Não à associação do Queer Lisboa com o criminoso apartheid israelita!

TOD@S CONTRA O APOIO DA EMBAIXADA ISRAELITA!

Inicia-se na próxima 6ª feira a 14ª edição do Queer Lisboa, Festival de Cinema emanado do movimento LGBT (lésbico, gay, bissexual e transgénero) e da sua mobilização contra as discriminações em função da orientação sexual e da identidade de género em Portugal, logo, merecedor do nosso apreço e da nossa solidariedade.

Nesta edição, porém, tal como nos últimos três anos e apesar de alertas que já lhe foram dirigidos no ano passado,o Festival propõe-se receber apoio financeiro e institucional da embaixada israelita em Lisboa.

Este apoio não é inocente. Corresponde ao que tem sido o comportamento da representação de Israel noutros países relativamente ao tema LGBT, denunciado pelos próprios movimentos LGBT em Israel como uma política coordenada para transmitir internacionalmente a ideia de que Israel é um oásis de tolerância no que toca aos direitos LGBT, e uma nação respeitadora dos Direitos Humanos e do direito internacional, ocultando assim a ocupação da Palestina e as sistemáticas violações dos direitos dos palestinianos.

Assim, um conjunto de colectivos – LGBT, feministas, anti-racistas, pela paz no Médio Oriente e outros -, em coordenação internacional com colectivos e activistas congéneres israelitas, palestinianos, do Estado espanhol, canadianos, norte-americanos ou italianos, entre outros,

decidiu convocar uma

Concentração frente ao cinema São Jorge, Avª da Liberdade, Lisboa

6ª feira, 17 de Setembro, 20h30

divulguem e compareçam!

Não à associação do Queer Lisboa com o criminoso apartheid israelita!

Pela rejeição imediata do apoio da embaixada israelita pelo Festival!

Mais em: http://panterasrosa.blogspot.com/2010/09/nao-associacao-do-queer-lisboa-com-o.html

Este artigo foi publicado em cinco dias, Palestina, Sérgio Vitorino, sexual. Bookmark o permalink.

33 respostas a Não à associação do Queer Lisboa com o criminoso apartheid israelita!

  1. Leo diz:

    “Assim, um conjunto de colectivos – LGBT, feministas, anti-racistas, pela paz no Médio Oriente e outros -, em coordenação internacional com colectivos e activistas congéneres israelitas, palestinianos, do Estado espanhol, canadianos, norte-americanos ou italianos, entre outros” ????

    Colectivos e activistas congéneres palestinianos? Que grande peta!

  2. Caro, informe-se primeiro: basta ir a http://www.panterasrosa.blogspot.com e seguir os links, há vários anos que trabalhamos com estas organizações e temo-nos cruzado com activistas das suas direcções em vários fóruns internacionais, por exemplo aqui: http://www.ueeh.org
    Com activistas palestinian@s E de outros países árabes do Magrebe e do Médio Oriente, como exemplificado aqui: http://www.ueeh.net/temp/post/2010/07/06/Pr%C3%A9-programmation-InternationalEs-2010
    É fácil não ver quando se quer ter os olhos fechados.

  3. Leo diz:

    Segui o link e o que encontrei começa assim:

    UEEH
    Universités d’Été Euroméditerranéennes des Homosexualités – Rencontres LesbiGayTransQueer

    Cette année sera riche de développements en ce sens avec : l’accueil de délégations d’Algérie, de Tunisie, de Turquie, du Liban, d’Espagne et du Portugal.

    Não há qualquer referência a quaisquer colectivos e activistas congéneres palestinianos, como vê.

  4. paulo diz:

    não consigo entender como alguem aue defende os direitos lgbt apela ao boicote de uma iniciativa só orque tem o apoio de israel
    são os zelotas de serviço
    onde estão as manifestações de indignação pela perseguição que os homossexuais sofrem na arábia saudita, irão e por ai adiante.
    sugiro ao sergio que tente ir apregoar os direitos lgbt em israel e na siria que é mesmo ao lado…issó é que e coragem , ir ao s jorge é uma palermice

    porra´tem razão é facil não ver quando se quer ter os olhos fechados

  5. Não gosto da LGBT, e nenhum dos meus amigos e amigas gays dá a mínima para essa ‘organização’.

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  7. augusto diz:

    Como não há almoços de graça, também não há apoios de graça…

    E os homossexuais também não têm a vida facilitada em Jerusalem , como divulgaram ainda recentemente as agências noticiosas.

  8. Luís Serpa diz:

    Paulo, V. não percebeu. eles não querem o apoio de Israel porque assim ficam sem o apoio da Arábia Saudita. E ela por ela sempre é melhor o apoio de uma democracia onde as minorias são respeitads do que o de uma reles ditadura como Israel.

    Tá na cara, Paulo, tá na cara.

  9. Filipe diz:

    Paulo,
    Experimente ir à Faixa de Gaza com ajuda médica, alimentos ou materiais de construção e pode ser que leve um tiro na cabeça, disparado a menos de 2 metros de distância, como aconteceu a alguns dos activistas assassinados no navio turco.
    “… isso é que é coragem”
    andar em blogs a lançar bocas é uma palermice

  10. Muito bem Sérgio
    Os direitos das pessoas são os direitos de todas as pessoas. A luta por uma causa justa não se pode corromper com apoios de opressores, que mais não fazem do que tentar limpar a imagem dessa opressão.

  11. Santo diz:

    para quando uma manifestação a favor desse libelo dos direitos humanos que é a sharia?

  12. sérgio vitorino diz:

    Paulo, também tem de se informar melhor. Ao contrário de outras iniciativas da campanha de boicote a Israel, NÃO fizemos nenhum apelo a um boicote ao Queer Lisboa, mas sim apenas a denúncia do que está por detrás da aparente generosidade da embaixada neste apoio, reunimos várias vezes com a direcção do mesmo (queer lisboa) durante este processo, muito cordatamente, e o próprio Queer Lisboa já se comprometeu publicamente a rever o apoio desta embaixada na próxima edição, acabando, portanto, por concordar que se tratava de um apoio problemático e que contraria a sua carta de princípios. Há, aliás, voluntários do meu colectivo (panteras rosa) a trabalhar no Queer Lisboa.
    Penso que em matéria de coragem para levantar as questões LGBT em países difíceis, já tive Portugal nos últimos 15 anos (eu sei, agora parece fácil). Sugiro ao Paulo que não me mande para a Síria, há corajos@s activistas LGBT na Síria muito melhor preparados para intervir nesse país, que estão a fazê-lo, tive oportunidade de conhecer vários grupos e enho tido oportunidade de trabalhar com alguns/mas destes/as activistas em várias redes internacionais. Apagá-los em nome da homofobia do Estado sírio, parece-me ser colaborar com essa mesma homofobia e sacrificar quem, no país, a combate activamente.
    “Onde estão as manifestações de indignação pela perseguição que os homossexuais sofrem na arábia saudita, irão e por ai adiante?” Não tem dado por elas? Pois olhe que têm sido bastantes, e também da nossa parte – aliás, em Portugal não tenho dado por outras vozes preocupadas com essas situações, fora a do meu colectivo. Só no ano passado, manifestámo-nos duas vezes frente à embaixada do Irão.
    Mesmo que assim não fosse, não se pode usar uma violação sistemática dos direitos humanos para justificar outra ainda mais grave, que atinge todo um povo, lgbt ou não. Sou alguém que defende todos os direitos de todas as pessoas, e especificamente os de todas as pessoas LGBT, sem distinção entre povos ou nacionalidade. Ao contrário do estado de Israel e do seu racismo.
    Quanto à relação do movimento lgbt com este assunto, penso que é altura de afirmar, parafraseando um velhos slogan do movimento lgbt em Portugal, que sim “os direitos lgbt também são direitos humanos”, mas sem esquecer que, assim sendo, Os direitos humanos (de tod@s os grupos ou povos oprimidos) também são LGBT. Ou então não seremos merecedores de direitos alguns.

  13. sérgio vitorino diz:

    Leo, não seja chato, dei-lhe esse link (relativo ao evento deste ano) para lhe indicar um caminho de pesquisa, se procurar no site encontrará referência a vários grupos palestinianos (nos anos anteriores). Além de levar consigo ainda tenho de lhe fazer a papinha toda? Ou precisa que lhe apresente pessoalmente alguém da ASWAT para comprovar que falo verdade? Não sabe o que é a ASWAT? Procure na net. Mas posso dizer-lhe que é palestiniana. E que é lésbica. E que não está só.

  14. Curiosa a lógica pela qual denunciar um estado que viola sistematicamente os direitos humanos significa necessariamente caucionar os estados da mesma região que também violam sistematicamente os direitos humanos. Curioso, curioso. Mas um pouco fascista como forma de pensamento, não?

  15. AA diz:

    Israel é mil vezes mais tolerante para com o movimento LGBT que todos os vizinhos islamo-fascistas. Ou estou enganado?

  16. Sim, está enganado, Leo. Israel começou muito recentemente um processo de abolição das suas leis homofóbicas, um processo muito, muito no início. Nos restantes países do Médio oriente, as situações relativamente aos direitos LGBT são diversas, não é útil nem verdadeiro colocá-las todas no mesmo saco. Procure também um link para a organização HELEM, se quiser dar-se ao trabalho, e entenderá que por exemplo no Líbano (a que Israel fez uma guerra suja recentemente, de bombardeamento das populações civis), se tem avançado grandemente, legal e socialmente, e há um movimento LGBT de grande importância. Mas, Leo, tudo isso está já explicado nos documentos disponibilizados em http://www.panterasrosa.blogspot.com. Você continua a não querer ver…
    Um agitador da Mossad não faria melhor…

  17. Leo diz:

    O que me parece é que o Sérgio está a tentar instrumentalizar os palestinianos e cada vez enterra-se mais.

  18. Von diz:

    Ahhh (bocejo)…

  19. paulo diz:

    justica seja feita sérgio que eu sei oesforço e não imagino, para dizer verdade, o que foi a sua luta desde À mais de 15 anos.
    mas a questão é que isreal comete muitos erros mas é um estado mais democratico qure qualquer um À volta
    Se o evento for patrocionado pela embaixada francesa faria o mesmo?

  20. Abilio Rosa diz:

    Misturar essas coisas da LGBT e outros recreios com o drama da Palestina é de muito mau gosto.

    É uma grande falta de respeito.

    Meus amigos, não vamos folclorizar a luta da povo palestiniano com essas palhaçadas!

  21. Renato Teixeira diz:

    Uma vez mais Sérgio. Novamente uma posta de grande nível. Não porque é bem escrita. Que é. Não porque é atenta, porque também é. Acima de tudo parabéns a ti e a algum movimento LGBT por manter os olhos bem abertos e pelas muitas provas que tem dado de saber separar o trigo do joio. Esta posta é particularmente boa porque ela prova o precioso contributo o realismo tem impacto na realidade do movimento. Uma lição para este caso, como para outros. Abraço.

  22. svitorino@gmail.com diz:

    Caro Santo, manifestação em defesa da sharia terá de ser você a organizar, eu nesse caso terei de estar na contra-manifestação. Caro Abílio, palhaçada é ter uma capacidade selectiva de ver (ou não ver) o drama e a injustiça. Pelos vistos, para si, o drama só conta quando recai sobre heterossexuais. Caro Paulo, Israel não é um país democrático, assim como a África do Sul do apartheid não era. Democrático definir direitos para os seus cidadãos em função da etnia/ origem nacional/ cor de pele? Se Israel é tão democrático, porque não partilha um pouco dessa democracia aos territórios que ocupa? Ou considera que as bombas sobre populações civis são democráticas? Ou o assassinato de activistas desarmados num navio que transportava ajuda humanitária? Estou esclarecido sobre a democracia ‘shrapnel’ que defende. Caro Leo, instrumentalização é o que Israel está a fazer com o tema LGBT para ocultar o seu terrorismo de Estado. Você é mesmo pago pela Mossad, não é, vá, diga lá, não se acanhe…

  23. Sioux diz:

    Apoio da Turquia não porque portam-se mal com os curdos, dos espanhois não porque portam-se mal com os bascos, A india e o paquistão tem caxemira, do Libano não porque deixam os refugiados morrer à fome, do Irão não porque os gajos apedrejam gajas até à morte, sa siria tambem não que financiam o terrosrismo, da arabia não porque não há qualquer liberdade gay, da russia não porque invadiram a georgia, dos ingleses não porque estiveram no iraque…

    enfim, podia estar aqui a relatar as misérias do mundo, mas a ÚNICA em todo o mundo que esta associação escolheu foi a Apartheid em Israel. Precisamente a única situação que NADA tem a ver com apartheid.

    Israel é um país aonde não existe qualquer racismo. A população arabe representa cerca de 20% e está representada no proprio parlamento israelita.

    Agora, não são parvos. Tendo vizinhos hostis quem não se protege?

    A embaixada de israel devia cancelar todo o financiamento a essa associação e dirigir esse apoio a gente que realmente precisa.

  24. Leo diz:

    O Sérgio finge que não entendeu que eu pus em causa a sua afirmação: “Assim, um conjunto de colectivos – LGBT, feministas, anti-racistas, pela paz no Médio Oriente e outros -, em coordenação internacional com colectivos e activistas congéneres israelitas, palestinianos, do Estado espanhol, canadianos, norte-americanos ou italianos, entre outros” , nomeadamente no que referia aos “colectivos e activistas congéneres palestinianos”.

    Tudo o que posteriormente disse não prova a participação dos palestinianos.

  25. Amélia da Foz diz:

    Cambada de ignorantes. Falam do que não sabem. O Ministério do Turismo Israelita tem dado dinheiro para promover Tel Aviv como um destino gay internacional. Para além disso, o casamento gay é reconhecido, desde que seja feito no estrangeiro, e sabem porquê? Em Israel não existe casamento civil. Mais de 60% dos israelitas apoiam o casamento gay, e penso que a maioria da população apoia a adopção por casais do mesmo sexo. Em Israel há cantores pop assumidamente homossexuais que chegam ao topo das listas de vendas. A sociedade israelita é mais tolerante e compreensiva que a portuguesa em relação a este tema.

  26. Amélia da Foz diz:

    Ai melhéres que tontas! Israel é um poço de homens belíssimos, uma verdadeira tentação. Daqueles altos, musculados, morenos e com peito peludinho… hummmmmm

  27. Amélia da Foz diz:

    «Estou esclarecido sobre a democracia ‘shrapnel’ que defende. Caro Leo, instrumentalização é o que Israel está a fazer com o tema LGBT para ocultar o seu terrorismo de Estado.»

    Israel está a defender a existência do seu povo e da sua cultura. E a conquista do seu solo é a única forma de garantir a sua sobrevivência, depois de séculos e séculos de descriminação e chacina.

    Acabem com Israel e verão no que se transforma aquele território.

  28. Amélia da Foz diz:

    Isso de ver instrumentalização com o tema LGBT é um absurdo, como as paranóias sobre a Nova Ordem Mundial. Custa muito aceitar que a sociedade israelita não está atrás do Ocidente em termos de direitos civis? E sabiam que vários indicadores demonstram que a sociedade israelita é mais desenvolvida que a sociedade portuguesa? Pois.

  29. Amélia da Foz diz:

    Vão lá comparar o IDH de Israel com Portugal. Ou vejam quantas universidades de prestígio internacional tem Israel, e quantas tem Portugal.

    Pois. Estou a falar de um país com pouco mais de 60 anos, e constante estado de guerra, e com menos recursos naturais que Portugal.

    Tanto preconceito contra Israel…

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  31. lucklucky diz:

    Hehe O “apartheid” para onde os Africanos querem ir, arriscando a vida para fugirem à opressão Muçulmana e Árabe !

    As mentiras da esquerda são tão absurdas mas com o tempo as pessoas vão aprender que a esquerda é onde a verdade pode ser mentira conforme os dias.

    Mas também são os últimos suspiros da esquerda europeia…felizmente cada vez menos gente fora do Ocidente caduco os leva a sério.

  32. Leo diz:

    Luckylucky: lá que são mentiras são, mas de esquerda é que eles não são.

  33. Vasco diz:

    Então quem é que paga o evento? O estado claro está!
    Oh Sérgio Vitorino, porque é que em vez de criticares apoios, de quem não gostas, não arranjas financiamento alternativo?
    É só conversa não é! Quando chega a hora de apresentar soluções bem se vê o que vocês valem…

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