Encontramo-nos dia 24?

Tenho reparado que agora, em vez de se dizer «vou fazer greve», se diz «vou à greve», que em vez de se dizer «vamos todos fazer greve!», se diz «todos à greve!». Vamos à greve, está claro. Mas vamos onde?

Está marcada alguma concentração / manifestação para o dia 24? É que ainda não dei por isso. Alguém me pode esclarecer? Alguma estrutura dessas que tenta organizar as massas está a pensar marcar alguma coisa? Encontramo-nos nalgum lado para dar uns gritos?

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76 respostas a Encontramo-nos dia 24?

  1. Leo diz:

    “Alguma estrutura dessas que tenta organizar as massas está a pensar marcar alguma coisa?” ????

    Obviamente que cada sindicato está a organizar piquetes de greve. Já contactou o seu?

    • Diana Dionísio diz:

      Precisamente a minha pergunta é se todos os trabalhadores (e desempregados, e etc.) se juntam nalgum momento do dia.

  2. Leo diz:

    Insisto, porque não contacta com o seu sindicato e lhe põe a questão? São eles que sabem das necessidades. Eu vou estar no piquete de greve da minha empresa.

    • antónimo diz:

      e o leo não tem nenhuma ideia do sítio para onde se devem dirigir os precários, os desempregados e os des-sindicalizados? ou acha que nesta altura o essencial é estar a fazer catequese pró-sindicatos

      • Leo diz:

        Os precários e des-sindicalizados trabalham em sectores de actividade e em empresas, certo? Parece-me que não lhes caem os parentes na lama por contactarem o seu sindicato de classe. Os desempregados também já trabalharam em determinadas actividades, muitos estiveram sindicalizados, também sabem a que porta bater.

        Quem pode convocar a greve são as associações sindicais representativas de trabalhadores e as assembleias de trabalhadores da empresa ou serviço quando a maioria não for sindicalizada, e desde que nelas participem a maioria dos trabalhadores (convocadas no mínimo por 200 ou 20% dos trabalhadores).

        Calculo que não faça greve pois parece que tem nojo dos sindicatos.

        • antónimo diz:

          calcula mal, presume nojos que não existem, em compensação recusa-se a cooperar com quem fez uma pergunta (e que nem fui eu que a fiz). parece-me bastante imbecil enquanto atitude, mas você é que sabe o que quer e quem é que quer convencer do quê.

          • Leo diz:

            Recuso-me a cooperar? Até lhe sugeri o que deve fazer – estar no piquete de greve junto dos seus colegas – e o contacto com o sindicato.

            E atitude de nojo é uma forma adequada de classificar quem sobre isto me acusa de “fazer catequese pró-sindicatos”.

            A mim não me caem os parentes na lama por estar no piquete de greve com os meus colegas e com os meus delegados sindicais.

          • antónimo diz:

            a pergunta não era minha. sei muito bem o que vou fazer. aliás, até sou sindicalizado, há muitos anos, e não num sindicato da UGT. a expressão catequese assenta-lhe bem, parece-me. padraria há em todo o lado.

          • antónimo diz:

            Leo, Não deixo de achar que o país parado assusta. Mas não me parece que se esgote aí nem que aqueles que querem mudar o estado das coisas se reconheçam numa única solução ou atitude. Nesta ocasião, mais do que atitudes de sobranceria e de educação do povo, mais vale agregar esses todos para a luta. Acho que se apanham mais moscas do que com o vinagre com que respondeu ao post da Diana Dionísio.

        • Está visto que o Leo vive noutro mundo… um mundo tão compartimentado que não consegue vê-lo a não ser através dos óculos que colocou há cem anos sem nunca se dar conta que as dioptrias aumentaram entretanto para mais do dobro.
          Já lhe passou pela cabeça que há pessoas que não se enquadram em nenhum sindicato? já lhe passou pela cabeça que, por mais importante que tenha sido o movimento sindical – e ainda continue a ser em muitos aspectos – , há muitos sindicatos que FUNCIONAM MAL, muita gente que não tem sector de actividade definido e milhares de pessoas isoladas, sem local de trabalho específico e sem estrutura que as acolha?! E será a pergunta da Diana assim tão absurda, já que se observa em tantos outros países do mundo que as greves -gerais ou não – são sustentadas por enormes manifestações?! Caso contrário, o que distinguirá o dia da greve de um feriado? Estamos no século XXI, Leo, caso não tenha reparado. Tudo aquilo que não tem visibilidade é como se não tivesse acontecido

          • e já agora, antes que se ponha a presumir, sou sindicalizada sim senhor, embora o meu sindicato seja um dos tais que funcionam MAL e há quase 20 anos não tenha uma acção q se veja em prol do ‘sector de actividade’ que é suposto representar

          • Leo diz:

            A maior visibilidade, por paradoxal que pareça, é o país parado.

            O silêncio grita. E assusta.

          • Genial diz:

            Oh Besta Bestial, só uma pergunta: esteve na última assembleia geral do seu sindicato, aquela para deliberar sobre a participação da sua classe profissional na greve geral?

  3. Costinha diz:

    Não me diga que a menina faz parte deste grupelho que furou a ordem da manif e tentou perturba-la do inicio ao fim…é que se faz devia ter vergonha…

  4. pedro bala diz:

    Diana, a sua pergunta é cínica porque já sabe a resposta. Provavelmente, esteve na manifestação de sábado atrás da faixa “Greve Geral com Manif Nacional”. Um exemplo claro de como age quem quer fraccionar a luta dos trabalhadores. Afinal de contas, como raio pensam os meninos deslocar-se para uma manifestação nacional? No bólide do papá? É que se supõe que a ideia é parar tudo e tudo inclui todos os transportes. E para isso é necessário que todos estejamos nos piquetes a garantir que nada funciona. Ora, apelar a uma manifestação nacional é exigir um esforço não só acrescido na mobilização de trabalhadores de todo o país como cheira a fura-grevismo. Ou seja, apelar a que os trabalhadores abandonem a frente de luta não é, de certa forma, deixar os locais de trabalho abertos a que se fure a greve? Não é esvaziar os locais de trabalho dos elementos mais conscientes da classe trabalhadora? Os trabalhadores não se vão juntar em nenhum momento daquele dia porque naquele dia se vai fazer uma greve geral.

    • Renato Teixeira diz:

      Nunca percebi porque é que pedir mais luta é fraccionar os trabalhadores… Não será antes o contrário?

      • Leo diz:

        Acha que uma Greve Geral no dia 24 de Novembro não é suficiente? Acha que uma Greve Geral não dói? Acha mesmo que uma Greve Geral que se destina a denunciar injustiças e a exigir mudanças e que é convocada por duas Centrais Sindicais não é para respeitar?

        Eu respeito a convocatória desta Greve Geral que na minha opinião a Diana tenta amesquinhar de modo infantil (“Alguma estrutura dessas que tenta organizar as massas está a pensar marcar alguma coisa? Encontramo-nos nalgum lado para dar uns gritos?”).

    • Diana Dionísio diz:

      Caro Pedro Bala,
      De facto não sabia a resposta. Não sabia que o SPGL, da CGTP, ia organizar um concerto no dia da greve às 17h30 no Rossio, e que vão estar todo o dia com um estaminé montado no Rossio para dar apoio à greve geral. Pelos vistos o Pedro também não sabia, achava que «Os trabalhadores não se vão juntar em nenhum momento daquele dia porque naquele dia se vai fazer uma greve geral.» (Muito sabe esta gente, mas pelos vistos nenhum de nós tem qualquer poder de decisão dentro destas estruturas…)
      Não sei se essas pessoas que vão estar no Rossio vão no bólide do papá ou se sabem andar a pé… De facto não sei como será possível lá chegarem… … ??
      E quero ainda esclarecer que nem sei do que está falar quando fala dessa faixa – nem sequer estive nessa manif… (Mas esta gente sabe a minha vida toda, bolas!)
      E também que nunca falei em manifestação nacional.

  5. Miguel Lopes diz:

    Também acho que faria mais sentido estar marcada uma manif para o dia da greve.
    Ninguém se chega à frente?

  6. Costinha diz:

    Pedro Bala,

    esse argumento de que não há transortes e por isso não pode haver manif tem uma piada do caralho.
    Então não é que em França, Espanha e Grécia tb há greves dos transportes e realiza-se à mesma manif nacional ou manif nas grandes cidades?
    A CGTP tem sempre muitos autocarros quando quer e lhe apetece para trazer malta a Lisboa, há também os carros particulares e há também as perninhas.
    Já agora na Grécia, caso o PEDRO BALA não saiba, os sindicatos coordenaram-se com os transportes para estes levarem as pessoas às manif (apenas e só para isso), entende?

    Por isso, arranje mentiras novas…

  7. Francisco da Silva Alegre Lopes diz:

    Olha miguel boa ideia… eu por mim, marco já uma minha!
    Pessoal, Greve Geral com Manif no dia 24 junto à Rua da Betesga… assim parecemos muitos!

    • Leo diz:

      Não alinho, o meu local de trabalho não é aí, prefiro estar com os meus colegas no piquete de greve na minha empresa.

  8. filipe diz:

    Nos outros países, os manifestantes usam o tele-transporte para ir à manif no dia da greve.
    Aliás, nesses países, muitos sindicatos dos transportes (tele-transportes claro está!), fazem “os serviços mínimos” para levar e trazer manifestantes aos centros das cidades. E não os serviços máximos que muitos dirigentes sindicais por cá assinam com as administrações.
    É engraçado este tipo de discurso. Primeiro, o grupelho que exigia Manif Nacional, furou a ordem da manifestação (o Costinha deve ser um dos donos da manifestação) e isso deve fazer corar de vergonha qualquer um. Esses arruaceiros que exigem uma Manif que não pode ser realizada… simplesmente… porque não se pode.
    Curioso é que era o único grupelho que se tenha lembrado disso. Mais nenhum outro sindicato ou grupo de manifestantes se lembrou que poderia haver uma manif no dia da greve e que não era necessário usar o tele-transporte que é caríssimo e arruinaria os cofres de qualquer organização sindical.
    Ficamos a saber que não haverá manif porque os transportes terão que estar parados e que levar manifestantes à manif nacional é furar a greve. Ficamos a saber também que só mais ninguém se lembrou da manif, porque os mega piquetes de greve que estão a ser preparados e que paralisarão o país inteiro exigem que ninguém saia dali, nem arrede pé para ir à malfadada manif. Ou seja, parece que é inevitável que o trabalhador que faz greve fique abandonado à mercê da discussão entre sindicatos e governos, às 20h nas TV’s. Esse importantíssimo Prós e Contras sobre se foram 20, 35, 47,3 ou 99,15 % a fazer greve. E no dia a seguir tudo volta ao mesmo.
    Vendo bem, se calhar é melhor mesmo que não haja manifestação e ainda bem que o tal grupelho não conseguiu perturbar (mais ainda do que perturbou, do início ao fim) os outros manifestantes nessa ideias maléficas, graças à disciplina férrea dos nossos estimados dirigentes sindicais.

    • Leo diz:

      “Grupelho” porquê, explique lá?

      • filipe diz:

        Se não tinha reparado, alerto para que o meu texto tem um bocadinho de ironia.

        A expressão grupelho foi “copiada” daqui:

        “Costinha says:
        9 de Novembro de 2010 at 15:48
        Não me diga que a menina faz parte deste grupelho que furou a ordem da manif e tentou perturba-la do inicio ao fim…é que se faz devia ter vergonha…

        http://www.youtube.com/watch?v=x0scB_UfuIU

        • Leo diz:

          Tinha reparado, claro.

          Há certas ironias em que eu não alinho porque não estou para entrar no jogo de vitimizações alheias e para certos peditórios não dou mesmo.

          E nunca alinho em brincadeiras cujo intuito é dividir para reinar.

          • filipe diz:

            realmente é preciso ter lata para acusar os outros de dividir para reinar. às vezes um espelho fazia tanta falta

  9. ofuser diz:

    Vocês não se querem acalmar um bocadinho? A pergunta da Diana até faz sentido! Porque não manifs em LX e PT?

    Até me fizeram lembrar esta:
    “Assim de repente parece que anda tudo parvo, às tantas começo a pensar que sempre foi tudo parvo, só que com a crise notam-se mais estes alucinados”.
    IN http://fogemariafoge.blogspot.com/2010/10/sem-stresses-maria.html

    • Leo diz:

      O que a Diana perguntou foi “Encontramo-nos nalgum lado para dar uns gritos?”

      O que é que isso tem a ver com manifs em LX e PT?? Eu prefiro ficar no piquete de greve.

      • ofuser diz:

        Gritar de dor,
        raiva,
        angustia,
        frustração,
        impotência,
        desolação, e sei lá mais o quê…
        O grito como manifestação de desagrado,
        protesto,
        socorro,
        insulto, e porque não nas ruas deste país no próximo dia 24.
        Como resultado da actual discussão, percebo melhor a estratégia utilizada pelos sindicatos, com particular relevo para o ênfase atribuido à necessidade de parar o país e fazer a greve nos locais de trabalho.
        Mas continuo sem perceber a evidente irritação para com aqueles que propõem as manifes.
        Esquecemo-nos dos milhares de trabalhadores que no seu local de trabalho não têm mais que um ou dois colegas, quando não são únicos, dos milhares de trabalhadores independentes, estudantes, desempregados e demais cidadãos que querendo, talvez não encontrem forma e/ou local para manifestar solidadiedade para com os trabalhadores em greve.

    • filipe diz:

      Porque não?

      Eu respondo: porque quem teria a capacidade de convocar e fazer com que essas manifestações resultassem, não quer.

      • Leo diz:

        Obviamente que não quer desviar as atenções do fundamental: uma grande Greve Geral de denúncia das injustiças e de luta por mudanças necessárias que assegurem o desenvolvimento de Portugal.

        O Movimento Sindical não é parvo.

  10. trabalhador diz:

    Presumo que a greve do Leo tenha começado mais cedo. Pela quantidade de comentários, não fez puto entre as 3 e as 5 da tarde.

    • Leo diz:

      Uns culpam a CGTP este culpa-me a mim.

      O curioso é que ninguém tenha lembrado que o objectivo desta greve geral é denunciar as injustiças e lutar por mudanças necessárias que assegurem o desenvolvimento do país.

  11. trabalhador diz:

    Apenas constatei um facto. O Leo não tem culpa nenhuma de ter um bom emprego que lhe permite passar as tardes a comentar blogs e a planear greves.
    Mas já que fala de denúncia de injustiças, de mudança e desenvolvimento do país, talvez fosse boa ideia começar pelo seu caso.

    • Leo diz:

      A greve geral foi marcada porque o Movimento Sindical Português considerou – e bem – de grande preocupação, quer a situação laboral, social e económica em que se encontram os trabalhadores e trabalhadoras portugueses, de todos os sectores de actividade e de todas as gerações, quer as condições da maioria da sociedade e do país.

      Prova de grande maturidade do Movimento Sindical Português. Oxalá assim continue.

  12. trabalhador diz:

    Só neste blog, o Leo passou a tarde a escrever uma média de um comentário por cada 15 minutos. Assim, não há empresa nem país que resista. É bom que lhe cortem a ligação à internet no piquete de greve para bem do movimento sindical.

  13. Leo diz:

    A convocatória desta Greve Geral significa, acima de tudo, uma forte determinação do Movimento Sindical em denunciar as injustiças e de lutar por mudanças necessárias que assegurem o desenvolvimento de Portugal.

    Obviamente que denunciar as injustiças e lutar por mudanças não é do agrado de quem nos governa e governou. E que se quer manter no poder para continuar as mesmas políticas neo-liberais que empobrecem os que vivem dos rendimentos do trabalho e engordam bancos e grandes lucros.

    Preparemo-nos pois para mais gracinhas e pretextos mais ou menos exóticos como sindicatos que funcionam mal… para desviar as atenções.

    Não desviemos a atenção dos objectivos desta Greve Geral: denunciar as injustiças e lutar por mudanças necessárias que assegurem o desenvolvimento do país.

  14. Vítor Dias diz:

    De facto, já nada admira, mas é impressionante que tantas e tão boas almas não percebam que se, fosse convocada para o dia da greve alguma grande concentração ou manifestação nacional ou regional, so era o mesmo que estar a dizer publicamente «descansem todos que transportes vão funcionar».

    E, como se calcula, mesmo nas empresas de camionagem, seria facílimo uns motoristas a dizerem para outros «eh pá, tu fazes greve mas eu não porque vou levar a malta a Lisboa, estás a perceber ?».

    E depois até há um idiota que fala das perninhas, certamente as perninhas que vindas do Barreiro atravessariam a butes a Ponte 25 de Abril ou viriam de Vila Franca (3o km) até Lisboa.

    Está assim tão custoso ter um grama de bom senso ?

    • Renato Teixeira diz:

      Ora… porque isso de manifestações nacionais em dia de greve geral, foi coisa que nunca se viu!

    • filipe diz:

      realmente, os trabalhadores são mesmo burros. como é óbvio não iriam perceber que um colega em 10 (?) não fizesse greve para trazer manifestantes a Lisboa.

      nos outros países nunca deve ter havido uma greve tão GERAL como as nossas. aqui é que ela é mesmo geral, porque nem os condutores de autocarros nem os maquinistas dos comboios trabalham para levar os seus camaradas à manif.

  15. Paula diz:

    Camarada Vitor Dias,

    infelizmente não percebo esta decisão da CGTP. Penso que o que diz não é verdade, há o caso da Grécia onde os sindicatos em coordenação com os trabalhadores dos transportes organizaram comboios, metros e autocarros apenas para transportar manifestantes. Ou mesmo caso de Espanha.
    Aliás o comentário do Filipe às 16h46 já explica isto.

  16. LAM diz:

    Parece-me é que o Leo não quer que os milhares de ex-trabalhadores reformados, que os trabalhadores precários e as centenas de milhares de trabalhadores no desemprego participem, pela forma que puderem, na greve de dia 24.

    • Leo diz:

      Alguém proíbe os precários de fazerem greve? Seja sério.

      Os outros podem perfeitamente contribuir também, basta quererem. E seguirem as orientações dos respectivos sindicatos.

      • LAM diz:

        Mas vive aonde? em que planeta?
        Por acaso acha que a grande maioria dos reformados são sindicalizados? acha que a grande (esmagadora) maioria dos desempregados são sindicalizados? Por favor. (já agora e pelo caminho fique também a saber que muitos dos precários são mesmo precários, sem dias nem horas certas para trabalhar.)

        • Leo diz:

          Não são mas já foram e continuam a conhecer e a respeitar os antigos sindicatos. Ou não. Por isso mesmo eu escrevi que os outros podem perfeitamente contribuir também, basta quererem. E seguirem as orientações dos respectivos sindicatos.

  17. A.Silva diz:

    Entre juntar-me ao piquete de greve, tentando demover colegas que queiram furar a greve, esclarecendo pessoas que se dirijam ao local de trabalho ou ir para uma manifestação, qual o melhor sitio para se estar?

  18. Ulisses diz:

    A questão que o A. Silva coloca é que eu não percebo, o que é que piquetes invalidam que exista manif?
    PORRA, VEJAM O CASO DE ESPANHA, GRÉCIA , FRANAÇA. ALIÁS TODOS OS PAISES TEM GREVE GERAL COM MANIF NACIONAL!!!
    Só em Portugal é que não…

    • Leo diz:

      Também só em Portugal é que não se viu uma das centrais a não convocar para manifestações em Lisboa e Porto mas no mesmo dia a participar na manifestação em Bruxelas. Pior ainda, até a declinar dar a sua opinião sobre as manifestações de Lisboa e Porto numa rádio nacional.

  19. Luis Marreta diz:

    Até mesmo por causa dos piquetes é que é importante que exista uma manif, que é para depois se encaminhar os trabalhadores que estão com a greve para um acto…pelo menos foi o que se fez aqui em Madrid onde vivo actualmente…

  20. jl diz:

    Greve Geral, repito, Geral. A ideia é parar o País, parar os locais de trabalho, parar os transportes (e permitir que, por exemplo, os motoristas não trabalhem).
    Se os grupelhos, tão hábeis em sectariamente aparecerem nas manifestações organizadas por outros, entenderem ser capazes de fazer uma manifestação no dia da Greve sem com isso levar a que pessoas trabalhem dou-lhes os parabéns e não vejo por que não organizam eles prórpios semelhante coisa.

    Só quem nunca participou juntamente com os seus camaradas de trabalho em piquetes de greve de 24 horas e desconhece a importância destes é que admite a possibilidade de uma manifestação nacional…

  21. Carlos Vidal diz:

    Francamente, não percebo este tão longo post e longa discussão.
    O que é que o sucesso da greve geral tem a ver com uma qualquer manif carnavalesca?

  22. Afonso Costa diz:

    Chamemos os bois pelos nomes: A CGTP e o PCP querem que a Greve tenha a maior adesão possível, por isso dão a importância que o Leo tem tentado demonstrar aos piquetes. A Esquerda folclórica do BE quer manif no dia da Greve mesmo que isso implique a desmobilização dos piquetes com uma consequente e certa diminuição da adesão a Greve. Só que ainda não perceberam que a realização dessas duas formas de luta no mesmo dia seria de imediato aproveitado pelos media para propositadamente confundir a adesão a greve com a certamente inferior participação na Manif. Assim, a greve perderia importância, depressa surgiria um analista a contar os manifestantes a um décimo da realidade e a Direita continuaria a rir-se do movimento sindical.

    • filipe diz:

      acorde Afonso. a direita ri-se a bandeiras despregadas do movimento sindical.

      • Afonso Costa diz:

        Claro que se embarcássemos no folclore do BE, já não iria rir-se porque nesse dia o movimento sindical teria morrido. Mas fica a pergunta para a Diana e para os bloquistas dos precários inflexiveis e micro-estruturas afins. Porque é que não convocam a Manif? Precisam que seja a CGTP a faze-lo por vós? Para depois desancarem nela pelo insucesso da luta? Ou são incapazes de qualquer protesto que decorra para além do Largo Camões? Em alternativa, que tal mais uma flash mob no Chiado?

    • Leo diz:

      “Só que ainda não perceberam que a realização dessas duas formas de luta no mesmo dia seria de imediato aproveitado pelos media para propositadamente confundir a adesão a greve com a certamente inferior participação na Manif.”

      Exactamente como fizeram com as manifestações na Grécia, nos dias da greve geral. Parece-me que por aqui ou não lêem jornais ou têm a memória curta, ou então sofrem dos dois males.

  23. pedro bala diz:

    Mente quem diz que noutros países há manifestações nacionais em dias de greve geral. Há manifestações descentralizadas, em cada cidade, onde cada um pode chegar a pé. Ou há manifestações fraccionárias organizadas por sindicatos minoritários. Como é que alguma greve pode ser geral se os trabalhadores em vez de estarem a garantir que ninguém entra na empresa vão estar a 500 km numa manifestação? Mas que custa perceber que greve é uma coisa e uma manifestação é outra? E que aqueles que reivindicam a manifestação nacional pouca ou nenhuma ligação têm à maioria dos locais de trabalho. Representam pequenos grupos de precários e trabalhadores intelectuais. Por isso podem ir no popó do papá à manifestação. Estes por acaso são só os mesmos que tentam desvalorizar o papel dos sindicatos criando movimentos para desviar os jovens trabalhadores do movimento sindical. E por acaso estão ligados ao Bloco de Esquerda, o partido que apoia o mesmo candidato que o partido da direita no governo. O mesmo que aprovou o Orçamento de Estado, a razão da greve geral…

    • filipe diz:

      falemos então de manifestações descentralizadas depois de garantir o piquete de greve na empresa e de convencer todos os colegas a não trabalhar nesse dia. sabe que os trabalhadores também têm carros? e que somos mesmo capazes de nos organizar? e que podemos/poderíamos, sem tele-transporte (e sim de carro, 5 trabalhadores em cada carro dividindo os custos do combustível), ir a uma manifestação na cidade, na capital do distrito ou de região?

      mesmo assim não dava, não é?

  24. Pingback: A Greve Geral de dia 24 e as “Manifestações Gerais” de 24 (uma questão, várias questões) | cinco dias

  25. pedro bala diz:

    Caros amigos, é muito simples: duvido que algum dos que aqui defende a manifestação nacional tenha alguma vez participado num piquete à porta de uma empresa. Só assim se pode justificar o chorrilho de patacoadas que aqui dizem. O Filipe teima em dizer que podemos ir à manifestação depois de garantirmos o piquete na nossa empresa e de convencer os colegas a não trabalhar. Filipe, o piquete somos nós que o compomos. E os que o compõem são, normalmente, os trabalhadores mais conscientes dessa empresa. Se eles abandonarem a empresa para ir à manifestação, rapidamente os patrões engendram planos para meterem fura-greves em substituição. E, normalmente, as empresas funcionam por turnos. Ou seja, não há cá essa história de convencer os colegas e bazar p’ra manifestação. Há que garantir que nenhum turno labora. É assim tão difícil compreenderem que todos os trabalhadores são imprescindíveis à porta das suas empresas?

  26. fernando antolin diz:

    por estes comentários se vê a “união” e o “não sectarismo” da esquerda !! Força malta, continuem que estão a agradar, a CIP e quejandos agradecem…

  27. rms diz:

    Já agora, sobre as “greves gerais” francesas, os trabalhadores, os sindicatos e o divisionismo.

    http://resistir.info/franca/reflexoes_28out10_p.html

  28. JF diz:

    Quem quiser participar de manifestaçoes tem uma excelente oportunidade:
    Dia 20, aas 15 horas, em Lisboa, do Marques ate’ os Restauradores.
    Paz Sim, Nato nao.

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