A luta não tem donos e a Avenida é a da Liberdade. Saberá o “Paz sim, NATO não” o que quer dizer “silvestres”?

A direcção da plataforma “Paz sim! NATO não” perdeu o juízo. Era o que faltava que uma determinada rede de organizações tivesse a tutela das ruas, coisa que, como a Mariana demonstrou, nem o Estado se arroga ao direito. Então não é que estas almas fizeram já dois comunicados onde consideram como provocadoras as outras manifestações chamadas para o Marquês de Pombal? Já não basta decidirem o alinhamento do protesto e ainda querem definir quem pode ou não protestar e com que linha política?

Se há várias manifestações convocadas para o mesmo local, elas só têm que fazer o que sempre fazem. Desfilar. Cada uma com a sua coluna e a dizer sobre o protesto o que bem entendem.

É que se por um lado se acusa que quem organiza acções noutros sítios é divisionista, que nome se dá aos que tendo outras coisas para dizer, até rumou para a mesma barricada do protesto?

“É pois com surpresa que a Campanha «Paz sim! NATO não!» tomou conhecimento que outras entidades – nomeadamente a Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO (PAGAN) – vieram posteriormente anunciar a realização de uma outra e diferente manifestação para o mesmo local e dia.

Neste sentido, dando seguimento ao sentir expresso na reunião plenária das suas organizações promotoras, realizada no passado dia 2 de Outubro, a Campanha «Paz sim! NATO Não!» informa e esclarece que:

– Essas outras entidades não integram a «Campanha Paz sim! NATO não!». De igual modo, nunca tomaram parte nem participaram em qualquer actividade da «Campanha Paz Sim! NATO Não!». Essas outras entidades têm naturalmente toda a legitimidade e possibilidade de realizar a sua manifestação, mas não para o mesmo local e dia da manifestação já anunciada e legalmente convocada pela «Campanha Paz sim! NATO não!”

Será isto que “Unidade na unidade” quer dizer?

“Repudia a atitude das denominadas PAGAN, do ICC e do WRI, que, numa vergonhosa e deliberada atitude de puro parasitismo político, procuram tentar associar de forma abusiva e inaceitável a Manifestação «Paz Sim NATO Não» às acções que entenderam vir realizar a Portugal, nomeadamente às chamadas «acções de desobediência civil»;

Lamenta que órgãos de comunicação social continuem a dar cobertura a afirmações do ICC, do WRI e da PAGAN que para além de significarem uma deliberada provocação à Campanha «Paz Sim! NATO Não!» faltam comprovadamente à verdade, constituindo uma deliberada campanha de desinformação;

Esclarece, uma vez mais, que discorda e se distancia das ditas «acções de desobediência civil» que mais não visam do que dar espaço mediático a iniciativas e sobretudo a organizações que, ou não têm qualquer implantação significativa na sociedade portuguesa, como é o caso da PAGAN, ou, como no caso do ICC, agem num claro desrespeito pelos movimentos da paz, sociais e populares em Portugal;

A confirmar-se este cenário é fácil perceber o que vai acontecer. O serviço de ordem do “Paz sim! NATO não” para além de dizer à polícia onde acaba a sua coluna (é feio mas está no seu direito), ainda anuncia que não reconhece legitimidade aos que se lhe seguem na Avenida, apontando o dedo na mesma direcção em que estarão apontados os cassetetes da polícia. Por essa altura, ou com um provocador infiltrado ou cavalgando alguma adolescência, será a altura de mostrar de que fibra é feita a NATO.

No barulho, parece que a única balda é a do BE (que terá aproveitado a deixa e abandonou a PAGAN) não se sabendo ainda se e como participará no protesto.

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137 respostas a A luta não tem donos e a Avenida é a da Liberdade. Saberá o “Paz sim, NATO não” o que quer dizer “silvestres”?

  1. Carlos Vidal diz:

    Renato,
    Eu não sou advogado de uma obsessiva “unidade na unidade”, mas entre a “unidade na unidade” e a “unidade na diversidade”, eu prefiro sempre a primeira.
    Porque a primeira tem hipóteses de obter resultados e a segunda, a “unidade na diversidade” nunca é mais do que um slogan publicitário. Bonito, mas marketeiro.

    • Gualter diz:

      Carlos, gostava que me apresentasse pelo menos um argumento, baseado no que já escrevi sobre o assunto no meu blogue, para justificar que a unidade na diversidade é apenas um slogan publicitário marketeiro e sem capacidade de transformação social. Apresente-me, que a partir daí podemos discutir, sem as típicas frases de arrogância do estilo “eu sei que é assim”.

  2. Miguel Lopes diz:

    “Essas outras entidades têm naturalmente toda a legitimidade e possibilidade de realizar a sua manifestação, mas não para o mesmo local e dia da manifestação já anunciada e legalmente convocada ”

    Sim, porque já sabemos que existem manifestações ilegalmente convocadas..

    • Renato Teixeira diz:

      Ora nem mais. É principalmente aí que reside a ironia do comunicado. A sua irresponsabilidade. Por isso mesmo acrescentei o texto da Mariana.

    • Gualter diz:

      Não sei o que é uma manifestação ilegalmente convocada. Em Portugal não é necessário convocar uma manifestação, a lei apenas diz que a polícia ou governo civil devem ser informados. Claro que entretanto cada um faz a interpretação disso que quiser.

      A única coisa ilegal e devidamente assumida é a desobediência civil em si, não o direito à manifestação sem aviso.

      • Renato Teixeira diz:

        poderá ser informada, não tem que ser informada. No caso, até os serviços da NATO já disseram que não iriam reprimir nada que não partisse montras. Estão a mentir sabemos, mas com os olhos abertos ninguém fará de nós tolos no fim da manifestação.

  3. Renato Teixeira diz:

    Carlos, ainda bem que a unidade não te fere a vista. E como ler os comunicados linkados? Onde te encontro no Sábado?

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  5. Leo diz:

    Diz Michel Chossudovsky:

    (…) “O objectivo das elites corporativas tem sido fragmentar o movimento popular num enorme mosaico “faça você mesmo”. A guerra e a globalização já não estão na linha da frente do activismo da sociedade civil. O activismo tem tendência para se fragmentar. Não há um movimento anti-guerra e anti-globalização integrado. A crise económica não está a ser vista como tendo uma relação com a guerra liderada pelos EU.

    A dissidência foi compartimentalizada. São encorajados e generosamente financiados movimentos de protesto separados “orientados por assuntos” (por ex. ambiente, antiglobalização, paz, direitos das mulheres, alteração climática), em oposição a um movimento de massas coeso. Este mosaico já era prevalecente na manifestação contra as cimeiras G7 e nas Cimeiras Populares dos anos 90. (…)”

    http://resistir.info/chossudovsky/comunicacao_serpa.html

    • Renato Teixeira diz:

      Este seu comentário roça a pulhiçe. Para quem se dizia imune ao insulto, vai a todas. Divisionistas, dissidências, financiados por entidades obscuras. O que é revelador é o “Paz Sim! Nato Não” não está longe de pensar o que lhe passa na moleirinha.

      • Leo diz:

        Este comentário é um excerto dum texto do Michel Chossudovsky, o académico canadiano em tempos plagiado por Francisco Louçã.

        Já nem o Michel Chossudovsky serve, Renato?

        • Gualter diz:

          Leo, o Chossudovsky está cheio de razão no que diz respeito à compartimentação do movimento por assuntos e a sua falta de coesão. Contudo, a questão de fundo não é o facto de cada movimento ter o seu tema (o próprio PCP e os seus movimentos satélites são mais do que tematizados, basta ver a longa lista de organizações que integram o Paz Sim Nato Não), mas sim saber o que contribui para a falta de um elo de ligação capaz de articular os vários temas numa dinâmica conjunta e massificada (una) contra o capitalismo ou outras manifestações hegemónicas.

          A minha análise, mais de experiência (comparada entre países) do que de teoria, é que o sectarismo do PCP, bem claro no discurso do Carlos Vidal, do Leo, ou, mais ainda, no comunicado do CPPC, é que estes são os verdadeiros responsáveis pela ausência de um movimento de massas (ou pelo menos de toda a esquerda anti-capitalista) que enfrente a hegemonia.

        • Renato Teixeira diz:

          Ora ora… a palavra proibida. É que o PCP não tem mesmo nada a ver com isto. Curioso o BE andar a dizer o mesmo. Tem alturas, em que independentemente das razões, quem tanto se combate acaba por exclusão de partes na mesma barricada.

          O Leo deve usar todos os autores como quem usa um saco do continente. Melhor ou pior, mete dentro dele o que quer que lhe dá jeito.

          O Gualter, já lhe disse quase tudo. Pela estarem a borrifar-se para Chossudovsky, quando em causa está a unidade das lutas.

  6. Leo diz:

    Faz muito bem a Campanha «Paz sim! NATO Não!» em não permitir que a sua manifestação seja posta em causa por oportunistas e faz muito bem em não deixar que seja parasitada por irresponsáveis.

    • Renato Teixeira diz:

      “Parasitas” “irresponsáveis”. O Leo, a cada dia que passa, desce mais o nível dos seus comentários. Com unitários destes, quem precisa de sectários?

      • Leo diz:

        Sim, oportunistas e irresponsáveis.

        A Campanha em defesa da paz e contra a Cimeira da NATO em Portugal – Campanha «Paz sim! NATO não!» convocou e organiza a manifestação de amanhã. Os seus objectivos, âmbito e organizadores foram amplamente divulgados no plano nacional e internacional, tendo sido comunicado às autoridades competentes a sua realização. Posteriormente tomou conhecimento que outras entidades – nomeadamente a Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO (PAGAN) – vieram posteriormente anunciar a realização de uma outra e diferente manifestação para o mesmo local e dia.

        Estas entidades não integram a «Campanha Paz sim! NATO não!», nunca tomaram parte nem participaram em qualquer actividade da «Campanha Paz Sim! NATO Não!».

        Têm naturalmente toda a legitimidade e possibilidade de realizar a sua manifestação, mas não para o mesmo local e dia da manifestação já anunciada e legalmente convocada pela «Campanha Paz sim! NATO não!».

        Mas nem eles nem outros têm o direito de parasitar a iniciativa da «Campanha Paz Sim! NATO Não!»

        • Mariana Canotilho diz:

          Ai têm, têm. É que os oportunistas e irresponsáveis também têm direitos fundamentais e podem ir “parasitar” as manifestações que lhes apetecer.

          • Leo diz:

            Claro que podem. Sujeitam-se às consequências.

            Ou será que a Mariana ainda não percebeu que as acções têm consequências? Olhe que têm. Depois não se queixe,

        • Gualter diz:

          Não brinque comigo. Há mais de um ano estive na primeira reunião internacional da rede No To NATO, que o CPPC supostamente também integrava (mas onde não esteve presente), e aí foi discutida a mobilização para Portugal e o tipo de iniciativas. Lá defendi, porque já sabia (dos FSP, etc.) que o CPPC/PCP dificilmente se articulam com o resto da esquerda, que a melhor forma de articulação seria criar espaços para que cada movimento se expresse da sua forma. Sugeri, em particular: uma grande manifestação de massas (a pensar no PCP/CPPC), acções descentralizadas de desobediência civil, uma contra-cimeira e um acampamento de treino.

          Mais ou menos todos estes espaços estão a funcionar, complementando-se. O que não esperava era que o CPPC/PCP se intimidasse tanto com a diversidade, ao ponto de ter que fazer comunicados deste cariz. Será que o CPPC usa a mesma estratégia do que as autoridades, criminalizando antes, para depois justificar a sua violência sobre os manifestantes indesejados?

          • JMJ diz:

            Ok, percebi (acho)

            Então o PAGAN e as outras organizações sairam dessa reunião com um plano de trabalhos que visava a organização de diversos eventos, de forma individual, justificando-se assim a sua recusa em integrar o movimento “Paz Sim! NATO Não!” no início do ano.

            A questão que se coloca a seguir é porque vieram agora (desde o final do verão e após a entrega das 13000 assinaturas na Assembleia da República) procurar integrar-se no Movimento “Paz Sim! NATO Não!”?

            Não conseguiram o sucesso esperado na sua mobilização?
            Qual a razão?

          • Leo diz:

            Acontece que a luta do PCP e do povo português contra a Nato é tão antiga quanto a própria Nato. Foi logo em 1950 que surgiu em Portugal a Comissão Nacional para a Defesa da Paz, 1ª organização do movimento da paz português. O principal dos seus objetivos era recolher 100 mil assinaturas para o Apelo de Estocolmo contra as armas nucleares, integrado no poderoso movimento que recolheu, em todo o mundo, 500 milhões de assinaturas — o maior abaixo-assinado de todos os tempos.

            Na época eram proibidas manifestações, mas os jovens organizavam-se em brigadas de trabalhadores e estudantes e percorriam as ruas dos centros e bairros operários como fizeram em Lisboa, Porto, Barreiro, Almada, Marinha Grande, Beja, Pias, Grândola e tantas e tantas outras cidades, vilas e aldeias, recolhendo assinaturas para a paz. Em inúmeras paredes, desafiando a proibição fascista, inscreveu-se a palavra Paz.

            Muitos pagaram estas ousadias com a prisão, as torturas e, em alguns casos, com a morte. Vários dirigentes do Movimento Nacional Democrático, como Ruy Luís Gomes, Virgínia Moura, José Morgado e Albertino Macedo foram julgados no Tribunal Plenário de Lisboa por terem enviado um telegrama a Salazar protestando contra a utilização do território nacional por forças da Nato.

            A realização, em Portugal, da 1ª conferência interministerial da Nato, em 1952, deu motivos acrescidos ao movimento da Paz. A acção mais imaginativa e audaciosa que realizaram – a colocação de dois grandes cartazes no elevador de Santa Justa, em Lisboa, à hora de maior movimento. Num deles lia-se Fora a Otan enquanto o outro apelava Luta pela Paz. Enrolados nos cartazes encontravam-se folhetos com gravuras relativas à paz, que voaram pela Baixa lisboeta.

            Em Junho de 1971, realizou-se em Lisboa uma nova reunião do Conselho Ministerial da Nato. Em plena Guerra Colonial, essa reunião constituía uma verdadeira provocação e um insulto ao povo português. A Ação Revolucionária Armada (ARA) levou a cabo uma ação que perturbou por completo o efeito público dessa reunião, à qual acorreu em grande número a comunicação social internacional. Disfarçados com as fardas dos funcionários dos CTT, operacionais da ARA explodiram aquele que era o centro nevrálgico de todas as comunicações radiotelegráficas e telefônicas, situado a poucas centenas de metros da sede da PIDE. Lisboa ficou isolada do resto do país e do mundo, provocando a desorientação e a maior perturbação no seio do governo fascista e entre os seus convidados parceiros da Nato. Por este fato a reunião começou com grande atraso, tendo sido desvalorizada pelos numerosos jornalistas presentes que optaram por dar relevo à ação da ARA.

            Conquistada a liberdade, não foi mais necessário recorrer a acções clandestinas ou armadas. A criação, em 1976, do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), é um momento alto da luta pela paz em Portugal, dando-lhe uma expressão popular, unitária e de massas. Nos anos 80, combateu-se intensamente a instalação de novos e mais potentes mísseis norte-americanos na Europa Ocidental e exigiu-se o fim das armas nucleares.

            Em 1999, milhares de portugueses contestaram nas ruas a agressão à Jugoslávia, o que voltaram a fazer dois anos depois, quando da invasão do Afeganistão. Nos dois casos, fizeram-no enfrentando uma poderosa ofensiva mediática legitimadora das guerras e do novo papel da Nato.

            Desde que foi conhecida a disponibilidade das autoridades portuguesas para receberem, no país, a cimeira da Nato em 2010 que o movimento da paz se mobilizou. Nasceu assim, em Janeiro deste ano, a Campanha “Paz Sim! Otan Não!”, em torno de questões essenciais: a manifestação de repúdio pela realização da cimeira da Nato em Portugal; a exigência de retirada das tropas nacionais de missões da Nato; o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da Nato no país; a recusa da transformação da União Europeia em pilar europeu da Nato; a exigência do desarmamento, do fim das armas nucleares e de destruição maciça e da dissolução da Nato.

            Em torno destas causas, a Campanha rapidamente alargou a sua influência a vários sectores, reunindo mais de uma centena de organizações nacionais (entre as quais se contam o CPPC, a CGTP-IN e o PCP). Entre as ações realizadas, destaca-se a petição que recolheu 13 mil assinaturas e que foi já debatida na Assembleia da República, obrigando PS, PSD e CDS a assumirem as suas posições em defesa das guerras e ocupações e da corrida aos armamentos.

            A manifestação de dia 20 de Novembro, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em Lisboa, estou certo que pela sua dimensão e significado, ficará na história da luta pela paz em Portugal.

          • Renato Teixeira diz:

            Contra factos, sobram poucos argumentos.

          • Gualter diz:

            JMJ:
            «Então o PAGAN e as outras organizações sairam dessa reunião com um plano de trabalhos que visava a organização de diversos eventos, de forma individual, justificando-se assim a sua recusa em integrar o movimento “Paz Sim! NATO Não!” no início do ano.»
            Não, a PAGAN não existia, nem sequer tinha nome definitivo quando participei na reunião internacional em Berlim, em Outubro de 2009. Teve uma primeira reunião preparatória em Setembro. Convidou o CPPC, entre outras organizações e movimentos para a segunda reunião em Novembro. O CPPC nunca disse pêva, mesmo depois de vários convites da PAGAN e do próprio comité de coordenação internacional da campanha internacional No To NATO (onde estão, inclusivamente, PCF, Die Linke, etc, ou seja partidos amigos do PCP).

            Penso que está a confundir também o que é a PAGAN. A PAGAN não é uma organização, é uma plataforma, assim como o é a Campanha Paz Sim NATO Não (chamar-lhe campanha é apenas um adorno). A PAGAN nunca recusou integrar-se na Campanha Paz Sim NATO Não. O que aconteceu foi uma ausência de resposta ao convite lançado ao CPPC meses antes, seguido do lançamento da Campanha PSNN em Janeiro. Nesta altura, a campanha PSNN era pouco mais que o PCP, perdão, CPPC, e meia dúzia de organizações amigas.

            «A questão que se coloca a seguir é porque vieram agora (desde o final do verão e após a entrega das 13000 assinaturas na Assembleia da República) procurar integrar-se no Movimento “Paz Sim! NATO Não!”?»
            Você porventura leu os comunicados da PAGAN e os apelos à participação na manifestação de Sábado? Então vá ler e depois diga-me se há lá alguma coisa que não seja um apelo à participação na manifestação, ao nível de participação que é esperado que exista de outras estruturas que não integram a campanha PSNN, desde o BE, até ao colectivo de futebolistas anti-guerra da Amadora.

            Ao Leo já não respondo, porque não preciso de lições de história de fanáticos clubistas, sobretudo quando estas não trazem nada ao assunto em discussão.

          • JMJ diz:

            Obrigado pelos esclarecimentos, mas a sua descrição do CPPC, do Movimento Paz SIM! Nato Não! e das restantes organizações que compõem o movimento é absolutamente inacreditável.

            Amanhã lá estaremos na Avenida da Liberdade! Eu e os restantes mentecaptos do PCP (e todos os outros que quiserem vir connosco) e o Sr. Gualter e os iluminados.

            Todos contra a NATO!

  7. Pascoal diz:

    Cheira-me que alguém vai tentar meter toda e qualquer oposição à NATO debaixo das suas saias.

  8. Mariana Canotilho diz:

    Eu, sinceramente, nem consigo perceber muito bem esta coisa das duas manifestações diferentes marcadas para o mesmo dia, no mesmo local, com o mesmo objectivo. Se são no mesmo dia, no mesmo local e com o mesmo objectivo (ou seja, se não se trata de manifestação e contra-manifestação) são a mesma coisa!!!! Os proponentes de uma manifestação não passam, pelo simples facto de serem organizadores, a ter o direito de seleccionar manifestantes, nem os cartazes que eles levam. Como é que “o serviço de ordem” sabe onde acaba a sua coluna? Têm uma listinha com a identidade dos manifestantes todos, é?

    • Leo diz:

      Não há duas manifestações diferentes para o mesmo dia, no mesmo local. Há uma manifestação a da Paz Sim, Nato Não, devidamente comunicada ao Governo Civil.

      E que se vai desenrolar nos moldes habituais em que se têm desenrolado todas as anteriores manifestações convocadas quer pelo Movimento Sindical quer pelas Organizações Unitárias, nomeadamente da Paz.

      Entendeu agora, Mariana?

      • Mariana Canotilho diz:

        Leozinho,

        Eu já tinha entendido. Acho que quem não entende é o Leo.
        Já sei que há uns senhores muito responsáveis e cumpridores da lei que comunicaram devidamente uma manifestação anti Nato ao Sr. Governador Civil.
        Acontece que, a partir desse momento, eu passo a ter o direito de lá ir gritar contra a Nato, com os cartazes que muito bem me apetecer e vestida de preto. O direito de manifestação é, antes de tudo, um direito individual que, se não passa pelo crivo do Estado, muito menos pelo de um qualquer “serviço de ordem”.
        Os senhores organizadores deviam saber que, a partir do momento em que convocam uma manif, correm o risco de que apareça lá malta de quem não gostam, mas que, por acaso, também é anti Nato. Nada lhes dá o direito a decidir quem se manifesta ou não.

        • Leo diz:

          “eu passo a ter o direito de lá ir gritar contra a Nato, com os cartazes que muito bem me apetecer e vestida de preto.” Claro que até pode ir nua se lhe apetecer e quiser arcar com as consequências.

          É maior e vacinada, certo?

          • Mariana Canotilho diz:

            Ó, Leo, é uma felicidade ver que finalmente estamos de acordo!

          • Renato Teixeira diz:

            Somos. Mas o Leo insiste em tratar toda a gente como se do seu filho se tratasse. Ainda bem que a Mariana já lhe explicou tudo direitinho. Arre.

            Mariana, este Leo está quase a convencer-te a gastar os tais euros da viagem. 😉

        • Daniel Nicola diz:

          Ou seja, para o Leo, se uma organização (não importa qual) decidisse marcar uma manifestação para os 365 dias de 2011 num determinado local, tal era suficiente para impedir que outras organizações o fizessem durante todo o ano? E porquê? Porque marcaram 1º no governo civil… Porra, mas voltámos à escola primária, em que os argumentos andavam à volta do “eu vi primeiro” ou “eu cheguei primeiro”.
          O Leo confunde unidade com unanimismo à volta dos controleiros do costume.
          Se nem no contra a esquerda consegue a desejada união, como é que poderá almejar a um dia transformar o que quer que seja?

      • Leo diz:

        A piada que eu acho a quem prega mas não actua. Pelo menos parece que estimulei a vontade de actuação do Renato. Apareça. Traga mais cinco.

        • Renato Teixeira diz:

          Nossa. Que moral. Lá o espero no fim da manifestação para lhe dar a conhecer a Rubra.

          UNIDADE! UNIDADE! UNIDADE!

          • Orlando diz:

            Caro Renato
            Não é meu apanagio ser grosseiro, nem tão pouco malcriado. Mas tenho a dizer-lhe que me indigna o facto de certos grupos se quererem apropriar daquilo que os outros organizam. Eu passo a explicar. Há muitos anos a esta parte que as manifestações do 1º de Maio, convocadas pela CGTP IN são integradas por um grupo de pessoas, que abusivamente se integram ostentando a sua cor partidária e trazendo o seu líder à frente. Que eu saiba, a manifestação do 1º de Maio convocada pela CGTP é uma iniciativa sindical e não de partidos políticos, porque carga de agua estes grupo de gente insiste em vir junta mostrando qual o partido a que pertence???????? Porque não integram eles os sindicatos representativos dos seus sectores ???? Esta pergunta já foi feita por mim diversas vezes aos dirigentes do Bloco de esquerda, mas infelizmente fiquei sem resposta. Afinal de contas quem são os sectários ??????????????????????????????????????????

      • miguel serras pereira diz:

        Claro, Leo – “manifestação há só uma, a do Leoo e mais nenhuma”.

        msp

    • Renato Teixeira diz:

      Mais ou menos isso. Não costumam andar a leste das suas colunas. Digamos que não gostam de deixar ninguém na solidão do protesto.

      • Renato Teixeira diz:

        O facto de serem todos contra a Nato, não significa que andem todos a pregar a Paz à moda da madre Teresa de Calcutá. Podemos dar o pino trinta vezes, mas começa a ficar claro que esse é o principal problema. O monopólio da mensagem política.

        • Leo diz:

          Neste caso a mensagem política é de mais de 100 organizações que apoiam a Campanha Paz Sim, Nato Não. E que entraram voluntariamente no apoio a estas iniciativas.

  9. Manuel Monteiro diz:

    Vão por esse caminho, vão, o de afirmar quem é quem, que o movimento popular com merdas destas bem fodido está

  10. xatoo diz:

    sob a capa do voluntarismo anti-Nato o BE tem uma agenda encoberta… em última instância esses pseudo activistas aceitam a criminalização da dissidência (desde que isso traga votos e possam subir na vida sob a gerência capitalista de um qualquer Alegre)
    Capitalismo, mercados, etc, como se o capitalismo pudesse ser reformado e por um qualquer milagre (ou vários) pudesse ficar de repente “honesto”, expurgado dos seus fundamentos expansionistas, “livre” da corrupção natural que lhe é inerente pelo regime de propriedade privada – uma situação em que nem as ruas já são deixadas aos critérios da liberdade de expressão e reunião

    • Leo diz:

      “sob a capa do voluntarismo anti-Nato o BE tem uma agenda encoberta” Tem razão Xatoo, e não é só de agora, sempre teve. E eles sabem que cada vez há mais gente que sabe disso. Vai ver que se vão portar sonsamente bem na Manifestação de amanhã.

    • Renato Teixeira diz:

      E sobre que capa foram escritos os comunicados citados?

  11. blablabla diz:

    O Renato, vai mas é plantar batatas pá! A PAGAN rompeu com qualquer diálogo e hipótese de acções unitária há semanas atrás quando decidiu, unilateralmente, sair da plataforma comum e tratar de organizar as suas actividades de forma autónoma. Tá bem? Porque é que não contas a história desde o princípio, não dá jeito?

    • Renato Teixeira diz:

      Prefiro cogumelos, espargos e outros produtos silvestres.

      • Carlos Vidal diz:

        Bom, ó Renato, responde lá ao blablabla.
        Até é um nick sugestivo.
        Porreiro.

      • Orlando diz:

        Mais uma vez Renato, penso que um pouco de honestidade e seriedade não lhe ficaria nada mal. É um pouco abusivo da sua parte estar a tentar justificar o injustificável. Porque não fazem então a manifestação para outro local e levem os vossos cartazes do BE e anti nato e façam lá a vossa desobediência civil, agora não integrem manifestações em que não acreditem nos organizações, só lhes fica mal. A liberdade é isso mesmo. Continuo na minha, eu não vou à manifestação do 1º de Maio da UGT com palavras de ordem ofensivas para com o governo socialista, nem com cartazes, que sei de antemão não são coisas que aquela organização sindical aceita.

        • Renato Teixeira diz:

          Estou-me borrifando para o BE e para a UGT. Não me cheira que fossem para eles que os comunicados foram escritos.

          Carlos, troco a resposta ao blá,blá,blá, pela tua opinião sobre os comunicados ou por companhia (ou deverei dizer segurança) no Sábado. 😉

    • Gualter diz:

      Pura mentira. O CPPC foi convidado, desde o início (Novembro 2009), a criar uma plataforma comum para as acções contra a NATO. O que fez? Em Março/Abril criou a sua própria plataforma, sem nunca ter dado resposta aos convites formais para o diálogo unitário, quer pela PAGAN, quer pela plataforma internacional No To NATO.

      • Leo diz:

        Desde que foi conhecida a disponibilidade das autoridades portuguesas para receberem, no país, a cimeira da Nato em 2010 que o movimento da paz se mobilizou.

        Nasceu assim, em Janeiro deste ano, a Campanha “Paz Sim! Nato Não!”, em torno de questões essenciais: a manifestação de repúdio pela realização da cimeira da Nato em Portugal; a exigência de retirada das tropas nacionais de missões da Nato; o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da Nato no país; a recusa da transformação da União Europeia em pilar europeu da Nato; a exigência do desarmamento, do fim das armas nucleares e de destruição maciça e da dissolução da Nato.

        Em torno destas causas, a Campanha rapidamente alargou a sua influência a vários sectores, reunindo mais de uma centena de organizações nacionais (entre as quais se contam o CPPC, a CGTP-IN e o PCP). Entre as ações realizadas, destaca-se a petição que recolheu 13 mil assinaturas e que foi já debatida na Assembleia da República, obrigando PS, PSD e CDS a assumirem as suas posições em defesa das guerras e ocupações e da corrida aos armamentos.

        A manifestação de dia 20 de Novembro, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em Lisboa, culmina esta luta que estou certo pela sua dimensão e significado, ficará na história da luta pela paz em Portugal.

        • Gualter diz:

          O movimento da paz é só o CPPC?

          Então e a PAGAN, que se formou em Setembro de 2009, com convite aberto a todo o movimento pela paz e contra a guerra? Se quer uma prova, tem-na aqui, mas se não quiser ir mais longe, eu transcrevo-lhe o importante deste artigo publicado a 25 de Outubro de 2009:

          «Em finais de 2010 vai realizar-se em Portugal uma cimeira da NATO e está a desenhar-se na Europa uma vasta rede de organizações contra o militarismo e a guerra, para os quais a NATO tem oferecido um contributo destacado. A designação da campanha internacional que se irá desenvolver é: “No to War, No to NATO”» [rede onde, aliás, o CPPC estava, ou pelo menos tinha uma série de afinidades, como pude comprovar na altura – até se estendeu o convite para elementos do CPPC, mesmo não tendo estado na reunião, integrarem o Comité de Coordenação Internacional (ICC)].

          «O facto de a cimeira se realizar em Portugal coloca a quem aqui reside um desafio especial e uma obrigação particular de participação no movimento anti-NATO.

          Nesse sentido formou-se, a 30 de Setembro de 2009, em Lisboa, o PAGAN, Plataforma Anti- guerra, Anti-Nato, tendo dois activistas estado presentes de 15 a 18 de Outubro, uma série de reuniões que tiveram lugar em Berlim (…)»

          «A 2ª reunião do PAGAN vai ter lugar em Lisboa, tendo sido feito um apelo à participação de cidadãos e organizações do Porto, assim como de outras zonas do país.»

          O CPPC também foi convidado nesta altura (se é que já não havia sido antes), ou seja, bem antes de Janeiro.

          • Orlando diz:

            Isto parece uma guerra de quem fica à frente e de quem tira os louros. Felizmente que para o movimento de protesto contra a Nato, salva-se aqueles que há muitas dezenas de anos lutam por essa causa. Continuo a dizer, o BE que faça a sua própria manifestação e tire os respectivos louros, mas que coisa, QUEM OS IMPEDE DE O FAZER ????????????

          • Gualter diz:

            Os únicos que montaram a guerra foi o PCP/CPPC, através da campanha PSNN. Nunca vi uma palavra da PAGAN contra a manifestação de Sábado, apenas apelos à participação nela. Assim como apela e organiza outras acções de desobediência civil, independentemente desta manifestação, em momentos e locais distintos.

            E para os grandes defensores do PCP que por aqui desfilam (os que mais arruínam o PCP, um partido de enorme importância para a luta social), mais uma vez, a ver se entendem desta vez:
            a) a PAGAN não é o BE, mesmo se tem lá gente do BE (como tem anarquistas, ecologistas e o raio da diversidade que seja – só não tem o PCP e os seus satélites, porque este decidiu criar o seu próprio movimento para cascar em todos os outros opositores à NATO)
            b) não sou do BE, nem tenho qualquer afinidade com esse partido.
            c) a luta social não se esgota nos partidos (e muitas vezes nem sequer deles beneficia).

          • Renato Teixeira diz:

            Orlando, a guerra é um pouco diferente. Os que vão à frente, também querem escolher os que vão atrás. Feio, muito feio.

          • Leo diz:

            Para mim o movimento da paz é o CPPC. Até sou sócio.

          • Renato Teixeira diz:

            Benfica, Benfica!
            Marrazes, Marrazes!

  12. É por estas e por outras que a direita cresce, pela inteligência de saber que nos momentos certos a união faz a força.

    A (s) esquerda(s) diariamente apelam ao mesmo e fazem o contrário: Esta manif é nossa, só nossa, e se quiseres vestir preto e pintar a cara escreve um documento com as tuas palavras de ordem até às 24 h de hoje, que depois digo-te se tens lugar. Mais, vê lá se não levas bandeiras do partido ou faixas com o reaccionário A de Anarquista ao serviço do grande Kapital, sim!

  13. blablabla diz:

    Ya Renato! A tua resposta é típica dum puto (mimado) de 10 anos. Mas olha: se não sabes o que se passou e das palhaçadas que a PAGAN fez durante as reuniões preparatórias e da forma vergonhosa como rompeu com tudo e todos, trata de informar-te minimamente antes de disparares na direcção do costume.

    • Renato Teixeira diz:

      Eu disse “parece que” e “terá”. Prometo crescer se o blá, blá, blá aprender a ler. Até ver, ainda não disparei para lugar nenhum. É outro o tempo verbal quando o objectivo é esse.
      Mas faça o favor de nos esclarecer. Onde vai estar o BE na manifestação de sábado, se não subscreve nem plataforma Paz sim! NATO nem está na PAGAN?

    • Leo diz:

      Claro que ele sabe. Tanto que sabe que não só lhes apara o jogo como nos quer tomar por tolos. Acontece que andamos nestas lutas há muitos, muitos anos e topamos todas as jogadas. Quem quer vir por bem que venha, se vêem por mal para fazer mal aguentam com as consequências.

      • Daniel Nicola diz:

        Pois andam. E o resultado é o que vê – o constante diminuir das acções verdadeiramente populares, o alienamento crescendo de quem sendo de esquerda não alinha em lutas intestinas nem se interessa pela mesquinhez do debate em torno de quem sai à frente…

        • Leo diz:

          Andamos mesmo nestas lutas pela paz desde há muitos, muitos anos. E estou certo que a Manifestação de amanhã vai provar que há muito mais gente mobilizada pela paz e contra a NATO.

  14. blablabla diz:

    E o sr. José Manuel Faria que vem cá debitar as acusações do costume tinha já o dever de saber que o seu querido partido (Bloco de Esquerda) abandonou, também, a PAGAN.

  15. Pedido de divulgação.

    Está on-line um novo site informativo das esquerdas portuguesas, no endereço http://www.vermelhos.net.
    O editor do portal, João Delgado, justifica esta iniciativa com a inexistência de um espaço plural no qual possam ser conhecidas as posições e debates em curso na esquerda. Vermelhos .net não se assume como um projecto jornalístico, mas antes um espaço de divulgação, que se dirige a todos quantos não se acantonam em muros e têm da esquerda uma visão plural.
    João Delgado, ex-militante do PCP e actualmente militante do BE, considera que esta iniciativa é o corolário lógico do que sempre defendeu como activista e dirigente partidário, isto é, que as esquerdas à esquerda do PS quebrassem tabús e encetassem diálogos para a construção de alternativas à alternância do centro.

    • Leo diz:

      Nada de novo. Outro a tentar vender peixe.

    • Renato Teixeira diz:

      A divulgar pois. Oportunamente. Abraço e parabéns pela iniciativa que a avaliar pelo debate em curso bem precisa de partir muita pedra. Nunca é demais tentar.

    • JMJ diz:

      Mais um senhor que tem como feito primeiro do seu curriculo ser “ex-militante do PCP”.

      É coisa boa, porque não tem prazo de validade. Dura para toda a vida, ao contrário da maioria dos empregos e ainda por cima, abre muitas portas neste país.

      • João Delgado diz:

        Sim, fui militante do PCP durante mais de uma década e tenho orgulho nisso. Quanto ao emprego que isso me deu não sei se me pode esclarecer qual é, porque assim de repente não estou a ver. E a ideia do site é precisamente contornar sectarismos como o seu e o do Leo ali em cima.

        • JMJ diz:

          Você define-se primeiro como ex-comunista ou como actual bloquista?
          No resumo acima, fica dada uma ideia, que pode ser a errada, mas é a que apanhei.

          Quanto ao restante da minha afirmação, poderia aplicar-se a si (se fosse o caso, que pode ser ou não, não interessa), mas aplicou-se e aplica-se a muitos outros que mais não sabemos deles do que o facto de “em tempos” terem sido militantes do PCP. Que isso lhes deu outras saídas, no mundo da política e arredores, é inegável.

          Acredito no entanto, plenamente, que o João Delgado não precisará dessas “ajudas” para levar por diante o seu projecto pessoal de vida.

          • Caro JMJ, não confunda ex-militante do PCP com ex-comunista. É que os comunistas não são todos militantes do PCP, e, já agora, nem todos os militantes do PCP são comunistas.
            Quando ao resto, parece-me da mais elementar decência que se alguém é responsável por um site de informação política assuma desde logo como se situa politicamente. Foi só isso que fiz. O que será o vermelhos.net é assunto que não carece de especulação, a prova dos dias será suficiente.

          • JMJ diz:

            Carissimo,

            Então, e só por causa das coisas, e a bem da uniformização de conceitos, acordemos que não há “comunistas” nesta sociedade. haverá militantes do PCP e pessoas próximas do seu espectro politico que são ou não militantes nesta e noutras organizações politicas.
            Quanto ao resto da sua afirmação ela está correctissima. Só que achei piada, porque as palavras valem o que valem e o que dizemos e escrevemos tem um valor próprio.
            Ao se definir como “João Delgado, ex-militante do PCP e actualmente militante do BE”, quando podia dizer simplesmente “João Delgado, militante do BE” acrescenta informação extra, respeitante ao seu passado politico, o que é simbólico de que o que afirma (pelo simples facto de ser citado) é relevante, para a nossa formação de opinião sobre os seus méritos.
            Espero sinceramente que não seja como outros “ex-militantes do PCP” que ainda hoje vivem com esse passado na carteira, como se fosse uma qualquer legitimação extra da sua capacidade. Acredito que não o seja.

          • João Delgado diz:

            É o velho problema de citar excertos. Repare que há um motivo para eu referir que fui militante do PCP, e esse motivo está logo à frente onde digo que este projecto corresponde ao que sempre defendi na minha militância partidária, diálogo entre as esquerdas. Se omitisse a militância no PCP a frase seguinte não teria o mesmo significado, pois não?
            “João Delgado, ex-militante do PCP e actualmente militante do BE, considera que esta iniciativa é o corolário lógico do que sempre defendeu como activista e dirigente partidário, isto é, que as esquerdas à esquerda do PS quebrassem tabus e encetassem diálogos para a construção de alternativas à alternância do centro.”

        • Leo diz:

          Curiosamente vê sectarismo onde não há sectários e não o vê onde eles estão.

    • Orlando diz:

      Será que também vão apoiar o Alegre ???????????????

      • Já visitou o site? Leu as notícias publicadas? Ou dispara primeiro e pergunta depois?
        Vermelhos.net não apoia nem apoiará candidatos presidenciais ou partidos. Quando for caso disso apelará sempre ao voto nas forças de esquerda, como está implícito na designação que escolhemos.
        Obviamente que quem faz o vermelhos.net tem toda a liberdade de tomar as suas decisões específicas.
        Mas fiquemos por aqui, já estamos a ocupar muito espaço num post sobre um assunto mais premente. E que por acaso também anada à volta da unidade e do sectarismo…

  16. blablabla diz:

    Renato não te faças de sonso. Todo o teu post é um ataque ao PCP. Mas Ok! Está no teu direito fazê-lo e deveria ser teu dever saber fazê-lo com seriedade (o que não é minimamente o caso). Podes continuar a desconversar à vontade: é a demonstração mais cabal da tua falta de argumentos.

    Quanto aos “vermelhos”…. ah, ah, ah, ha! ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah. ah.

    Desculpem, mas acabei de cair da cadeira e de rebolar pelo chão de tanto rir com o curriculum vitae do “editor” do “novo” blog.

    • João Delgado diz:

      Não é um blog, é um site.
      Não é um curriculum vitae, é uma declaração de interesses.
      Quando acabar de se rir, leia. Não dói.

    • Renato Teixeira diz:

      Ataque ao PCP??? Mas o PCP tem alguma coisa que ver com o “Paz sim, NATO não”?

      Assim começo a ficar baralhado…

      • Leo diz:

        Não arme ao sonso, está careca de saber que o PCP integra a Campanha «Paz Sim! NATO Não!», ao lado doutras mais de 100 organizações promotoras.

        • Renato Teixeira diz:

          Percebido. A partir de agora passo a chamar a familia por “organizaçao promotora”. Isso é capaz de dar ao Natal um clima very british.

  17. Américo Tomé diz:

    O Renato a desconversar ainda é mais democraticamente irritante do que quando escreve sobre o Belenenses. Foda-seeeee!

    • Renato Teixeira diz:

      Obrigado. Já conseguem ganhar ao Freamunde?

      • JMJ diz:

        Quando tiverem da CML os mesmos apoios que a Académica teve da CM Coimbra e quando puderem fazer do seu estádio o que a Académica fez do municipal de Coimbra, talvez, tal como aconteceu com a Briosa, possam voltar a ganhar ao Freamunde.

        Como já alguém aqui disse, ser sócio do Belenenses é uma escolha. Ser sócio da Briosa/Braga/Maritimo/Nacional, etc… é uma obrigação de todos os contribuintes do país.

  18. Nas tintas para o Blokem-me.
    Cogumelos há por todo o lado, e de toda a espécie (basta uma pessoa não se enganar no que apanha, else you’re dead) agora espargos é outra coisa…(e muito mais caro, e é tipo cenoura, cresce para dentro).
    Eu cá esfaqueava qualquer um que me viesse roubar os espargos, sobretudo se forem verdes, muito melhores que os brancos.
    O problema não se põe, na medida em que já não tenho nenhums… nem umzinho para amostra.

    **very sad**

  19. Augusto diz:

    Ontem quinta-feira, centenas de cidadãos estiveram no Camões num comicio concerto , organizado pelo Bloco de Esquerda contra a Nato, sem quaisquer constrangimentos ou impedimentos.

    Sabado há mais uma acção contra a Nato, ( quantas mais melhor), organizada pela plataforma Paz SIM-Guerra Não, na Av. da Liberdade para a qual a Pagan está a convocar tambem, e á qual se juntam os organizadores da contra conferência, que tem lugar nestes dias no Liceu Camões.

    Não vejo porque é que várias organizações, que têm como ÙNICO OBJECTIVO, ( penso) o denunciarem a conferência BELICISTA na Expo, têm de se degladiar entre si, em lugar de entenderem que a PLURALISMO só enriquece o combate comum.

    Julgo que a melhor forma de fazer o jogo dos senhores da Guerra, dos Socrates e dos Cavacos (que aproveita descaradamente a presença de Obama, para fazer campanha eleitoral),são estas guerras de alecrim e manjerona.

    Ninguem é DONO da Avenida que tem como nome LIBERDADE, cada cidadão é responsável pelos seus actos, se houver excessos, o que não acho nada provavel, eles serão provocados por um ambiente hostil que se crie em relação a minorias mais activas, já tive provas disso e desse sectarismo , que certos militantes ditos de esquerda, e os seus serviços de ordem . que por vezes mais parecem jagunços, utilizam.

    O INIMIGO ESTÁ NA EXPO, e não em TODOS aqueles que querem desfilar na Av. da Liberdade contra a Nato.

    • Leo diz:

      “penso” ??? Está provado que nem sempre. E goste ou não, amanhã, enquanto durar a Manifestação, a Avenida da liberdade é da Campanha Paz Sim, Nato Não e de todos os manifestantes.

    • Orlando diz:

      Desculpe mas amanhã eu irei à manifestação organizada pela “Paz sim, Nato Não”, outros movimentos que professem desobediência civil não violenta que se vão manifestar para outro lado. Se querem confusão vão para a Expo, aí podem manifestar a tal desobediência.

      • Renato Teixeira diz:

        Sem título de propriedade nada feito. Vai com quem for. É assim como o Natal. Com alguma sorte, pode escolher bacalhau ou peru. Assim não lhe apareca um tradicionalista que manda o peru porta fora.

  20. Confucio diz:

    Falem com o governador civil que ele resolve o problema como resolveu o provocado pela Amnistia, que queria manifestar em frente ao Mosteiro dos Jerónimos o seu apoio ao povo do Tibete, durante a visita do chinês. O homem é um “legalista” e a sua decisão será justa, quem primeiro pediu autorização faz a manifestação, aos outros ele manda irem manifestarem-se prás Berlengas.

    • Leo diz:

      “quem primeiro pediu autorização faz a manifestação”. Em Lisboa e em qualquer lado, é isso que está na lei.

      • Renato Teixeira diz:

        Sim. Na lei também diz “As manifestações são do PCP, salvo indicações em contrário”.

        • Leo diz:

          Preferia que a lei excluisse o PCP? Tem azar não exclui. Por cá houve uma revolução. Quem exclui partidos comunistas e persegue comunistas são muitos dos países da NATO, nomeadamente nalguns onde houve contra-revoluções.

          Como já lembrei, as primeiras iniciativas a favor da paz e contra a NATO foram de iniciativa do PCP e envolveram militantes seus e muitos outros democratas e desenrolaram-se na época fascista. O modelo continua sendo o mesmo apenas mudou a moldura legal.

          Agora as manifestações e outras iniciativas desenrolam-se dentro da legalidade.

          • Renato Teixeira diz:

            Será que o Leo ainda não percebeu quem é que está a excluir quem? Sinceramente. A Morgada que o ature.

  21. Boots diz:

    O problema foi a PAGAN ter tido uma postura de oportunismo político em todo este processo, desde há muito tmpo como foi a sua postura nas reuniões onde recusava trabalhar com o Paz Sim! Nato Não! (PSNN!)por este ter associado “organizações”, como se por exemplo o BE não fosse uma. Tentativas despudoradas de aproveitamento até das próprias acções PSNN! como o exemplo de no dia de uma acção de pintura de um mural nos restauradores terem por lá aparecido curiosamente na altura em que apareceu a imprensa para falarem como se estivessem a sujar as mão na pintura, etc, etc. A realidade é que quando se aperceberam que sozinhos não conseguiriam fazer qualquer iniciativa de massas, ao contrário do que previam (muitos dos seus putos radicais/burgueses assustam-se com a bófia) decidiram então colar-se ao protesto que antes enjeitaram numa manobra oportunista e que lhes daria cobro ao abrigo da multidão de poderem fazer a merda que quisessem. Quanto ao direito à livre manifestação claramente de acordo, Lisboa é muito grande, e o governo civil já tinha autorizado para ali a manif PSNN! Por isso não se permite outra é simples, logicamente que quem quiser integrar a manif enquanto cidadão e não enquanto organização que recusava trabalhar com outras é bem vindo e deve comparecer!

    • Leo diz:

      “logicamente que quem quiser integrar a manif enquanto cidadão e não enquanto organização que recusava trabalhar com outras é bem vindo e deve comparecer!”

      Obviamente. E que tragam mais cinco.

      • IT diz:

        Uma manif não é um casamento. E já nem este é para a vida. A história do “mais vale só que mal acompanhado” não é aconselhavel para acções de movimentos de massas, que não devem ter ambiente seleccionado, mas antes estarem abertas a todos os que se identifiquem com os seus objectivos. Enquanto nos entretemos com estas tretas há quem agradeça.

    • Orlando diz:

      Assino por baixo

    • Gualter diz:

      Onde é que vocês apanham esses delírios? É do Avante ou por injecção directa do comité central?

      Podem fazer o favor de pelo menos ler textos das várias partes envolvidas e depois comentar com um mínimo de seriedade e conhecimento?

      • Leo diz:

        Lê-se o que vem dum lado, depois o que vem doutros lados e no fim tira-se a bissectriz? É mesmo isso que está a sugerir, João? É isso que lhe ensinam no jornalismo de precisão? Ora bolas! E as convicções ideológicas? E a análise objectiva da realidade? Isso não conta?

        • Gualter diz:

          Não, lêem-se os dois lados e no fim aplicam-se as convicções ideológicas (se necessárias no contexto em causa) para debater a realidade (não objectiva, porque se o fosse não teriamos necessidade de estar aqui a discutir o que efectivamente se passou) apreendida dessa análise.

          A ideologia conta muito, mas negar a realidade que o outro apresenta, sem sequer se dar ao trabalho de consultar as suas fontes, passa da ideologia à cegueira dogmática.

  22. Vitor Ribeiro diz:

    Ó pra mim, que tenho a pilinha (leia-se: sou mais de esquerda) do que tu!
    É com este tipo de gente que vamos mudar o mundo? Haja pachorra… Com tantas citações (fica sempre bem…) não há ninguém que se dê ao trabalho de pensar pela sua cabeça e de se olhar ao espelho e ver que afinal está exactamente a fazer o mesmo de que acusa o outro? E que estas discussões, longe de interessarem a quem dizem defender (o povo?) só serve os interesses contra os quais dizem lutar?

    • Leo diz:

      Não tenho dúvida nenhuma que tem muito mais substância política a Campanha “Paz Sim! Nato Não!”, em torno de questões essenciais: a manifestação de repúdio pela realização da cimeira da Nato em Portugal; a exigência de retirada das tropas nacionais de missões da Nato; o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da Nato no país; a recusa da transformação da União Europeia em pilar europeu da Nato; a exigência do desarmamento, do fim das armas nucleares e de destruição maciça e da dissolução da Nato.

      E que entre as acções que esta Campanha realizou sobressaem a petição que recolheu 13 mil assinaturas e que foi já debatida na Assembleia da República e a manifestação de dia 20 de Novembro, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores.

  23. Caro Renato,

    Só para memória histórica, e nada mais do que isso, pesquise sobre o que se passou da última vez que duas organizações marcaram uma manifestação para a mesma hora, o mesmo local, o mesmo objectivo (comemorar o 1º de Maio).

  24. Vou desfilar com burka diz:

    Álvaro Cunhal chega a Portugal no dia 30 de Abril de 1974. Mal chega dá uma conferência de imprensa , onde estão vários jornalistas e centenas de apoiantes. Cunhal responde às perguntas em voz alta, em tom de comício, perante um mar de gente entusiasmada. Afirma o apoio do PCP ao MFA e à independência das colónias. Mas, a certa altura, um dos presentes, com sotaque latino-americano, interpela-o: «Cunhal, e América Latina?» Cunhal responde, elevando a voz: «Votos que toda a América Latina se liberte da opressão imperialista!». Logo a seguir um homem grita-lhe em castelhano: «Cunhal, e Espanha?» Descendo o volume da voz, Cunhal responde: «Pensamos que são possíveis relações de boa vizinhança dentro dos princípios da coexistência pacífica» .
    De facto os seis governos provisórios manterão relações diplomáticas com o regime franquista (Cervelló, 1993: 344-354). Mas o que Cunhal declarava ali, à chegada a Portugal, era muito mais do que boas relações de vizinhança com o franquismo espanhol, era a fidelidade do PCP a «Ialta e Potsdam». A América Latina, tal como a África e a Ásia não foram nas conferências entre as potências, em 1945, objecto de partilha. Permaneceram como um terreno de disputa, onde quer as potências ocidentais quer a URSS podiam tentar exercer influência – muitos dos Estados destes três continentes nem sequer existiam em 1945. Mas Espanha e Portugal estavam no território de influência norte-americana, e esse espaço devia ser respeitado. É a esse compromisso que o dirigente comunista Álvaro Cunhal vai ater-se mal acaba de chegar a Portugal, vindo do exílio.
    Quando surge a discussão do papel de Portugal na NATO (OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte), depois do 25 de Abril de 1974, o PCP muda a sua posição face a Rumo à Vitória e passa a ser a favor do «respeito pelos compromissos internacionais decorrentes dos tratados em vigor» , que estava previsto no programa do MFA, e essa é a posição que irá defender, no Governo e fora dele. O PCP ambiciona uma NATO menos hegemonizada pelos Estados Unidos e considera que a segurança de Portugal depende da segurança colectiva à escala da Europa, mas sem pôr em causa a NATO .

    • Leo diz:

      Ainda ontem à noite na entrevista na RTP, Jerónimo de Sousa lembrou o apego do PCP à Constituição da República Portuguesa e sublinhou o seu Artigo 7.º

      “1. Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do homem, dos direitos dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados e da cooperação com todos os outros povos para a emancipação e o progresso da humanidade.

      2. Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

      3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.”

      Repito ainda ontem à noite Jerónimo de Sousa criticou directamente o PR Cavaco Silva por desrespeitar a nossa Constituição nomeadamente não fazendo cumprir o que lá está consagrado, a defesa da “dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.”

  25. Vou desfilar com burka diz:

    Para ouvir Cunhal apoiar a as boas relações com o regime franquista, ouvir em:

    Regresso do exílio de Álvaro Cunhal. In http://www.cm-odivelas.pt/Extras/MFA/cronologia.asp?canal=7 consultado em 14 de Janeiro de 2008.

    Para ver a posição oficial do PCP de apoio de manutenção de Portugal na NATO durante a revolução ver:
    «Portugal e a OTAN». In Avante!, Série VII, 20 de Junho de 1974, p. 4.

  26. miguel dias diz:

    Ao minuto 3.10 o alter ego do Vidal, resume:

  27. mesquita diz:

    Boa tarde,

    Queria lembrar que a Otan, entre outros motivos, foi criada para em conjunto, se defender de uns “gaijos” que no inicio da segunda grande guerra, fizeram um pacto com hitler.
    Este pacto, só foi quebrado porque os “tótós”, foram posteriormente, invadidos pelos nazis.
    Há documentos,filmes e fotografias.

    Bom fim de semana.

    • Leo diz:

      Mais outro que se esquece que a NATO foi criada seis anos antes do Pacto de Varsóvia e que vinte anos depois da dissolução do Pacto de Varsóvia continua atascada no Afeganistão, depois de perder a honra na Jugoslávia e Iraque.

      A NATO é um cadáver adiado que com a galopante caminhada para a insolvência do criador, ultrapassou o prazo de viabilidade e não tarda terá que recolher a penates, depois de ter semeado morte e destruição.

    • eduardo costa diz:

      V. Exa., para ilustração das gerações mais novas, importa-se de estampar aqui qual é a data do Pacto de Munique e a data do pacto germano-soviético ?
      Agradecido.

  28. jal diz:

    O que é divertido é saber que existe um conjunto de amigos, sem capacidade de mobilização e sem qualquer credibilidade enquanto organização, que sistematicamente tentam aproveitar a boleia de outros para afirmar que fizeram coisas espantosas. Até estão na luta de massas (organizada e mobilizada por outros – os maus e sectários).

    • Leo diz:

      É isso. Mas como têm grande peso mediático (e padrinhos) pensam que tudo lhes é devido e que todos se têm de sujeitar aos seus caprichos. Mimados, os pequenos…

  29. João Torgal diz:

    Confesso que me irrita solenemente este tipo de discussões inúteis. Quem é que é “mais puro”, quem é que é mais “contra a NATO”, etc, etc, etc. Este tipo de postura de divisão (não sei de quem é a responsabilidade, nem me interessa) só enfraquece o movimento e enche de satisfação os poderes reunidos do Parque das Nações.

    Nao faço parte de nenhum movimento, nem plataforma destas. A única coisa que me interessa é que marcarei presença amanhã na manifestação, como forma de questionar a guerrilha institucionalizada. Renato, vejo-te por lá, certo?

    • Renato Teixeira diz:

      Evidente. Entrarei no desfile quando tal for autorizado pelo serviço de ordem.

      Acho contudo que não se trata de medir pilas quanto ao quem é mais contra a NATO, ou quem é mais de esquerda.

      Sem deixar de sublinhar que concordo que o deviamos era estar a fazer era debater o que é e como se combate a NATO, a intimidação em curso é lamentável, desmobilizadora e já agora, anti-constitucional o que deve merecer alguma reflexão. Esperemos pelo menos que o debate tenha servido para se evitarem, daqui a pouco, cenas menos abonatórias de quem dirige o movimento. Até já.

  30. Leo diz:

    “só enfraquece o movimento”????

    Mas de que movimento está a falar? Francamente não tenho nada a ideia de que o movimento de paz em Portugal vá sair enfraquecido da Manifestação de amanhã. Outros movimentos talvez, mas o nosso movimento de paz nacional sairá reforçado.

  31. Confucio diz:

    Só gostava de saber onde é que esta gente, tão amante das amplas liberdades, da democracia popular e de outras tangas parecidas estava quando as tropas soviéticas entraram pela Hungria e pela Checoslováquia adentro ou quando foram ao Afeganistão levar a paz e a liberdade.

    P.S.: Estão aqui a dizer-me ao ouvido que não estou a ver bem a questão, que a gloriosa e saudosa URSS só fez essas intervenções a pedido dos povos locais. Assim sendo, as minhas sinceras desculpas, estava completamente enganado a propósito da natureza do “farol da humanidade”, é que eu pensava que aquilo era uma império fascista e opressor.

  32. o da boa-fé diz:

    Vim eu a descer, a descer, sempre a descer, neste caixote de comentários mais ou menos vermelhos, a ver se encontrava alguma grande nota do grande líder Jerónimo, e afinal nada… E não é que fui dar com um Confucio herético que um dia, se o Leo virar ministro e o Carlos Vidal secretário de estado, irá certamente conhecer os encantos do silêncio e da escuridão nalgum calabouço vermelho. Como eu, aliás, e todos os que se sintam um nadinha incómodos no interior da sagrada e mui responsável UNIDADE.

    “Nós não discutimos Deus… Nós não discutimos a Pátria… Nós não discutimos a autoridade… Nós não discutimos a família… Nós não discutimos o trabalho” (Oliveira Salazar, que não sendo vermelho também amava a unidade).

    Que se foda a unidade!

    “Com que amarga facilidade se abandona um desejo, uma paixão, a parte essencial de si” (Vaneigem).

  33. Preto diz:

    Cambada de sectários, todos vocês, sem excepção. Amanhã vou e nenhuma das vossas organizações é dona do meu protesto. Irra.

  34. miguel serras pereira diz:

    RENATO TEIXEIRA

    É ABSOLUTAMENTE INADMISSÍVEL QUE VOCÊ PUBLIQUE UM POST COMO O QUE ESTÁ LÁ EM CIMA (http://5dias.net/2010/11/20/quando-ha-uma-luta-entre-david-e-golias-o-nosso-lado-so-pode-ser-um-david-estamos-do-lado-da-vitoria-militar-da-ditadura-ocupada-contra-a-‘democracia’-ocupante-estamos-do-lado-da/) COM OS COMENTÁRIOS FECHADOS.
    DEIXANDO DE PARTE O MÉTODO ADOPTADO PARA DEFENDER AS SUAS POSIÇÕES, PODE VER SOBRE ESTAS O COMENTÁRIO QUE ME OBRIGOU A FAZER NO VIAS: http://viasfacto.blogspot.com/2010/11/contra-sabotagem-das-accoes-de-rua.html

    msp

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