Jornalismo Tiririca

Não me recordo de um texto que deixasse tão claro o ódio ao Partido Comunista Português do seu autor. Fernanda Câncio, no canto de um jornal que poucos sabem como sobrevive (não será certamente das vendas),  dá à estampa um tratado de bílis e chavões anti-comunistas.
Como sempre, Fernanda Câncio apresenta-se como titular de um jornalismo sem mácula estendendo, desta feita, o seu guarda chuva ao jornal em que escreve, ainda que seja público que o dono do referido jornal exerceu fortes pressões junto de “jornalistas mais novos” para que não escrevessem notícias antipáticas para o governo. Infelizmente, na lista de causas que Câncio patrocina, não está inscrita a solidariedade para com “jornalistas mais novos” do seu jornal nem o combate à precariedade como forma de condicionamento deontológico da actividade profissional de jornalista. As suas causas são outras.
Assumindo que as posições políticas do PCP são pouco acompanhadas pela comunicação social, Câncio explica que se deve ao facto dos jornalistas as levarem pouco a sério. Curiosa opinião, para quem costuma falar de alto sobre deontologia profissional. O jornalismo câncio atribui ao jornalista o papel de juiz de quem fala a sério. Mas neste aspecto, com pena minha, Câncio não explica porque é que a opinião do PCP é pouco séria e não merece gastar a tinta dos jornais.
Depois é blá-blá-blá sobre posições políticas que Câncio atribui ao PCP (no jornalismo câncio basta escrever, não é preciso que sejam verdadeiras) terminando a explicar porque é que Sócrates pode/deve lamber o rabo à Venezuela ou à China.
Pior que ‘tá não fica!

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