O Orçamento de Estado para 2011

Muito se poderá escrever sobre o Orçamento de Estado apresentado pelo PS. Contudo há duas medidas que, na minha opinião, simbolizam a política e o carácter de quem as procura implementar.
A primeira é a risível medida pomposamente anunciada como um novo imposto na banca. O Público descreve-a assim:

A primeira é situada entre 0,01 e 0,05 por cento e incide sobre o passivo apurado e aprovado pelos sujeitos passivos deduzido dos fundos próprios de base (Tier 1) e complementares (Tier 2) e dos depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.
A segunda taxa situa-se entre 0,0001 e 0,0002 por cento e incide sobre o valor nocional dos instrumentos financeiros derivados fora do balanço apurado pelos sujeitos passivos. O valor nocional é o valor total dos activos de uma posição alavancada.

Em segundo lugar temos a obrigação dos bebés passarem a ter cartão do cidadão (por 7,50€) para poderem ser considerados dependentes dos pais – a notícia, para quem não acreditar, está aqui. Do prometido cheque-bebé – um cheque-bebé-careca que Sócrates passou antes das eleições, chegámos ao cheque-governinho em que os pais dos bebés têm de pagar para que o governo se continue a governar.

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