é pró menino e prá menina a caminho da greve

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31 respostas a é pró menino e prá menina a caminho da greve

  1. filipe diz:

    Não percebo Diana. À mesma hora da manif da Função Pública, o PI vai estar no Largo de Camões? É isso, não é?

  2. Diana Dionísio diz:

    Parece-me que sim, é isso.
    Agora que já não deixam que haja recibos verdes na Função Pública…
    Fora de brincadeiras, o que pensas tu disso, filipe?

    • Renato Teixeira diz:

      Aproveitando a boleia da dúvida, também não percebo muito bem porque é que tem que ser num sítio diferente. Há alguma razão para prescindir do convívio do resto do movimento?

  3. Bruno Simão diz:

    Que sentido faz marcar uma acção, por muito gira e alternativa e moderna e mais não sei o que para o dia e hora em que a CGTP convoca os trabalhadores para uma manifestação que se pretende seja um momento de mobilização?
    Não percebo!

  4. Camarro diz:

    Lamentável a marcação desta iniciativa a esta hora. Como precário que sou até poderia participar nas duas acções, caso fossem em horários diferentes mas, sendo assim, terei que estar presente no Marquês, apesar de não ser funcionário público.

  5. Diana Dionísio diz:

    Segundo postaram no seu blog os precários estão «solidários» com a manif convocada pela Frente Comum no dia 6:
    http://www.precariosinflexiveis.org/2010/11/no-caminho-para-greve-geral.html

  6. Diana Dionísio diz:

    e também já há um comentário lá no blog

  7. Bruno Simão diz:

    A grande dúvida que tenho é se estas coincidências são casuais, o que remete para uma dose de desinformação difícil de acreditar, ou se são propositadas, o que remeteria para objectivos que se me afiguram incompreensíveis!

  8. ana diz:

    isso só significa que há muita gente descontente e que se multiplicam as mensagens de descontentamento. no fim da manif, o camões estará certamente de braços abertos para juntar quem por lá quiser passar.
    acho que não importa em que rua as pessoas estão, se estiverem na rua.
    eu estarei, certamente. na rua.

  9. miguel serras pereira diz:

    Sim, camarada Diana. São duas manifestações diferentes, mas que podem e devem potenciar-se uma à outra. Nada mais simples. Ou haverá quem ache que o monopólio do direito à manifestação e ao protesto reforça a luta dos trabalhadores, precários, em vias de precarização, ameaçados nas suas liberdades cívicas e nos seus direitos sociais, etc.?
    Haverá quem ache que a única maneira de apoiar a greve geral é fazê-lo ordeira e anonimamente, deixando à entrada quaisquer ideias ou preocupações, qualquer sinal de presença ou auto-organização próprias?
    Abraço solidário com os funcionários públicos em luta e com a luta dos Precários Inflexíveis

    msp

  10. maria povo diz:

    Aos PI não basta serem solidários!! Há que participar na maior mobilização de que se quer, não?!?!

    PI mudem o horário da concentração para final do dia e aí estarão muitos mais!! senão… nã percebo?!?!

  11. Bruno Simão diz:

    Ana, claro que importa em que rua é que se está, senão fica cada um na sua e o resultado será difícil de se apurar.
    Não concordo.
    Para a manifestação da Frente Comum concorrem muitas organizações, sindicais e sociais, algumas delas com diferenças sensíveis entre sí, mas coordenam esforços para, unindo forças, lograrem melhores resultados.
    Cada uma delas teria tanto direito a exprimir a sua individualidade de agenda como os Precários Inflexíveis e de marcar para a sua rua uma acção própria, aí que resultado teríamos? Algo muito diferente daquele que vamos ter.

    Há tempo para unir esforços e há tempo para afirmações e agendas próprias, a sabedoria está em saber encontrá-los, nesta acção os Precários Inflexíveis não estiveram bem.

  12. filipe diz:

    Pois, o que eu acho é que há coincidências a mais neste tipo de iniciativas. Há uns anos, no aniversário da invasão do Iraque, também houve duas manifestações, uma no Rossio e outra no Largo de Camões. Neste fim de semana há estas duas iniciativas À MESMA HORA para dois sítios distintos e ainda mais outra iniciativa (neste caso estudantil) em Coimbra. Por mais que o argumento “quando marcámos a iniciativa não sabíamos que a outra iria ser marcada para o mesmo dia” até possa ser honesto, em política, as coincidências – regra geral – nunca são só coincidências. Muitas vezes as coincidências são todo um programa político. Para bom entendedor…

    • Leo diz:

      Claro que é uma treta dizerem que “quando marcámos a iniciativa não sabíamos que a outra iria ser marcada para o mesmo dia” pois a manifestação nacional da Função Pública está marcada e anunciada desde há um mês, imediatamente após a marcação da Greve Geral conjunta pela CGTP e UGT para 24 de Novembro.

  13. setora diz:

    Qual é o problema?
    Eu acho pouco – uma manif no Marquês, uma concentração no Camões e uma iniciativa em Coimbra.
    Bom era que em cada largo, em cada praça, as pessoas se juntassem, discutissem a situação, iniciassem processos de organização. Bom era que novas redes se fossem estabelecendo entre todos os que estão a ser empurrados para a margem.

  14. miguel serras pereira diz:

    Mas que mal teria que, a par da manifestação sindical da Frente Comum, outras houvesse, várias, muitas, por toda a cidade, promovidas e organizadas por outros grupos de cidadãos decididos a protestar contra as medidas celeradas dos capatazes do poder do capital financeiro? Seriam independentes e solidárias. Poderiam confluir numa das festas que decorresse ainda – como previsivelmente a do Largo de Camões decorrerá – no final da manifestação dos funcionários públicos, e depois… logo se veria se a festa ficaria por ali, se se organizaria uma expedição (“excursão informal” inocente, poderia alegar-se) até ao Castelo de S. Jorge para aí se proclamar a reconquista de Lisboa pela livre iniciativa democrática dos seus cidadãos.
    Não seria suficientemente unitário, o protesto, assim – sem estado-maior e sem dono?

    msp

    • Leo diz:

      O santinho do pau oco voltou a atacar. O costume.

    • Leo diz:

      Activismo fragmentado

      O objectivo das elites corporativas tem sido fragmentar o movimento popular num enorme mosaico “faça você mesmo”. A guerra e a globalização já não estão na linha da frente do activismo da sociedade civil. O activismo tem tendência para se fragmentar. Não há um movimento anti-guerra e anti-globalização integrado. A crise económica não está a ser vista como tendo uma relação com a guerra liderada pelos EU.

      A dissidência foi compartimentalizada. São encorajados e generosamente financiados movimentos de protesto separados “orientados por assuntos” (por ex. ambiente, antiglobalização, paz, direitos das mulheres, alteração climática), em oposição a um movimento de massas coeso. Este mosaico já era prevalecente na manifestação contra as cimeiras G7 e nas Cimeiras Populares dos anos 90.

      Ler aqui o resto texto de Michel Chossudovsky, “A fabricação da dissidência”:

      http://resistir.info/chossudovsky/comunicacao_serpa.html

  15. Lembro-me que quando foid o funeral do Ribeiro Santos em 72, o pessoal organizou/desorganizou um montão de manifs. muito zangadas por toda a Lisboa, umas com mais, outras com menos gente.
    Nunca nos preocupámos muito com a contabilidade, a ideia era bater no maior nº de bófias possível, trazer pessoas para o protesto, incendiar ou pelo menos partir os vidros de todos os locais do regime que pudéssemos…
    🙂

    Numa célebre boutade atribuída ao velho Marx (esse adúltero… 😉 ) ser radical é tomar as coisas pela raiz, a coisa continua, mas o que eu axo que falta é fazer corresponder à indignação um modicum de radicalidade.

    😉

  16. miguel serras pereira diz:

    Leo,
    “fracturante” é você – e divisionista. Confunde as duas operações elementares, e não lhe fica nada bem: desde quando multiplicar é dividir?
    O meu partido não é a dissidência nem a ortodoxia, mas a democracia: do governo “político”, do “económico”, e por aí fora. O livre governo em pé de igualdade de todos os iguais. Sem compartimentações identitárias (quer dizer, por exemplo, “nacionais”) ou “culturais” que quebrem a cidadania democrática fundamental.
    Passam hoje 100 anos sobre a fundação da CNT. Viva o sindicalismo libertário.

    msp

    • Leo diz:

      Como disse o outro ontem, oca jactância moralista.

      E confirma que a sobreposição não foi por desconhecimento, quiseram mesmo marcar de propósito para o Camões no mesmo dia da Manifestação da Função Publica.

      Obviamente que quem não anda a dormir já o sabia.

      • “Oca jactância moralista” de pretensos revolucionários – de sofá – que se julgam donos da verdade e do movimento dos trabalhadores… A diferença entre uns e outros é a vontade de unir esforços numa mesma direcção e o desejo de compartimentar, uniformizando, e recusar-se a ver que uma boa parte da força de trabalho deste país não se reconhece num dirigismo cego e absolutista. Perdem tempo e energias numa discussão vazia de sentido e rezam a todos os santinhos que os outros sejam realmente desonestos e mal-intencionados porque na verdade não conseguem raciocinar de outra forma. Nas costas dos outros vejo as minhas…

  17. Martelo diz:

    MSP, a sua ingenuidade por vezes assusta…”Não seria suficientemente unitário, o protesto, assim – sem estado-maior e sem dono?”
    Mas o MSP julga que o movimento precários inflexiveis não tem dono?
    Aquilo é só funcionarios do BE.
    E é vergonhoso, que não se unam as lutas para que sejam potenciadas. Ou acha que é mehlor existir muitas manifestações pela cidade sem impacto ou uma com impacto?
    A CGTP devia deixar de tentar boicotar quem quer ir na manifestação que convoca…

  18. filipe diz:

    http://www.precariosinflexiveis.org/2010/11/no-caminho-para-greve-geral_04.html

    Parabéns P.I.. Acho que tomaram uma decisão acertada. Até Sábado.

    • miguel serras pereira diz:

      Caro Martelo,
      muitas manifestações não têm forçosamente menos impacto do que uma só – além que a questão para ser bem ponderada terá de levar em conta o que permite fazer a organização de cada uma delas, etc.
      Quanto a dizer, que os Precários Inflexíveis são só funcionários do BE é mais ou menos o mesmo que dizer que a CGTP são SÓ funcionários do PCP.
      Quanto ao último ponto, estou de acordo consigo.

      Saudações livres-pensadoras

      msp

    • Leo diz:

      Eu acho é que foram mesmo obrigados a seguir com a coisa. Talvez pelas embaixadas patrocinadoras? Nunca saberemos.

    • Leo diz:

      Esta resposta era para o Filipe:

      Eu acho é que foram mesmo obrigados a seguir com a coisa. Talvez pelas embaixadas patrocinadoras? Nunca saberemos.

  19. Leo diz:

    “muitas manifestações não têm forçosamente menos impacto do que uma só” ????

    Todos sabemos que manifestação só há uma, a da Função Pública que parte do Marquês. No Camões há apenas uma festarola divisionista.

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