Sim, concordo quase na totalidade, mas porquê “pacificamente”?

Ou seja, um processo de resistência, ou mais globalmente, digamos, de transformação política e social não terá efectividade nenhuma se se definir antes de tudo quer como “pacífico” ou “violento”. Nunca, mas nunca mesmo, saberemos como responder à violência do Estado. E porque é que a Revolução Cultural foi a última grande revolução do século XX? Porque nos ensinou que não temos de predizer ou prever como vai acabar um processo de resistência (sim, a Revolução Cultural em parte fez-se para resistir à burocracia dentro do Partido Comunista chinês) e/ou de rejuvenescimento social, colectivo; um processo de transformação da humanidade no seu sentido mais profundo (dizia-se então) é uma coisa inédita. Um processo destes (estaremos à beira da sua eclosão?) pode ser “pacífico”, “violento”, “bem sucedido” ou “fracassado”. Não é negociável. Passem todos muito bem.

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