“Faremos tudo para evitar uma crise política” [actualizado]

BE reforça a ideia de que “não há estabilidade social sem estabilidade política”.

Assim não VAMOS lá!

Via 31 da Armada e Jornal de Negócios.

PS: LAM, em boa hora, comentou nesta posta que o PCP disse grosso modo a mesma coisa: “Reafirmamos que o PCP não está interessado numa crise política, mas numa mudança de políticas”

Un uomo onesto, un uomo probo
tralalalallatralallalero
s’innamorò perdutamente
d’una che non lo amava niente.
Gli disse “Portami domani”
tralalalallatralallalero
gli disse “portami domani
il cuore di tua madre
per i miei cani”.
Lui dalla madre andò e l’uccise
tralalalallatralallalero
dal petto il cuore le strappò
e dal suo amore ritornò.
Non era il cuore non era il cuore
tralalalallatralallalero
non le bastava quell’orrore
voleva un’altra prova
del suo cieco amore.
Gli disse “Amor, se mi vuoi bene”
tralalalallatralallalero
gli disse “Amor se mi vuoi bene
tagliati dei polsi le quattro vene”.
le vene ai polsi lui si tagliò
tralalalallatralallalero
e come il sangue ne sgorgò
correndo come un pazzo da lei tornò.
Gli disse lei ridendo forte
tralalalallatralallalero
gli disse lei ridendo forte
“L’ultima tua prova sarà la morte”.
E mentre il sangue lento usciva
e ormai cambiava il suo colore
la vanità fredda gioiva
un uomo s’era ucciso per il suo amore.
Fuori soffiava dolce il vento
tralalalallatralallalero
ma lei fu presa da sgomento
quando lo vide morir contento.
Morir contento e innamorato
quando a lei niente era restato
non il suo amore, non il suo bene
ma solo il sangue secco delle sue vene.

DE ANDRÉ – Ballata dell amore cieco

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24 respostas a “Faremos tudo para evitar uma crise política” [actualizado]

  1. closer diz:

    Renato Teixeira é apenas uma versão sofisticada de Gil Garcia.

    Está à espera de uma qualquer revolução que virá num dia de nevoeiro importada directamente de Alcácer Quibir.

    Penhorada, a direita agradece

  2. Renato Teixeira diz:

    O Gil Garcia anda a defender a estabilidade política? Onde?

    Com revolucionários do calibre do Louçã a revolução não virá de lugar nenhum.

  3. Abilio Rosa diz:

    Acho que o BE deve aguentar o governo do Sr.Sócrates.
    Não têm um candidato presidencial em comum?
    Não estão irmanados em tudo quanto é fracturância chique?

  4. Semeador de Favas diz:

    É triste, mas de modo nenhum surpreendente que a esquerda sirva – na sua sanha de representar sem qualquer rasgo (e neste aspecto o Bloco é particularmente entediante) – de tubo de escape e barragem das tensões sociais latentes: que ameaçariam de facto a estabilidade política se não fossem canalizadas, de antecâmara em antecâmara institucional, até lá onde elas morrem desnutridas a cada acto formal de democracia que passa sem deixar rasto de revolta.
    A esquerda só mudará de discurso e de práticas, ainda que eu próprio não acredite que tal venha a acontecer e de certa maneira já me estar a foder para isso, quando der um trambolhão tão grande lá de cima do parlamento que ao chegar cá a baixo talvez disperte desse pesadelo da «estabilidade».
    Que se foda a estabilidade política, que se foda a estabilidade social!

  5. Tiago Silva diz:

    E se repararem, o BE aderiu ao dogma politico-religioso do “desperdício” no orçamento. Já não se fala em aumentar a receita, taxando as grandes fortunas, a banca, ou acabar com os offshores. É altura de “cortar a despesa”, ou seja, repete-se a mesma retórica que o centrão nos andou a impingir durante anos. Não digo que não haja desperdício nas contas públicas, e os primeiros casos são os salários de certos cargos administrativos de certas empresas públicas, mas primeiro deve-se apostar no aumento de receita: taxe-se o lucro como deve ser taxado, responsabilize-se a banca e mercado de valores, e acabe-se com a vergonha dos offshores. Responsabilize-se o capital, e depois falamos em desperdícios.

  6. antónio sousa diz:

    -Sócas ou socratas a passos de coelho tens um aliado no Berloques de Esquina.eheheheheheh

  7. Uma coisa é certa, o BE, a sua direcção tem de indicar/explicar a estratégia que neste momento político está a adoptar, porque, creio que os militantes andam a ficar muito baralhados, e quando questionados no dia a dia político, por vezes, não sabem o que responder.
    E porque não a realização de uma Conferência Nacional nas próximas semanas?

  8. Renato Teixeira diz:

    José Manuel Faria, acho que não terá muita sorte. Nem para decidir candidato presidencial houve Convenção Nacional quanto mais para orientar militantes.

  9. Manuel Monteiro diz:

    Até eu, que não sou do BE, estou confuso. Esta de evitar uma crise política capitalista é de fazer o Marx rebolar-se de fúria na tumba. Mas é isto, estamos nesta pobreza franciscana, onde os antigos revolucionários tudo fazem para ajudar a burguesia a evitar crises…
    Manuel Monteiro

  10. a invejosa diz:

    Tratemos é da nossa vida :
    Que tal pregar um sustinho ao Mexia nos lucros da EDP,
    se cada um de nós não pagar a conta à EDP durante um mês (são precisos dois meses para um corte logo não passa nada)
    ninharias dirão eles
    ou não 🙂
    unidos venceremos

  11. Portela Menos 1 diz:

    Acabei de ler o comunicado d’Linha Sindical LUTA-UNIDADE-VITÓRIA, apelando à “convocação e organização de uma poderosa greve geral nacional”… repudiando a dívida e a política de austeridade e declarando guerra à guerra do capitalismo.
    Carvalho da Silva vai pensar nisso!

  12. miguel diz:

    Berra o Renato Teixeira: “Assim não VAMOS lá!

    Mas, “não vamos lá” onde? Já se questionou se o sítio para onde o Renato quer ir é o mesmo para onde quer ir o Louçã e o Bloco? É que, em calhando, são sítios diferentes e o Renato anda aí a gastar bits e bytes sem necessidade nenhuma.

    Olhe, arranje uma bússola porque parece-me que está desorientado 🙂

  13. LAM diz:

    “Reafirmamos que o PCP não está interessado numa crise política, mas numa mudança de políticas”.
    Jerónimo de Sousa à saída da audiência comCavaco.(http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=445723). Não há diferença substancial para o que disse Louçã:
    “tudo faremos para evitar a crise” mas sob condições: “apoiaremos políticas que respondam ao país e combateremos políticas que prejudiquem o país”.

  14. Renato Teixeira diz:

    Boa adenda LAM. À hora da posta não tinha as declarações do Jerónimo. Actualizarei.

    Miguel, o Vamos é uma boca ao movimento Vamos (clique, vai ver que se consegue orientar), promovido pelo BE. É que é um bocado chato andar a animar movimentos supostamente para criar instabilidade política e activismo “sindical” e depois ter os seus dirigentes a dizer o contrário ao Cavaco e ao país.

    invejosa, sem dúvida que levanta a questão que é preciso levantar. Os lucros da fidalguia em oposição ao sacrifício dos trabalhadores. Continuemos pois…

  15. closer diz:

    Renato Teixeira percebe menos de táctica política que a minha avó.

    Além disso, nem sequer entendeu a minha piada a Gil Garcia (ou será que se picou?)

    Podemos questionar o pseudo-reformismo de Louçã e dos dirigentes do BE. Agora conta ái, por favor, onde nos conduziram tantos anos de pureza ideológica e de firmeza revolucionária? A grupos e grupinhos e grupelhos todos muito puros, muito firmes, mas que pesam zero sobre zero. Nada passou, passa ou passará por eles.

    Desculpe a franqueza, Renato: a sua revolução é uma coisa muito bonita quando se tem a barriga cheia e se pode pavonear por cafés e blogues a mandar bocas. O Gil Garcia também mandava os profes fazerem greve geral ilimitada, mas ele dava aulas no privado. A sua revolução só tem um problema, o mesmo que descansava Asterix: amanhã não é a véspera desse dia.

    Agora para quem tem verdadeiramente problemas (quem vive com salário mínimo, precários e desempregados) precisa mais do que bravatas revolucionárias. Precisa de medidas concretas que melhorem as suas condições de vida. Para bravatas pseudo-revolucionárias, dogmáticas e sectárias já bastaram as do PREC, com um resultado trágico: ajudaram a matar uma revolução. Não vamos ter outra tão depressa, por muito vanguardista e iluminado que seja este seu blogue.

  16. Leo diz:

    Após o encontro com o Presidente da República, Jerónimo de Sousa afirmou com toda a clareza que o Governo está a fazer chantagem para que o Orçamento de Estado seja viabilizado, e reafirmou que o PCP não se limita a denunciar e a combater esta política: tem propostas concretas para debater e apresentar e que o País precisa de romper com as políticas de direita seguidas por PS e PSD.

  17. JMJ diz:

    Mas, para o Renato, como se fazem revoluções?

    Mudando de assunto (ou talvez não).

    O mais preocupante sinal que esta prolongada crise nos tem dado é que, talvez pela primeira vez desde o fim do regime salazarento, sente-se na população, nos trabalhadores, uma inercia que é perigosamente conivente com o triste “Estado a que chegámos”.

    O afogamento ideologico que a direita e o capital provocaram conseguiram essa perversão que é termos hoje portugueses, que no seu dia a dia defendem que lhes sejam retirados direitos e regalias.

    A situação está muito grave. Concordo!
    A situação está insustentável. Concordo!
    A situação exige uma ruptura com estas politicas. Concordo ainda mais!
    A situação exige uma ruptura com este sistema capitalista e politico. Concordo totalmente e sem reservas!

    As questões que lhe coloco, de novo, são:
    Que quer o Renato com este post?
    A instabilidade social serviria, na actual conjuntura uma solução revolucionária de esquerda?
    Considera o Renato que uma eventual solução revolucionária teria, hoje, dia 29 de Setembro, o apoio declarado da maioria da população Portuguesa?

    A minha resposta, a estas questões é que o futuro próximo passa pelo reforço da luta de massas, da sua organização e da sua consciencialização. Há muito trabalho para ser feito junto dos trabalhadores e restantes camadas exploradas. Este é um trabalho diário, cansativo, às vezes desmoralizante e outras vezes exaltante. É um trabalho que está muito longe das politicas estilizadas de Belem ou São Bento e das realidades virtuais da blogoesfera.

  18. antónio sousa diz:

    Data: 28 de Setembro de 2010, 22:28

    “Reafirmamos que o PCP não está interessado numa crise política, mas numa mudança de políticas”.
    Jerónimo de Sousa à saída da audiência comCavaco.(http://www.jornaldenegocios.pt

    “/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=445723). Não há diferença substancial para o que disse Louçã:”
    -Há diferenças e imensa.
    -Uma coisa é dizer : “Reafirmamos que o PCP não está interessado numa crise política, mas numa mudança de políticas”

    -Outra é afirmar que :“tudo faremos para evitar a crise” mas sob condições: “apoiaremos políticas que respondam ao país e combateremos políticas que prejudiquem o país”. Ora isto até o COELHO a Passos ou o Paulinho Submarinos & sobreiros e afins não teriam nenhuma dificuldade em sobrescrever.

  19. Renato Teixeira diz:

    Closer, o único aqui que parece picado com o Gil Garcia é sua excelência. Quanto às suas insinuações sobre a minha situação particular não entendo como podem contribuir para a discussão geral. Acho de resto notável que quem se esconde atrás de um pseudónimo centre acima de tudo o seu comentário nos nomes.
    Quanto ao esquerdismo ter sido a causa do fim do PREC vou guardar para rir um dia destes.

    Leo, qual é a parte que não entende disto: “Reafirmamos que o PCP não está interessado numa crise política”?

    JMJ, não defendi instabilidade social. Apenas, como o JMJ, a diagnostiquei. O que defendo é a inversão dos princípios de Jerónimo, Louçã, Alegre, Nobre e Cavaco, que entendem que não se resolvem os problemas sociais sem estabilidade política. Eu acho que é dessa estabilidade política que podem emergir as transformações necessárias à mudança estrutural da sociedade que temos.

    António Sousa, de facto há diferenças entre as declarações de Louçã e Jerónimo. Mas estarão em desacordo na substância do que levanto nesta posta?

  20. Leo diz:

    Eu limitei-me a lembrar que o Jerónimo reafirmou que o PCP não se limita a denunciar e a combater esta política: tem propostas concretas para debater e apresentar e que o País precisa de romper com as políticas de direita seguidas por PS e PSD.

  21. Renato,

    serei eu ou a diferenca substancial e que o candidato do BE e o candidato e na verdade um homem do PS? Goste-se ou nao do PCP a verdade e que e o unico partido que efectivamente coloca um candidato fora da esfera do poder dos ultimos 30 anos…

    De caminho, aproveito para comentar que, ou mt me engano, ou o PSD fazer cair o PS teria mts poucos proveitos para a luta do nosso povo. Deixai-os la andarem aos arrufos e beijinhos como dois namorados timidos que mais temos espaco para abrir os olhos ao nosso povo. Algo tanto mais evidente quanto o PS podia ate aprovar tudo o que quisesse apoiando-se “a esquerda”…

    A “crise politica” que precisamos esta na rua, e dela que vem e nao de manobras burocraticas dos partidos do sistema.

    Sinceramente, nem parece seu…

  22. serraleixo diz:

    Que explique cada um dos que comentou, por favor, o que entende por crise política e quais as consequências dela. Quem terá benefícios de uma crise desse tipo? É nesse tipo de crise que se deve “apostar” como tentativa para mudar as “coisas”? Essas crises quem as cria e porquê? Serve de muito a um partido de esquerda (e não entendo o PS como de esquerda) dizer que quer, ou impulsionar, uma crise política? Não seriam logo acusados pelos media de irresponsabilidade? E isso é motivo de preocupação? Qual é o trabalho que devem fazer os partidos de esquerda numa democracia representativa capitalista? Interessa haver partidos de esquerda numa democracia representativa capitalista?
    Acham que o Jerónimo ou PCP pensam nos mesmos moldes que o PS ou PSD?
    Crise política é um cliché mediático. Um entretém político para televisões paparem. A acção política deve passar ao lado destas questões e parece-me que é isso que se percebe do que diz o Jerónimo (pelo menos, pelo que está no link).
    Crise política não é apenas retórica vazia para “inglês ver”?

  23. LAM diz:

    Leo, se ler as declarações de Louçã, para lá do que é puxado a manchete da notícia vai ver também uma coisa idêntica. E que tem sido de resto o discurso “habitual” do BE e do PCP sobre a situação do país, nesta ou noutras ocasiões. Acontece que, para o caso em apreço, e sobre a questão da “estabilidade” política ou do que se poderá entender de tal, Jerónimo de Sousa terá tido, em termos de manchete, imprensa “mais amiga”.

  24. closer diz:

    Renato Teixeira

    Parece desconfortável com a crítica que lhe fiz.

    Gil Garcia à parte (nesse assunto já percebi ao que vem), a questão central mantém-se: é muito confortável, andar a falar-se de cedências e traições dos outros. É muito bonito apelar-se a greves gerais, sobretudo quando não se tem nenhuma responsabilidade política. Deixemo-nos de lutas comezinhas, Renato Teixeira. Façamos já greves gerias e preparemos a revolução socialista, que, como sabe, vai ser feita na semana que vem a partir deste ou de outro blogue. Se acha que isto é uma provocação pessoal anónima ( que raio vir falar-me em anonimato cobarde quando escrevemos os nossos e-mails nos comentários que fazemos), azar o seu. Lamento desiludi-lo: não vou baixar o nível só para lhe agradar ou tornar-me mais compreensível para si.

    Lastimo que não tenha percebido o que escrevi sobre o PREC, mas compreendo: este blogue aumentou o nº de colaboradores e baixou, obviamente, a qualidade dos posts. Eu vivi directa e activamente o PREC. Vi por dentro o que foi o sectarismo, o dogmatismo, o esquerdismo inconsequente de muita gente, provavelmente bem intencionada, mas que punha as suas cartilhas ideológicas acima da realidade concreta do país. A falta de flexibilidade, a falta de compreensão das ideias dos outros e, sobretudo, a falta de unidade política, enfraqueceu o campo revolucionário e abriu caminho para que a direita desse o seu golpe contra-revolucionário de 25 de Novembro. Se não percebeu isto, das duas, uma: ou é demasiado jovem para o ter vivido, ou demasiado cego, para retirar lições..

    Mas, comece por ser sério e, por favor, não torpedeie as ideias dos outros.

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