é uma arma : GAC e Manuela Porto

Eu também não sabia que os Simpsons eram uma arma, mas quando o vinha partilhar convosco já o Renato o tinha feito.

Entretanto inicio outra saga: pôr em confronto ou em coro duas vozes diferentes. E hoje pegando em armas, e porque em tempo de guerra não se limpam armas, cá vai o GAC e a Manuela Porto. 1949, 1976. Cheios de fé nas armas.

«Para quê continuar a amontoar provas de um facto mais do que evidente: ser o teatro expressão íntima da fé dos povos, fonte inexaurível de quanto, na tradição, possa existir de vivo, importante e essencial, além de poderosíssima arma de cultura pois, ao mesmo tempo que exprime o sentimento íntimo de um povo e lhe exalta as virtudes – ou lhe verbera os vícios, que o mesmo é – dando-lhe o respeito de si próprio, incute-lhe o íntimo desejo não apenas de não diminuir-se mas de ultrapassar-se e progredir.»

Manuela Porto, «Algumas reflexões a propósito da crise de teatro», in Vértice, vol. VII, nº 70, Junho de 1949: 341-344.

GAC, A cantiga é uma arma, 1976

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