E é claro que não me esqueci do documentário de Jorge Pelicano: Pare Escute e Olhe você também (e lembre-se sempre de Sócrates/Canavilhas)

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

7 Responses to E é claro que não me esqueci do documentário de Jorge Pelicano: Pare Escute e Olhe você também (e lembre-se sempre de Sócrates/Canavilhas)

  1. almajecta02 says:

    Enquanto isto a esquerda que, há algum tempo, parece ter-se desengajado de qualquer compromisso com a ruptura efetiva da ordem dominante, refugia-se no domínio estético, em especial nas grandes e pequenas manobras de denúncia, em geral injectando mais e mais ética na boa causa da Arte. Ora como reactivar a arte que não seja dentro do próprio circuito cultural, que a subsumiu? A aporia talvez resida justamente nestas equivalências: arte, cultura, ética – todas embaladas no mesmo envólucro do chamado “cultural”. O que torna inócua a mera evocação encantatória de uma velha certeza: “a iarte não é cultura”, não é instrumento de edificação moral das pessoas, mas é uma instância de liberdade. Disto sabemos todos, e nisto consistia o projeto moderno, mas estamos todos de acordo que ele já cumpriu o seu destino.

  2. Carlos Vidal says:

    A frase é boa, Jecta, contém uma velha ideia do Godard – a oposição entre a “iarte” e a cultura – e é certeira, mas o projecto moderno ainda não acabou o seu destino.
    De quem é? Do Mehdi Belhaj Kacem? Minha? Tua?

  3. almajecta02 says:

    a andar para trás, pareces o Habermas, não te preocupes com os autores e as autorias, os elitismos e as simpatias pelo totalitarismo, no capitalismo tardio os indivíduos funcionam como a criatura e a criação para acomodar os valores hegemónicos.

  4. almajecta02 says:

    de uma sociedade de consumo.

  5. Niet says:

    O Almajecta tem visões sublimes e muito bem trabalhadas teóricamente. Exemplares. Quase sempre. Esta da ” criação e dos criadores” no capitalismo “tardio” que” funcionam para acomodar os valores hegemónicos”, bate mesmo fundo na terrível Lógica da Dominação. Que se joga na neutralização a priori de toda a alternativa política pela força da racionalidade económica e social: as formas e os conteúdos obedecendo a um cenário restrito, prévio e calculado… Como assinala Baudrillard, é a lógica programática que coarcta as faculdades de ” alucinação política “, porque todo o ” programa é dissuasivo ao erguer-se contra o futuro.(…) A que acresce o facto de ele oferecer a possibilidade de fazer e de desfazer as situações antes que aconteçam, pode-se reactualizá-lo indefinidamente sem o risco de se tornar actual, pode-se também nisso investir uma energia louca que seria ameaçadora noutro lado. É o modelo elevado à potência da jurisdição preventiva de toda a sociedade. A chantagem ao programa pode-se substituir a todas as repressões “. Niet

  6. Ana Alpha-beta says:

    Que prazer lembrar-me de Sócrates e não ter de o aturar.
    Boa sorte! Isso por aí está cada vez pior…

    Quem votou nessa gentinha, quem foi? Quem foi?
    Eu não fui!
    Já dei à sola!

    Cumprimentos

  7. Ana Alpha-beta says:

    Ai, pois… mas que lapso o meu…
    Qual o tema do post?

    Ora bem, deixa-me ver se consigo acertar. Tem qualquer coisa a ver com alphas e qualquer coisa a ver com o nenuco de oura da pátria.
    O primeiro vai ser inundado.
    O outro fartou-se de meter água em tudo o que tocou, inundou o país de magalhães e de dívidas, mas segundo consta ainda não foi ao fundo…

    Senhor setôr, não me diga que falhei no tema…
    :smile:

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>