O papel do exemplo


O senhor Ernâni Lopes está a advogar na televisão a redução dos salários dos funcionários públicos. Pelos vistos, são eles os responsáveis pela crise e não os ministros e ex-ministros como o Dr. Lopes. Acho que o exemplo deve vir de cima, porque não baixar o salário de Ernâni Lopes até ao salário médio de um funcionário público. Resolvia muito pouco, mas sabia bem, e era da maneira que o disparate seria finalmente multado.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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9 Responses to O papel do exemplo

  1. Abilio Rosa says:

    Exactamente.

    A responsabilidade da actual crise deve-se ao grande centrão (PS, PSD e «independentes/tecnocratas» da treta) , nos quais se incluem esse poltrão que foi Ministro das Finanças do Mário Soares que também tem muitas culpas no cartório.

    Basicamente andamos há duas décadas a desmantelar o aparelho produtivo; a despovoar os nossos campos; a abater a nossa frota pesqueira e comercial; a financializar a economia e principalmente a alienar as partes mais rentáveis dos nossos sectores estratétigos.

    Estas últimas duas décadas, para além de terem demonstrado a completa falência dum regime politico-social, também demonstraram a incapacidade, a incompetência e o cretinismo intelectual duma pseudo elite de «economistas» e «professores de finanças», nos quais se incluem todos os ex-ministros de finanças, da economia e governadores de Portugal, e que colocaram Portugal à beira da bancarrota.

    Esse Ernâni Lopes – que também recebe várias reformas douradas deste «estado sucial» – devia era ter vergonha na cara!

  2. koshba says:

    O FALHADO ministro do coio de gatunos dos governos do cavaco

  3. Leo says:

    Não resisto à tentação desta história exemplar. Aqui vai:

    Dívidas e burros
    por Insurgente

    Foi solicitado a um prestigioso assessor financeiro que explicasse esta crise de uma forma simples, para que toda a gente pudesse entender as suas causas. O seu relato foi este:

    Um certo cavalheiro foi a um aldeia onde nunca havia estado antes e ofereceu aos seus habitantes 100 euros por cada burro que lhe vendessem.

    Boa parte da população vendeu-lhe os seus animais.

    No dia seguinte voltou e ofereceu um preço melhor: 150 euros por cada burrico. E outro tanto da população vendeu-lhe os seus.

    A seguir ofereceu 300 euros e o resto das pessoas vendeu os últimos burros.

    Ao ver que não havia mais animais, ofereceu 500 euros por cada burrico, dando a entender que os compraria na semana seguinte. E foi embora.

    No dia seguinte enviou o seu ajudante à mesma aldeia com os burros que comprara, para que os oferecesse a 400 euros cada um.

    Diante do possível lucro na semana seguinte, todos os aldeões compraram os seus burros a 400 euros e quem não tinha o dinheiro pediu-o emprestado. De facto, compraram todos os burros do município.

    Como era de esperar, este ajudante desapareceu, tal como o cavalheiro inicial. E nunca mais foram vistos.

    Resultado: A aldeia ficou cheia de burros e endividada.

    Até aqui foi o que contou o assessor.

    Vejamos o que se passou depois.

    Os que haviam pedido emprestado, ao não venderem os burros não puderam pagar o empréstimo.

    Aqueles que haviam emprestado o dinheiro queixaram-se à municipalidade dizendo que se não recebessem ficariam arruinados; então não poderiam continuar a emprestar e todo o povo ficaria arruinado.

    Para que os prestamistas não se arruinassem, o presidente da municipalidade, em vez de dar dinheiro às pessoas do povo para pagarem as dívidas, deu-o aos próprios prestamistas. Mas estes, já cobrada grande parte do dinheiro, entretanto não perdoaram as dívidas do povo, que continuou endividado.

    O presidente da dilapidou o orçamento da municipalidade, a qual também ficou endividada.

    Então pede dinheiro a outras municipalidades. Mas estas dizem-lhe que não podem ajudá-lo porque, como está na ruína, não poderão receber depois o que lhe emprestarem.

    O resultado: Os espertos do princípio, enganados.

    Os prestamistas, com os seus ganhos resolvidos e um monte de gente à qual continuarão a cobrarem o que lhes emprestaram mais os juros, apropriando-se inclusive dos já desvalorizados burros que nunca chegaram a cobrir toda a dívida.

    Muita gente arruinada e sem burro para toda a vida.

    A municipalidade igualmente arruinada.

    O resultado final?

    Para solucionar tudo isto e salvar todo o povo, a municipalidade baixou o salário dos seus funcionários.

    05/Setembro/2010
    O original encontra-se em http://www.insurgente.org/...

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

  4. helder says:

    aí pelo meio da coisa, falas do “salário médio dos funcionários públicos”, e isso devia ser o inicio da argumentação contra ernanis e outras coisas dificeis de limpar da sola dos sapatos.

  5. ricardo says:

    os de cima não são quantidade que se conte!

    nem dinheiro que se some ao final do ano comparando com a tribo de incompetentes de funcionários públicos que só não fazem menos porque não conseguem!

    pelo menos os de cima ainda têm a cabeça a prémio, e isso tem o seu custo.

    poderia ainda falar do gestores de empresas públicas ou semi-públicas, mas fico por aqui.

    cumprimentos,
    ricardo

  6. Daniel Nicola says:

    Ernâni Lopes, que se reformou chorudamente do BdP aos 47 anos quer moralizar a vida dos outros. Again??????????????

    Que se comece pela sua benesse mensal…

  7. Leo says:

    “os de cima ainda têm a cabeça a prémio” ???? Refere-se ao cavalheiro da história e ao seu ajudante? Qual quê, esses desapareceram, arrecadaram a massa e hoje até se arrogam a propor baixas salariais aos trabalhadores.

  8. andre says:

    Veremos se o tio Ernani não tem mesmo razão… Apesar da sua falta de moral

  9. A.Silva says:

    Puta que os pariu !!!!!

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