POR UM P(R)EC REVOLUCIONÁRIO – O povo tem que acabar com o Sócrates antes que o Sócrates acabe com o povo!

O debate sobre a crise não é um debate, é uma guerra. Ao contrário do que nos dizem os capatazes do bantustão em que se transformou o Portugal do pós 25 de Novembro de 1975, o caminho é outro. Sócrates pediu ideias e aqui ficam 10, que resolveriam muito mais do que a crise e sem prejudicar os mais pobres:

1º- Nacionalização dos sectores estratégicos da economia.

2º- Cortes no topo da estrutura burocrática do Estado: fixação de tectos salariais nos cinquenta mil euros por ano.

3º- Criação do imposto sobre as grandes fortunas e retenção de 50% dos lucros das empresas que apresentem ganhos acima de um milhão de euros.

4º- Fim do offshore da Madeira com congelamento das todas as contas com verbas superiores a 500 mil euros.

5º- Expropriação de todas as terras não produtivas e início da reforma agrária sobre os terrenos estatizados.

6º- Saída da NATO e regresso de todos os militares a operar fora de Portugal. Corte nas verbas relacionadas com o aparelho militar que deve ser reduzido à protecção civil.

7º- Confisco de património sobre pessoas que a título individual tenham mais do que três propriedades móveis e imóveis para venda em hasta pública ou redistribuição pelos indivíduos produtivos que não tenham nenhuma.

8º- Expropriação de todos os imóveis devolutos e transformação destes espaços em residências, cantinas e creches sociais.

9º- Não pagamento da dívida externa.

10º- Criação de imposto sobre produtos de luxo à ordem de 50% sobre o seu valor de mercado.


Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

44 Responses to POR UM P(R)EC REVOLUCIONÁRIO – O povo tem que acabar com o Sócrates antes que o Sócrates acabe com o povo!

  1. Leo says:

    Não se trata de acabar com ninguém, trata-se de acabar com as políticas de direita, neo-liberais que desde há mais de 30 anos nos governam. Sócrates não é pior que Paços Coelho ou Manuela Ferreira Leite ou Paulo Portas ou Guterres ou Cavaco ou Mário Soares ou Barroso ou Santana.

    As políticas deles todos – PS, PSD, CDS – é que são más.

    O que é preciso é a ruptura com estas políticas e a mudança.

  2. Renato Teixeira says:

    Calma Leo, não se trata de sangrar o Sócrates, evidentemente. Trata-se de impedir que este continue a sangrar o povo. Ideias simples, como pode ler, que garantem “a ruptura com estas políticas e a mudança”.

  3. manel z says:

    Nacionalização dos sectores estratégicos da economia.

    Com dinheiro ou ao tiro?

  4. Renato Teixeira says:

    Como tiver que ser. A história é um bom guia.

  5. Ricciardi says:

    «Não pagamento da dívida externa» RT

    Gostei especialmente desta medida.

    Porque não endividarmo-nos mais um bocado e depois sim, cancelar os pagamentos e vivermos à fartazana durante uns bons anos.

    RB

  6. Renato Teixeira says:

    Boa ideia Ricciardi. Finalmente, uma boa ideia. É que dava mesmo para passarmos a ser um país onde a fartazana fosse um direito generalizado e não um privilégio de meia dúzia de bandidos.

  7. Força Emergente says:

    É NECESSÁRIO USARMOS AS NOSSAS ARMAS
    Compete a todos aqueles que pautam a vida por princípios e valores, assumirem que é sua obrigação tornarem-se activos nesta luta pela dignidade da acção governativa e por uma nova estrutura politica.

    Aceda a http://forcemergente.blogspot.com

    Obrigado pela vossa contribuição para um melhor esclarecimento deste povo embrutecido, propositadamente.

  8. Miriam says:

    O simplismo elevado à categoria de doutrina governamental.Renato, o Sr não aprendeu coisa alguma com a história?Estas medidas já foram implementadas noutros países e falharam de forma contundente.

  9. Renato Teixeira says:

    Miriam, foram aplicadas? Onde?
    Simplistas são as medidas do Sócrates!

  10. Miriam says:

    Onde?Nem acredito que escreveu isto.Pense bem.Ou consulte o wikipédia.

  11. Renato Teixeira says:

    Pensei, fui à Wiki, nada. Faça-me o favor de ser a Miriam a concretizar as suas próprias dicas.

  12. Justiniano says:

    Está muito bom Renato. Com arroz, é evidente!!
    Também gostei muito do “sem prejudicar os pobres”, claro. Fica sempre bem, à cautela. Não vá é dar-se a pequena desfeita de todos serem pobres, de algum modo. Todos, excepto, evidentemente, os da Lampreia.

  13. Manuel Monteiro says:

    EM NOME DO SOCIALISMO, NÃO!
    http://m-monteiro.blogspot.com/

    Manuel Monteiro

  14. maria monteiro says:

    Portugal não é um país pobre… a sua grande riqueza é o povo. Esse povo sempre tão prejudicado, sempre tão maltratado. A solução é… o povo organizado exigir a concretização das 10medidas acima descritas.

  15. Justiniano says:

    A numerologia não passa despercebida, Renato!! Está lá tudo, nada poderá falhar!! Perfeito, portanto!!

  16. Justiniano says:

    maria monteiro, referia-me especialmente a esse terrunho de almas!! A riqueza é tanta e tamanha que exige, ordena, manda, não faz!!

  17. Ricciardi says:

    «Boa ideia Ricciardi. Finalmente, uma boa ideia. É que dava mesmo para passarmos a ser um país onde a fartazana fosse um direito generalizado e não um privilégio de meia dúzia de bandidos» RT

    Claro, engordar o porco antes de o matar.

    Sempre fui adepto da vilipendiagem social.

    Quer dizer, vilipendiar toda a gente que nos empresta dinheiro… vilipendiar os fascistas dos proprietarios com pelos menos três imoveis… os outros que tem lucros (que devia ser crime).

    Reter 50% dos lucros acima de um milhão de euros é injusto camarada… os gajos põe os restantes 50% na offshore da madeira ou em gibraltar. Não pode ser… os lucros são para a comunidade.

    Um pequeno reparo: num país sem ricos a sua proposta nº 10º deixa de fazer sentido e talvez a nº7.

    Mas a proposta nº 7 acerca do confisco de pessoal com mais de três bens, móveis ou imóveis, é deliciosa. Ter hipotese de ficar com um ferrari de um anormal que tem três é o meu sonho. E sem precisar de trabalhar ou arriscar empreender numa coisada qualquer. Dado sabe melhor.

    A porra é distribuir mil ferraris por dez milhões de pessoas. Eu quero um, não sei de nada. Até sou amigo da mulher do Jeronimo.

    RB

  18. Miriam says:

    O eloquente e perspicaz Justiniano já lhe respondeu, em grande parte.
    O Renato nunca ouviu falar de países onde se nacionalizaram os meios de produção?O que o Renato claramente não percebe é que algumas das medidas que propõe são incompatíveis entre si. Por exemplo, se nacionalizasse os meios de produção, restariam muitas poucas fortunas para taxar como pretende. Aliás, duvido até que restariam poucas fortunas que pudessem ser taxadas.Seja menos impetuoso e pense melhor naquilo que escreve e, por favor, tente compreender se as medidas que propõe são compatíveis.

    Países onde se implementaram algumas ou todas as medidas aqui propostas por si:
    Cuba (sabe o que se está a passar em Cuba?) Republicas democráticas do Leste Europeu (1948-1989), China (capitalismo de estado, os senhores da nomenklatura exercem e desfrutam de poderes muito semelhantes aos administradores das multinacionais), Coreia do Norte e, last but definitely not least, a grande USSR.

    Nem acredito que tive que escrever isto. Códiacho, Renato. Você, que se formou em Coimbra, deveria honrar os seus pergaminhos!!

    Perdoe-me a brincadeira.Suponho que, para V.Exa., nenhum dos casos citados possam ser considerados à luz do verdadeiro socialismo real…

    :)
    :)

  19. Miriam says:

    Devo confessar que estou simplesmente fascinado pelo rigor e sofisticação das análises e propostas do Ricciardi que, noutras questões, tem demonstrado alguma sagacidade. Será isto um ataque repentino de economia estalinista elementar. Engorde-se o porco antes de o matar.Dio mio, Ricciardi. :)

  20. Miriam says:

    ah, mil perdões…
    o Ricciardi estava a brincar…lol :) :)

  21. Antonio Cunha says:

    O que este gajo aqui escreve é criminoso, e devia estar preso.

    Razão tem o AJJ. Tal como os fascistas os partidos comunistas deviam ser ilegalizados pois como se ve professam ideias anti-democráticos.

    25 de Novembro Sempre, comunismo nunca mais.

    Que venham !!!! A malta desta vez acaba o trabalho como deve ser.

  22. augusto says:

    TODOS os partidos que estiveram no governo no pós 25 de Novembro, têm responsabilidades no estado actual de Portugal…..

  23. Renato Teixeira says:

    António Cunha, quando escreve assim, com esta clareza, nem eu o censuro. Venham daí esses ossos. Onde e a que horas quer acabar o serviço?

  24. Miriam says:

    Augusto, tiro certeiro. Todos, sans doute. Mas responsabilizar mortos é tarefa ingrata!

  25. Miriam says:

    António, o fascismo já lá vai. Tal como o comunismo. Estamos perante algo genuinamente novo. Não sente qualquer fascinio pelas rupturas (nunca absolutas) históricas? Ou, pondo as coisa de outra forma, e se enfiasse o seu fascismo no cu?? Parece-lhe bem?

  26. Renato Teixeira says:

    Justiniano, ora como é evidente. A lampreia também é para partilhar com o povo que a apanha e amanha. ;)

  27. Justiniano says:

    Renato, não é nada evidente e eu não partilho a minha lampreia com ninguém. Posso partilhar a lampreia dos outros!!

  28. Ricciardi says:

    Mas enfim, compreendo o lado de quem não gostou destas medidas do governo.

    Pessoalmente, acho-as deploráveis. E não vão resolver coisa alguma.

    Aqui, estou ao lado dos comunistas (imagine that). A produção de riqueza será, com este orçamento, sériamente afectada; o governo está a secar a economia, quer reduzindo os salarios, quer aumentando impostos. Consequentemente, está a matar a ‘mão invisivel’…

    Vejo, cá de longe, um país infestado de camaras municipais e juntas de freguesia e de presidentes e adjuntos das camaras e vereadores e directores de plano e carros para essa gente toda e telemoveis e almoçaradas… vejo institutos da despesa e empresas públicas deficitárias, RTP, a CP, a TAP etc etc responsaveis por 20 mil milhões de euros de endividamento do país… e vejo centenas de deputados e adjuntos e secretarias no hemiciclo e despesas de transporte e ajudas de custo… e vejo derrapagens constantes nos custos das obras públicas, e investimentos megalomanos e improdutivos… e pareceres pagos a preço da platina quando temos no quadro do estado professores doutores competentissimos para o efeito…

    E depois vejo… que nada disto é proposto ser cortado. O corte é na populaça que já não tem aonde cair morta.

    Vejo que a base de tributação não foi devidamente alargada; vejo que os saldos bancários ainda não podem ser cruzados com os rendimentos declarados.

    Vejo que o incumprimento à banca vai disparar, e ao fisco tambem.

    Enfim, em jeito de previsão, estilo um horoscopo do país, prevejo que em 2014, com a entrada dos pagamentos das parcerias p.p., portugal vai finalmente declarar-se insolvente. Bancarrota.

    RB

  29. António says:

    Com estas medidas de merda, o país rebentava em dois tempos. Quem devia ser degolado são vocês, seus cães nojentos. A vossa utopia de merda já estoirou com a queda da união soviética, ou já se esqueceram.

  30. Este Renato Teixeira é mesmo imoral. Gostas de roubar aos outros? E que tal nacionalizarmos o que é teu ó canalha.

  31. Renato Teixeira says:

    Ó Carlos Sacramento, qual das propostas considera mesmo imoral? Que moral é mesmo a sua?

    António, o país já rebentou. Isto era para o começar a pôr no sítio. Quer saber o que se segue? Nah… imagino que já saiba.

  32. Renato Teixeira says:

    Caro Justiniano, a lampreia tem mais gosto se comida por mais pessoas. Já experimentou ir a Penacova sozinho? Que gozo dá tal trato ao ego se insuflado sozinho?

  33. LAM says:

    Se calhar as coisas têm de ser assim mesmo. O próprio António Barreto diz que alguns direitos não são compatíveis com o momento que o país atravessa.

  34. Ruben Monteiro says:

    Boas propostas, Renato.

    Acho que isto não vai lá com “socialismos 2010″.

    Nada como uma boa receita, das antigas.

  35. Afonso Costa says:

    Bravo, Renato.

    Basta um post como estes, que enuncie claramente o que o país precisa para ver a canzoada fascista acorrer em força a arreganhar os dentes, ameaçar e insultar. Porque para estes dejectos, grave é tirar aos ricos, já fod*r sempre quem trabalha é mais que aceitável, um imperativo. Escumalha de cães que não merecem mais que o abate `a fome. REVOLUÇAO JA! MORTE AOS FASCISTAS! Que floresçam mil cravos por cada cabeça de facho decapitada que caia no chão.

    E com um comentário destes se consegue facilmente provocar um estado de stress e nervos nesses indivíduos que os vai colocar um pouquinho mais perto do fim.

    Saudações revolucionárias.

    Afonso Costa

  36. Abilio Rosa says:

    Os trabalhadores têm que dar caça a esse pelintra, engenheiro das retretes, licenciado num domingo à tarde!

  37. Justiniano says:

    Renato, claro, a lampreia dos outros!! Mas logo que a “ocupo” como-a sozinho, em prato individual que eu não gosto de gamelas, de boca fechada, à cautela!! Costumo ir ao Minho, à lampreia, lá pra Abril!!

  38. Renato Teixeira says:

    Então é disso Justiniano. A lampreia na Beira é mais apetitosa e, pelos vistos, mais colectiva… e note: ninguém lhe tira o prato individual mas vai ter pois, que dividir a travessa. Experimente. ;)

    Afonso Costa, Ruben Monteiro e LAM, é que o que me parece dramático é nenhuma das propostas avançadas, mesmo pela esquerda, não rompe com os pressupostos do estado do Regime. Porque será? Surpreende-me que sendo qualquer uma destas propostas absolutamente lógicas e socialmente sustentáveis, nenhum socialista democrático (mesmo que de fachada esquerdista) as tenha avançado…

  39. Leitor Costumeiro says:

    Olá.
    Renato, gosto bastante de das tuas propostas, apesar de na minha prespectiva, serem ainda um pouco “direitolas”. O melhor mesmo é ler o que escrevem os ignorantes que aqui vêm defender nem sabem eles o quê…Pelo rumo das coisas, adivinham-se tempos dificeis, talvez até de fome. Quando aí chegarmos é que vai ser, vai haver uma onda socialista bestial…

  40. Renato Teixeira says:

    As propostas não são “direitolas”, embora admita que são de facto algo centristas. Note que são ideias para um período transitório. Seria naturalmente preciso muito mais do que isto.

  41. LAM says:

    Renato, defeito de redacção meu, por certo, mas não compreendeu a ironia da coisa…

    referia-me às palavras de António Barreto para sublinhar que os direitos do capital “não são compatíveis com o momento que o país está a atravessar”.

  42. Pingback: Nuno Teles, o problema não é a proposta ser “um pouco técnica”, o problema é que ela não desafiar a sorte. | cinco dias

  43. André says:

    Propostas ridículas de quem na sua mente ainda está em 1800.

Comments are closed.