O Apagão

Curiosidade histórica levou-me a perder algum tempo na procura online do debate das eleições presidenciais passadas entre Louçã e Alegre. Pelo antigo site de Alegre fiquei a saber que se realizou a 12.12.2005. Contudo, o vídeo desapareceu da internet.
Não se encontra nos motores de pesquisa de vídeos, no Esquerda.net ou na página realizada pela SIC para as Presidenciais de 2006.
Já em desespero, fui ver o que o Daniel teria opinado sobre o assunto e, certamente por incapacidade minha ou por avaria, constatei que os arquivos do que foi escrito entre Setembro de 2005 e Abril de 2006 deixaram de estar disponíveis (ver P.S. no fim do texto).
Vá lá que ainda tinha nos meus arquivos o cartaz de Francisco Louçã.



P.S. – O André Carapinha afirma que procurei os textos do Daniel no sítio errado. À época, o Daniel escrevia aqui – blogue que há muito deixei de visitar. De qualquer forma a questão mantém-se. Onde pára o vídeo do debate?

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47 Responses to O Apagão

  1. António Figueira diz:

    Olhos nos olhos, toda a diferença.

  2. Renato Teixeira diz:

    Já tinha dado pela falta do Vídeo que procurei por todo o lado. Bem, todo o lado não. Faltou-me essa Ágora da ética blogosférica chamada Arrastão.

    Inacreditável. Isto merece uma verdadeira campanha pública para que devolvam o vídeo à democracia. 🙂

    Mal posso esperar pelas explicações de, entre outros, o Sérgio Lavos, que aqui tão bem explicou que nada apaga da tasca onde escreve.

    Mais palavras para quê?

    Um bem haja às freiras de santa clara da esquerda democrática de bitola curta:

  3. Renato Teixeira diz:

    Faltava o aqui do Sérgio Lavos: http://arrastao.org/irao/e-ja-no-sabado-as-18-horas/

    Sérgio Lavos Reply:
    Agosto 27th, 2010 at 22:07

    Apenas a mantenho porque tenho uma ética blogueira que me obriga a não apagar textos já publicados, mesmo que deles me arrependa. Apenas isso. A frase está ali e eu estou aqui para responder por ela, sempre, mesmo errando.

  4. Carlos Vidal diz:

    Ora bem, caríssimo “olhos nos olhos” significa privilegiar em exclusivo um “regime ocular de comunicação”.
    O vídeo é mais complexo: a sua dimensão “audio” mata a ocularidade.
    Logo, tem de desaparecer. O vídeo, claro.

  5. Ó Tiago, acho que devia ter um pouco mais de calma nessa sanha anti-danieloliveirista, já que lhe saiu o tiro pela culatra. Os dentes um pouco menos arreganhados e mais lucidez e tinha percebido o que eu demorei 5 minutos a entender (é pena. Eu gosto de o ler). O Arrastão só começou em Maio de 2006. Os textos que lá estão anteriores a Setembro de 2005 são os que ele publicava no Expresso, e foram lá postos posteriormente. Entre essas datas o Daniel escrevia no Aspirina B. Vá lá, que tem muita coisa escrita sobre o Alegre, que certamente lhe irá agradar e permitir curiosos exercícios de comparar o incomparável, algo muito habitual neste blogue. É escusado acusar o Daniel Oliveira de delírios estalinistas, já que, bem o sabemos, se há estalinistas eles param mais aqui pelo Cinco Dias.

  6. closer diz:

    Caro Tiago:

    Não tens aí por acaso nenhum discurso de Álvaro Cunhal de elogio a Zita Seabra, antes de ela se ter passado para o PSD? E ao Zé Magalhães? E ao Edgar Correia? E ao Carlos Brito? E ao Francisco Martins Rodrigues? E…

  7. Simões diz:

    de facto chega a ser frustrante a pesquisa por essas pérolas do debate político, mas nem tudo está perdido.

    http://www.youtube.com/watch?v=NQOIu1vINnE

    http://tsf.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=772404

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=&id_news=205542&page=2

    e votos de um bom domingo

  8. O que eu dava para ver esse vídeo agora…

    Pelo que me apercebi, o “Arrastão” não chegou mesmo a existir durante esses meses, visto que o Daniel Oliveira escreveu no “AspirinaB” durante esse período.
    Eis um dos seus posts:
    http://aspirinab.com/visitas-antigas/daniel-oliveira/comicio-de-encerramento-da-candidatura-de-manuel-alegre/

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro André Carapinha, agradeço o esclarecimento.
    No que diz respeito a todas as suas deduções ou ao que qualifica como “anti-danieloliveirismo”, não enfio a carapuça. Gosto de discutir e argumentar com o Daniel, e não deixarei de o fazer – ainda que tenha mil Andrés a acusar-me de estalinismo.

  10. Tiago Mota Saraiva diz:

    João, segui o teu link. Repara num comentador, meu homónimo, que, de uma forma estalinista, procura coagir o Daniel a atirar-se sobre Cavaco e a deixar os posts mauzinhos anti-Alegre… Ahahah

  11. Carlos Vidal diz:

    O comentário de André Carapinha é meio esfarrapado.
    Um blogger passa de um blogue para outro que funda – assim como leva os artigos de um jornal onde escreve (assinalando-o e assinalando-os), pode levar os seus posts (também assinalando-os, fonte completa e detalhada – nada há de mais nisso). Os textos do Expresso foram entretanto transformados em posts, com comentários abertos e fazem parte do “arquivo” do Arrastão.
    A confusão está aí.
    E, por outro lado, dos posts que DOliveira escreveu sobre Alegre é revelador o que acima mostra João Torgal (16:10): vergonhoso é o termo.
    Todos mudamos de opinião em tudo, mas aquilo que DOliveira publicou sobre Alegre roça o inclassificável.

  12. Tiago Mota Saraiva diz:

    Closer, consta que o Álvaro Cunhal não era muito dado a elogiar pessoas publicamente.

  13. Caro Tiago, admito que o objectivo deste post fosse o de “debater” com o Daniel Oliveira, mas olhe que se era isso disfarça muito bem. Como disse, não lhe tinha ficado nada mal um pouco mais de rigor antes de o acusar de algo relativamente grave, que é o de apagar da blogosfera eventuais opiniões que o comprometam.
    Já agora, quero esclarecer que não era si que me referia quando falei de estalinismo. A prática que imputava ao Daniel, e penso que isso ficou claro, é que remetia para certos métodos estalinistas, refazer o passado, e etc. Outros há neste blogue que o admiram, e já o disseram publicamente, que isso fique na sua consciência.

    Quanto ao outro membro deste blogue que menciona o meu nome, lamento mas não discuto com pulhas.

  14. Tiago Mota Saraiva diz:

    André, não tresleia tudo. O “objectivo deste post” era encontrar o vídeo.

  15. Seja. Não me vou pronunciar quanto à questão do video. Mas insisto que a segunda parte do seu post era perfeitamente dispensável, como aliás se viu.

  16. Já agora, experimente lá encontrar qualquer um dos debates de 2005 nessas plataformas que indicou.

  17. Pingback: cinco dias » Coisas antigas com alguma graça. Mas nada que me Alegre.

  18. Renato Teixeira diz:

    Tanto paleio que por aqui prolifera… Há vídeo ou não há vídeo???

  19. Abilio Rosa diz:

    Espero, pelo menos, que o Manuel Alegre reduza o «Berloque de Esquerda» à sua insignificância.

    O Louçã é um palrador. Se tivesse «cojones» não tinha tirado o vídeo da campanha de 2005!

  20. Já que o post configura um manifesto processo de intenções (a existência ou não do video disponível poderá significar um “apagão”, ou seja, uma tentativa de mascarar divergências passadas), desafio os intervenientes da teoria da conspiração a encontrar um qualquer debate dessa campanha disponível na net. Não é só o Louçã – Alegre. Não digo que não seja possível; eu não encontrei nenhum.

  21. Malta, vejam lá então o resumo do debate, tão desejado, aqui:

    http://videos.sapo.pt/syQzpuEpHg4zCpZZEZTz

    Só há este resumo na plataforma Sapo (que funciona associada à SIC) e não o debate completo, o que fará, certamente, parte da conspiração do BE para abafar divergências passadas e reescrever o passado à maneira estalinista.

  22. Não encontro de facto nenhum dos debates disponíveis por inteiro, em lado nenhum. Quanto aos resumos, foi extremamente difícil encontrá-los: tive de pesquisar “presidenciais 2005” no site do Sapo Videos. Talvez se o autor do post tivesse feito o mesmo nos poupasse à suspeita de que o BE utiliza métodos estalinistas para reescrever o passado (isto mesmo escreveu o Abílio Rosa, insuspeito de estalinismo, noutro post).

    Agora que já não dá para acusar o BE disso, e graças aos meus bons préstimos, aguardam-se a exibição das gritantes divergências entre Alegre e Louçã no debate citado, que fazem parte de um outro tipo de método, vamos chamá-lo assim, que já tinha mencionado acima: comparar o incomparável.

  23. Nuno Ramos de Almeida diz:

    André,
    As tua acusações de estalinismo são um bocadinho fáceis. Parecem mesmo decalcadas de um processo estalinista: para discutir, começa-se por acusar o outro de crimes inconfessáveis.
    De resto, não entendo qual a razão que ir buscar o debate Louçã e Alegre é um expediente que “compara o incomparável”? Será que os dois homens em questão não são os mesmos? Os apoios são diferentes, certamente. Mas isso, pode-se discutir, e quando a mim, Alegre até está pior: tem o apoio de Sócrates.

  24. Abilio Rosa diz:

    Até quando os «sucialistas» e os «berloquistas» vão gozar com a nossa inteligência?

    Ainda ontem o Manuel Alegre disse que vai defender o «estado social até às últimas consequências» e criticou todos aqueles que estão atacando o SNS, e escola pública e a segurança social.

    Em abono da verdade, quem é que nestes últimos seis anos, encetaram os mais vis e reles ataques à escola pública, ao serviço nacional de saúde, à segurança social dos trabalhadores, já para não falar dos reiterados ataques à legislação laboral e à liberdade sindical?

    Foi o Cavaco – que foi sempre assinando por baixo como uma múmia paralítica – ou foram os Governos liderados pelo Sr. Sócrates?

    Até quando vão querer enganar os trabalhadores com palavreado e retórica de «esquerda» mas com provas dadas na aplicação do mais reles programa neo-liberal, muito mais radical do que o próprio PSD preconiza?

    Até quando o Sr. Sócrates, por um lado, e o Sr. Loução, por um outro, e também juntando o oportunismo do Sr. Alegre, vão enviar mais areia para os olhos dos portugueses?

    É por isto, e por muito mais que a candidatura de Francisco Lopes se torna imprescindível e incontornável.

    Para derrotar Cavaco na 1ª volta e para fazer ajoelhar, na 2ª volta, todos os traidores dos interesses dos trabalhadores e do povo em geral.

    As próximas eleições presidenciais vão ser uma grande surpresa e vão abrir uma janela para a libertação de Portugal desta vil e apagada tristeza.

    Tenho dito.

  25. Nuno, não me devo ter feito entender bem. Vamos a ver se vai, de uma vez por todas: eu não estou a acusar o Tiago de estalinista, ou a afirmar que este post é estalinista. No meu ponto de vista, é o Tiago que insinua que o BE e o Daniel Oliveira adoptaram um processo de tipo estalinista, apagar o que não lhes interessa do passado, e é isso que contesto. Por isso neste post já escrevi umas dez vezes “os métodos estalinistas do BE”, com evidente ironia.

    Quanto ao facto de haver pelo menos um estalinista autor deste blogue, bem como vários comentadores habituais, acho que isso não é segredo para ninguém, e, lamento, não consigo deixar de achar muito curioso que o comentador Abílio Rosa, que já assumiu simpatia por Estaline várias vezes, afirme que “depois ainda tem o descaramento de afirmar que o camarada Estaline é que fazia photoshop”.

  26. E quanto a comparar o incomparável, acho que o Tiago, com grande humor e souplesse, já o demonstrou, quando deu destaque ao seu comentário de 2006, “ataquem o Cavaco em vez do Alegre”. Os momentos políticos são diferentes, e de facto fazer a comparação com 2005 até prejudica os adversários à esquerda de Alegre, já que hoje este aparece mais próximo do Sócrates.

    Seja como for, como método argumentativo é totalmente incorrecto. Penso que, Nuno, tenhas pertencido ao PCP e depois ao BE (posso estar enganado, mas não é relevante para o que interessa). Ora, isto equivaleria a, no BE, atactarem-te dizendo “quando estavas no PCP dizias alhos e agora dizes bugalhos”, como se a opinião das pessoas não evoluísse. Claro que há casos estranhos, como ir do PCP para o PSD, ou do MRPP para o bloco central, mas a evolução destes dois (Alegre mais para perto de Sócrates – podia-se argumentar porquê, mas agora não importa, e Louçã mais para próximo de Alegre – idem), não configura evidentemente uma destas “anormalidades”. Daí que pretender atacar um ou outro por agora estarem de acordo quando no passavam discordavam (e veja-se o debate: na verdade pouco discordavam), lamento, mas não acho sério.

  27. Nuno Ramos de Almeida diz:

    André,
    Fantástico. A eleição presidencial elege uma pessoa. Não tem nenhum interesse o seu passado. O Manuel Alegre como não mudou de partido e não mudou de sexo não pode ser discutido. Mais, não é relevante o que o Louçã dizia sobre ele. Também não é relevante que o Esquerda, segundo diz o Tiago, não tenha material desse debate.
    Acho que deves ser o único a pensar assim, o que em princípio não significa nada de mal, mas retira o Tiago dessa operação tenebrosa de querer à viva força denegrir o Alegre.
    Não tenho muita paciência para insinuações. Se não querias chamar estalinista ao Tiago, não insinuasses que o blogue dele está cheio de estalinistas. O Tiago limitou-se a dizer que não o encontrava no esquerda e em outros sítios. É uma afirmação. Não é uma acusação de estalinismo. Aliás, lamento informar-te mas o desaparecimento de documentação é um acidente anterior ao estalinismo.
    A parte de eu ter sido do PC e do Bloco não percebi. Apenas me apetece dizer que fui com muito gosto e que não me arrependo. Mas sinceramente, não percebi a relevância da coisa.

  28. Pingback: cinco dias

  29. Nuno, antes de mais, esclarecer que eu não sou advogado de defesa do Alegre nem do Louçã, nem do Daniel Oliveira.
    Agora, este post, os comentários, o post do Renato mais acima, estão escritos de uma maneira muito curiosa. Digamos, para não dizer pior, que seleccionam factos de uma maneira algo falaciosa. Por exemplo: estive a consultar os arquivos do esquerda.net. Não encontro neles qualquer video anterior a 2007, o que poderá suceder por razões de armazenamento. Ou seja: não é o debate Alegre / Louçã: é esse debate e tudo o resto que não está lá. O que se releva? O debate. Esse é que tinha de lá estar, e se não está… (concluir o resto).
    Os arquivos da SIC que o Tiago citou: não está lá debate nenhum. O que se releva? Não está lá o debate Louçã / Alegre.
    O Arrastão: não tem qualquer arquivo desse período. Conclusão? Concluam vocês.
    Lamento: por mais que se tente mascarar este post como uma “afirmação”, “onde está o video e tal”, é muito mais que isso: começa com um “espanto”, o de o video não se encontrar no esquerda nem em lado nenhum e passa para o estranho facto dos arquivos do Arrastão já descrito. O título é: “Apagão”. Inócuo? Desprovido de sentido? Por favor, não se armem em ingénuos, tu ou o Tiago, e não façam de mim parvo, que é algo que eu não sou. Seria de muito melhor tom reconhecer que foi um completo tiro ao lado, só isso; no entanto, como lançar cortinas de fumo dá sempre muito jeito, já passou a novo post do Renato acima. Os métodos ficam com quem os utiliza.
    Com certeza que se pode discutir o passado do Alegre, do Louçã ou de quem se quiser. No caso, nem sequer há problema nenhum: veja-se o raio do debate, e vai-se perceber (isto não é novidade nenhuma) que a convergência Louçã / Alegre já se percebia bem nesse tempo.
    Além de que, tenho de reafirmar que eu não chamei estalinista ao Tiago, e isso é fácil de entender, caso haja a mínima vontade de o fazer. Os leitores deste blogue, que não são parvos, sabem muito bem quem é que é e quem não é estalinista entre os autores. Não é segredo nenhum, já que é assumido com bastante orgulho.
    A parte de teres sido do PC e do Bloco, como é óbvio, é um exemplo utilizado para comparar. Serve para demonstrar que as ideias das pessoas evoluem, as tuas, as minhas, as do Alegre ou as do Louçã. Faz-me um bocado de espécie o argumento de que o Louçã nos anos 80 era trotskista e revolucionário e tal e agora é um traidor social-democrata, como se confundisse a coerência com a casmurrice política. Também tu, e já agora eu, pertencemos ao PC, e isso não nos inibiu de evoluir politicamente, seja lá para onde. Utilizei a tua pessoa para que o argumento fosse mais forte, pelos vistos isso não foi entendido, mas também me parece que não há muita vontade de entender o que estou para aqui a escrever nos comentários a este post.

  30. Já agora, só mais uma coisa, para ser rigoroso: o tal post do Renato mais acima, apesar de começar por alimentar esta estorieta de ópera bufa do “Apagão” (o que é pena), acaba por citar outro tipo de documentos concretos que merecem ser analisados a uma luz própria (coisa que não vou fazer por aqui).

  31. Carlos Vidal diz:

    Este assunto é interessante.
    Pode-se dar muitas voltas a isto, mas há uma questão que me sobra:
    Certo, o “arrastão” começou em 2006, o que lá está até Agosto de 2005 são textos de DOliveira até Agosto de 2005 publicados no Expresso.
    Quer dizer, a sua colaboração no Expresso acaba em Agosto de 2005?

  32. Renato Teixeira diz:

    André, se concorda com os documentos que diz serem merecedores de análise (lá conversaremos), reconhecerá seguramente interesse no referido debate. Independentemente das insinuações, (que o Tiago não fez mas eu assumo; reveja a posta e confirme que ele só colocou questões), concorda ou não que é importante recuperar esse vídeo? Ajuda ou não a aprofundar o debate?

  33. Nuno Ramos de Almeida diz:

    André,
    Não sei se há arquivos ou não do debate. Isso é matéria de facto, e pelos vistos nisso o post do Tiago não está correcto. O que eu contesto é não ser relevante saber o que o Louçã e o Alegre debateram. E isso não ser motivo de reflexão, nem que seja dizer que mudaram.
    Estás enganado, eu não mudei politicamente. Estou mais ou menos no mesmo sítio ideológico que estava. Mesmo sem ser militante de nenhum partido.

  34. Tiago,
    Quanto às comparações com o passado, poderia ir buscar a maravilha que era João Amaral, Zita Seabra ou Carlos Brito e o que passaram a ser de um dia para o outro. Podia buscar o que se disse e escreveu sobre Soares e o que aconteceu em 1986. Podia tanta coisa, mas basta dizer que as condições políticas mudam e isso chega. Coisa que o teu partido sempre entendeu no tempo em que era dirigido por um homem de superior inteligência táctica e estratégica. Quanto à tua insunuação, nada que o André Carapinha não te tivesse explicado e que eu próprio te poderia ter explicado se me perguntasses via mail. Não apago o que escrevi. Nem uma linha. Podes encontrar nos meus textos do Expresso coisas bem mais violentas do que as que encontraste e reproduziste num outro post. Estão todas disponíveis.

    Dirigindo-me a outra pessoa: “Todos mudamos de opinião em tudo, mas aquilo que DOliveira publicou sobre Alegre roça o inclassificável”
    E isto é escrito pela personagem mais ordinária e boçal da blogosfera nacional.

  35. Carlos Vidal diz:

    Farei por estar sempre sempre à altura da distinção, sr. Oliveira.

  36. Renato Teixeira diz:

    Daniel Oliveira, deixe-se lá de merdas, porque colocou no Arrastão textos do Expresso anteriores às presidenciais de 2006 e não os textos relativos às presidenciais de 2006? É ou não verdade que chegou a defender que o BE apoiasse a candidatura do Soares? Tem ou não o vídeo do debate entre o Louçã e o Alegre para a malta ver, comentar e fazer perguntas?

  37. Nuno e Renato, acho muito bem que se recupere o video. Façam por isso, peçam-nos aos arquivos da SIC, aos do Esquerda, aos do BE ou do MIC. Eu pelo menos, com um bocadinho de pesquisa, encontrei o resumo do debate, que postei mais acima. Pelos vistos fui o único que me esforcei um bocadinho para o caso.

  38. Carlos Vidal diz:

    Renato,
    O sr. Oliveira é um nadinha deselegante, diga-se de passagem.
    (E não responde a certas perguntas.)

  39. Entretanto, Nuno, essa do “estou no mesmo sítio ideológico que estava” tens de convir que lembra o Freitas do Amaral, não? 😉

    Agora a sério: sendo importante para entender o percurso político de alguém, evoluir politicamente (atenção, como já apontei não me estou a referir a piruetas a la Zita), ou ficar no mesmo sítio não são, terás de convir, valores per si. Ambos os percursos são possíveis, e em ambos se pode encontrar coerência, desde que não se a confunda com a tal casmurrice.
    Portanto, sim, quando se trata, por exemplo, do Louçã, é importante saber de onde veio e onde está, mas o facto de ter mudado (sinceramente, não acho que tenha sido muito) não configura uma menos-valia per si (por exemplo: e uma pessoa que tenha evoluido no sentido que achemos correcto?).

  40. Renato Teixeira diz:

    André não foi o único, certamente. O problema desse excerto é que só fala da parte em que ambos se colocaram de acordo (PGR e Jardim) e como perceberá há demasiadas perguntas sem resposta. Sobre PGR e Jardim até o meu cão da minha vizinha, que é um reaccionário, se colocou de acordo.

  41. Tiago Mota Saraiva diz:

    O que para aqui vai…

  42. Tiago Mota Saraiva diz:

    André, nos teus comentários fazes processos de intenções que me são alheios e, sobretudo, atribuis a Estaline a criação de um processo (o de refazer da história) que existe deste que o Homem começou a tentar construir uma História.
    Ou seja, do meu post retiras acusações que não faço. Como se, quando alguém escreve que ficou gente importante de fora do caso Casa Pia, isso seja uma acusação a Paulo Pedroso ou Ferro Rodrigues.
    Em nenhum parágrafo do texto é dito que funcionários do BE andaram a apagar os vestígios do que foi escrito/feito na última campanha presidencial, porque aliás, isso me parece um trabalho inglório.

    Como vês, pelo comentário do José Manuel Faria, há debates que ainda estão online.

  43. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, estamos de acordo sobre a tese das “condições políticas”. No caso de Alegre, parece-me que a sua candidatura actual, por ter o apoio de Sócrates, é bem menos interessante do que a de há 5 anos.
    Sobre a questão de se apagar o que foi escrito já não concordo com o que defendes. Escrevo em blogues desde 2003 e, já houve 2/3 textos que apaguei. Não se trata de uma tentativa de refazer a história ou de pensar o oposto do que pensava, mas sim, textos que, pelo calor do momento, não tiveram a necessária reflexão. Não me chateia que se apague, embora o acto de apagar possa ter uma leitura política.

    De qualquer forma, nas minhas pesquisas sobre as anteriores presidenciais, reencontrei-me com um blogue onde escrevi a que, salvo erro intitulaste como o blogue da direcção do sector intelectual do PCP, no qual, curiosamente, prestei a minha homenagem a João Amaral (http://maislivre.blogspot.com/2005/12/joo-amaral-1943-2003.html).

  44. Tiago, eu sei muito bem que não foi o Estaline o primeiro a refazer a história. Mas hoje por hoje as práticas estalinistas nestes domínios ficaram como que um símbolo destes métodos, e especialmente para a gente das esquerdas. E realmente o Faria conseguiu encontra UM dos (quantos?) debates on-line… Parabéns a ele, eu não encontrei nenhum, e ele só ter encontrado um demonstra que não está nada fácil encontrar esse material disponível.
    Acho que é altura de terminar com isto. Da minha parte, fico com a ideia de que se terá tratado de um tiro ao lado, o que acontece a qualquer um na blogosfera, e já me aconteceu a mim com certeza, apesar de não ter visto qualquer reconhecimento do facto por aqui, e de a tese do “apagão” pelos vistos continuar a fazer escola.

  45. rms diz:

    Então não há convenção extraordinária no be? E quórum à rasquinha nas reuniões da mesa nacional? E a FER continua birrenta? Maldita Isabel Faria!

    http://convencaoextraordinaria.blogspot.com/

  46. Pingback: cinco dias » Perguntas sem resposta ao Daniel Oliveira

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