Os alegristas ainda não compreenderam Alegre

Ao evitar criticar o Governo que apoia e que o apoia, Manuel Alegre veio a público dar uma no cravo e outra na ferradura. Por um lado afirma que as intenções do executivo francês são “um mau sinal” e um acto de “xenofobia”, por outro nada diz sobre o sentido de voto do PS que, ao contrário dos seus congéneres europeus, saiu em defesa de Sarkozy. A posta do Miguel Cardina, que se assemelha a uma declaração de honra, assobia para o lado do essencial que é a natureza da candidatura que estão a apoiar, como bem interpelou o Zé Neves na sua caixa de comentários. Os alegristas bem podem pregar que estão numa campanha basista de e para o movimento social, mas a verdade é que, mentalizem-se, estão na campanha pela paz social do regime, ao lado daqueles que há demasiados anos promovem a guerra no modo de vida.

Alegre não mais falará do seu partido de sempre nem apontará o dedo ao Governo Sócrates pela simples e necessária razão que não vai colocar freios no cavalo que lhe pode garantir a vitória na corrida eleitoral. A meia resposta do Alegre e a meia posta do Cardina reflectem as meias tintas em que se colocou a aliança e revelam o balão cheio de ar que terão que soprar todos os dias para levar Alegre a pelo menos repetir o tão badalado milhão de votos.

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