“WILLFUL KILLING” – A citação proibida no relatório (fantasma?) da ONU sobre a Flotilha da Liberdade!

O relatório da ONU sobre o ataque de Israel à Flotilha da Liberdade teve destaque na generalidade da imprensa nacional e internacional. Todos sublinharam as conclusões que todos já esperavam: houve uso desproporcional da força; violaram-se resoluções e convenções; há um problema humanitário em Gaza; etc; etc; etc. Todos repetiram as mesmíssimas citações, e eu próprio, quando aqui dei conta do relatório, não fiz diferente. Pesquisando um pouco mais podemos identificar duas curiosidades e daí retirar algumas conclusões dramáticas.

A primeira é que não se encontra o relatório. Citações avulsas nas mais variadas línguas, sim, o documento propriamente dito, não. Com os milhões que tem ao seu dispor e o exército de burocratas modernos e especializados, porque raio é que o documento não está disponível na página oficial da ONU?

A segunda é que no meio de tanta citação, as palavras “willful killing”, que em português significam “homicídio intencional”, só aparecem citadas na Press TV que, não obstante o seu bom trabalho, é ligada aos interesses iranianos.

Das duas uma, ou ninguém leu de facto o relatório, e anda toda a gente a dar voz a declarações que podem nem sequer ser do relatório da ONU, ou a comunicação social ocidental anda a levar um banho dos meios supostamente subjugados à tirania de regimes obscurantistas e despóticos.

A ONU só tem um caminho se quiser ser levada a sério: ou intervém para travar a política colonialista de Israel e condenar os que levaram a cabo willful killings, ou mais não é do que uma organização estatística do terrorismo de Estado. Não há meias palavras. Se Israel continuar impune, a coragem narrativa da ONU de nada serve nem aos palestinianos nem a nenhum outro povo, nação ou Estado, e acaba cúmplice dos crimes que parece condenar.

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