Pensem em argumentos políticos pró-Alegre que não transformem a candidatura de Louçã (em 2006) num favor a Cavaco e à direita. E não vale articular que as condições objectivas são diferentes, até porque se vamos por aí pode funcionar contra o candidato, desta feita, apoiado por Sócrates.




Esse argumento não pega. As candidaturas de esquerda só ajudarão Cavaco se se digladiarem entre si mesmas e se esquecerem do candidato da direita unificada.
A mim, parece-me que o estão a fazer já, mesmo antes do candidato o ser sequer. E nem é preciso enumerar as postas do 5dias dedicadas à temática anti-alegrista.
E se Louçã o fez em 2006 também, fê-lo erradamente.
Estará 1936 assim tão distante? Será assim tão complicado abdicarmos de alguns egoísmos em prol de uma união à esquerda que sirva as pessoas e o país em detrimento da lógica purista ou partidária? Pelo menos não se pode acusar o BE de não o ter tentado, apesar de todas as consequências nefastas que poderá gerar este apoio.
Virgens nos casamentos são coisas doutros tempos e a vivência em comunhão implica abdicar sempre de qualquer coisa.
Se nem neste tipo de eleição a esquerda portuguesa conseguir um compromisso, jamais a esquerda conseguirá mudar qualquer coisa que seja neste país.
O chico vai-se candidatar ?
A minh’alma está parva.
Devo a vida ao pai do Chico, (ou aos seus sorjas, nunca percebi bem…) porque se a fragata dele tem disparado íamos todos pr’o diabo…
Daniel, “união à esquerda” com o PS de Sócrates? Mas eles não precisam da esquerda para governar!
ainda i de ver o tiago a apelar à união de toda a esquerda contra o psd…
quanto Às presidenciais que tal falarem co cavaco isto é um blog de esquerda ou um blog anti-be?
“a vivência em comunhão implica abdicar sempre de qualquer coisa” ??? Acontece que as eleições são para elegermos um Presidente da República, não para casamentos ou uniões de facto.
E continuo na minha. Prefiro um PR que cumpra e faça cumprir a Constituição: Francisco Lopes.
Ainda ontem na RTPN, o babosão do Assis, o Prémio Nobel da Paz de Felgueiras e Arredores, fez elogios subtis ao Cavaco; teceu loas ao entendimento com o PSD e CDS em relação ao orçamento e à politica imposta por Bruxelas e avisou todos que é impossível haver qualquer entendimento com o PCP e BE.
Ou seja: para governar, só governamos com os nossos amigos do centrão (PSD e CDS); para as presidenciais necessitamos dos votos do BE e do PCP; para votar medidas emblemáticas da esquerda, precisamos do apoio parlamentar do PC e do BE,etc.
De facto o PS aposta num posicionamento de geometria variável, e vai optando segundo os seus partivulares interesses de manutenção a todo o custo do poder.
Óh Assis, tu e a tua tralha, vão mas é gozar com o Camões!
“Mas eles não precisam da esquerda para governar!”
– Assis disse-o ontem num programa chamado contraste! (Assis/Morais Sarmento): “Acordo só à nossa direita”, acerca do Orç/2011.
Ou seja, preso por ter cão e preso por não ter… Apoiei, como tu sabes, Alegre em 2005, continuo a apoiá-lo hoje.
Bom seria que houvesse argumentos que defendessem a candidatura do Chico, para além, claro está, dos que estão inscritos na «cartilha» do CC…
Sejamos francos, numas presidenciais, uma “união à esquerda” terá inevitavelmente que incluir o PS, ou parte dele, ou o que sobra dele após a “gavetização” do socialismo.
De resto, penso que se Alegre ganhasse, essa probabilidade quase meramente académica/estatística, não seria de todo subserviente a Sócrates, pelo contrário, tentaria certamente “redescentrar” o PS para valores mais condizentes com os da esquerda republicana.
“Bom seria que houvesse argumentos que defendessem a candidatura do Chico, para além, claro está, dos que estão inscritos na «cartilha» do CC…”
Cartilha do CC numa candidatura a um órgão de soberania unipessoal não há. O que há é a declaração do Francisco Lopes na apresentação da sua candidatura. Destaco estas duas frases:
“Este é um tempo que, em Portugal e no mundo, exige intervenção, clareza e determinação. Um tempo de opções inadiáveis, de corajosa afirmação de um outro rumo e de mobilização de energias para o concretizar.
O declínio nacional, a descaracterização do regime democrático e ataque à soberania e independência nacionais marcam hoje a realidade do País. Depois de mais de três décadas em que o PS e o PSD, com ou sem o CDS, partilharam alternadamente a governação em confronto com os valores de Abril, pesam sobre o País sérias ameaças.”
Os seus amigos do B loco de Esquerda , empenhados em derrotar Cavaco Silva , certamente agradecem o seu conselho.
E já agora sugerem, que numa atitude patriótica ( frase tão do agrado dos dirigentes do seu PCP) e de ESQUERDA, seria bom que se empenhasse na derrota do sr Cavaco…..
É isso, Leo. E o Pai Natal existe…
A principal alteração das “condições” entre 2005 e hoje é que desta vez Alegre tem reais condições para vencer. E isto parece que muita gente não entende. Contra este facto, só a ideia peregrina de que é a mesma coisa ter lá o Alegre e o Cavaco. E, desculpem lá, isso não é verdade. É a lógica do menos mau? Pois é. Mas a isso chama-se política.
Estou sentadinho à espera que o Carlos Guedes remeta a piadinha, desta vez, ao André.
Leo, deixe-se ficar sentado pois vai ter que esperar muito. Concordo com tudo o que escreveu o André.
Mas não chega estarmos a ser governados pelos mesmos à mais de 34 anos ????????????????????? Será que não é tempo de dizer um basta ?????????????????????? E não me venham falar que é um mal menor, Porra falto desse mal menor estou eu com este PS. Para mim chega e penso que quem quiser a mudança terá de dizer um basta a esta gente toda. Esta coisa tem de começar por algum lado, se não será sempre o eterno, o mal o menos. BASTA, BASTA, BASTA… Força aí Francisco.
“Concordo com tudo o que escreveu o André” diz o Carlos que num post mais acima confessa: “Alegre não é, apenas, melhor candidato que Cavaco. É melhor que todos os outros que se apresentam a eleições.”
O André apenas disse: “A principal alteração das “condições” entre 2005 e hoje é que desta vez Alegre tem reais condições para vencer.”
Cá por mim alinho com o Orlando: “Esta coisa tem de começar por algum lado, se não será sempre o eterno, o mal o menos. BASTA, BASTA, BASTA… Força aí Francisco.”
Força aí Francisco!