Barack W. Bush – O mesmo imperialismo

Os números não enganam. Obama, cujos discursos pacifistas inflamaram audiências, insuflaram democratas e encheram urnas de voto, não só continuou a guerra como a tornou mais mortífera, quer para os soldados da aliança, quer para os afegãos, claro. De que serve a esperança gerada por aquele que cavalgou a ideia de ser o mais progressivo presidente da história dos EUA, se outra coisa não faz do que continuar o catastrófico caminho de Bush, o mais reaccionário de todos os seus pares? Para que servem então os males menores?

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17 respostas a Barack W. Bush – O mesmo imperialismo

  1. Abílio Rosa diz:

    Quem, no seu perfeito juízo, achou algum dia que o Barack Obama ia ser diferente dos outros presidentes e que ia livrar-se das teias que o Império tece?

    Só mesmo o cheché do Mário Soares e a claque bloquista bué de folclórica e fracturante!

    Uns bons palhaços são os que acreditaram nesse embuste Obama!

  2. carmo da rosa diz:

    Absolutamente de acordo, o melhor teria sido passar do Bush imediatamente para a Sarah Palin, é lindíssima e tem umas pernas bestiais…

    Mas não desesperem camaradas, a beleza acaba sempre por vir à tona e tenho cá uma fezada que a coisa ainda se vai recompor o mais depressa possível – read my lips!

  3. Renato Teixeira diz:

    Carmo da Rosa, nem quanto ao bom gosto nos colocamos de acordo. Arre.

  4. JMG diz:

    Renato Teixeira, se ousar insinuar que a Sarah Palin não tem umas pernas bestiais, como julguei inferir do seu último comentário, contrariando uma pertinentíssima tese adiantada em boa hora por um leitor atento e lúcido, encaro a tomada de medidas retaliatórias, que poderão ir a ponto de deixar de ser seguidor deste blogue. Veja lá.

  5. Índio Joe diz:

    Melhor do que discutir Sarah Palin, é falar sobre o embuste chamado “Estados Unidos da América”… esse colossal embuste!

    Por exemplo, falemos desse embuste chamado “Ida à Lua” que os americanos festejam, com alguma reserva (o dia 20 de Junho).

    Após leitura de “One Small Step?” de Gerhard Wisnewski, pergunto se seriam aqueles três astronautas, metidos numa nave rudimentar, capazes de passar duas vezes por duas barreiras radioactivas mortíferas e perigosas e voltar ilesos, com sorrisos e prontos para dar inúmeras conferências de imprensa?

    Tal como o 11 de Setembro, o assunto ficou em águas de bacalhau, sem hipótese de verdadeira investigação…

    É lógico que se alguém tiver tempo para pensar neste assunto, chegará a conclusão que os americanos não foram à Lua, nem uma, nem duas, nem as seis vezes que dizem que foram.

    Foi tudo uma autêntica treta (a hoax) feito, à americana, como só eles sabem fazer…

    Por agora é tudo… Passem bem!

    Toksha Aké!

  6. Renato Teixeira diz:

    JMG se comparar com o Obama ou com o Bush, seguramente JMG. Se comparar com as que ilustram a última posta do Carlos Vidal ficam a desejar. Enfim. Reconsidere. No campo dos desejos pode sempre sonhar com algo mais…

  7. /me diz:

    Que post injusto. A alternativa para o Afeganistão era qual? Sair? Uma vez que o Bush comprou o bilhete para o espectáculo, o Obama é obrigado a assistir até ao fim.

  8. Mariana diz:

    Um dos atributos mais bem estudados e conhecidos do demagogo e’ a forma como procede do “singular” para o “universal” ‘a laia de ejaculaçao prematura: dos números para…e’ o mesmo imperialismo. Nao e’ necessario qualificar coisa alguma.

    Os numeros dizem tudo.

    Simplesmente brilhante.

  9. miguel serras pereira diz:

    Renato,
    e o que faz você das suas ardorosas defesas desses males menores que são o Hamas, a ditadura iraniana, dos talibãs, de toda a espécie de “muçulmanos piedosos” que têm merecido a sua indulgência por se declararem inimigos de Israel e dos EUA?
    Ou não foi você quem escreveu, contra o Miguel Cardina, o Zé Neves e este seu leitor, isto um ou dois posts atrás: ““para que amanhã os afegãos tenham ainda uma hipótese emancipadora, teremos, infortunadamente, que fazer unidade com as forças de resistência à ocupação da NATO, o que no Afeganistão tem o nome feio dos Talibãs”?
    Em que ficamos, Renato, afinal?

    msp

  10. Renato Teixeira diz:

    Vejamos se nos entendemos caro MSP. As soluções social democratas acabaram degeneraram invariavelmente pela continuação do liberalismo por outros meios. Sem rejeitar a intervenção no quadro das instituições “democráticas” confiar ou ter uma politica de unidade táctica com estas forças é o primeiro passo para continuar tudo na mesma.

    Na questão militar a cantiga é outra e os raciocínios não se plasmam a não ser para o exercício da demagogia. Não se vence o imperialismo, no Afeganistão, no Iraque e na Palestina sem a vitória militar de forças reaccionárias. O combate às segundas só é possível se este combate for dado numa sociedade livre do jugo da ocupação.

    Percebe a diferença?

  11. Renato Teixeira diz:

    me, tão simples como sair. É de resto mais simples do que entrar.

  12. miguel serras pereira diz:

    Renato, meu caro interlocutor:
    “Não se vence o imperialismo, no Afeganistão, no Iraque e na Palestina sem a vitória militar de forças reaccionárias”. Era mesmo isto que você queria escrever? Em que é que a ocupação pelo inimigo exterior é necessariamente mais opressiva do que a opressão pelo inimigo de classe “interno”? Quem é que lhe diz que a vitória – a ser obtida – sobre o inimigo exterior não poderá representar uma consolidação das forças reaccionárias interiores e o agravamento do jugo imposto às populações? Nunca pensou na hipótese de lutar pela confraternização dos “dominados” dos dois campos?
    Está a ver?

    msp

  13. Mariana diz:

    O Miguel fala em alhos.
    O Renato responde-lhe com bogalhos.

    O Renato ainda não percebeu que é possível criticar os Talibans, Hezbollahs e companhia ao mesmo tempo que se critica a “política imperialista Americana!!!” Isto, meu caro, não é um jogo zero-sum.

    “Não se vence o imperialismo, no Afeganistão, no Iraque e na Palestina sem a vitória militar de forças reaccionárias. O combate às segundas só (será) é possível se este combate for dado numa sociedade livre do jugo da ocupação.”

    Fico com a impressão que o Renato ainda não percebeu algo muito elementar.

    Mas prefiro não lhe dizer nada. Dá-me uma enorme satisfação ver comunistas a escrever isto. Nem imaginam!

    Renato, como combateria o sr estas forças reaccionárias (numa sociedade livre do jugo da ocupação)

    Recomendar-lhe-ia que iniciasse o combate assim: “Deus não existe!! É uma invenção maquiavélica das classes dominantes!!” Seria hilariante.

    Pedras, pedrinhas, pedregulhos na meloa do Renato!! 🙂 LOL

  14. Índio Joe diz:

    Muito sinceramente, gosto do Renato… até fumo um cachimbo da paz com ele, quando quiser…

    …mas se o assunto aqui debatido é o imperialismo americano, continuemos a reflectir nesse grande mal, ou grande embuste, chamado Estados Unidos da América…

    Eu pergunto à «igmu» Mariana se ela conhece os massacres e os crimes dos Estados Unidos da América contra os índios norte-americanos? E contra os filipinos, cubanos, vietnamitas, iraquianos, jugoslavos, etc… etc…

    (silêncio)

    Ok, «tahca» Mariana, onde é que os americanos lançaram mais bombas nucleares no Mundo? Tem três tentativas: No Vietname? No Iraque? Ou nos Estados Unidos da América (em território índio shoshone?)

    (Não, Mariana, infelizmente não foi no Vietname. A resposta correcta era, isso mesmo, os Estados Unidos da América!!! …mais concretamente, em território Shoshone, onde os americanos já fizeram explodir, nem mais nem menos do que 650 bombas atómicas…)

    À «itignila» Mariana e todos os outros que protestam contra alguns guerrilheiros e povos que fazem dos Estados Unidos da América o seu verdadeiro inimigo… «hoka hey!»

    Conheçam o vosso verdadeiro inimigo!

    …que são os Estados Unidos da América.

    É por causa deles que o Mundo está na merda em que está.

    E tenho dito…

    «wakan tanan kici un!»

    Toksha Aké!

  15. Mariana diz:

    Olá Indio Joe,

    Minha cara, passei dois Verões a plantar árvores em reservas Iroquois.

    Infelizmente os estados construíram-se assim. Mas não foram os Americanos que inventaram este modo de ser. Fomos nós, Europeus. Não se esqueça disto antes de apontar as miras à América.

    Não se esqueça também que se não tivessem sido os EUA,(e URSS, claro) provavelmente falaria Alemão hoje.

    Sim, os EUA usaram território Índio para testar bombas nucleares. Tem toda a razão. Os Franceses fizeram-no até há pouco tempo no Pacífico, contaminando milhares de kms 2 oceânicos e pondo em risco a vida de milhares de ilhéus. Não fala da França, porquê? Sente a necessidade de um “outro” absolutamente malévolo que lhe possa confortar a sua moralidade meramente instrumental?? Se a sua preocupação com os Índios é genuína, preocupe-se com todos os que prevaricam. Caso contrário, sucumbe à parcialidade e compromete a sua própria moralidade.

    Pensa Indio. O mundo é um lugar muito grande.

  16. Mariana diz:

    absolutamente malévolo que possa confortar a sua moralidade

  17. Índio Joe diz:

    Hau Mariana!

    Mais de 650 testes com bombas atómicas (nucleares) em território Shoshone… pense, Mariana, pense bem…

    «Iyukca»

    Foi muito mais do que a França testou no Oceano Pacífico, não foi?

    Já agora, conto-lhe uma história que fica como um segredo entre nós os dois…

    Mas antes… Sabe como, nós índios lakotas portugueses, chamamos «segredo»?

    «Anahme»…

    Durante o assalto ao aeroporto de Bagdade, em Abril de 2003, a guarda civil iraquiana foi posicionada, na sua maioria, para combater os soldados americanos.

    Ao saberem que os seus soldados estavam em perigo, o exército americano usou de duas bombas de neutrões contra aqueles dez mil homens… que como por magia desapareceram… Puf!

    Terrível, não é?

    Sim, «cuwe ki» Mariana,… o mundo é um lugar muito grande, onde os EUA vão construíndo as suas bases militares e os seus campos de prisioneiros…

    …e há muito bem no mundo, mas a maior parte do mal vem dos EUA…

    «Am I right or am I right?»

    Akisni!

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