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Até que enfim.
Essa ERC é uma entidade caricata que não regula coisa nenhuma ou quanto muito vai dando cobertura à «agit-prop» governamental que diariamente agride a inteligência dos portugueses.
Depois da onda de indignação e protestos, nomeadamente nos blogues, e neste em particular, a ERC viu-se obrigada a vir a terreiro, «arrastando» os pés, depois do mal e a caramunha estar feito.
Já não resta dúvidas a ninguém que tudo o que jornalisticamente aconteceu depois da leitura da sentença, nomeadamente na RTP, obedeceu a uma estratégia para descredibilizar os srs juízes, reabilitar os CONDENADOS e branquear os horríveis CRIMES DE PEDOFILIA que aconteceram na Casa Pia, onde muitas crianças pobres e abandonadas estavam confiadas ao Estado.
Depois de toda este escândalo mediático, o que se esperaria é que os responsáveis , se tivessem VERGONHA NA CARA, apresentassem a sua demissão imediata.
A RTP é uma televisão paga a peso de ouro (!!!) com o dinheiro dos contribuintes e cada vez mais parece um prostíbulo ao serviço do poder e onde são «lavadas» todas as «personalidades» associadas a processos e não só (lembram-se do Vara dos robalos?).
Defenestrar esta cambada é um imperativo moral da sociedade portuguesa.
Sem dúvida. CC faz um retorno a uma casa RTP onde foi director de programas, com um preconceito em relação aos portugueses. Que continuamos ignorantes em relação ao que significa parcialidade e o quanto isto serve em seu desfavor. Foi incomodativo.
A ERC tem uma mão a tapar um olho em cima, e outra a fazer não se sabe bem o quê. Gostava de ter lido comunicados da ERC em meados da decada quando o processo estava em segredo de justiça, o Carlos Cruz e os outros arguidos não diziam nada em sua defesa, pois até estavam em prisão preventiva, e os meios de comunicação abriam noticiários a enxovalhar quem não se podia defender. Esquecem-se disso, seus frescos.
Vejo que o meu caro Ta-ran-tan-tan é muito mais papista do que o Papa, e também estou a ver que acha que C. Cruz tem direito a maior exposição mediática (ora, foi antes show diário) do que os outros arguidos condenados: não vi todos os dias em espaços “nobres” de informação nem Rito, nem Diniz, nem Marçal, vi C. Cruz.
V. está de acordo, muito bem, é consigo.
Agora, repare:
Numa carta de resposta ao Provedor do Telespectador da RTP, José Alberto Carvalho considera que “a certeza serena de uma conclusão que se desejaria – em especial neste processo – não foi alcançada”, pelo que é necessário debater “a administração da justiça”.
(“Público” online: http://www.publico.pt/Sociedade/rtp-cobertura-do-processo-casa-pia-justificase-por-duvidas-sobre-funcionamento-da-justica_1455337)
Depois, corrija a frase; onde se lê:
“pelo que é necessário debater ‘a administração da justiça’”, passe a ler:
“pelo que é necessário debater ‘a administração da justiça’ com Carlos Cruz”.
Está correcto assim?
OK, Cruz tem um descarado tratamento de favor por ser da seita, tem sim senhor. E esta coisa de condenados se virem defender a golpes de entrevistas e programas de entretenimento na pendência de recursos judiciais tem um lado surreal e outro de justiça popular (os quais lados se poderia esperar que não lhe desagradassem). Mas e se o diabo do homem estivesse mesmo inocente? Esta barulheira toda iria descredibilizar a Justiça ainda mais, mas ela, a Justiça, não se credibiliza com erros judiciais. Eu, a contragosto, tenho dúvidas, meu caro, tenho dúvidas.
Se o diabo do homem estivesse mesmo inocente? O homem não está inocente. O homem foi culpado e condenado a 7 anos de prisão. Imaginemos alguém preso, sem direito a recurso. Terá direito a aparecer na televisão ou a revelar videos que fazem parte do processo num blog? Não tem.
O que Carlos Cruz tem feito é algo inacreditável, como também os outros acusados, como aquele (que mesmo culpado) teve direito a publicar um livro e a aparecer na televisão, juntamente com outro culpado e com o advogado de Carlos Cruz.
Mesmo após as condenações, em vez de estarem calados, os condenados vêm dizer para a televisão que a culpa é deste país e que esta justiça não deve ser levada a sério.
lindo é ver que o “plano tecnológico” e o Magalhães ainda não chegaram à Justiça. Uma semana para formatar um documento…
Meu caro Portela Menos 1,
É verdade, um documento extenso e dividido em capítulos ou partes, tendo cada uma dessas partes sido guardada em ficheiros diferentes (por várias razões), apresentando ou não gráficos, imagens, matéria sensível, quando junta num só ficheiro, quando copiada e passada para outro ficheiro, um único ou um número diferente do inicial, desformata. É verdade, pois é. Se o problema já está resolvido, esperemos para ler.
2000 páginas, não é nada fácil. Uma coisa é o problema informático (ou eventual vírus – hipótese mais do que provável), outra o conteúdo do documento.
A ERC chega tarde demais. O mal já está feito.