A propósito de um comentário de Abílio Rosa (em que discordo do seu apoio entusiástico a Francisco Lopes), lembrei-me de deixar no ar a seguinte pergunta ao candidato Alegre, de quem fui convicto apoiante em 2006:
Manuel Alegre disse que vai defender o «estado social até às últimas consequências» e criticou todos aqueles que estão atacando o SNS, e escola pública e a segurança social.
A quem se refere? Se o tivesse dito em 2006 ou em alguns dos seus discursos posteriores, referir-se-ia seguramente a José Sócrates e respectiva pandilha. E agora, também está a atacar o seu (tão desejado) apoiante, em coerência com que o que manifestou no passado?





João,
Excelente pergunta.
…e se houvesse um pingo de seriedade nesta campanha a resposta ainda seria melhor.
a pergunta pode ser excelente.já a resposta…..este ma está a disparar para todos os sentidos é como o bloco finge que vira à esquerda mas segue para a direita. o bloco apesar dos militantes da udp é o mrpp do século XXI.estes discursos é só para enganar tolos.
A treta não poderia ser maior.
Bem visto.
E, desculpem a ingenuidade da questão, mas alguém acredita que é realmente possível que MA, se eleito, faça aquilo a que agora se compromete ou será que vai ceder aos caprichos do PS e, eventualmente, do PSD?
Pergunta de um simpatizante do Bloco (com pouca experiência política) com muitas dúvidas.
Relembrando, é isto que me interessa, o que veio/virá a seguir já não é comigo:
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Eras grande…