Uma concentração no dia da greve

Os Precários Inflexíveis anunciam hoje na sua página que organizam, juntamente com a Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual, uma concentração no dia da greve, às 15h, no Rossio. Segundo julgo não será a única concentração a haver nesse dia. E não serão as únicas pessoas a andar pela rua.

Não querendo voltar a uma discussão que já foi longa (aqui e aqui, por exemplo), insisto que não vejo mal nenhum nisso. Queria até que houvesse mais concentrações, por todo o lado.

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72 respostas a Uma concentração no dia da greve

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    Haverá Diana! Junta-te aos piquetes de greve. É aí que se trava a principal batalha em dia de greve geral.

    • Leo diz:

      Não adianta Tiago, eles dão tudo por protagonismo. Repare neste exemplo:

      http://static.publico.pt/sites/storify/

    • Diana Dionísio diz:

      Tiago, não digo que não – longe de mim achar que não há uma luta e uma acção importantíssima a fazer nos piquetes. Mas não vejo qual nenhum mal em haver concentrações de pessoas na rua. Não me parece inconciliável.
      Eu não pertenço a nenhum sindicato nem trabalho numa empresa que precise de ser fechada. Onde me informo sobre os piquetes com necessidade de gente no dia da greve? Vou a uma central sindical? Eles aceitam assim qualquer pessoa que lá apareça? É que sou bem capaz de me apresentar ao serviço.

    • GG diz:

      A plataforma das artes vai estar nos piquetes em frente ao Teatro Nacional, ao São Carlos, São Luis… vai haver piquete de greve nesses locais?

      e os precários? vão aos call centers, ou aí já tá?

      E se forem, sabem que às 15 horas (hora da concentração) vão estar com uma directa em cima, muitas horas de conversa…?

      Por acaso sabem o que é um piquete de greve? e uma greve geral? e que uma acção com uns milhares que sejam, (se vier o americano serão umas poucas centenas…) será sempre motivo para desvalorizar o impacto da greve?

      Temos muito trabalho pela frente… as divisões nesta altura servem só quem está contra a luta. è dificil perceber? claro que não… esse é o vosso objectivo, a vossa razão de existência desunir, destabilizar, enfraquecer…

      fazem o jogo do capital, essa é que é essa… e são muito oportunistas. Quantos plenários? Quantas distribuições? Estavamos mal se os trabalhadores confiassem em vós….

      • Leo diz:

        Tem toda a razão:

        “Temos muito trabalho pela frente… as divisões nesta altura servem só quem está contra a luta. è dificil perceber? claro que não… esse é o vosso objectivo, a vossa razão de existência desunir, destabilizar, enfraquecer… “

        • Youri Paiva diz:

          Que visões tão bonitas e burocratas.

          Então quem não ficar em casa ou nos piquetes de greve está a minar a greve. É preciso ter cuidado com a televisão, porque esta só nos é favorável se lhes lançarmos apenas números e percentagens – factos e factos. Fazer? Não.

      • Diana Dionísio diz:

        Pois, GG,
        às 15h não aguentamos com a directa em cima para estar numa concentração no Rossio convocada pelos Precários Inflexíveis e pelos Intermitentes do Espectáculo
        mas às 17h30 aguentamos um concerto no Rossio convocado pela CGTP
        (http://5dias.net/2010/11/17/todos-somos-protagonistas-da-greve-geral/)
        De facto só vos interessam os donos…

  2. p. diz:

    Em Faro: às 16h30 no jardim Manuel Bivar em frente à CGD.

  3. PR diz:

    Acho muito bem que os precários inflexiveis organizem acções de concentração, manifestações etc… no dia da greve fariam melhor em apelar aos seus que se juntassem aos piquetes de greve….

  4. LG diz:

    Pois, para os precários há os trabalhadores e os precários. Que se devem afastar dos locais de trabalho, não se devem unir, mas dividir, claro. Faz todo o sentido. Aliás, têm uma luta que é só deles. Já agora, por que não levam pancartas contra as entidades patronais e os trabalhadores com vínculo permanente?

  5. LG diz:

    Trabalhadores com vínculo permanente, esses privilegiados….e malandros. De facto, os precários inflexíveis sabem orientar a luta!

  6. Vítor Dias diz:

    Tanto quanto li num mail, a União dos Sindicatos de Lisboa, sempre enfatizando a prioridade aos piquetes de greve e acções junto dos locais de trabalho, anunciou a montagem de um posto de informação, durante o dia 24, no Rossio dotado de animação. Creio que será um bom sítio para se juntarem todos quantos porventura se sentirem um pouco «pendurados» nesse dia.

    • Diana Dionísio diz:

      De facto lá no post dos Precários Inflexíveis, eles dizem: «A União de Sindicatos de Lisboa manterá neste local um ponto de informações e mobilização para a greve.»

  7. CD diz:

    “Eu não pertenço a nenhum sindicato nem trabalho numa empresa que precise de ser fechada. ”
    Precise de ser fechada??? fechada como? Não é contra as empresas que farei greve!

    Será que entendi bem?

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Acho fantástico que os precários marquem uma concentração e a única reacção do sectário-geral é dizer que o que eles querem é protagonismo. Parece que há lutas mais iguais do que outras e que os movimentos e as pessoas não podem lutar contra esta política e este PEC, sem ser nas lutas superiormente autorizadas, resta saber por quem? Acho imensa graça que alinhes nesse pregão, ó Tiago, parece que não é bom que haja pessoas nos piquetes, nas ruas e nas praças a publicitar a greve geral. Enfim. Prefiro participar na greve, ir às manifs e acções que quiser, sem pedir a autorização a alguns dos nossos comentadores, para quem, pelos vistos, a luta não se limita a contestar este governo e estas políticas.

    • Leo diz:

      Mas os precários não trabalham em empresas, universidades, sectores variados, Nuno? Claro que trabalham.

      Obviamente que não se juntando aos seus colegas de trabalho e mantendo-se num grupinho à parte, querem chamar a atenção para si próprios e ganhar protagonismo.

      E não participar na denúncia colectiva das injustiças e da luta por mudanças necessárias – que esta Greve Geral protagoniza -, juntamente com os seus colegas de trabalho, não é lá grande ideia, antes pelo contrário.

      Esta necessidade de protagonismo, esta obsessão por chamar a atenção, passando por cima de tudo e de todos vai torná-los antipáticos aos olhos de muita gente e receio bem a começar nos seus próprios colegas de trabalho.

    • Nuno, tb dizes uma vez “greve” em vez de “greve GERAL”. Gulag contigo.

      • LAM diz:

        Também me parece. Isto da Greve (ó prá maiúscula!) devia vir acompanhado, sobre o que se pode não se pode, com instruções tipo IKEA.

        • Morgada de V. diz:

          Eu vou passar a chamar-lhe Excelentíssima Senhora Doutora Greve Geral Convocada Pelo Movimento Sindical e Devidamente Autorizada Pelo Camarada Leo (por causa das coisas).

          • Carlos Vidal diz:

            Slogan e reverência que não serve para nenhum cartaz (ou frase que não serve para nenhum cartaz – não serve porque não cabe, não cabe porque não mobiliza, não mobiliza porque não fere nada nem ninguém e não fere porque não rupturiza, oh oh).

            Além do mais, este assunto voltou aqui. Parece-me que ninguém se opõe a manifestações e outras celebrações, mas antes vejo quem sublinha certas tarefas que não podem ser descuradas (piquetes e coisas assim chatas).
            Agora, quem ciclicamente traz este assunto à colação, fá-lo para que surja “oposição dentro da oposição”. É como dizia o outro: não se pergunte porque é que a matrix necessita das pessoas, mas antes porque é que as pessoas necessitam da matrix.
            Percebido? Não? É que eu também não percebo o que escrevi.
            Pouco, pouco, percebo pouco de tudo um pouco.

          • Morgada de V. diz:

            Confesso, Carlos. Sou uma inimiga do povo.

          • Leo diz:

            Devidamente autorizada? E eu a pensar que os direitos se exercem… francamente nunca vi ninguém a pedir autorização para exercer os seus direitos.

      • Renato Teixeira diz:

        Um dardo de ouro dos processos de moscovo já para esta senhora!

        • Renato Teixeira diz:

          Carlos, o que não “rupturiza”, como lhe chamas, não será se ficar sempre pelo do costume. Porque vibramos com o que se passa lá fora em termos de resistência, dos estudantes de londres à resistência palestiniana e fazemos sempre questão de transformar a luta num fado?
          Acho que no título da sua última posta o Nuno resume todo este debate.
          Quanto a fazer piquete de greve em fábrica alheia é de quem nunca alapou o cú à porta de uma fábrica, e não percebe que o mais interessante de uma greve GERAL é a alavanca para as lutas que ou se seguem, ou se sai derrotado.
          E depois da greve? (Gulag… gulag…)
          Eleições a água de malvas?
          Não seria esse o debate a lançar por estes dias?

          • Carlos Vidal diz:

            Eu ainda não li aqui nenhuma oposição frontal a processos/manifestações de contestação nesse dia, nem tal é a minha posição. O que me parece é que há quem queira, por insistência, empurrar outrém para essa posição. Não sei porquê.

        • Morgada de V. diz:

          Só vi agora, Renato, muito obrigada. Agora tenho de nomear outros, ou é purga com ela?

    • É pena que certas pessoas ainda não tenham percebido que há quem trabalhe isolado e NÃO TENHA COLEGAS. E há quem não tenha local de trabalho. E há quem não tenha trabalho. E há quem não tenha sector. E há quem não tenha pachorra para gente bloqueada.
      Para mais dia de greve com tudo nos piquetes ou metido em casa mais parece um dia feriado. A luta faz-se na rua. (Ou só o Leo sabe como é suposto fazer-se???)

      • Leo diz:

        Quem quer fazer greve não vai trabalhar e quem quer fazer mais deve juntar-se ao seu piquete de greve ou a outro.

        E todos juntos podem fazer grandes piquetes e até, se tiverem vontade para tal, podem mostrar o seu descontentamento nas ruas.

  9. Bolota diz:

    Tiago,

    Bom seria que a longo do país existissem varios locais de concentração.
    Para o Sul se exitir algum local de encontro , coloque aqui onde

    Um
    abraço

  10. Nuno disseste tudo, nada a acrescentar.
    **very serious**

  11. miguel serras pereira diz:

    Excelentes respostas, Diana. Comentário perfeito, Nuno.
    Subscrevo, sublinho e retomo.
    Abraço solidário

    msp

    • Carlos Vidal diz:

      Eis aquele (já cá faltava) que sempre que há mal entendidos ou discordâncias numa determinada linha ou campo de contestação, aparece logo para sublinhar ufano as pequenas e grandes divisões.

      • Renato Teixeira diz:

        Arre. MSP, sinceramente. Um dia temos que ir juntos à bola. Gosta? Quer ir a Coimbra gritar briosssa, briossssa de um lado para o outro do estádio?

  12. helder diz:

    Infelizmente, a greve é um acepipe que não me pode passar pelo estreito. Desde já, um muito obrigado a TODOS aqueles que vão travar esta luta por mim.

  13. JMJ diz:

    Querem Festa?
    Querem Piqueniques?
    Querem Musica e animação?

    Façam de cada piquete, em cada local de trabalho, uma grande concentração de trabalhadores, percários ou não, infléxiveis, sempre.

    Cada piquete é uma manifestação!

    • Leo diz:

      Quem quer fazer greve não vai trabalhar e quem quer fazer mais deve juntar-se ao seu piquete de greve ou a outro.

      Se houver grandes piquetes e se eles ganharem élan para isso, que mostrem o seu descontentamento nas rua. Isso somará valor à greve geral.

  14. zé neves diz:

    parece que a cgtp não tem noção do trabalho que dá fazer uma greve geral e da seriedade qeu o momento envolve; fazer um concerto no dia da greve?!!?!

    • Diana Dionísio diz:

      Realmente… Apelar às pessoas que se juntem às 17h em pleno Rossio (quando não há transportes!!!) e ainda por cima para dançar?!? A CGTP não deve ter noção nenhuma da organização das coisas e da trabalheira que dá estar nos piquetes… Mais: a CGTP não quer que ninguém esteja nos piquetes, quer que a greve geral falhe!!! Deve ser isso…

    • Leo diz:

      Parece é que o Zé Neves está a precisar de mudar de óculos, os que usam são muito selectivos.

  15. Ricardo Noronha diz:

    Está toda a gente convidada para vir fazer piquetes à porta do Colombo, onde eu trabalho. Na Torre Oriente trabalha-se desde as 6h30. Vai ser divertido ver-vos por cá. Há uma cadeirinha guardada para ti Leo. Daquelas à realizador de cinema com «Director da greve» escrito nas costas.

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