GAZA!

Chegou a Gaza a caravana do Viva Palestina, depois de regressar ao ponto onde o Mavi Marmara foi atacado, em Maio.

Os 370 activistas, oriundos de 30 países, foram recebidos efusivamente pela população e saudados pelo governo do Hamas. No território deixaram cerca de 150 veículos (muitos deles ambulâncias), material médico e cirúrgico, materiais de construção, gasolina e 5 milhões dólares de ajuda financeira.

Kevin Ovenden, coordenador da iniciativa e sobrevivente da Flotilha da Liberdade, deu conta do seu estado de espírito: “Percorremos mais de 3 mil quilómetros para trazer esta ajuda essencial e romper este cerco ilegal da Faixa de Gaza. Fomos unidos por apoiantes de Marrocos e da Argélia e dos Estados do Golfo e da Jordânia, para fazer desta caravana a  maior de sempre a quebrar o cerco de Gaza. Estamos felizes em estar aqui e trazemos connosco um pouco da terra dos túmulos dos que foram massacrados no Mavi Marmara e que será usada para plantar árvores como um memorial para seu sacrifício”.

O Viva Palestina está de parabéns pois mostrou o caminho para forçar Israel e o Egipto a reabrirem as fronteiras da Faixa de Gaza. A palavra passa agora ao resto do movimento de solidariedade com a Palestina que terá de multiplicar a acção política para que um milhão e quinhentos mil palestinianos deixem de viver no gueto em que o bloqueio transformou Gaza.

[Num exclusivo para o 5dias, descarregue aqui a entrevista a Kevin Ovenden, onde relata o seu testemunho sobre os factos ocorridos durante o ataque das Forças de Defesa de Israel e as suas expectativas na preparação da presente caravana.]

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6 respostas a GAZA!

  1. Farid diz:

    Orgulho arabe.

    Tenho orgulho e satisfação em que desta vez, independentemente de se tratar de uma missão politica ou humanitária, os membros da flotilla não sejam terroristas. Assim sim. Com calma, sem fundamentalismos consegue-se tudo. O Egipto fiscalizou a entrada dos materiais e reteve 12 pessoas suspeitas de terem objectivos que não servem a causa do povo de Gaza. Asherod ou Egipto é indiferente; é necessário é garantir que não se juntam a estas boas missões no futuro, gente fundamentalista terrorista.

    E espero que o governo de Gaza, o Hamas, não deite tudo a perder enviando misseis para o Egipto ou Israel, pois voltará tudo ao inicio. E quem sofre é o povo.

  2. Renato Teixeira diz:

    Farid, devia antes clamar pelo fim do bloqueio. Sem isso, o Hamas vai ganhar cada vez mais protagonismo.

  3. Mariana diz:

    Com ou sem bloqueio o Hamas ganha cada vez mais protagonismo, Com o bloqueio, invoca o opressao israelita como causa de todos os males e ganha simpatizantes. Sem o bloqueio, obtem o apoio dos sauditas , iranianos etc e beneficia politicamente com o bem-estar emergente.

    O Renato fala como se o hamas fosse apenas uma organizaçao politica que perde ou ganha apoio eleitoral. Esquece-se da eficacia politica das campanhas de medo (o que aconteceu no periodo pos-eleitoral, perseguiçao e execuçao de membros da fatah etc) que o hamas implementa.

  4. Farid diz:

    É uma espécie de pescadinha com rabo na boca Teixeira; se o bloqueio acabar o hamas importa mais material de guerra e envia bombas; se envia mais bombas o Egipto e Israel voltam a bloquear gaza.

    O interesse do povo de Gaza não é viver assim. Talvez seja o interesse de alguns: os que vendem bombas, os que ganham comissões na compra e outros na venda, mas esse não é o interesse da população de Gaza.

    O povo precisa de governantes pacificos. Afinal de contas os judeus já desocuparam gaza. Não faz sentido enviar bombas a torto e a direito. Tal conduta só provoca que os judeus fechem ainda mais as fronteiras. Só este ano já cairam cerca de 1000 bombas, creio.

    Eu como descendente de arabes não me revejo no fanatismo de alguns daqueles governantes. Mas revejo-me na luta pelo fim dos colonatos da cisjordania, desde que efectuada na lógica daqueles que já deram provas na história de sucesso, como por ex. Ghandi.

    Não me revejo em todas as práticas dos judeus, mas não alinho no fantismo do ódio aos judeus, aceito-os como aceito qualquer povo; entendo a sua luta também, o direito a uma patria, mas revejo-me tambem na luta pelos direitos dos refugiados arabes. Aceitem-nos. Todos os paises envolvidos devem aceita-los em partes iguais. E ninguem os aceita. Espero que a Jordania ajude neste capitulo.

    Eu não quero que Gaza seja uma eterna Cuba. Sempre bloqueado pelas ambições (boas ou más) de quem os governa, percebe?

    Há um tempo em que tem que se dizer: Chega.

  5. Farid diz:

    Lembre-se de Tianamem. Aquela imagem do tipo em frente a um tanque chines. Correu mundo. Lembre-se do exemplo de ghandi. Do exemplo Luther King. Homens de paz que consquistaram o mundo.

    Ninguem conquista o mundo, sendo atirador de bombas. Não devemos dar motivos a que os judeus usem a força. Contra alguns abusos judeus, nomeadamente colonatos, devemos usar a luta pacifica. O exemplo do homem de Tianamen, percebe?

    Isso sim criaria uma onde de solidariedade. Não podemos deixar-nos cair na teia dos fundamentalistas. Dos terroristas. As ambições deles são outras e dieferentes das do povo.

  6. Ao lado: eu tenho raízes árabes (não estas !), mas desprezo profundamente o Islão, acima de todas as outras superstições.
    Nunca suportei nada que pusesse uma pessoa de joelhos, e ainda menos de borco. Nunca me ajoelhei nos tempos de há muito em que era obrigado a ir à missa.
    Em sentido, mãos atrás das costas, ajoelhem-se vocês.

    Okies venham-me matar, mas tragam um exércitozinho, senão ficam todos estendidos no chão, see if I care.

    Agora olhem-me para isto:

    http://downloads.cbn.com/cbnnewsplayer/cbnplayer.swf?aid=17933

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