A internet matou o jornalismo?

Quarta 20 de Outubro 22H Bartô
Outras Quartas
Tempo de Antena: A Internet matou o Jornalismo?
Debate promovido pelo Sindicato dos Jornalistas e o Chapitô
 
Blogues, Twitter, Facebook, Ipad são palavras que entraram de rompante no nosso tempo. A Internet multiplicou as possibilidades das pessoas comunicarem. Grande parte da informação que recolhemos destas novas fontes é obtida sem a mediação dos jornalistas. Coincidência ou não, o aparecimento das novas tecnologias agravou a crise da comunicação social e sobretudo dos jornais. Os grupos de comunicação multiplicam iniciativas nesta rede global, mas não conseguem encaixar o seu modelo de negócio nela. Previsões dão os jornais como mortos num futuro próximo. Será que a Internet matou o jornalismo? Ou pelo contrário, a Internet é uma força revolucionária que torna os cidadãos sujeitos em vez de espectadores e o que está em causa são os grandes grupos de comunicação que só pensam em negócio e esqueceram-se dos valores do jornalismo?
Estas são algumas das questões que pode aprofundar num debate que se vai realizar a 20 de Outubro com a colaboração do Chapitô e do Sindicato dos jornalistas.

Oradores:
 
Daniel Oliveira – Bloguer “O Arrastão”
 
Filipe Caetano – Editor do site TVI 24
 
Nicolau Santos – Director-Adjunto do Semanário Expresso
 
 
Moderador:
 
Nuno Ramos de Almeida – Sindicato dos Jornalistas

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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11 Responses to A internet matou o jornalismo?

  1. M. Abrantes says:

    A Internet matou o Jornalismo?

    Pergunta absurda.
    O jornalismo deve ser um conjunto de princípios de ‘bem fazer’ a publicação de informação – se não é, então é porque nunca chegou a nascer; o que não nasce também não morre. Requer formação e especialização.

    Então, o jornalismo não pode ser morto pela internet. Quando muito a internet pode mudar-lhe o penteado.

  2. koshba says:

    Jornalistas ao dispor dos patrões,claro que não teem objectividade alguma,nem credibilidade!!!!
    Deixei de comprar jornais-só de olhar apar a Cancio,jornaleira….Da-se!Vá trabalhar para as estradas.E, conheço cada um!Claro,há excepções…

  3. Nuno Ramos de Almeida says:

    Abrantes, santo nome, o aparecimento na esfera pública de comunicadores que não são jornalistas e que não precisam da mediaçãos dos jornalistas altera a realidade. A crise económica da comunicação social e a morte progressiva dos jornais altera as condições do jornalismo.
    O aparecimento e multiplicação de sites não jornalísticos e jornalísticos com informação em quantidade e gratuita, altera as condições do negócio da comunicação social.
    A pergunta que para si é ridícula é repetida e discutida em muitos sítios, por pessoas que têm menos certezas que o meu caro Abrantes.

  4. subcarvalho says:

    …quanto muito a internet permitiu um jornalismo livre das amarras do mercado.
    Provavelmente será a “salvação” do jornalismo!!

  5. Nuno Ramos de Almeida says:

    Subcarvalho,
    O título e o texto são uma provocação para debater e não negam o que você escreveu.

  6. subcarvalho says:

    Compreendido.
    Não foi intenção de criticar o título…foi mais um espasmo de quem não poderá comparecer ao encontro!

  7. Vamos por partes: se a internet estiver a colocar alguma pressão sobre os jornais, isto não quereria dizer que o jornalismo estava em perigo, mas apenas que uma área especifica dele, os jornais, tinha que se preparar; porém, há outras áreas do jornalismo que, pela interpretação que faço do texto, estariam a salvo dessa pressão. Mas, por sinal, fico com pena de assim ser, pois gostaria que a internet tivesse a força suficiente para “acagaçar” todos os meios de comunicação, pois isso poderia servir para refrear a força que muitos desses órgãos têm perante os indefesos cidadão. Mais, creio que quem está com medo da força da internet tem perfeita consciência da má qualidade do produto que apresentam: Por isso, quando às vezes ouço falar da crise do jornalismo, sobretudo em referência aos jornais, eu fico a pensar: vendem-se poucos jornais, sim, com relação ao número de leitores potenciais existentes; mas se atendermos à qualidade do que se escreve, como são tratados os assuntos, a selecção desses assuntos, etc., até sou levado a concluir que muito jornal se vende neste país! E depois ainda há uma quetão não menos importante: alguém me sabe dizer por qual razão devem os cidadãos comprarem um jornal se o que lá vem escrito é o mesmo que um mesmo sr. disse numa tv qualquer no dia anterior, ou no seguinte, pouco importa? Os jornais, os seus proprietários, bem entendido, não fizeram tudo o que puderam e souberam para vivermos numa sociedade que mais não é que uma telecracia, onde tudo o que não passar na tv, não existe, não aconteceu, não se sabe? E então?

  8. Luis Rainha says:

    Só não matou porque já deu com ele bem falecido.

  9. antónimo says:

    como é que o jornalismo sobrevive? é que se não o pagam ele não existe. Ou só existe dentro dos interesses estritos dos patrões, que têm dinheiro para o financiar e acesso o finaciamento. Que escolhem directores, que escolhem capatazes-editores, que escolhem jornalistas pouco e dóceis e sem coluna vertebral, que trabalhem muitas horas, sem rede, sem tempo para pensar e principalmente sem chatear ou criticar e também sem pôr em causa os sacrossantos preconceitos defendidos pelas câncios deste mundo.
    Sem pluralismo.

    Quantos órgãos de comunicação social funcionam sem conselho de redacção? Alguém os força ao menos a elegê-los como estabelecido na Constituição – mesmo que não sirvam para nada como de facto não servem?

  10. Rafael Fortes says:

    Apesar de a pergunta colocada ser claramente provocadora, nao seria mais certeira (menos mainstream, digo) a questao exactamente ao contrario: A internet salvou o jornalismo?

    E nesse sentido, nao seria interessante destrinçar entre o que é o jornalismo (a arte) do que é o jornalismo (os meios)? Nao sei se seria a intençao do SJ referir-se à questao da desapariçao ou nao da imprensa escrita e as suas logicas repercussoes na classe profissional, reorientando todo um sector produtivo (e nao apenas jornalistas, mas todas as outras artes associadas) para uma formalizaçao do produto claramente distinta ou se o jornalismo aqui é encarado nao como o jornalismo cidadao, mas sim como um conjunto de regras deontologicas e principios eticos que configuram a forma de transmitir a noticia, que começam, creio eu, no proprio principio de selecçao do que noticiar.

    Uma outra questao seria a da informaçao e de como a rede (no seu campo delimitado de utilizadores) influi nas estrategias da comunicaçao massificada. E de como, um jornalismo (enquanto arte) ideologicamente oposto ao dominante se comporta perante tal realidade.

    Teria sido interessante que no painel de convidados existisse alguem que pudesse dar uma palavrinha nao apenas sobre blogs, mas sobre as estruturas de informaçao alternativa que vao aparecendo um pouco por todo mundo. Como se organizam? que criterios de validaçao da noticia utilizam? Que regras de funcionamento (democratico) têm? etc, etc…

  11. Nuno Ramos de Almeida says:

    Estou de acordo contigo. Seria interessante ter pessoas dessas redes, defensoras da livre troca de informação. Nada impede que estejam presentes e participem. Normalmente estas conversas conta com a participação de muita gente. Agora é normal que quando um sindicato organiza um debate se preocupe com a crescente precarização e desemprego entre os jornalistas. Do meu ponto de vista pessoal, numa altura que a comunicação social é dominada pelos grandes grupos, a internet salva a pluralidade da comunicação. Agora, sendo o jornalismo uma profissão e não dando a internet empregos, a situação dos jornalistas é cada vez mais desesperada. Não certamente sobretudo por causa da internet, mas por um modelo de comunicação que transforma a informação numa mera mercadoria do espectáculo, e como tal substituível pela primeira novela.

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