
«Fernanda Câncio, jornalista», são nome e alcunha da autora de uma peça dada à luz no Diário de Notícias e onde se pretende insultar o Avante! e quem nele trabalha. Pretensão desde logo condenada ao fiasco, já que tais insultos, vindos de quem vêm, constituem, isso sim, um rasgado elogio aos insultados.
Trata-se de uma peça confeccionada com os ingredientes de uso recorrente pelos jornalistas-tipo da nova ordem mediática, de que a Câncio é um triste exemplar. Trata-se, por isso, de uma peça que em nada se distingue, na forma como no conteúdo, das prosas que a autora habitualmente assina – a confirmar que os efeitos da desinformação veiculada pelos média dominantes não são menores nos que a produzem do que nos leitores que constituem o seu alvo.
São assim os média dominantes: enquanto propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros, servem, exclusivamente, os interesses do patrão.
São, por isso, uniformes na opinião divulgada e gémeos na desinformação organizada (podendo dar-se ao luxo de, num gesto «plural», abrir as portas a uma ou outra voz diferente).
Chegam todos os dias a todo o lado, num eficiente serviço combinado, tendo como objectivo principal fabricar a «opinião pública» através da opinião muitas vezes publicada.
São «isentos» e «imparciais» – patranha que, por efeito de repetição exaustiva, vão transformando em «verdade»…
Para serem o que são, exigem fidelidade canina a quem os serve. E quem os serve – os «novos cães de guarda» do sistema, na feliz designação de Serge Halimi – cumpre festivamente a tarefa. Por vocação e salário.
(…)
Com os seus nome e alcunha, «Fernanda Câncio, jornalista» integra a turba canora que, à frente dos média dominantes, entoa, em coro síncrono, o vasto reportório do cancioneiro da mediocridade e da abjecção que é o conteúdo dos média dominantes.
Daí o que escreve.
(Revelando bom gosto, José Casanova não linka o texto de Câncio. Eu também não.)
(ADENDA, 12:20: Bom, o que é importante é considerar-se que com a Câncio não é necessário, nunca, cuidar-se de qualquer tipo de argumentação. Por isso gosto muito do texto de José Casanova, e acho que deve ser divulgado. Pois nunca como em Câncio em vi uma tão afilada perseguição a colegas, tentando desprestigiá-los, retirar-lhes carteiras profissionais, expulsá-los da profissão. Nela, a perseguição é post sim, post não.)
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Vocação e salário. Nome e alcunha. Nada mal, diria mais, bastante satisfatório o texto do Casanova (será alcunha ou vocação?).
a saber: como é que os materiais significam, por que vias os significados são informados historicamente e delimitados institucionalmente.
o que é o mito?
Alma, meu querido. Meu querido, Alma. Saúde? A família, está boa? O mito? perguntas, e a realidade? cumé?
Será que desta vez o Vítor Dias vem cá defender a dama de ferro?
A propósito dessa f., que passa todo o santo dia no «papo da calcinha»( como diz as nossas amigas brasileiras), quando é que ela organiza uma manifestação em frente da Embaixada Americana a protestar contra a DETENÇÃO DE 12 MIL MULHERES POR ANO POR DAR DE MAMAR EM PÚBLICO NOS EUA?
Não será esta enormidade uma violação dos direitos naturais da mulher?
Aguarde-se uma convocatória por «sms» e recomenda-se que os manifestantes levem acessórios «calvin klein», «ferragamo», «fendi», «dkny» e não esquecer os óculos de sol «dolce&gabana».
Depois da manifestação, haverá um «happening» no Largo dos Ratos. Croquetes e rosé incluidos.
Calma, Renato, uma coisa são os figos da dondoca, outra o seu “jornalismo”.
(E outra ainda, o esforço da cavalheira para colocar colegas no desemprego.)
Caro Vidal, sinceramente, acho este texto do Casanova assim um bocado mortiço, já vulgar, sem candencia, sem um bardamerda, sem a estultícia compassiva dos justos!
Estou certo que o caro Vidal traduziria muitíssimo melhor a senhora em causa!! (Eu acho muito difícil dialogar, discutir, com a senhora em causa, há ali uma falta de rigor gritante, transversal a qualquer objecto, uma incompreensão em relação à materialidade das coisas e da vida, há que explicar tudo, tudinho, para fixar o objecto e não ser mal interpretado, uma coisa pueril e sobremaneira cansativa. São assim, agarram-se a uma amálgama de regras contingentes e enunciam-nas como princípios, indistintos para eles! Que fazer!? – * este “eles” é uma espécie de cancioneiro geral da mediacracia, não exclusiva à senhora em causa.)
Grande miguel dias, viva!! Sim, satisfatório!! Estais pleno de razão!
ganda abraço e um afortunado bem haja (que nem só de vocação vive o homem).
Pura e simplesmente genial, este artigo do Casanova, diz tudo aquilo que eu penso desta dita senhora, lol lol lol
“São assim os média dominantes: enquanto propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros, servem, exclusivamente, os interesses do patrão.”
Esta é uma velha frase de José Casanova: ” O único Jornal isento e que todos devem ler é o Avante, todos os outros estão ao serviço do capital” Conferência Nacional do PCP
O Texto do Avante….
Mas já alguém dá algum crédito ao que escreve o Avante…
Já agora , o Avante já publicou alguma critica ao socialismo real da Coreia do Norte.
Onde há 3 gerações no poleiro, primeiro o avõ, depois o pai, agora o filho, e depois certamente será o neto…..
Ou tudo se desculpa, a este ditos comunistas de pacotilha….
Augusto do BE (esquerda caviar)
Já te penitenciaste sobre o apoio que tu e muitos teus Kamaradas hoje no BE,deram ao regime de POL POT,responsavel pelo maior massacre de inocentes da história da humanidade?
grande artigalhada, fui reler e lá está o “jornalista-tipo” e a “nova ordem mediática”, evocação sábia, precisa e fascinante, despertando a nossa expectativa e quase a nossa fé.
Yeah Michael e aí, a corrupção já acabou? Aqui tá tudo bem, obrigados a respirar e caminhar no garante do eterno, tou a sair de Bali com a garuda, bué de louras australianas e o carlos ainda nesta October 71, do Winter de 1995, fôsga-se, não dá.
ou seja, o tratamento mecânico conferido pelo medium da carteira é assim integrado e condicionado por um contexto de significação à partida presente, algo que é anterior à leitura e à recepção. Por isso, à aparente inexpressividade, desinteresse e despossessão emocional destes registos se sobrepõe a própria coisa mediada.
Michael meu’rmão, tás a ver o Garcia de Resende, não te avisei que os cubicos cubanos são do tipo d’aquele bairro sub-urbano da Évora. Então!