Luís Paixão Martins, a propósito da excelente entrevista de Francisco Lopes ao I, percebe que a “utopia” a que se refere não lhe traria felicidad€.
Luís Paixão Martins, a propósito da excelente entrevista de Francisco Lopes ao I, percebe que a “utopia” a que se refere não lhe traria felicidad€.
Obrigado ao Tiago Mota Saraiva pelo link para esta entrevista, que de outra forma me passaria ao lado. Mas «excelente entrevista»? Depois de uma análise certeira da situação portuguesa, F. Lopes diz isto sobre a nossa vizinha China (sim, vizinha, quantas lojas chinesas há em Portugal?): «A China caminha num quadro de defesa dos seus direitos, dos seus interesses, no quadro da cooperação mundial e espero que não evolua no sentido do capitalismo mas sim da afirmação do que caracteriza o socialismo, na resposta às necessidades do povo.»
O Francisco Lopes bem pode esperar sentado…
António, “no quadro da cooperação mundial” deve estar a referir-se à compra da dívida portuguesa.
Francisco Lopes é um único candidato decente e o único que não está comprometido com a bancarrotado país e a perda de independência nacional.
Parafraseando a «velha»: todos os politicos responsáveis desde há duas décadas a esta parte deviam estar todos presos!
Pois, a ver…
Os chinoxes, lá muito por razões deles (salários baixérrimos. horários de 25 horas ao dia, tipos dos campos a aparecerem nas cidades e a trabalhar por menos de tuta-e-meia, porrada se refilares, etc.) têm um montão de $$$ de superavit que querem pôr a render, como lhes convém e fax sentido.
Mais, têm vested interests em tudo quanto é país capitalista, e em África, na Ásia e no raio-que-os-(não)-parta.
Daí que não lhes interesse assim tanto que os seus/deles investimentos vão borda fora.
Não é muito difícil deduzir o resto…
Alguém sabe dizer quanto ganham as operárias texteis do Bangladesh?
Eu sei!
De certeza que o “senhor” Alvega não sabe.
Porque é um papagaio que lhe ensinaram a dizer China, e não é capaz de dizer mais nada.
De facto a entrevista de Francisco Lopes é excelente. Ideias novas, profundamente alternativas que ajudam a esquerda a reflectir e a encontrar novos caminhos de oposição ao capitalismo.
Felizmente, Manuel Alegre é igual a Cavaco; felizmente a Coreia do Norte até pode ser uma ditadura, mas opõe-se ao imperialismo; felizmente que a China continua firme no caminho do socialismo; felizmente que os despedimentos em Cuba são uma manobra da reacção internacional; felizmente…
É só alegrias, meu caro Tiago. Por este andar ainda O Francisco Lopes ainda vai receber a Ordem de Mérito Lenine!!! Olá se vai. Nem que o Brejnev saia do túmulo para lha outorgar.