Quanto mais a luta aquece, mais se enterra o PcF…

Au nom du PCF, je veux dire toute mon inquiétude devant les scènes de violence auxquelles on assiste depuis ce matin dans plusieurs villes de France.

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26 Responses to Quanto mais a luta aquece, mais se enterra o PcF…

  1. Mariana says:

    Só falta responder ao seguinte: porque é que o PCF reage assim aos tumultos urbanos?? Será que o PCF sabe algo que o Tiago não sabe ou ignora??

    Será que os tumultos estão a ser sequestrados ou manipulados por forças que nada tem que ver com a desiderata do PCF?????

    Muito interessante, esta notícia.

  2. Orlando says:

    Eu gostava de saber se você tivesse lá o seu carro e lhe pusessem o fogo, se vinha para aqui dizer essas coisas. Então que vão atirar pedras para o Parlamento…

  3. Martelo says:

    E o teu PC?
    Porque é que não convoca uma manifestação para dia 24 de Novembro…sempre os mesmos empatas…

  4. Manuel Monteiro says:

    O PCF não aprende nada com a história da luta de classes; por isso está reduzido a um grupinho sem influência na classe operária. Ele que foi um dos grandes partidos comunistas dos paises industrializados
    Que tristeza…
    Manuel Monteiro

  5. augusto says:

    Tal como em 68 o PCF está sempre do mesmo lado….ou controla ou sabota….

  6. Leo says:

    Acho que o Secretário-Geral do PCF tem toda a razão neste alerta.

    E quando anota que cenas de violência “apenas desajudam o imponente movimento popular” que ocorre no país “contra a reforma das pensões”. E faz bem em sublinhar que “desde há vários dias o governo multiplica as provocações policiais e joga deliberadamente a carta da exasperação, da tensão e do apodrecer do conflito. Razão suficiente para ter mais sangue frio.

    A violência não é o bom caminho, mesmo se Nicolas Sarkozy e o seu governo, têm a responsabilidade ao recusarem ouvir o movimento popular.

    A presença policial diante dos edifícios, que serve de pretexto a excessos, deve ser levantada. As violências devem cessar. Elas só servem ao governo que procura instrumentalizar o conflito com o objectivo de dividir o movimento social.”

    Será que nada se aprende com violências anteriores que apenas deram pretextos para dividir para reinar?

  7. luis Moreira says:

    Não há milagres, meus caros.http://estrolabio.blogspot.com/2010/10/china-tal-como-no-chile-de-pinochet-nao.html.
    Estive 15 dias na China e o comunismo é muito igual ao fascismo de Pinochet. Sem querer ferir ninguem, as políticas são as mesmas. Dificil é a Democracia.

  8. Luís Russo says:

    Depuis plusieurs jours, le gouvernement multiplie les provocations policières et joue délibérément la carte de l’exaspération, de la tension et du pourrissement du conflit.

    Do mesmo artigo.

    Se se ler todo o artigo percebe-se melhor a preocupação.

  9. Tiago Mota Saraiva says:

    Luís Russo, veja a imagem que ilustra o texto. Não lhe consigo dar um segundo sentido.

  10. Partido de criminosos, mais nada. No auge da II Guerra Mundial, este partido só entrou em manobras de activa resistência depois da sua “querida” união soviética ser invadida pelo exército alemão. Esta é a verdade.
    Agora, fruto de um revisionismo histórico da pior espécie, tal facto é esquecido e, veja-se, o PCF combateu sempre, sem excepções, a escumalha nazi…

    Pois, esqueçamos também o facto de o PCF ter assassinado franceses que se opunham à ideia do Comunismo.

    O bonito e útil, e “revolucionário”, é destruir carros de cidadãos comuns.

    Em Portugal, a greve geral, um direito fundamental, mas exercido de forma estúpida e incentivada por um grupo de sindicatos neandertais (do ponto de vista ideológico), será presenciado por vários milhares de paus mandados, de mansos. Esperam algo similar aí, em Portugal?

    Sonham. Babem-se com a destruição provocada pelos “manifestantes”.

  11. joão viegas says:

    Essa agora ?!

    Fico curioso, de acordo consigo o PCF deveria dizer o quê, que acha muito bem as cenas de violência, que são responsaveis, eficazes, uteis para a luta e que o partido esta pronto a emprestar cacetes aos rapazes ?

    Ainda pensei que fosse desatenção da sua parte, mas depois da sua resposta ao Luis Russo fico mesmo curioso, você tem idade para brincar com os ursinhos do lenço na ilustração que tanto o choca, ou quê ?

  12. helder says:

    As manifestações devem ser violentas, se os custos de reprimir e reparar os danos causados for superior ao que se pede, os governos arreiam. Claro que o ideal para este tipo de politicos era a malta manifestar-se a partir do sofá ou em caso de irem para a rua levarem uma vassoura e contribuirem para o despedimento de alguns almeidas.
    Se nem o nosso voto respeitam, cagam de alto para as promessas que fizeram, devemos abdicar do poder que temos nas ruas? acho muito bem que tenham de mandar batalhões de policia de choque, que mandem vasos de guerra e f16s também. Em ultima instância terão que lhes atirar com a reforma aos 60, á mona, para a malta voltar para casa.

  13. Semeador de Favas says:

    Pintem o artigo como quiserem – caríssimas caixas de ressonância das forças da ordem – mas ele é o que é: todo um tratado de conformismo e de preguiça intelectual. Com partidos «comunistas» deste calibre, que governos precisam de ideólogos reaccionários?…
    Felizmente, as exigências da luta travada diariamente e a imaginação de quem a pratica – usando tanto a cabeça como as pedras e as chamas -, reduziram-no a uma inexorável insignificância.
    Bem sintomático desta absoluta degenerescência é alguém, que tendo em consideração a relevância social do que se passa nas ruas de França, deixe como inquietação primordial a saúde do parque automóvel.

  14. Abilio Rosa says:

    No Maio de 68 ainda bem que o PCF esteve contra essas manifestações de guedelhudos e filhinhos da burguesia e que muitas vezes faziam o jogo da reacção.

    Se tivessem dúvidas, vejam agora quem manda na Europa e nos EUA.

    Quase todos vieram do Maio 68. Hoje são neo-cons; neo-liberais; ecologistas bon vivant e sucialistas.

    Vejam onde está o nosso José Manuel que queria instalar o «maoismo» em Portugal…

    O PCP tem que estar sempre atento às actividades de grupúsculos provocatórios que devido à sua «radicalidade» comprometem as verdadeiras lutas dos trabalhadores.

  15. Orlando says:

    Para informação de alguns que por aqui vêm escrever, tenho a informar que apesar de não ser muito velho, participei em muitas manifestações , marcadas e autorizadas pelo governo civil, em que existiu carga policial e tivemos de andar a fugir à policia. Na primeira greve geral, no rossio, (foi banho de cacetete), quando veio o Regan a Portugal em Queluz, foi um banho de porrada em novos velhos, era tudo o que aparecia à frente. Para me manifestar nunca precisei de andar a queimar carros ou a partir as montras de establecimentos. Será que este radicalismo leva, ou levou alguma vez a alguma coisa??? Concordo com o que diz o Abilio, onde estão posicionados, politicamente, hoje em dia aqueles que fizeram o Maio de 68 ?
    Os extremos normalmente nunca deram frutos, e desta onde protesto dos trabalhadores, um pouco por toda a Europa, o que qurem transparecer é somente os incidentes e as cargas policiais. Então os as manifestações dos trabalhadores que saíram à rua, mais de três milhões, alguêm as viu ????
    Caro Tiago, as massas são muito fácil de moldar e normalmente são moldadas por quem têm o poder, nunca se esqueça disso.
    Sem o querer de maneira nenhuma ofender, acho que deve aprender alguma coisa com os mais velhos. Um abraço

  16. Manuel Monteiro says:

    E o PC não forneceu nenhuns quadros à burguesia, que ideia: Mário Soares,Vital Moreira,Zita Seabra,Pina Moura, Mário Lino, José Magalhães,Isabel Pires de Lima e tantos mais…
    Manuel Monteiro

  17. abdul al arran says:

    há bem pouco tempo na Grecia,viu-se a bófia a confraternizar com os ‘radicais’….Contra-informação,é o quê?é um filme de Hollywood e, eu sou o Papai Noéu!!!!….

  18. No dia 29 de Abril de 2007, num comício em Bercy, Sarkozy exortou os seus apoiantes a “liquidar a herança de Maio de 68”. Mas o “psicodrama” – como lhe chamava Raymond Aron – deixou um rasto indelével e, para além da insurreição intelectual, o “psicodrama” engendrou a maior greve operária da história de França e a sua narrativa perene. Mas a política está de regresso e um Espírito paira sobre a Europa: político, gaulês, chauvinista, cartesiano, jacobino, racaille, voltairiano, rousseauniano, gastrófilo, amante do mot d’esprit e da barricada.

  19. Leo says:

    Tanto septuagenário saudoso que por aqui anda só me dá vontade de rir…

  20. No meu tempo a gente chamava, com alguma graça, ao secretário-geral do PCF (Waldeck Rochet) Vas-le décrocher.
    Significava óbviamente tirar o quadro da parede e também arredar a criatura…

    :-)

  21. Manuel Monteiro says:

    Leo
    Vale mais septuagenário com tesão revolucionária do que jovenzito bem comportado…
    Sem rancor
    Manuel Monteiro

  22. Leo says:

    O que quer Manuel Monteiro, dá-me vontade de rir. Acho penoso que se agarrem desta maneira algo caricata às aventuras da juventude, já lá vão mais de 50 anos. É como se o mundo tivesse ficado congelado mas o que é certo é que o mundo não só não congelou como muda e a grande velocidade.

  23. O Leo Já vive no sempiterno Fim da História. O tempo e os seus sinais não são uma coisa que o preocupe. O sistema/mercados/capitalismo demo-liberal/economia de mercado/ já bebeu o elixir da eterna juventude. Mas a eternidade é um tédio, ó Leo. E como diria o pessoa, nós não temos dinheiro suficiente para ter tédio à vontade.

  24. Leo says:

    Quem está sempre a olhar para o passado com nostalgia, Paulo, nem se preocupa com o presente nem avança para o futuro. E o pior é quando se olha para o passado e não se tiram lições.

  25. Tiago Mota Saraiva says:

    Tentando sintetizar o que penso sobre o assunto:

    Entre os manifestantes haverá movimentos radicais cujo efeito é contraproducente, haverá polícias infiltrados que provocam distúrbios, haverá gente desesperada e em luta. Haverá cenas de violência gratuita, cenas de violência despoletadas por provocadores e cenas de violência justas.
    Eu tenho o entendimento que um partido comunista, num contexto de elevada tensão e luta social, não se deve colocar de fora da luta, ainda que violenta, como o PCF o faz.
    Anteontem fui ao site do PCF para obter informações sobre a luta dos trabalhadores. A primeira notícia era aquele “comentário”, em meu entender, revisionista.

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