Fui ouvir o Negri ao Povo e vim de lá assim:

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O que vale é que os Moldy Peaches explicam em 3 minutos o que o Negri não consegue em duas horas.

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18 Responses to Fui ouvir o Negri ao Povo e vim de lá assim:

  1. Renato Teixeira, “Black Toni” está velhote, e está a fazer render a fama em proveito. Dix isto ou akilo.

    :-(

    Nãoé de esperar muito, os tempos eram outros, e éramos muito mais novos, mais ingénuos e mais radicais.
    Acontece.
    É mesmo assim, quereriria o quê ?
    Também lhe há-de acontecer a si, como a mim.
    É a vida, e ela é assim.

    :-(

  2. Professore, mi dispiace, e non ci tengo che leggerai mai quello che ho scritto.
    Peró mi ricordo di te (tu non ti ricordi di me, c’erammo tanti…) e del tempio de P.O., L.C. ed anche de quei pazzi de P.L.

    C’era un tempio dove facevammo cose, ora il piccolo poppolo no saprá cosa mai fare che parlare, fino in fondo.

    Il mondo che conoscevammo ha cambiato, bisogna cambiare anche, le cose sono cosí.
    Tanti saluti, compagno.

  3. Renato Teixeira says:

    James Cook Alvega, gosto mais quando comenta em italiano, como o mestre do Império de Multidões Singulares.

    Agora a teoria de que com a idade amaciamos, a ver vamos. Confesso que o que me tem acontecido é o contrário e tenho cada vez menos “paciência”. Por certo me entende. ;)
    Auguri!

  4. zé neves says:

    renato,

    deverias ter colocado os auscultadores, porque havia tradução simultânea.

    abç

  5. Renato Teixeira says:

    Ora Zé Neves, a não ser que me digas que na tradução cortaram as repetições e alargaram o conjunto de termos, o problema não foi o italiano… Capito?
    Não obstante, parabéns pela iniciativa.

  6. Renato, o meu italiano está destreinadíssimo, não há por aqui muito com quem praticar…

    Tudo o que sei l’ho imparato sulla via (aprendi no meio da rua) e depois quando voltei a PT fui um mês ou dois àquele Istituto ao pé da Fac. de Ciências (Rua do Salitre ??) p’ra ver se conseguia dizer os verbos no presente, no pretérito e no futuro, não é fácil.

    Tenho saudades do Clemente M. que conheci em Lxª, era um gajú impecável do Comitato Centrale di Roma di L.C., ainda me lembro do tamanho dos ‘dogs’ que guardavam a sede em Roma, paura dei fascisti.

    Creio que no caso da L.C. foi tipo MES, eles dissolveram aquilo, e os que não saíram as gajahs expulsaram-nos antes de se expulsarem a elas próprias, no caso de P.O. (o inspirador principal era mesmo il professore) foi mesmo polícia, desistência e decadência.

    Mas em Itália é mesmo assim, até o PCI mudou de nome e/ou configuração, e a DC também já não existe….

    Agora, ninguém me tira uma festa do “Unitá” em Ravenna, mete qualquer uma das do ‘Avante’ num bolsinho muito pequeno.

    E quando vês as senhoras de casaco de peles das primeiras filas a cutucarem-se com a proletagem em fato de trabalho, eterneces-te e está tudo dito…

    :-)

  7. zé neves says:

    renato,
    a ver se nos entendemos. podes discodar do que o tipo diz, mas terás que convir que o tipo diz alguma coisa. com ou sem auscultadores, tens muito por onde criticar, da análise geopolítica que recusa as teses anti-imperialistas dominantes em torno do imperialismo à discussão em torno da concepção biopolítica de produção.

  8. Vou acrescentar uma coisa, google ou qualquer coisa para os descobrir.

    Os sites turcos são fantásticos e têm tudo de tudo, tanto fax falar de filmes como de músicas como de livros, tudo.

    Os gajús na maior parte dos casos são mais que amigáveis, e aturam estrangeiros que não falam turco como nós.

    Um dia hei-de aprender, e sim, sei quem foi Kemal Atatürk.

    Não há moslems mais civilizados que eles, são jovens, são muitos, precisamos deles como de pão para a boca porque por aqui estamos a ficar poucos, gordos e feios.

    O meu falecido pai andou por lá, eu ainda não, mas isso remedeia-se.

    Long live Turkey, come in you guys !!

  9. xatoo says:

    “comente na fonte”
    esta é boa!
    andas a angariar clientes para o Vias?
    “parabens” pelo Negri? esta é ainda melhor…

  10. Renato Teixeira says:

    Xatoo, o comente na fonte não é nesta posta, é na anterior ou não estaria precisamente… a comentar.
    Não é a primeira vez que o faço, com o Vias ou com o Minoria ou com outros. Veja que até aos pós-leninistas tenho dado publicidade, uma vez que me parecem o melhor aliado para desfazer a social-democracia do BE.

    Se faço uma posta a chamar a atenção para um texto fora de série, acho justo que quem o queira comentar o faça junto do seu autor.

    Quanto ao Vias é assim. Todos temos que ganhar a vida e o Rainha e o Zé Neves deixaram cair uns trocados pela publicidade. Um gajo tem que ouvir cada uma.

    Quanto a Negri, como se depreende, não sou só fan como sou ultra.

    Vá lá descansar e volte mais bem disposto que eu também não estou nos meus dias.
    Cumps.

  11. Renato Teixeira says:

    Zé Neves, claro que concordo que ele diz coisas, e confesso que me assusta que tanto comunista honesto lhe dê troco. Não tenho o conhecimento que tu tens da sua obra, pelo que seria sempre uma luta desigual desancar o homem contigo. Estarias em condições de o salvar fosse por onde fosse. No entanto, dos conceitos fortes da sua obra e que se percebem pelos leigos, acho que o seu contributo não só é limitado como perigoso.

    A ideia de que o Império é uma entidade vaga, sem nome, que está por todo o lado mas sem titulares, que deixou de estar no ocidente para estar no eixo sul-sul, acaba por atribuir à China, à Índia e ao Brasil a mesma responsabilidade que têm EU e EUA. Continuo a ver o imperialismo tal como descrito pelos clássicos, onde China, Índia e Brasil são marionetas dos interesses dos poderosos do norte capitalista.

    O mesmo se pode dizer para a sua ideia de multidão, palavra com a qual rebaptiza o povo e espolia a classe operária. Esta, que não me parece que tenha mudado o que ele diz ter mudado, não me merece novo nome. Um paralelo idiota, podemos dizer que a condição da mulher mudou nos últimos 100 anos mais do que a condição dos operários ou do povo e não anda para aí ninguém a querer rebaptizar le donne.

    Exagero à parte, acho que o homem perde demasiado tempo com abstracções linguísticas do que em criar teoria para mudar o mundo.

    Esta posta pretendia ser uma posta brincalhona com alguma das suas ideias erradas, mal explicadas, ou claro, mal entendidas mas com as quais não consigo concordar.

    Só mais uma coisa, e agora a sério, o que entende ele por “capitalismo cognitivo”? Esta levou-me aos píncaros!

  12. Renato Teixeira says:

    Falta a “singularidade” da classe operária que essa então é de bradar aos céus e deve fazer com que o Marx faça o pino na tumba…

  13. Renato Teixeira says:

    Bruno Peixe… também podias dar uma ajudinha aqui a explicar a missa aos tolos. ;)

    Esta posta era também para picar esse nosso escriba que anda demasiado calado.

  14. Talvex vcs. (os que não a conhecerem…) devessem ler um pouco de Rossana Rossanda

    http://it.wikipedia.org/wiki/Rossana_Rossanda

    mas vou avisando akilo é difíl de digerir, o italiano é algo complicado, e quanto a (pobre de mim…) nem sempre fax sentido.

    Ela saiu do PCI para uma coisa que morreu quase tão rápido quanto nasceu, nome ‘Il Manifesto’.

  15. KKl says:

    Olha que a transferência de poder para os lados da China e da Índia já tinha sido teorizado por outro velho clássico, o Wallerstein…

  16. Mariamni says:

    Embora seja verdade que Negri, e, já agora, Badiou e Ranciére, sejam mais bla bla retorico do que elaboração filosófica substantiva, deverias, a meu ver, ter feito um esforçozinho para melhor compreender o bricolage conceptual do dito. Há algumas pérolas entre toda aquela verboriage.

    O que Negri defende, com alguma razão, é que o Império deixou de ser APENAS uma entidade territorial-material-politica e passou a ser também um fenomeno desterritorializado, essencialmente comunicativo, que é muito mais do que as meros diktaks que emanam do norte imperialista, seja de Washington, Berlin, Londres ou Tokyo…

    As teorias de Negri são uma “adaptação” (estou a ser simpático) do pensamento do grande Spinoza.

    Leiam Spinoza ou a interpretação de Deleuze (de Spinoza).

    Negri é fracote, meus caros.

  17. zé neves says:

    Renato,

    Não se trata de conhecer a “obra”, ou apenas isso, mas também a militância. Desde os anos 60 e 70 que entre operaistas e autonimistas italianos se critica a concepçaõ de anti-imperialismo dominante à esquerda. A teorização do Império é fruto dessa crítica. Um dos frutos, diga-se, até porque não é de todo consensual no universo de autores e movimentos afins a Negri. No essencial, porém, todos procuram, diria, cortar com uma tradição de análise geopolítica moldada em ternos nacional-populares. O perigo do anti-americanismo, por exemplo, será o de promover lógicas de aliança de classe de índole nacional ou patriótico (simplificando muito: do frentismo alegrista aos nacionalismos árabes) contra os EUA e de obscurecer a conflituosidade social no interior dos EUA (ou de Israel, para dar um exemplo ainda mais extremo).

    O conceito de multidão rompe com o de classe operária mas não com conceitos de classe. Mantém uma relação próxima com o conceito de proletariado. Mas desde os anos 60 e 70 que as correntes operaistas e autonomistas alargaram o conceito de proletariado na mesma medida em que alargaram o conceito de produção. TUdo isto, é claro, é muito mais contraditório do que a síntese permite, até porque Negri é apenas uma das faces mais visíveis de movimentos e autores e correntes mais amplos das últimas décadas.

    quanto ao capitalismo cognitivo, há coisas do Carlo Vercellone que ajudam a situar a questão. Há também um texto do Maurizio Lazzarato e do Negri sobre o trabalho imaterial que ajuda a compreneder os termos do debate. No site generation online encontra-se material.

    abç

  18. Meu caro Renato, esta é sóp’ra si.

    Eu realmente ‘amaciei’, deu-me p’raí, fazer o quê ?
    Capaz de estar nos genes, aconteceu o mesmo ao meu falecido pai (tropa).

    Mas com muitos dos meus amigos é o contrário, quanto mais velhos, mais radicais.

    Pergunto a mim próprio o que vão fazer com isso, uma vez que são todos arq’s, médicos, eng’s e etc. e todos colocados por aki e por ali, público, privado, mais etc.

    Vão para a praia gritar ?

    Ou limitam-se a gritar dentro de casa ?

    Porque fazer seja o que fôr já há muito que perderam a tenção, old age

    Também não tenho respostas para a questão básica:
    Okies, estamos indignados, e agora fazemos exactamente o quê ?

    Ou não fazemos ponta, e continuamos confortáveis nos nossos poleirinhos, e mandamos umas bocas a ver se alguma coisa acontece ??

    Que eu saiba já há muito que não há milagres p’ra ninguém…

    :-(

    Desculpe qualquer indelicadeza.

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