Ou seja, um processo de resistência, ou mais globalmente, digamos, de transformação política e social não terá efectividade nenhuma se se definir antes de tudo quer como “pacífico” ou “violento”. Nunca, mas nunca mesmo, saberemos como responder à violência do Estado. E porque é que a Revolução Cultural foi a última grande revolução do século XX? Porque nos ensinou que não temos de predizer ou prever como vai acabar um processo de resistência (sim, a Revolução Cultural em parte fez-se para resistir à burocracia dentro do Partido Comunista chinês) e/ou de rejuvenescimento social, colectivo; um processo de transformação da humanidade no seu sentido mais profundo (dizia-se então) é uma coisa inédita. Um processo destes (estaremos à beira da sua eclosão?) pode ser “pacífico”, “violento”, “bem sucedido” ou “fracassado”. Não é negociável. Passem todos muito bem.




A última grande revolução do século XX foi obviamente a que levou à queda do capitalismo de estado na UR”SS”…
Concordo em pleno. Temos sempre de ter a cautela de não nos tornarmos menchviques. A mim parece-me que o que se vive hoje em dia na luta é uma espécie de mistura entre mencheviquismo e trade-unionismo. Os blocheviques ganharam, façamos-lhes a honra e optemos por vias mais activas para reentrar nos eixos da revolução!
j
É fã do “Que fazer”, já vi.
Saudações republicanas, como diz o outro.
CV
Já recomendei, volto a recomendar, akilo não foi revolução nenhuma, era o Mao a querer liquidar a oposição interna socorrendo-se do seu prestígio e influência, e fazendo o estudantariado e quejandos ter umas belas férias e levar à frente tudo o que pudesse levar à frente, enquanto ele estava tranquilinho no seu harém.
Leiam, são dois livrinhos da Maspéro, dizem tudo:
http://www.persee.fr/web/revues/home/prescript/article/tiers_0040-7356_1974_num_15_59_2046_t1_0894_0000_1
e o autor é insuspeito, ele chegou a ser maoísta e tudo…
http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Bettelheim
isso das definições é um pouco conceptual, não?
Ou é filosofia analítica?