Nem gémeos, nem irmãos. Nem iguais, nem parecidos. Não há nenhum paralelo entre ocupante e ocupado.

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7 respostas a Nem gémeos, nem irmãos. Nem iguais, nem parecidos. Não há nenhum paralelo entre ocupante e ocupado.

  1. \|/ diz:

    Tens razão. Não há qualquer paralelo. E que tal pensar nos Taleban (criação Paquistanesa) como uma força ocupante? (em parte, porque não são uma criação Afegã) Ou, presumindo que não são uma força ocupante, porque é que agem como tal? (atacando a sua própria população) A NATO ataca deliberadamente a população Afegã?

  2. Antónimo diz:

    Uma coisa curiosa e nunca publicada são os motivos que levaram o governo comunista afegão a pedir a intervenção da URSS no país.

    Um dos problemas é que o governo supostamente satélite tinha proclamado a igualdade entre homens e mulheres. Foram os fundamentalistas que contestavam essas ideias radicais que os ocidentais apoiaram (boicotando por exemplo os jogos olímpicos de Moscovo) e que vieram a degenerar nos talibãs.

    Eu cá acho que são todos péssimos e se estou contra Washington não me coloco ao lado deste David. Interessam-me mais os Spartacus. Nem todos os pequeninos são boa gente. Como diz o rifão, homem pequenino, velhaco ou bailarino.

  3. Dédé diz:

    Se só se matassem uns aos outros não se perdia nada, o pior são os “danos colaterais”.

  4. Pois Antónimo, mas isso de proclamar seja o que fôr costuma dar em… nada, ou o pessoal chateia-se e a partir daí há m#$%a da grossa.
    Ninguém duvida das excelentes intenções do Najibullah e Companhia Limitada.
    Ninguém também deveria duvidar que a parvoíce tem efeitos perversos e que é necessário entender a alma às pessoas, isto claro no caso de elas contarem para alguma coisa.
    Depois costuma ganhar quem tiver os melhores canhões ou os melhores fornecedores dos ditos.

  5. Abilio Rosa diz:

    Eliminar os talibans da face da terra é tão importante como erradicar a sida do planeta!
    Não façam comparações idiotas!

  6. sérgio vitorino diz:

    A contra-cimeira da NATO, um dirigente da resistência afegã, deixou bastantes claras duas coisas: quem está a resistir militarmente aos americanos no Afeganistão não são os talibans, mas a população, que é maioritariamente anti-ocupação e anti-talibãs (não esquecer que estes nasceram de parto americano).
    Que a nova estratégia americana passa por negociar com sectores dos talibãs no sentido de acordar uma partilha do poder com os narcotraficantes que os ocupantes já colocaram no poder como seus fantoches. Não há paralelismo entre ocupantes e ocupados, por isso é que os talibãs dificilmente podem ser vistos como um sector legítimo de resistência anti ocupação da NATO ou como “ocupados”. As forças anti-democráticas nunca são parte da solução, mas sim do problema. Não são essas que devemos apoiar.

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