“Um governo que não corteja os poderosos de sempre, nem despreza os sem-terra… que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai…”

A poucos dias da segunda volta das presidenciais brasileiras, o relato de um comício electrizante, no Leblon, com Chico, Oscar Niemeyer, Leonardo Boff e muitos outros, por Alexandra Lucas Celho, disponível no Público online. Excelente, para não variar.

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SEXTA | António Figueira
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9 respostas a “Um governo que não corteja os poderosos de sempre, nem despreza os sem-terra… que não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai…”

  1. Sem querer negar a Boff o que é de Boff, já havia muita gente, e acima dele, a dizer mais e melhor e não tão complicado, a saber e não mais que por exemplo:

    .Dom Helder da Câmara, bispo de Olinda e Recife

    .Dom Paulo Evaristo Arns, bispo de São Paulo

    e sobretudo:

    .Dom Pedro Casaldáliga, bispo do Araguaia

    http://gloria.tv/?media=1763

    É para ele (Dom Pedro, ele é italiano, daí o sotaque ‘estranho’) esta lírica do Fernando Brant, cantada pelo Bituca e pela Nana Caymmi em 1980.

  2. E ysro é p’ra não desfazer no velho Niemeyer (cuja casa era no Rio, bow-windows, entre Copa e o Leblon, tenho para láuma amiga que vive no andar abaixo dele, estive lá em casa.
    Vivi também um tempito em Brasília, há coisas notáveis, o cogumelo e taça de chapanhe (estou falando dos edifícios do Congresso e do Senado) , a pala do Ministério do Exército — muito mais interessante que a do Siza aqui — o enquadramento e a entrada para o Ministério das Relações Exteriores, a Catedral, envolvente e interior, e depois uma data de disparates que ele e o Lúcio Costa obraram por lá, e onde não se podia mexer nem por nada…

  3. Renato Teixeira diz:

    Fossem as palavras do Chico verdadeiras, metia uma bandeirinha do PT no retrovisor do automóvel. 😉

  4. O Chico B. era por tradição do PMDB (a família dele também), uma confusão autorizada pela ditadura, tanto tinha ele como Tancredo, como Ulysses Guimarães, e acerta altura até José Sarney e um milhão de oportunistas e carreiristas. O PSDB é uma cisão à esquerda de intelectuais e professores que estiveram exilados (Éfe Ahá Cê, Serra, et al.) durante a parte mais dura da dita militar, quando por exemplo Caê e Gil foram convidados a sair do Brasil, em Chico não tocaram, o que não quer também dizer nada.

    Chico sempre foi um homem de esquerda, néanmois.

    Isto é de 1971.
    Para os mais esquecidos:

  5. antónimo diz:

    e como vamos por lá de sondagens que não dei com elas numa breve busca (nem me lembro do termo que eles usam)?

  6. antónimo diz:

    Não tocaram, major? Chico esteve no exílio em Itália, onde chegou a ponderar ganhar a vida como músico de bares e de cabarés.

  7. Se chama de IBOPE…

    😀

  8. Sorry antónimo, só me lembro em Itália de Vinicius e de Toquinho, mas é perfeitamente possível.

  9. Eis aki o disco do exílio italiano de Vinicius e Toquinho, com a fabulosa Ornella Vanoni.
    Todos os poemas são do Vina, todos traduzidos para italiano pelo Sergio Bardotti, à época o marido de Ornella.

    http://loronix.net/loronixcontent/capasloronix/musicfromallcountries/Ornella+Vanoni,+Vinicius+de+Moraes+e+Toquinho+-+La+Voglia.+La+Pazzia,+L%27Incoscienza,+L%27Allegria+%281976%29-image027.jpg

    Available in qualquer FNAC next qualquer um de vcs. em CD (o meu é LP, vinyl…)

    Inesquecível…

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