consequência desastrosas. Mas mais do que nunca, estamos obrigados a viver como se fossemos livres”
Slavoj Zizek

(também aqui)

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6 Responses to lendo no frio dos tempos

  1. Pingback: lendo no frio dos tempos « Paulo Jorge Vieira

  2. Daniel Nicola diz:

    Não diria inércia. Pelo contrário. Esgotamos é demasiadas forças no combate insano sobre a vírgula enquanto o capital escreve, corrige e reescreve o texto. Até quando?

  3. Leo diz:

    Fale por si, Paulo.

  4. Paulo Jorge Vieira diz:

    claro Leo… eu so falo por mim!

  5. Citação: Hoje, nao sabemos o que devemos fazer, mas temos de agir imediatamente…

    O drama é esse.
    Quando não se tem ideia mas se tem vontade o que costuma acontecer é dar com a cabeça numa parede ou cair por um buraco abaixo, não é novidade.
    Claro está, e depois haverá sempre uns inocentes que levam por tabela, assim como que ficam por conta dos danos colaterais para os registos e os discursos sobre…
    Indecente.
    🙁
    Posso entender a motivação e o tudo o resto, todavia acontece-me um defeito básico: tenho a mania que quando vou, me conforta saber para onde vou e o que estou exactamente a fazer ali.

    Senão o meu desempenho enfraquece.

    Como disse antes, mea culpa.

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