
Quando, aqui e agora, falo em Ricardo Araújo Pereira, não falo, não falamos, num indivíduo propriamente talentoso (apesar de propriamente esperto). Falo, sim, numa espécie de talentoso milionariozinho. Mas, para falar sobre tais personagens ou sobre isso ler e ouvir algo, nada melhor que passar pela SIC (genérica) matinal onde uma Rita Ferro Rodrigues se encarrega de elaborar as mais ridículas (trágicas?) hagiografias, neste caso dos mais “ricos” de Portugal: vi mesmo há dias – e espantado junto à TV permaneci - uma coisa de horas sobre as missões redentoras do pestífero mundo humano protagonizadas por Américo Amorim, Belmiro de Azevedo, Comendador Nabeiro, H. Roque e Joe Berardo. É evidente que quando Ricardo Araújo Pereira chegar ao 50º lugar da lista (e já próximo estará), teremos um “fenómeno do Entroncamento” (acho que é este o nome dessas coisas, não é?): a andropausa, digamos “criativa”, aos 20 anos!!
Note-se que isto não é nada grave: há para além disso uma carreira económica e financeira pela frente. E essa vai bem.
Dúvidas leitores? Passem os olhos pelos anúncios do “MEO” (muito, muito muito bons): nunca vi um motivo tão forte para não ver um telejornal ou serviço noticioso subsequente.
Passem ainda os olhos por este pedação; ao nível:
(PS: Bom, e se fossemos recrutar candidatos à Experimenta Design?)
(PS1: Repito, repitamos: “… e o Partido Comunista apoia Francisco Lopes, que é o candidato do PCUS, o Partido Comunista da União Soviética…”; já agora, o “Emplastro” não tem nenhum blogue?)




Este cavalheiro da foto substitui com brilhantismo e galhardia o talentoso Herman José como «bobo» do regimen em exercício.
Tem estatuto de bobo oficial. Com diploma e tudo. E com direito a auferir cachets e royalties generosas da empresa pública, perdão, empresa privada PT.
Com aqueles ex-futuristas anúncios da Meo, este «bobo do regime socretino» e «sus muchachos» já deve ter arrecadado um bom pecúlio e não me admira nada que o felizardo venha a fazer parte do estrito clube onde pontifica o conselheiro Berardo e o capo Salgado.
Disseram-me que este «bobo da corte», nos tempos em que os animais falavam, era «comunista. Mais tarde parece que evolui para um tipo de «socialismo à john galliano» e até inundou a rotunda do Marquês com uns interessantes «outdoors».
Mas, como já andamos aqui algum tempo, a esta hora esse cavalheiro já deve ter «evoluido» para o «sucialismo da esquerda modernaça» e tudo fará para prestar vassalagem ao dono das cenouras.
Mas quem fala em Meo, fala na toda-poderosa PT, e quanto a fretes, perdão, anúncios, ainda estão na minha retina o anúncio do nosso querido Figo e também não me esqueço dalguns anúncios «que nem de propósito» da CGD com alguns «artistas» que apoiaram o edil Costa nas últimas eleições autárquicas.
Tudo isto é fado…
Ou como diz magistralmente o Prof.Carlos Vidal, tudo isto é «sucialismo»…
Sucialismo vintage, acrescenta o camarada Abílio.
Constato divertido que os corajosos comentadores anónimos da caixa de comentários do Tempo das Cerejas ainda não apareceram por aqui.
Olha, olha, o Vidal e pelos vistos, quejandos não gostam de humor.
Cá para mim acho que os deportavam para o pólo, para serem ouvidos pelos pinguins. Certo ó Vidal?
Deixo uma pergunta ó Vidal, como sabe isso dá durabilidade do humor? Tem uma bola de cristal, ou foi o Brejnev que lhe disse?
De facto, enquanto existirem cromos como alguns dos autores que escrevem neste blogue, para que queremos humoristas ?
Que gente tão sisuda.
Custa ouvir as verdades, não é?
“já agora, o “Emplastro” não tem nenhum blogue?”
O “Emplastro”, como se vê, escreve regularmente neste blog.
É um fenómeno extremamente interessante como alguns Comunistas radicais têm uma dificuldade enorme em encaixar qualquer piada que se faça a respeito daquilo em que acreditam… é aliás uma das minhas estratégias de eleição para irritar o meu pai… referir-me à Catarina Eufémia como a Santa Comunista…
Como deve saber o indivíduo da foto tem tendência para parodiar tudo e mais alguma coisa, por isso não leve demasiado a peito…
Cumprimentos,
Vasco Branco
transformou-se numa tristeza este rapaz da meo!
Francamente, os militantes do PCP não têm mais nada com que se preocupar.
O Ricardo Araújo Perreira, escreveu uma crónica com umas graçolas ao candidato “PATRIÓTICO” do PCP ás Presidenciais….
Logo as virgens ofendidas do PCP clamaram contra a blasfémia…
Pois é meus senhores, o problema é ter sido o Ricardo Araujo Pereira, por quem o PCP tem um ódio de estimação…
Mas mesmo assim , não dispensou , mandar o seu chefe Jerónimo de Sousa, ás entrevistas do Ricardo durante as últimas legislativas….
Assim se vê a coerência do PCP…
Caríssimo, grande injustiça esta tua posta. Pode criticar-se o RAP por variadíssimos motivos. O principal, no meu entender, é o facto de ter mais horas de publicidade emitida do que de humor propriamente dito. Outra, claro, é benfiquista.
No que diz respeito à prosa o tipo é tudo menos um plasma, uma imitação. Atento, irónico e mordaz, não poupa a quem quer que seja muitas das críticas que merecem ser feitas.
Se não gostas do tipo na TV, espreitas as crónicas dele compiladas em livro chamado, salvo erro, “Boca do Inferno”.
Os dois que comparas dizem adorar-se mas eu acho que não se compara merda com pudim. O Herman chegou a dizer alguma piada simpática à esquerda? Saiu do clássico gozo “aos pretos, putas e paneleiros?”
Digo-te frontalmente, RAP seria alguém com quem eu partilharia um blogue com tanto orgulho com que o partilho contigo.
Outro elemento dramático: há outro cronista massificado no campo do humor ou mesmo fora dele, que escreva melhor que ele? Qual? Onde?
Renato, demonstro-me solidário com o seu desvio direitista, contra-revolucionário e pró-humorista.
Discordo e discordo profundamente. Mesmo para quem não goste do que ele faz na TV (também não aprecio os anúncios, mas já me parece difícil não gostar das primeiras séries de “Gato Fedorento” ou do irresistível magazine sobre as eleições do ano passado), tem sempre as deliciosas crónicas da “Visão”, plenas de sagacidade e de crítica mordaz (e, pela resposta deste post, eficaz
)
Até como benfiquista o tipo é bom, pois farta-se de gozar com o clube. Ainda bem, contudo, que não há muitos como ele, pois ainda corria o risco de se transformar num clube a sério…
A propósito do título, inverto-o: RAP é infinitamente mais dotado que Herman, cuja carreira se degradou de modo irreversível desde “Herman Enciclopedia”, sendo que era o próprio RAP e companhia que escreviam muitos dos textos do Herman nessa sua última fase boa.
“…há outro cronista massificado no campo do humor ou mesmo fora dele, que escreva melhor que ele? Qual? Onde?”
O carlos Vidal obviamente! Quem é que não esboça um sorriso ao ler a verborreia com que o professor nos vai brindando com maior ou menor periocidade? Ou mesmo uma gargalhada, afinal não é todos os dias que se consegue perspectivar uma virgem ofendida de kalashnikov na mão! Ainda para mais quando essa suposta virgem, um watcman versão soviética, não se coíbe de dizer sobre os “outros” toda a estupidez que lhe venha à real gana, muitas vezes em tom ofensivo que roça o insulto gratuito.
A haver um dia por cá aquela coisa do Комитет государственной безопасности, só espero que não entreguem a pasta do lápis azul ao prof. Vidal. Certamente que teria o condão de pintar rapidamente uma qualquer Sibéria de vermelho. E não era com bandeirinhas hasteadas… Pravda!
“o problema é ter sido o Ricardo Araujo Pereira, por quem o PCP tem um ódio de estimação” ???
Teria que ser o Augusto a aumentar a parada do disparate. Ontem, supostamente era o Avante a refilar, hoje é o PCP a odiar.
Nunca deixo de me divertir constatar como ficaram parados no tempo e andam há seis, cinco, quatro décadas usando o mesmo truque de associar o PCP com imagens, palavras, conceitos negativos – ódio, azedume, merda, morte – por exemplo.
Lembrar o PCUS, o pacto de Varsóvia a RDA causa nostalgia em muita boa gente e por consequência irritam-se com brincadeiras de fim de semana. Alguém leva a sério o que o RAP diz sobre Francisco Lopes/Pcus?
O Cavaco é o candidato do Pinochet;
Alegre do Carlucci e da Mossad;
Nobre dos Senhores da Guerra afegãos.
O de Viana representa Moledo.
«Saiu do clássico gozo “aos pretos, putas e paneleiros?”» Se exceptuarmos a tristeza humorística dos últimos anos, o Herman saiu quase sempre deste trio clássico de gozo. O Renato não via a «Enciclopédia» (nem sequer menciono programas mais antigos)?
Cumps.
“o indivíduo da foto tem tendência para parodiar tudo e mais alguma coisa” ???
Presumo que não leu o artigo. Para lhe poupar trabalho deixo-lhe o link, V. Branco:
http://aeiou.visao.pt/homenagem-ao-candidato-desconhecido=f571715
Por acaso, Renato, não li as crónicas de RAP, nem conto ler a sua compilação. Li uma ou outra e, por vezes, a coisa não está mal.
Já a compilação, sinceramente, acho que é injustificável. Porquê compilar aquilo?
O Herman já há muito entrou como humorista e artista em franca decadência. Não percebo lá muito bem aonde queres chegar com a “merda” e o “pudim”.
Alguma dúvida, entretanto, que uma coisa como o “Tal Canal” foi uma obra-prima? Um patamar que o tipo da foto não pode nunca sequer imaginar, sonhar.
Muito do (Herman) que veio depois não me interessa nem comento.
Já agora, alguma dúvida também que a pub do ou da MEO é coisa pior que ver infinitas vezes o “Emplastro” nas TVs?
Era isto, e apenas isto, caríssimo que estava no post.
E quando eu falava em “durabilidade” (um comentador parece-me acima pedir esclarecimentos sobre o que é, ou como eu a adivinho) era isto que eu queria dizer (e não sou um grande seguidor de todo o “humor televisivo”): há um tempo, um indivíduo está em grande forma, passado esse tempo, naturalmente (lei da vida, talvez), vem uma espécie de crepúsculo. Acontece aos deuses e a todos, por maioria de razões.
Herman fez 3 ou 4 coisas, este tipo do post fez uma (na SIC Radical).
Agora fatura.
Comentário de João Torgal, 11:01:
Caríssimo, só agora o li.
E acho que lhe/te respondi no meu comentário acima.
E repito, em bora não sendo seguidor assíduo destas coisas, o RAP não é nem por sombras mais talentoso que o HJ; o “Tal Canal”, num só episódio, vale pela obra de RAP inteira, presente, passada e futura (que a Deus pertence).
Além de Humor, o “Tal Canal”, por exemplo, foi de um visionarismo invulgar: viu com uma impressionante antecedência a televisão do “futuro”. Logo, não houve no humor coisa mais política.
O problema é que este RAP parace ser intocável.
E se este “humor” desta semana (mais o MEO) é uma antevisão do nível de futuros programas da equipa, estamos conversados.
Quem tiver muitos cheques que os use.
(Ou seja, o meu post pretende ir além do artiguelho da “Visão”.)
Parece que o José Manuel Faria quis ficar com a taça da escalada do disparate. Lamentavelmente.
O Renato disse aki tudo o que eu poderia dixer, e melhor:
Renato Teixeira
Data: 17 de Setembro de 2010, 10:39
Caríssimo, grande injustiça esta tua posta. Pode criticar-se o RAP por variadíssimos motivos. O principal, no meu entender, é o facto de ter mais horas de publicidade emitida do que de humor propriamente dito. Outra, claro, é benfiquista.
No que diz respeito à prosa o tipo é tudo menos um plasma, uma imitação. Atento, irónico e mordaz, não poupa a quem quer que seja muitas das críticas que merecem ser feitas.
Se não gostas do tipo na TV, espreitas as crónicas dele compiladas em livro chamado, salvo erro, “Boca do Inferno”.
Os dois que comparas dizem adorar-se mas eu acho que não se compara merda com pudim. O Herman chegou a dizer alguma piada simpática à esquerda? Saiu do clássico gozo “aos pretos, putas e paneleiros?”
Digo-te frontalmente, RAP seria alguém com quem eu partilharia um blogue com tanto orgulho com que o partilho contigo.
Outro elemento dramático: há outro cronista massificado no campo do humor ou mesmo fora dele, que escreva melhor que ele? Qual? Onde?
Caro Leo,
Já tinha lido o artigo e confesso que quando o fiz estava bem longe de maginar o azedume que ia criar na hostes do PC, até porque o Jerónimo de Sousa é um tipo com poder de encaixe e que sabe utilizar o humor no momento certo.
Quanto à escolha de Francisco Lopes – que eu aprecio e no qual votei enquanto cabeça de lista do PCP pelo Distrito de Setúbal – peca pela extrema falta de ambição que revela do partido. Quer queiramos quer não, ele é na realidade desconhecido da maioria dos portugueses e nestas coisas das eleições o impacto mediático que se tem na opinião pública conta quase tanto (às vezes até mais) como a mensagem. Neste sentido acredito que podia ter havido uma escolha melhor por parte do PC…
Mas enfim isto sou eu que não sou militante a divagar.
Cumprimentos,
Vasco Branco
Não foi há décadas foi há dois ou 3 anos que rebentou a bronca, sobre a possível intervenção do Ricardo Araújo Pereira num comício sobre o 25 de Abril , e BOICOTADA pelo PCP, é possível que o Leo tenha esquecido, eu não….
Olha se o Contra Informação ainda se lembra de gozar com o Francisco Lopes…..
Carlos,
A história de o RAP ser pago pelo seu trabalho parece-me escusada. Acho muito bem que seja pago. Gosto muitas vezes do trabalho dele. Lembro-me de um genial post sobre um “estufador”, a clandestinidade comunista e o Pacheco Pereira e a intervenção do Marcelo no referendo do Aborto. Fazer humor é muito complicado e nem sempre se tem muita graça. Sobretudo, faz-se humor ridicularizando alguém. É normal que eu fique mais chateado quando gozam com o PC e o BE do que com outros. Achei as piadas primárias, tão primárias como aquelas que se fazem com charros e o BE. Certamente se algum tipo tivesse feito as mesmas piadas com o PC na altura que o RAP era militante, ele acharia que era um texto preguiçoso e pouco elaborado. Mas isso sou eu, que a única coisa que me chateia nas presidenciais é não haver um candidato do PCUS.
Acho que a forma mais eficiente de lixar o RAP por este texto é gozar com o Benfica, coisa que este ano eu pretendo fazer com muita regularidade. É humor fácil, basta quase copiar o que dizem, mas é a vida.
Não entrando a discutir categorias de humor ou capacidades de representação (actuação), o RAP e os Gato Fedorento estiveram brilhantes na cena do outdoor e no do vídeo sobre Marcelo e o aborto.
Brilhantes e necessários.
“a única coisa que me chateia nas presidenciais é não haver um candidato do PCUS.”
Pois a mim chateia-me muito mais Nuno o que já ontem disse ao Carlos Guedes. Que também este artigo do RAP não passe duma peça inseridas numa série de peças que visam diminuir a candidatura de Francisco Lopes, ocultar o seu projecto, impedir que a discussão se faça em função do que ela é e do que propõe ao País.
Já reparou que também o RAP alinhou no silenciamento total à declaração de candidatura de Francisco Lopes, feita em 10 de Setembro?
Como a acho importante deixo, mais uma vez, o link:
http://www.pcp.pt/apresenta%C3%A7%C3%A3o-da-declara%C3%A7%C3%A3o-de-candidatura-de-francisco-lopes-1
Quem escrevia as piadas a Herman José ?
Se o Stalin de Corroios não é membro do PCUS anda lá perto !
Ó Vidal Radical e sobre os despedimentos em Cuba ? Não vai um postzito. Vá lá, a malta está com medo de ficar órfão.
Bom, já vi que o RAP é uma vaca sagrada. OK.
Quanto ao “ser pago”, quem me dera ser pago como ele.
(Tentaria comprar uma água-forte, não poderia querer mais, do Picasso, coisa que não me parece que o RAP vá fazer.)
E quanto ao resto, nada impede, ou nada pode fazer nada por isso, que eu tenha de gramar a trampa da pub do MEO duzentas vezes por dia, e com aquela emérita qualidade.
Conversados estamos.
Venha então o candidato do PCUS e mais um pacote de pub MEO!!
“Já tinha lido o artigo e confesso que quando o fiz estava bem longe de maginar o azedume que ia criar na hostes do PC” ???
Eu francamente acho que se está a dar demasiada importância a isto tudo, parece-me que a enormíssima maioria dos meus camaradas nem o artigo conhece e os que o conhecem é pelo artigo do Vasco Cardoso no Avante. Onde ele começa por explicar que não encontrou nenhuma diferença entre o texto do RAP e o que tem sido repetido até à exaustão pelos «comentadores» e «analistas» de serviço e acaba por o acusar de ter ainda ido mais longe quando recorre a um dos chavões anti-comunistas que durante décadas mais agradou às classes dominantes: «Francisco Lopes, é o candidato do PCUS, o Partido Comunista da União Soviética».
Basta ler o artigo do RAP para ver que Vasco Cardoso tem razão. Infelizmente.
Discordo da sua análise sobre a escolha de Francisco Lopes, pois acho-o um quadro extremamente bem preparado, estudioso, rigoroso e determinado. Claro que é pouco conhecido fora do meio sindical e partidário mas é precisamente para isso que há pré-campanhas e campanhas eleitorais. E lendo o Avante fiquei a saber que hoje já está na Madeira em pré-campanha.
Calculo que Francisco Lopes vai ter quatro meses de muito trabalho mas vai ter também um grande colectivo a ajudá-lo, Victor.
Quem me parece que anda esquecido é o Augusto que está careca de saber que na caixa de comentários do Tempo das Cerejas o Vítor Dias escreveu: “Deixe-se dessa treta do 25 de Abril, toda ela inventada pela JS que, como se veio a saber por declarações de R.A.P, nem sequer tinha falado com ele nem ele estava virado para aí..”
E qual o problema de a Contra-Informação gozar com os candidatos às presidenciais? É certo e sabido que vão gozar.
Uau, 32 comentários às 15:30.
Se fosse sobre alguém, digamos um Negri ou um Agamben, nem um ou dois.
Isto das vacas sagradas tem que se lhe diga.
É verdade, Prof.Carlos Vidal.
Não se pode tocar ou brincar com as vaCas sagrado deste regime sucialista e corrupto, e muito menos com os seus bobos.
Há muita gente que aprecia o «humor» rasca do RAP. Que façam bom broveito.
Anedotas de casaerna e palhaçadas transexuais não é com o camarada Abílio. Chamem-me ortodoxo, estalinista ou pinochetista, que eu, de volta, vos mando miar pr’a MEO…
Mas há ainda uma coisa que me chateia mais nesse cromo RAP, é o facto dele se apresentar como benfiquista.
As comparações com o Herman podem ser muito injustas. O Herman não se limitou a fazer humor; mexeu com o país.
O Ricardo Pereira e os Fedorentos fazem rir (por mim chega e agradeço). Escreve crónicas com piada e agudeza crítica. Tem graça, ponto final
Só duas coisas parecem não lhe sair muito bem: as crónicas sobre futebol (o excessivo clubismo devia ficar à mesa do café – não é preciso ver bem para pegar no copo da imperial) e , definitivamente, os anúncios da Meo (são de fazer zapping por impulso).
Quanto ao candidato do PCP, bem, é o candidato do PCP. Nem aquece nem arrefece.
É como disse o orador/teclista anterior M. Abrantes.
Nada de original a acrescentar.
Essa do “«bobo» do regimen em exercício”, aplicada a quem ja está farto de gozar (sem grande graça, é certo) com o quase-engº, é um bom bocado ao lado.
Vou ter curiosidade daqui a uns meses para ver qual é a opinião de muitos que agora falam do desconhecido Francisco Lopes, vão ter acerca dele. É que se é desconhecido e ainda por cima tem tanta influencia dentro do PC, é bom que o partido encontre uma forma dos portugueses o conhecerem um pouco melhor e não vale a pena ficar à espera que os meios de comunicação prestem esse serviço de informação, (que deviam fazer) porque dai só vem mentira e caricaturas sem humor nenhum – plos vistos até o RAP já tá contaminado.
Pode ser que aconteça o mesmo que ao Jerónimo, ao principio a opinião geral era mais ou menos a mesma que a que se tem hoje sobre o Francisco e agora…
“Quanto ao candidato do PCP, bem, é o candidato do PCP.” Reposta a verdade dos factos resta dizer que está a aquecer muitos mais do que alguma vez imaginei.
Falta agora começar o debate dos projectos e das propostas da candidatura de Francisco Lopes.
LMR
Os gozos de RAP com o quase-engenheiro não são fulminantes nem incómodos.
São até formas de lubrificação do sistema (como outrora se dizia a propósito de outras coisas).
RAP, tás marcado meu. Não te livras dos controleiros. A ganhar dinheiro, ainda por cima, ui ui. Ainda se gastasses o guito em picassos. Sim, que o Carlos Vidal sabe quem era o Picasso, óó! Tu sabes? Não, claro! O Carlos Vidal dava, ou não dava, um sktceh do caraças?
Análise estruturalista dos comentários de Augusto: o seu uso incontinente da reticência nos dias que correm substitui o do ponto de interrogação pelo esquerdismo em 1974/75 (ex: “A quem aproveita esta manobra? E o que pretendem com ela os reformistas?” etc, etc.). Muito, muito interessante.
Como comentei no post de João Tunes, no Vias de Facto, a crónica no Avante (como se chama mesmo o cronista?), foi pior a emenda do que o soneto, principalmente como termina ao fazer insinuações sobre RAP. RAP que tem sido dos artistas mais publicamente intervenientes em muitas causas cívicas, às vezes de forma quase decisiva (a rábula sobre Marcelo R. Sousa sobre a IVG, em que sem paralelo pôs a nu as contradições da direita sobre o tema), outras com algum risco pessoal, como foram os casos dos cartazes do PNR. Tentar responder a um texto humorístico, de um personagem com esse historial impar no nosso meio, com argumentação sisuda e bacôca como o faz o tal cronista do Avante é perder toda a noção do ridículo.
O Ricardo Araújo Pereira não é “intocável”, mas é um ser absolutamente brilhante. Ele É talentoso, para quê negá-lo? Compará-lo com o Picasso é, digamos, absurdo. Um humorista e um pintor?? Qual é a relação? Por favor, Carlos Vidal.
É irónico, é inteligentíssimo e ao contrário do que insinua, ele não esfrega na cara das pessoas que é milionário. Pelo contrário, ele é muito humilde. É bom mesmo que ele seja bem pago: Ele merece.
Não falemos dos anúncios da Meo, porque não foi ele que os escreveu. Apenas os interpreta.
Mas os sketches fazem rir e a prova disso está nos elogios que ele recebe. Por muito que queiram dizer mal dele, a verdade é que o Ricardo é um humorista excelente. Não pode ser considerado o melhor, por uma razão: É muito novo. Não tem, de todo, a experiência do Herman. Mas quem é que escreveu as piadas do Herman até ele perder o protagonismo na televisão? O Ricardo Araújo Pereira e os restantes membros dos Gato. O Herman também lhes deve muito.
E quem lê as crónicas dele na Visão e o ouve no Governo Sombra, nas palestras e entrevistas, sabe perfeitamente que ele é uma pessoa instruída, com uma cultura fabulosa e um sentido de humor maravilhoso.
O povo gosta dele, pronto. E ele ganha e é reconhecido, porque merece. É incrível ele ser tão jovem e já ter conseguido tanto. As crónicas dele foram compiladas em livro, porque têm qualidade.
Discordo completamente com este post, e ele não tenciona ser rotulado como “vaca sagrada”, certamente. Apenas faz aquilo que sabe (e o que lhe pedem para fazer, claro).
Mas se ele não fosse mesmo bom, acha que ainda hoje se lembravam do nome dele? Claro que não. Sim, ele é talentoso e não é pouco.
Este post só prova que a inveja faz muito mal, mas cada um tem a sua opinião.
Caro Carlos Pereira, gosto do seu comentário.
Volto aqui de novo, pois o nome de Picasso, o mais popular dos pintores, apareceu nesta caixa com sentidos estranhos à minha invocação, exemplificação.
Não comparei RAP com Picasso, em nada. Nem isso faria sentido.
Não sugeri que RAP não conhecesse Picasso – disse duas linhas atrás que ele era o mais popular dos pintores. O que eu disse foi que gostaria de gastar dinheiro em Picasso. E falei numa água-forte, que é coisa relativamente barata.
Nada mais que isto.
Deixar Picasso em paz, sff.
Já agora:
Sou mesmo obrigado a achar piada à do candidato do PCUS?
Sou mesmo obrigado a divisar a genialidade dessas e de outras?
Não dá para levar a sério opiniões contaminadas por auxiliares medíocres de raciocínio como o método de comparação. Mais grave é quando são pessoas que estão na balança. Opiniões em que sobressaem os problemas crassos de inferioridade do seu interlocutor também deixam muito a desejar. Tudo isto para retratar um tipo como o Sr. Francisco Lopes? Oh, meus Deus! Ha ha ha ha!
P.S. As campanhas da MEO são feitas por criativos da agência de publicidade Partners e há muito tempo.
Lívia,
?????
Só para esclarecer:
O Herman escreveu “O Tal Canal” em 82, o “Hermanias” em 85, o “Humor de Perdição” em 88 (censurado pela maioria cavaquista), o “Casino Royal” em 89, o “Crime na Pensão Estrelinha” em 90. O RAP entrou na equipa em 1998 para o programa “Herman 98″.
Afirmar que o Herman deve o seu génio criativo ao vendedor da MEO é no mínimo surrealista.
Pingback: cinco dias » A deriva gastronómica do Carlos Vidal: não devemos, repito, misturar merda com pudim: