ETERNO [P(S)D] RETORNO

Um dos fenómenos mais curiosos nos ciclos de austeridade, é que a tropa regimental do socialismo democrático estaria aos pulos de histerismo se, ao invés do PS, fosse o PSD a aplicar as medidas anunciadas por Sócrates. Em sentido inverso, já imagino o ar estadista de Passos Coelho quando chegar o seu dia de explicar ao país, novo sacrifício do proletariado para que se continue a sanear os desfalques e a gula da ditadura burguesa.

Por essa altura, as Câncios, os Moreiras, os Alegres (se perder, claro) e os Barretos andarão por aí a brandir ao vento o anúncio da catástrofe social que o PEC3 obriga. Por outro lado, os Pachecos, os Carreiras, os Alegres (se ganhar, claro) e os Delgados, estarão como ar solene clamando pelo sacrifício abnegado e patriótico do povo.

Nada os distingue. Tudo não passa de um obsceno jogo de espelhos.

PS: Com o PEC3 e em Outubro de 2010, o João Rodrigues descobriu que o PS afinal não é Socialista.


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2 Responses to ETERNO [P(S)D] RETORNO

  1. Abilio Rosa says:

    É isso mesmo.
    São as duas faces da mesma moeda.
    Má moeda, diga-se de passagem.

  2. Pingback: cinco dias » O jogo viciado da democracia

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