Notícias do jornalismo Câncio

Desta feita, pela pena de Valentina Marcelino – conhecida por temer pela saúde do seu Primeiro citando “fontes da PSP” que a PSP logo desmente, veio mais uma vez citar as suas “fontes da PSP” para tentar defender a prisão e a “revista sumária” aos militantes da JCP que pintavam um mural.
Entretanto a juíza da redacção Fernanda Câncio correu em seu socorro telefonando aos seus amigos: o eurodeputado do PS Vital Moreira e ao campeão dos pareceres do bloco central entre 2003 e 2006, Paulo Otero, para tentar baralhar a coisa.

Para quem tiver muito interesse em rebater as tristes figuras do pasquim do governo aqui fica o Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra sobre a matéria, disponibilizado pelo Vítor Dias. Como se pode ver, a lei, ainda não dá razão a estes novos inquisidores.

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12 respostas a Notícias do jornalismo Câncio

  1. Bom dia Tiago,
    Sobre a Lei 97/88 e respectivos pareceres do TC e da CNE:
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/389250.html
    e
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/639291.html
    e
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/806750.html
    Basta ler os sucessivos acórdãos do Tribunal Constitucional – nº 74/84, 248/86, 307/88, 636/95, 231/2000, 258/2006.
    Parecer da CNE a propósito do «Regulamento sobre o Ordenamento da Propaganda Política», aprovado pela Câmara Municipal de Viseu, em Janeiro de 1995.
    Disse então a CNE: «A liberdade de propaganda política, tenha ou não cariz eleitoral ou de apelo ao voto, vigora, pois, tanto durante a campanha eleitoral como fora dela e os órgãos executivos autárquicos carecem de competência para regulamentar o exercício da liberdade de propaganda…». E no nº 14 desse parecer: «As deliberações que consubstanciam o “Regulamento do Ordenamento da Propaganda Política” (da Câmara de Viseu) em apreço são materialmente ilegais».

  2. Deebeejhesuzz H. Khristt, quem são eses três primeiros ?

    (Robin de Andrade só me lembro de um militar que era colega do meu Pai, no Campo de Tiro de Alcochete, if memory serves).

    Essa gente ganha muito.
    Não se pode esfolá-los com impostos ou whatever ??

  3. antónimo diz:

    Salvo erro João Paulo Robin de Andrade, imagino que pai, coronel de cavalaria do mesmo curso do general Pedro Cardoso – ex-CEME e considerado o pai dos serviços de informação no pós-25 de Abril – , pode ser familiar.

    Robin de Andrade, salvo erro oriundo do Colégio Militar, seria próximo do PCP, tal como, salvo erro, o coronel engenheiro Landerset Cadima, do mesmo ano de entrada na Escola do Exército, e o general, também engenheiro, Vasco Gonçalves – o mesmo que foi primeiro-ministro e parece-me que o último que fez algo de jeito por este país.

    Dessa entrada (1942/1943 ou 1941/1942) constam também os coronéis Varela Gomes e Vasconcelos Pestana que – capitães – participaram no assalto ao quartel de Beja. Nesse assalto morreu o sub-secretário de Estado do Exército, tenente-coronel Jaime Filipe da Fonseca, que fora instrutor dos dois na Escola do Exército – onde era conhecido pelo Fonseca dos Coices. Nos meios militares corria que morreu devido a tiro amigo. Saiu do automóvel e avançou à civil em direcção ao quartel e foi abatido pela GNR que cercava os revoltosos. Na imprensa da época correu o contrário – que teria sido abatido pelo grupo de Varela Gomes, Vasconcelos Pestana e outros.

    Do mesmo ano de conclusão do curso era Almeida Santos, que também capitão esteve envolvido no golpe da Sé, e morreu em circunstâncias estranhas após fuga da prisão. Foi nele que Cardoso Pires se inspirou para criar Dantas Castro, o major encontrado morto na praia do Guincho e personagem central d’A Balada da Praia dos Cães.

    O meu pai, um conservador, foi do curso dessa gente toda.

  4. Sofia Ventura diz:

    Acho curioso o 4.º lugar: João Pedroso (irmão de Paulo Pedroso), cuja bibliografia desconheço em absoluto. O que sei com toda a certeza é que, a existir, não é recomendada nas universidadades e também nunca me aconteceu citar ou ver citado o referido doutrinador em qualquer peça processual. Na medida em que não é o que se possa chamar uma autoridade científica, gostava de conhecer o critério de selecção, mas tenho para mim que foi mais um ajuste directo.

  5. Lucia Gomes diz:

    Apos ter sido mandataria no processo em viseu, cuja condenacao foi revogada pela Relacao de Coimbra, creio que especialmente importante e clarificador sera ler o Acordao do Tribunal Constitucional nr 307/88, com particular destaque para a Declaracao de Voto de Vital Moreira. Creio nao ser necessaria qualquer outra leitura para demonstrar as debilidades deste jornalismo bacoco.

  6. Vítor Dias diz:

    O Acórdão a que se refere Lúcia Gomes e bem assim a citada declaração de voto
    de Vital Moreira estão agora disponíveis para download aqui em http://www.4shared.com/document/aRTRpD-n/Acrdo_TC_307-88.html

  7. antónimo diz:

    Não sei onde raio coloquei um post onde voltava ao nazi Alberto Gonçalves, o homem que na revista Sábado elogiou o fulano que pisou a mão de Vítor Jara, esmagando-lhe os ossos e impedindo-o de tocar guitarra, o que segundo o cronista foi das melhores coisas que ocorreram na história da música.

    Este fdp – quem o educou merece – segue um estilo de crítica artística plasmado do referencial dos aiatolas iranianos em relação ao Rushdie.

    Depois do episódio Vítor Jara, onde o fdp acha que tem muita gracinha quando só mostra a massa de que é feito, eu que o lia de forma bissexta acabando sempre irritado achei que havia melhor que fazer do que ler merda e vómito em forma de crónica.

    Na Sábado desta semana reparei que faz título com este caso do PCP e dos murais das Olaias. Imagino o que lá vem. Para estes alegados democratas já dei.

  8. antónimo, nota marginal: se o meu Pai (também general, também engenheiroAcademia e Técnico, também conservador, ) cá estivesse ainda confirmaria que teria conhecido todo esse pessoal. É que pelas minhas contas ele deve ter entrado no C.M. em 41-42…

    • antónimo diz:

      Pois é major, ainda em nota marginal,

      Embora eu seja mais novo, o meu pai, a mim, teve-me tarde, parece que temos mais ou menos o mesmo background: pai oficial do exército e nós, ambos, engenheiros do Técnico – embora eu nunca tenha exercido a engenharia.

      Nestes tempos que vamos correndo, onde a deontologia é nada, como se vê no post supra, do meu pai, um conservador católico, intransigentemente íntegro e livre, que entrou na Escola do Exército nesses anos, do início da década de 1940, decorria a II Guerra em pleno – e que confraternizava com os praças levando um dos superiores (Sousa Braga) a achar que era comunista (absolutamente disparatado, pois detestava-os) – tenho orgulho, muito, e saudade, tanta.

  9. Peço perdão, fui refazer as contas, enganei-me em 10 anos, estou senil…

    (e também tudo o que fix de engenharia foi um vago muro de suporte, passei-me logo para o ICSTE e Letras , Sociolinguístca, com a Dulce F.V., Literatura e Mito (ou seria Literatura e Psicanálise ?) com o recém falecido E.P.C., aulas do 3º ano sobre ‘Movimentos Sociais Urbanos’ com o Vítor M.F., Manuel Castells era o nosso deus ex-machina, coisas que o Técnico não contempla.)
    Depois fui para um programa do PNUD, ao tempo pago pelos suecos.

    O meu Pai era de 21, portanto terá entrado no C.M. em 31, a minha falecida Mãe é que nasceu nesse ano.
    O Pai foi sempre o melhor aluno (18, 19, 20…) em todas as escolas onde andou, incluindo a de Madrid, e cobrava-nos isso, eu nunca passei de médias tipo 14-15, e o melhor dos meus irmãos de 15-16. Esse meu irmão também é engº civil, e mal exerceu igualmente.
    Dá um pouco a ideia que o Técnico servia mais para nos dar balanço para irmos fazer outras coisas.

    É ver onde estão o Zé Mariano Gago, o Guterres, o João Vieira Lopes, o Joaquim Cardeira, etc., tudo alunos de 18 a 20…

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