Cortar na despesa

Passos Coelho, franze o sobrolho e declara com gravidade: é preciso cortar na despesa. Pois vamos a isso, Pedro!
Responsabilização imediata da Sociedade Lusa de Negócios e seus administradores (incluindo Dias Loureiro) pela despesa de Estado no BPN, recuperando os 4.200.000.000€. Retirada de todos os apoios e subvenções à Federação Portuguesa de Futebol liderada pelo ex-deputado do PSD Gilberto Madail. Reintegração da maioria das empresas públicas e seus trabalhadores no aparelho de estado e despedimento dos administradores com avaliação negativa. Equiparação aos níveis salariais aplicados pelo Estado, do salário de administradores em empresas participadas…

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14 Responses to Cortar na despesa

  1. jcd says:

    1. Responsabilização imediata da Sociedade Lusa de Negócios e seus administradores (incluindo Dias Loureiro) pela despesa de Estado no BPN, recuperando os 4.200.000.000€.

    Impossível. Quem decidiu meter lá o dinheiro, que o pague. Evidentemente que ninguém pode ser responsabilizado por decisões de terceiros. O governo devia ter deixado a SLN falir.

    2. “Retirada de todos os apoios e subvenções à Federação Portuguesa de Futebol liderada pelo ex-deputado do PSD Gilberto Madail.”

    E a mais 200 federações, institutos, fundações, sindicatos, observatórios, etc.

    3. Reintegração da maioria das empresas públicas e seus trabalhadores no aparelho de estado e despedimento dos administradores com avaliação negativa.

    Pensei que querias poupar na despesa pública. Afinal, queres é aumantá-la e torná-la ainda mais rígida.

    4. “Equiparação aos níveis salariais aplicados pelo Estado, do salário de administradores em empresas participadas…”

    E se os sócios não estiverem de acordo? E os contratos de trabalho, são ou não para respeitar? Porque é que não vendem as empresas e deixam de se chatear com minudências?

  2. koshba says:

    Foda-se!Mas isto não é democracia.O que seria desta merda se os merdosos dos ‘gestores’ largassem a mama do descalabro…
    Não há nexexidade

  3. Rui F says:

    então Tiago

    O efeito secundário dos comprimidos deu a volta ao velho Fidel?
    será que é desta que o PCP deixa cair o muro?

  4. ana says:

    Portugal tem mais 21 mil gestores de topo apesar da crise

    102.300 directores num trimestre em que a taxa de desemprego chegou aos 10,1% e 114,9 mil postos de trabalho foram destruídos

    Apesar da escalada do desemprego e das falências, há mais 21 mil gestores de topo a trabalharem em Portugal desde que a crise começou a afectar as empresas, avança o «Diário Económico», que cita dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

    No Verão de 2008, quando a taxa de desemprego estava em 7,7%, o país contava com pouco mais de 80 mil gestores de topo. Mas no último trimestre de 2009, já depois de os impactos da crise, com a taxa de desemprego nos 10,1% e após terem sido destruídos 114,9 mil postos de trabalho por conta de outrem, Portugal tinha 102.300 directores, ou seja, um crescimento de mais de 20 mil.

    Dados que mostram que há algumas profissões onde, apesar das
    dificuldades do mercado de trabalho, continua a ser criado emprego. A direcção de empresas ou serviços públicos é uma delas: comparando com o período pré-crise, o aumento foi de 26% e face ao mês homólogo a subida foi de 18%.
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-europa-gestores-directores-emprego-crise/1140810-1730.html

  5. Rui F says:

    “…Reintegração da maioria das empresas públicas e seus trabalhadores no aparelho de estado..”

    Até o Velho Fidel já quer se desfazer de alguns “cancros” publicos, e tu invocas o contrário.
    Fantástico.
    O velho PC abdicou das cartilhas.

  6. A responsabilidade do Estado na matéria descrita no seu post é falaciosa. O Estado Português deveria ter deixado o BPN falir, nada mais. Nunca deveria ter assumido a dívida de um banco, ainda para mais um banco que padece de crónicos problemas de transparência – e o que dizer do Banco de Portugal, que há muito tinha identificado problemas de liquidez e transparência?

    O Banco nacionaliza (erradamente), e o pessoal com tiques de Esquerda decide culpar todos os que defendem (como eu) mercados livres e menos intervenção do Estado na Economia.

    Amigos, um verdadeiro Liberal rejeita qualquer intervenção empresarial do Estado (ainda para mais para impedir uma falência!).

  7. J.Jardim says:

    Onde é que o Estado tem despesa com os SINDICATOS?

  8. Abilio Rosa says:

    Para o «centrão politico» (PS e PSD) cortar na despesa significa tirar o pão aos mais pobres e reduzir os salários dos trabalhadores.

    Quanto ao resto: negócios para os amigos; empregos para os familiares; nomeações; mordomias; sinecuras; prebendas; despesas sumptuárias de representação, assessorias, agitação e propaganda,etc., etc. é um fartar vilanagem!

    Business as usual!

  9. Rui F says:

    Abilio

    Nesse centrão não cabe o partido do taxi?
    ou por causa da Super Bock não se fala em CDS?

  10. Abilio Rosa says:

    Rui F:

    De facto o CDS-PP também faz parte desse clube, mas nas circunstâncias actuais a sua influência no «consenso orçamental» é muito reduzida.

    Aliás a estratégia do CDS é auto-excluir-se da tragédia anunciada, e com isso ganhará espaço eleitoral ao PSD.

    Também, e não há que escamotear, – et noblesse oblige! – a Super Bock estava em muita boa conta…

    O camarada Abílio é um «expert» na matéria e um apreciador de Super Bock e até dedicou uma linda música do Império do Meio a esta marca sob a epígrafe «Socialism is Good».

  11. Rui F says:

    Abilio

    “…no «consenso orçamental» é muito reduzida…”
    Olha que não.
    Alguns Pêesses nunca me enganaram. Nas ultimas legislativas, houve uns que faziam figas por baixo da mesa, para que o CDS tivesse boa votação e dar assim maioria parlamentar. E então não é que o CDS faz mesmo maioria com o PS??!
    Conhecendo nós a “camarilha”, é ve-los em bicos de pés a negociar este orçamento dando um ar muito patriótico. O Chico Lopes que se cuide…

  12. ah says:

    Vamos Lá Pensar Nisto De Outra Maneira

    Falo do encerramento das escolas, da abertura dos Caixotes Escolares e da criação dos mega-agrupamentos. Pensemos antes assim: será que encerrar escolas e mega-agrupar permite mesmo muitas poupanças?

    Eu acho que permite algumas, mas de modo nenhum algo que seja relevante em termos de défice, em especial se tomarmos em linha de conta os custos acrescidos com os transportes escolares, eventualmente com a alimentação por via da Acção Social Escolar e diversos outros etc.

    Porque não pensamos antes assim: estas medidas são necessárias para que, por via do investimento nas obras em Centros Escolares e Escolas Secundárias, se continuem a absorver fundos comunitários do QREN, empregar transitoria e precariamente uns milhares de trabalhadores, impedindo o descalabro nos índices de desemprego por um par de anos (até 2013, no máximo) e assim tornar a Educação como que uma espécie de pequena almofada que atenua o maior estrondo da crise em que vivemos.

    No fundo, o que está em causa é a necessidade de, numa adulteração minimalista do keynesianismo do New Deal, manter o investimento público no sector das obras (que já sabemos por via das autoestradas cavaquistas e expos guterristas e estádios do bloco central ser um investimento de consumo quase imediato e sem dividendos para a economia futura) e assim satisfazer algumas clientelas no sector empresarial e dar emprego pouco qualificado a alguma gente. Resumindo: o modelo jardinesco de desenvolvimento.

    Na verdade não são as pequenas escolas que necessitam de fechar por razões económicas directas: são os Centros Escolares que necessitam ser construídos para aplicar verbas comunitárias e gerar indirectamente emprego e receita fiscal.
    Na verdade não são os mega-agrupamentos que permitem grandes poupanças na gestão: é a Parque Escolar que assim alarga a sua área de influência sobre mais umas dezenas de estabelecimentos de ensino, entrando no mercado das EB2/3.
    Realmente a nossa ingenuidade tem sido enorme e o ME tem razão: fechar escolas não é uma medida economicista e talvez até seja uma medida que, na sua análise mais simples, esteja longe de ser economicamente muito vantajosa. Construir e abrir novas escolas de grandes dimensões é que é uma medida com interesse económico.

    E de certa forma, as Novas Oportunidades também têm uma lógica semelhante, ao gastarem grande parte das suas verbas numa rede administrativa e burocrática de certificação que cria algum emprego de consumo rápido até 2013.

    E neste caso a Educação é o motor da Economia não pela qualificação e formação da população, mas porque permite a continuação de uma estratégia de IBM (Introdução aos Baldes de Massa) para muitos dos ex-alunos.

    Em 2013, esgotadas as verbas do QREN, logo se vê, o que interessa é manter isto com uma aparência de acção… porque as eleições, o mais tardar, são nessa altura… e o pior é o que virá a seguir…
    http://www.educar.wordpress.com/2010/08/27/vamos-la-pensar-nisto-de-outra-maneira/

    Na verdade os encerramentos de escolas e e os mega-agrupamentos só se levaram a cabo – contra todas as razões de racionalidade, de pedagogia e de bom-senso -porque havia que
    criar obra pública que permitisse retribuir os imensos favores que firmas amigas nos fizeram durante uma campanha eleitoral extenuante e, na impossibilidade de se fazerem pontes, aeroportos e tgves, havia que ser imaginativo.
    http://www.educacaosa.blogspot.com/2010/08/elementar-meu-caro-general-depois-de-o.html

  13. Ops says:

    Adivinha do dia

    0 – Tem um processo em curso de investigação

    1 – Negou coisas que o seu chefe disse

    2 – Esteve muito ligado ao PSD

    3 – Sabe fazer umas cantarolas

    4 – Também sabe jogar golfe

    5 – Desde há uns meses nunca mais se ouviu falar dele

    * De quem falamos ????

    (…ver resposta abaixo …)

    * – Dias Loureiro!…

    A viver actualmente à grande e à fartazana em Cabo Verde.

    É o dono do maior Resort Turístico da Ilha do Sal…

    ( … é aquela ilha, daquele país africano onde o BPN
    criou umas “sucursais” e um banco mais ou menos virtual, com que se faziam umas operações de lavagem e fugas ao fisco, etc. etc… )

    * PS: Alguém dá por ele na nossa imprensa

    O que nos leva a pensar tal esquecimento..?

    Como vêem é fácil fazer esquecer um roubo
    superior a mais de 4 mil milhões de euros,
    quando,se tem amigos…por todo o lado…
    _______________________________ até em Belém!

    *
    Vá passando para os esquecidos
    se irem lembrando!…

  14. augusto rosas says:

    1º,reduzir deputados na assembleia,mais impostos a quem tem altos rendimentos,20 igualdade nos atendimentos médicos ou sociais,cortar ordenados a sima dos 9,mil euros mensais talvez assim fosse mais justo
    sou augusto rosas

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