O rambinho da tia

O menino Afonso escreve uns textos incompreensíveis. Não gosto nem desgosto dele, apenas tenho alguma dificuldade em perceber o montinho de letrinhas que ele junta com visível esforço das meninges. Devem-lhe ter dito que ficava bem escrever. Só não o tento convencer que deveria enveredar pela pintura, porque estou convencido que os quadros dele são ainda piores. O menino Afonsinho tem um coração sensível e não lhe fica bem ver muitos filmes com o Van Damme. Ainda lhe dá uma tremura. Vai um scone?

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

3 respostas a O rambinho da tia

  1. Renato Teixeira diz:

    Que injustiça Nuno. Lá porque não aprecias a prosa do Afonsinho, não quer dizer que ela não seja dotada de grande folego poético: “há uns anos, quando um gajo de metro e meio e um capacete de mota limparam o chão com as trombas de três gordos com um metro e oitenta, literalmente e só desta vez, o chão, que naquele ponto ficou muito mais limpo que o costume, era testemunho da levantamento popular (era só um e um capacete mas era todo um povo) dos metricamente oprimidos contra as montanhas de gordura convencida que oprimem Portugal.”

    De pé ó vitimas da fome…

  2. Scone diz:

    Os textos do menino Afonso são tão incompreensíveis quanto o título deste post?
    Alguém anda a comer scones a mais.

  3. a anarca diz:

    Se não fosse a prosa do rambinho… 🙂
    Não me passaria pela cabeça que o Nuno que escreve posts tão sérios
    seria pessoa para correr tudo a
    papo-seco 🙂

Os comentários estão fechados.