Fixe, Brasil!

Eu bem sei que, com este post e perante este estimado auditório, corro o risco de ganhar definitivamente o carimbo de perigoso direitista e de amante dos formalismos democráticos (o que no segundo caso até sou, embora não me limite a eles).

Mas não resisto:

Encanta-me que a presidência do Brasil esteja hoje a ser disputada entre dois resistentes à ditadura.

Mesmo se, sem ambiguidades, torço pela que está mais à esquerda.

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8 respostas a Fixe, Brasil!

  1. Digo o mesmo, mas não sei bem quem é essa tipa Roussef.
    Mas que está no papo dela , isso está…

  2. Pascoal diz:

    Já somos três.

  3. Interessante o facto que mencionou (de serem ambos resistentes). É de elogiar, sem dúvida alguma. Porém, gostaria que o candidato do PT fosse outro, menos marioneta, mais portador da sua própria personalidade. O tempo de Lula acabou, mas ele continua a orientar e guiar os destinos do partido. Para um homem que nada sabia dos escândalos de corrupção, continua com muito poder.
    Veremos o que acontece.

  4. Abilio Rosa diz:

    O Brasil evoluiu. Já está anos de luz da choldra lusitana.
    É sintomático que a disputa eleitoral se faça entre dois resistentes à Ditadura Militar.
    Em Portugal o recandidato Cavaco – e que provavelmente será eleito, não por mérito, mas por falta de coerência e comparência do seu principal adversário – nunca lutou contra a Ditadura, e sempre foi um amanuense do regime e um obscuro funcionário público trazido à ribalta pelo malogrado Sá Carneiro.

    Como é que Portugal pode evoluir com um Presidente do calibre de Cavaco – provinciano, retrógado, tímido, que tira o chapéu aos banqueiros, que não mexe uma palha para alterar a sociedade, que nunca correu à frente da policia em manifestações contra a ditadura,etc?

    Portugal está a precisar dum presidente com garra, que tenha corrido riscos, que tenha saído do conforto do lar, que saiba o que é o trabalho no duro e não umas aulazinhas ou uns mestrados na Velha Albion!
    Enfim, Portugal precisa, mas é dum Presidente com CORAGEM E SEM MEDOS,como foi o Lulla e como foi e será a Dilma, que não teve medo de atacar a Embaixada Americana, quando os EUA eram o principal financiador e cúmplice das piores e mais sangrentas ditaduras militares da América do Sul.

    Não é por acaso que o Brasil, a Argentina e até o próprio Chile evoluiram, e nós, aqui em Portugal, regressámos aos cinzentoa anos da década de cinquenta e sessenta!

  5. Abilio Rosa diz:

    A Marchinha da Dilma:

  6. Tenho pena que o Eduardo Matarazzo (senador, São Paulo, PT, no meu tempo), ou o José Dirceu (UNEB, São Paulo, Congresso, PT) ou o Olívio Dutra (gaúcho, ex-prefeito e governador de Estado, PT) ou o Jaime Lerner (ex-prefeito, arquitecto, Curitiba, não sei o partido) ou o Pedro Simon (se ainda estiver vivo, senador, Rio Grande do Sul, PMDB) entre muitos outros não tenham tido chance ou pachôrra para ir lá.

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