A praxe na primeira pessoa IV – O REBANHO

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

7 Responses to A praxe na primeira pessoa IV – O REBANHO

  1. Amélia da Foz says:

    Tenho pena de não ter gravações de doutores a cuspir nos caloiros, numa faculdade da UP.

  2. Abilio Rosa says:

    Se eu visse algum doutor a cuspir nas alunas , partia-lhe os cornos!

  3. Amélia da Foz says:

    Nas alunas nunca vi. Mas caloiros a cuspir nos alunos foi o prato da noite numa sessão de praxe onde os caloiros também ingeriram o conteúdo de latas de comida de cão e de gato da marca Dia e do Lidl, malaguetas e biscoitos de cão, além de levarem com com ovos e farinha no cabelo e de terem estado durante mais de quatro horas «de quatro». Isto tudo madrugada fora, à porta de uma faculdade-hospital. No dia seguinte foi delicioso ouvir «betinhos» da Foz e da Boavista, daqueles bem petulantes, a dizer que a sessão tinha sido «muito fixe». Esta é uma das maravilhas da praxe, põe os meninos e as meninas catequistas, da nata da sociedade da Invicta a fazer «figuras tristes»; no final do ano de praxe, já bebem que se fartam, e dizem palavrões em todas as frases. Fantástico.

  4. Renato Teixeira says:

    Barbaridades como as que a Amélia da Foz descreve há às centenas. Ao contrário do que vendem não são assim tão excepção à regra.

    Contudo, a ideia desta serie de postas é mostrar a praxe tal como ela está, na sua expressão maioritária. Diria mesmo, na sua expressão esmagadora, ou usando termos mais em voga, hegemónica.

    Assim não temos os estarolas do costume virem para aí dizer que há e tal isso são exageros… etc, etc, etc.

  5. Amélia da Foz says:

    Poderá parecer exagero da minha parte, mas os gritos dos doutores nas sessões de praxe recordam-me os gritos dos fascistas da obra-prima Saló, de Pasolini.

    Regressando aos relatos das sessões de praxe, recordei-me agora de um tipo especial de actividades de praxe, denominada praxe da tuna masculina da Faculdade de … da Universidade do Porto. O ritual de acesso inclui uma actividade muito sui generis: o caloiro de tuna tem de lamber o tampo de uma latrina do salão da associação de estudantes.

  6. Amélia da Foz says:

    Mas estas actividade lúdicas devem permanecer no segredo dos deuses. Ai daquele que relatar cá fora estas brincadeiras. Sofre logo descriminação e mobbing por parte de aluno e professores, e morre dentro da classe profissional. E num país de tribos e bandos, o profissional liberal individual não tem lá muito futuro…

  7. Pingback: cinco dias » A praxe na primeira pessoa – DOS FINS

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>