Quando voam alto até as pombas parecem bonitas

Vamos lá pensar o assunto mais a sério.

Primeiro o Paulo. Que encanto poderá provocar Serra, pelo simples facto de ter combatido a ditadura? Aplique-se a mesma lógica a Portugal. Quantas figuras da oposição ao fascismo causariam emoções fortes como candidatos à gestão democrática? Freitas? Sá Carneiro? Quem seria o Serra lusitano para nos arrepiar a espinha?

Depois o António. Porque é que Dilma é mais fixe que o Soares? Ou que o Alegre? Não são eles os que por cá levantam muros nas favelas? Que aplicam as propinas nas universidades? Que reprimem o movimento dos trabalhadores? Que se aliaram ao FMI, à OMC, ao G8 e ao G20? Que foram a correr para Davos quando o mandato que tinham vinha de Porto Alegre e do Fórum Social? Que mandaram tropas para o Afeganistão e para o Haiti? Que ao contrário do que disse o Chico no comício de encerramento, tratam melhor Washington do que os pobres da sua própria terra?

E finalmente o Carlos. Estamos parcialmente de acordo. É preciso pressionar, é certo. A questão é pelo quê e por quem. Em suma, por que políticas. Aqui de Londres, no Wireless da University College, pude ver o jubilo dos tais Sem Terra, que ocuparam, diga-se, menos terra com Lula do que com Fernando Henrique Cardoso ou do que com Collor de Melo. Mas porque será que quando procuramos pela Conlutas, ou pelos Trabalhadores Sem Tecto, a mensagem que aparece é esta:

 

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Estes podem nem saber quem são os universitários pelo voto nulo, mas seguramente não vão festejar a vitória de quem tem segurado o bastão que os reprimiu na última década. Aumentaram o PIB, é certo, mas foram eleitos para fazer crescer coisas mais lindas.

Celebro, portanto, outra coisa:

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28 respostas a Quando voam alto até as pombas parecem bonitas

  1. Carlos Vidal diz:

    Para já, para já, com Chavez, a peça indispensável, travaram a ALCA, o que já não foi pouco. Mas também não discordo que Lula/Dilma têm telhados de vidro. Por mim, quero estar próximo de quem está próximo de Chavez na região. Mas a questão é complexa.
    (Não percas o Gauguin.)

  2. Renato Teixeira diz:

    Carlos, não há como salvar a política dos governos Lula. Dizes que travaram a Alca, mas se o tivessem feito, de facto, seriam bem amados de Washington a Davos?

    Chavez é outro assunto, não misturemos águas. Dá mau resultado. Vê que numa posta recente até Alegre te parece menos sapo por Soares estar com Nobre. Não vejo que seja bom princípio táctico para definir alianças.

    Quanto ao Gauguin ainda não consegui ver. Tentei um Domingo, mau dia para quem leva putos ao colo para a romaria ao Tate. Bichas intermináveis que desmobilizam qualquer um. Fiquei por um trabalho excêntrico com sementes de girassol, por um memorial da Revolução Russa (de que falarei em breve), e pelo resto das exposições gratuitas. A ver se ganho coragem para o pintor…

    Aquele abraço.

  3. José diz:

    “Quantas figuras da oposição ao fascismo causariam emoções fortes como candidatos à gestão democrática? Freitas? Sá Carneiro? Quem seria o Serra lusitano para nos arrepiar a espinha?”
    Não deixa de ser curioso que a um político se exija já não as comezinhas integridade e competência, mas que causem frisson, que nos arrebatam a alma, que nos arrepiem a espinha.
    Desde César a Chávez, a história esta cheia de homens amados e de políticos incompetentes.
    Num feriado lúgubre como este, na véspera de um ano ainda mais terrível, cada vez me sinto mais próximos dos cinzentos competentes que acinzentam com felicidade a história dos seus países.

    • Renato Teixeira diz:

      Competente, Serra? Onde? Quando? Como?

      O único campo em que o PSDB é competente é na arte de sacanear, para usar uma expressão muito brasileira.

  4. Viva, Renato.
    Se me desse para fazer um post de resposta (o que não se justifica, pois não?), seria engraçado intitulá-lo, com uma piscadela de olho camarada, “Quando estamos longe e não nos toca no pelo, tudo pode parecer-nos merda”.

    Com tudo o que de positivo fez, Lula deixou pelo caminho muitas das promessas e aspirações de apoiantes seus.
    Dilma chega à presidência num golpe de mágica, refém dessa dependência e do aparelho do PT, incluindo nas suas partes mais corruptas.
    Serra era o chuchu do sentro-direita, mesmo se se reclama de centro-esquerda – o que está longe de ser muito, em termos absolutos.

    Mas, perante países vizinhos onde disputam (e muitas vezes ganham) antigos apoiantes das ditaduras, ou pessoas que (tal como o Cavaco, por aqui) foram com elas coniventes através da sua inação ou indiferença, é uma diferença muito significativa. Pelo menos, para quem se lembre das primeiras directas brasileiras, ou das ameaças de regressos musculados noutros países da região.
    Digamos que, só nisso, estão melhores que nós.

    Acresce que terem o Serra como o mais à direita dos candidatos relevantes significa um posicionamento bastante à esquerda daquilo que se pode e não pode dizer para se ser votado. Que representa uma evolução fenomenal em relação a alguns consensos públicos, mesmo tendo em conta que muitos outros constinuam a ser arrepiantes – como o exemplo que deste dos muros rodeando as favelas, como a “geometria variável” de direitos de cidadania que os seus habitantes sofrem, ou muitas outras coisas.

    O Brasil tem muitos problemas para resolver. Mas é já extraordinário e “encantativo” que, pelo menos de momento, não tenha espaço na ribalta para os velhos vampiros de cara descoberta.
    E isso é uma condição importante para o sucesso e aceitabilidade das futuras lutas pelo muito que há a resolver.

    • Renato Teixeira diz:

      Boas Paulo,

      É relevante que no mesmo comentário digas que o Serra “significa um posicionamento bastante à esquerda daquilo que se pode” mas que o PT “não tenha [dado] espaço na ribalta para os velhos vampiros de cara descoberta”.

      Continuo sem ver encanto em nada disto, e nota que não é por se de longe que tudo me parece merda. Por cá, diga-se, o cenário não é assim tão diferente.

      Apenas me parece perigoso o entusiasmo cego que a tua posta e de alguma maneira a do António resvalam.

      Abraço.

      • Calma, homem.

        O que disse é que o facto de a alternativa de voto mais à direita ser o Serra mostra que o espaço do discurso político aceitável (ou eficaz, em termos eleitorais) está muito mais à esquerda do que muitas forças efectivamente existentes e relevantes, em termos de poder efectivo, no país. O que me parece óptimo, pois mostra que nem o ultra-liberalismo nem as variantes populista ou musculada da direita pura e dura colhem, enquanto discurso e atitude.

        E disse que quem não tem “espaço de ribalta para os velhos vampiros de cara descoberta” (que são, obviamente, as personagens de direita manchadas pela ditadura, por coronelismos, ou por saudosismos dessas coisas) é o Brasil, não o PT – onde dificilmente tais figuras procurariam guarita.
        Pressupõe-se também que, para que hoje seja assim, foram fulcrais a acção do PT e a vivência democrática – apesar das limitações que podemos apontar a ambas.

        Olhando à volta e olhando para o próprio Brasil há pouco tempo atrás, isso é contrastante, muito relevante e, a meus olhos, entusiasmante – pelo que indicia de mudanças que não são fogachos, mas profundas e sustentadas. E que, tendo essas duas características, permitem que novas e necessárias reivindicações tenham muito mais possibilidades de sucesso.

        • Renato Teixeira diz:

          É uma teoria interessante Paulo, mas como explicar que os Sem Terra tenham perdido fulgor com Lula, depois dos anos de ouro a ocupar contra o FHC e o Collor de Mello?

          • Essa é uma questão grave, mas longe de ser um particularismo brasileiro.

            Com o limitado conhecimento que tenho do assunto e a partir das poucas conversas que fui podendo ter nos últimos anos com pessoas do MST, diria que a “acalmia” tem a ver com um discurso (que colheu) de “responsabilização” geral: «”Estamos” no poder do país, temos (agora sem aspas) de ir com calma, para fazer mudanças importantes sem assustar os ricos e os gringos.»
            A ser isto verdade, os sem-terra pagaram a “estabilidade política”, o crescimento económico, algumas medidas sociais e a Bolsa Família e ficaram a chuchar no dedo quanto aos seus próprios interesses. E, muito provavelmente, tudo isso poderia ter acontecido sem a contenção deles. Não é (duplamente) uma fotografia muito bonita…

            Também terão contribuído para esses tais consensos sociais mais à esquerda, embora por vezes ainda inconsequentes em termos práticos.
            Naquela longa série de artigos do Público sobre as eleições, alguém dizia a dada altura qualquer coisa como que “hoje, ninguém duvida que a reforma agrária é necessária”. Mas a verdade é que continua sem ser feita.

            É provável que eu fizesse e pensasse diferente, se fosse MST. Mas, precisamente, não sou e não estou lá.

  5. Carlos Vidal diz:

    Caro,
    De facto nunca fui adepto incondicional das políticas, sobretudo económicas (apesar das intenções e resultados sociais serem interessantes) de Lula, do actual Lula. Mas estamos distantes para fazermos melhor do que apoiar cepticamente Dilma. É o que eu faço, e, no fundo, andarás lá perto.

    Ora, ora, a boca de “simpatia” para com Alegre, o derrotado à nascença (levando com ele Louçã e outros “bem intencionados”)!…
    Sobre isso, vê o meu post do Goya…

    Falemos a sério: interessa-me muito mais a derrota na história, como disse a sua saída da história por uma porta muitíssimo pequenina (é o seu lugar) do que me preocupa a impossível vitória de Alegre – que, seja em que circunstância for, nunca terá o meu voto.

  6. Leo diz:

    A pomba bonita é a Heloísa Helena, certo? Desta vez nem conseguiu eleger-se…

    • Renato Teixeira diz:

      Não. Seria o Zé Maria. A Heloísa Helena dividiu o PSOL e acabou a apoiar a Marina.

      • Leo diz:

        O Zé Maria do PSTU que se ficou pelos 0,08% dos votos? Também com este não vai longe.

        • Renato Teixeira diz:

          Sim Leo. O dos 0,08% dos votos mas não só. Também o que ajudou a fundar a maior central sindical não burocrática da américa do sul; que ajudou a mobilizar mais sem tecto para a ocupação e construção de moradias; que esteve com mais trabalhadores a reivindicar direitos no planalto de brasilia ao longo dos ultimos 10 anos.

          Enquanto continuar a medir força popular em votos vai continuar a perceber muito de política burguesa, mas muito pouco de política revolucionária.

          • Leo diz:

            Parece-me que o Renato confunde minimalismo com política.

          • Renato Teixeira diz:

            É isso Leo. Cada um valoriza o que entende ser determinante.

          • Leo diz:

            “Enquanto continuar a medir força popular em votos vai continuar a perceber muito de política burguesa, mas muito pouco de política revolucionária.”

            Cá por mim tenho como certo que muitos dos 55.752.529 que votaram em Dilma pertencem aos MST e que muito poucos dos 84.609 do Zé Maria são dos MST.

  7. luis Moreira diz:

    o Sílvio Castro, brasileiro e professor universitário em Itália, http://estrolabio.blogspot.com/2010/11/dilma-roussef-primeira-mulher.html faz uma análise bem interessante, aqui:

  8. Só um detalhe completamente à margem do essencial do texto – o Freitas não tem nada a ver com a “oposição ao fascismo”.

    • Renato Teixeira diz:

      De facto, não foi deputado da “oposição democrática”, mas acho que fica claro o que quis dizer…

  9. filipe diz:

    Esclarecedor???

    “As pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo”

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso em Minas Gerais durante a campanha de Dilma.

    • Renato Teixeira diz:

      Muito bem Filipe. Curto e grosso. Fossem os lulistas tão claros como o Lula não se perdia metado do tempo com falsas polémicas.

  10. Leo diz:

    Contra ressabiamentos pesporrentes, destaco estes pontos desta análise muito interessante:

    (…) “Se a eleição de Lula, em 2002, virou uma página da história e iniciou uma nova etapa na vida brasileira, a de Dilma Rousseff vira outra e confirma a vigência de uma época de consolidação democrática. É preciso avançar, e a derrota da direita em todas as instâncias electivas do poder político – no Senado, na Câmara dos Deputados e, agora, na Presidência da República – é uma chance histórica que não pode ser desperdiçada, sendo o fundamento para o avanço rápido e consistente nas mudanças.

    A democracia brasileira incorporou, de forma activa, enormes contingentes da população que, até recentemente, estavam na periferia das decisões nacionais e do protagonismo político, de onde respondiam passivamente aos apelos interesseiros da elite constituída pelos chamados formadores de opinião. Isso mudou, apesar dos inescrupulosos esforços feitos pela direita e pelo conservadorismo neoliberal e midiático, cuja insana pregação encontrou resposta limitada entre o eleitorado brasileiro.

    São ganhos democráticos que precisam ser consolidados e fortalecidos. Neste domingo, 31 de Outubro de 2010, o eleitorado depositou nas mãos de Dilma Rousseff a responsabilidade histórica de levar adiante as reformas que darão consistência e modernidade à democracia em nosso país.

    Entre os avanços que o Brasil espera da nova presidenta estão a reforma política democrática que para fortalecer a participação popular na vida política; a reforma agrária contra o latifúndio improdutivo; a reforma urbana, para garantir moradias dignas, segurança e saneamento; a reforma educacional para acabar de vez com o analfabetismo e projectar os brasileiros para novos avanços civilizacionais; a universalização do SUS, garantindo saúde para todos; a reforma tributária, desonerando a renda dos trabalhadores, os investimentos e a produção, e fazendo com que os ricos paguem mais impostos do que o povo. Na área externa, manter e e reforçar a integração continental, a solidariedade entre os povos, a soberania nacional e as relações multilaterais do Brasil com todas as nações. Por fim, principalmente depois da campanha eleitoral em que a mídia monopolista teve um papel iníquo, os brasileiros esperam de Dilma a disposição política de enfrentar o poder das famílias que controlam jornais, revistas e televisão e assegure a democratização da mídia que o país reclama. (…)

    http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=827&id_secao=16

    • Renato Teixeira diz:

      Leo, leu o comentário do Filipe. Fiquemos por aqui quanto a “ressabiamentos pesporrentes”. Lula resolve.

      • Leo diz:

        Claro que li a baboseira do Filipe. Procurei reportagens sobre o discurso de Lula em Minas Gerais em nenhuma encontrei a tal frase.

        Deixo-lhe uma das muito interessantes reportagens que encontrei:

        “Só Hélio levará Minas ao rumo de desenvolvimento do país” Lula
        A noite dessa quarta-feira (8) certamente ficará registrada por muito tempo na memória daqueles que presenciaram um dos mais emocionantes comícios do pleito desse ano

        Em um mesmo palco, os cidadãos mineiros puderam ver reunidas lideranças de peso que, durante esse anos de governo Lula, ajudaram a escrever a história do Brasil e a mudar a realidade social do país. Lula, Dilma, Hélio e Patrus foram ovacionados pelos milhares de militantes presentes, ao lado de Michel Temer, candidato a vice-presidente, e os candidatos ao Senado, Fernando Pimentel e Zito Vieira.

        Em seu discurso, Lula referendou, mais uma vez, seu apoio aos candidatos proporcionais da coligação `Todos Juntos por Minas` e, principalmente, a importância de Minas eleger Hélio Costa governador de Minas e Dilma presidente do Brasil. “O Hélio precisa ser eleito para colocar Minas no rumo do crescimento do Brasil. Hélio e Dilma irão trabalhar juntos para fazer história aqui em Minas e no resto do país”. Lula também pronunciou palavras de estímulo aos militantes. “Vamos pegar as bandeiras, colocar os adesivos nos carros e partir para o enfrentamento eleitoral”.

        Ele falou sobre a dificuldade que teve de governar com um Senado que fez oposição durante suas duas gestões. “Por isso eu peço que vocês também elejam Pimentel e Zito, que com o apoio deles e dos deputados federais e estaduais nosso futuro governador Hélio Costa e nossa futura presidente Dilma poderão promover melhorias para o povo”. Ele citou a Emenda 29 como uma das principais dificuldades de seu governo. A Emenda 29 prevê recursos para a saúde, que o PSDB e partidos da oposição ao governo Lula postergam sua aprovação.
         
        A Constituição prevê 12% de investimentos na saúde, “que o atual governo de Minas não fez, investiu apenas 6%”. Assim como o presidente Lula, Hélio, em seu discurso, ressaltou que os principais investimentos sociais realizados em Minas foram iniciativas do governo federal. Sobre a implantação do metrô, Hélio afirmou: “o metrô só se tornará realidade comigo e Patrus no governo do Estado e com Dilma como presidente do Brasil”. Nesse momento centenas de militantes que empunhavam bandeiras exigindo o metrô aplaudiram o candidato da coligação`Todos Juntos por Minas`.

        Hélio Costa em sua fala ressaltou a importância de se eleger Dilma para que o Brasil continue crescendo como no governo Lula. “Estou aqui ao lado daquele que foi o maior presidente desta república e para esses avanços continuarem, só com Dilma, a primeira mulher presidente do país”, disse. O candidato também falou sobre a aliança com Patrus Ananias para o governo de Minas. “Eu me sinto muito honrado de ter junto comigo aquele que também foi ministro do presidente Lula e responsável pela implementação do Bolsa Família em Minas Gerais e no Brasil, uma pessoa que sempre trabalhou por aqueles que não têm privilégios”, falou o candidato sobre Patrus. “Precisamos fazer um governo em Minas ao lado de Dilma, de Lula e de todos os companheiros que estão aqui marchando pelo futuro do Brasil e o futuro de Minas”, exaltou Hélio.
         
        O senador falou sobre a necessidade de andar junto com o governo federal. “Tenho certeza que vocês sabem a importância dessa eleição, nós precisamos de ter um governo em Minas Gerais afinado com o governo federal, porque nós, no último governo aqui, tivemos vários programas sociais que não foram seguidos pelo governo do Estado e que sequer participaram conosco, atrasaram alguns programas que foram mandados pelo presidente Lula, enfim, não participaram como deveriam participar de vários programas importantes para o nosso povo”.

        Dilma iniciou seu discurso falando sobre o orgulho que tem de ser mineira e de apoiar a coligação `Todos Juntos por Minas”. “Os mineiros possuem a capacidade de defenderem seus interesses, seus direitos e de promoverem o desenvolvimento, mas também são mestres na arte de promover a paz. Além de Hélio, Patrus, Zito, Pimentel e eu sermos mineiros, Lula também o é, desde que saiu de Pernambuco em um pau de arara e bebeu das águas do rio São Francisco”. A candidata do presidente Lula falou sobre o trabalho que pretende desenvolver com Hélio em Minas e concluiu reafirmando a importância de Minas elegê-lo governador.

        “Preciso de um companheiro que sei que estará comigo, me ajudando a resolver os problemas de transporte de Betim, como o metrô, e outros tantos de Minas. Com Hélio e Patrus tenho certeza que vocês terão um excelente governo”. Dilma aproveitou para falar sobre o trabalho de Hélio no Ministério das Comunicações, e de Patrus, como o “pai do Bolsa Família”. “Patrus sempre teve no centro de seus projetos o cuidado com a pessoa humana”, concluiu.

        http://www.vermelho.org.br/mg/noticia.php?id_noticia=136626&id_secao=76

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  12. Maria diz:

    O Vidal nem imagina quao proximo esta’ do sofisticado Chavez. Fale-lhe sobre a invisualidade da pintura
    Discutir isto a serio? Para que? Eu sou portugues. Quero la saber do brasil. Tive que la viver durante 2 anos. Apetecia-me vomitar todos os dias.

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