Acho que com post desta natureza, só ajudas ainda mais o Bloco a crescer.
Olha só este filme…
1- Ganha Cavaco. (É exactamente o que o PCP pretende)
2- O Chico Lopes não passa dos 4%. (Aposto contigo mesmo que me chames burguês, reformista e social democrata, tipo 3×1). Mais ou menos metade dos votos do PCP, vão para Manuel Alegre.
3- Nas próximas legislativas vai continuar a haver sangria de votantes e simpatizantes do PC para o Bloco.
Geralmente, e sem querer entrar em generalizações grosseiras, os parlamentares de carreira têm poucos pruridos em mentir e seguir em frente como nada se passasse.
” Listen, I’m a politician which means I’m a cheat and a liar, and when I’m not kissing babies I’m stealing their lollipops. But it also means I keep my options open. ”
Na realidade, o Bloco tem tanto de Esquerda como o PS de Socialista. A grande maioria dos seus dirigentes e activistas (obviamente há excepções) já não esconde o desejo de num futuro próximo integrar um PS que tenha qualquer coisa de Socialista e até nem precisa de ser muito. Para algumas pessoas isto pode ser surpresa mas para mim não. No meu local de trabalho há cerca de 50 trabalhadores e quando há greve só um faz questão de a furar sistematicamente. E´militante do BE e a esposa assessora na AR e dirigente da UMAR. Isto passa-se num Concelho onde António Chora, o anti-sindicalista preferido dos média, afilhado de Manuel Pinho, foi candidato a presidente da Assembleia Municipal pelo BE. Portanto o BE não pode aspirar a dar lições de esquerda a ninguém, porquanto não aspira ao fim do capitalismo, mas apenas a algumas reformas em determinados sectores do sistema. Receita que há muito anos vem sendo apregoada pela social-democracia e que nos trouxe `a situação actual mas`a qual o BE está definitivamente rendido, enquanto se horroriza com o Socialismo Real e com o Marxismo.
Só por manifesta iliteracia numérica é possível dizer que há sangria de eleitores do PCP rumo às bandas do BE. Uma vez que o PCP tem vindo a crescer sustentadamente nas votações legislativas, é difícil tirar uma conclusão dessas. A mudança de correlação de forças não é coincidente com a subida real de eleitores, mas aí a questão é outra.
Evidente é que o PS sangrou nas últimas eleições para as bandas do BE – e o PCP também perde sempre votos úteis para o PS. Também acredito que muitos comunistas e simpatizantes votem desde já no candidato presidencial do Bloco – eu ainda não sei para onde tombe mas com comentários como os seus clarificadores acerca da natureza do BE…
Veja-se ainda que o melhor resultado do PCP em muitos anos foi com o candidato a PR Carlos Carvalhas, numa altura em que o PR estava garantido para as bandas da esquerda. Aí, os comunistas não acharam necessário votar útil.
Alguém poderia fazer-me o penhorado favor de informar o sr. Afonso Costa que o Muro de Berlim caiu há mais de 20 anos e que já não há URSS, nem sol na terra a brilhar para todos nós, nem amanhãs a cantar? Parece que o moço, com o entusiasmo anda um pouco distraído.
O senhor anónimo tem toda a razão. O PCP, perdão, a CDU, tem crescido exponencialmente em todas as eleições. Mas como é que explica que o BE em 10 anos tenha quintuplicado o número de votos e multiplicado por 8 o nº de deputados e o PCP, o partido das paredes de vidro, a vanguarda incontestada da classe operária, tenha umas subidas miseráveis? Mais! Como é que justifica que tirando Setúbal e o Alentejo o BE tenha mais votos que a CDU em praticamente todos os distritos do país, elegendo deputados em distritos onde a CDU tinha entrado em declínio irreversível como Aveiro, Coimbra, Leiria ou Faro? Quer uma pista? Dou-lhe o nome de Francisco Lopes e comece a tirar as suas conclusões.
Rui F e closer, são a prova viva do sectarismo com que muitos julgam estar a fazer bem à esquerda. Desejam a “esquerda grande” com o PS e um PCP pequeno, sem influência junto das massas. O closer até almeja punir o Alentejo (aproximadamente 1/3 do território nacional) transformando-o num distrito… Talvez apenas um concelho onde se possa acantonar a comunalha.
Closer, não é Anónimo é Antónimo, ou o seu nick foi obtido na pia baptismal?
Você tem sérias dificuldades de leitura, certo?
Onde é que eu falei em exponencial? Sabe o que é que isso do exponencial quer dizer?
E quanto à frase “A mudança de correlação de forças não é coincidente com a subida real de eleitores, mas aí a questão é outra”? Qual foi a parte que não conseguiu perceber que eu tento explicitar melhor?
Nas eleições para a Assembleia da República, o PCP (Dados CNE) teve:
Em 2002, 379 879 votos (correpondente a 6,94% dos eleitores)
Em 2005, 433 369 votos (7,54)
Em 2009, 446 279 votos (7,86)
Não lhe parece contraditório com essa ideia de “sangria” para o Bloco que – com o surgimento de um novo partido à esquerda – o PCP mantenha mais coisa menos coisa o mesmo número de deputados, e tenha subido a percentagem de eleitores?
Depois explique-me em que parte do seu discurso não existe sectarismo, fáxavôr. Mas devagarinho que quando muitos bloquistas fazem leituras sobre o PCP eu fico um bocado perdido quanto à parte do que não é vontade de limpar os comunistas do mapa.
Tiago, a questão é precisamente essa. Em anos de militância no BE, as coisas sempre foram assim. Está tudo com o rabo no ar para fazer acordos com o PS (vide acordo Lisboa ou a candidatura Alegre), mas com o PCP nem se tenta porque se sabe já à partida que “eles são uns sectários e não aceitam”. Não se desenganem, pois apesar da retórica pseudo-radical, muito anti-comunismo primário tem o seu sustento no BE.
Mete dó essa “calimerização” dos PC’s em relação ao Bloco de Esquerda e em relação à sociedade.
Parece não restar dúvida absolutamente nenhuma, que o comité aposta claramente no crescimento à custa de ataques subtis ao Bloco (blogosfera e outros) e nunca formalmente. Chama-se a isso aqui no Alentejo: amizade falsa e coexistência de fachada.
É claríssimo aos olhos de todos que o discurso Bloquista de unir as Esquerdas incomoda o Partido Comunista, cada vez mais entregue à ortodoxia. Uma Esquerda se a mão do PCP será sempre uma Esquerda de direita.
O Problema do PCP é que TEM medo!
Tem medo de perder o controlo de determinada franja;
Tem medo da dissolução do ideal;
Tem medo do fracasso e de sair pequeno.
Do comentário do Rui F. às 12h19 tira-se de útil a parte final (quatro linhas) que me parece acertada. O resto é conversa da treta e malabarismo. Apesar da fachada, o BE não tenta unir as esquerdas . É preciso ser muito sectário para achar que é com vinagre que se apanham as moscas.
Tiago Silva, se a memória não me falha quem andou durante muitos anos atrelado ao PS na câmara de Lisboa foi o PCP. O que mudou entretanto? Ou a revolucionarite aguda só ataca para justificar o isolamento e falta de perspectivas políticas da direcção do PCP?
O que é que faz a aliança do BE com Alegre ser “reformista”, e a aliança do PCP com Sampaio ou com o filho jambista de Mário Soares ser “revolucionária”?
A propósito: já seguiu o convite ao camarada Marcelo Rebelo de Sousa para visitar a festa do Avante ou este ano a candidatura do camarada “operário” não se compadece desses salamaleques?
Eu diria que tem algo de revolucionário, o facto de a coligação Amar Lisboa, ter construído 16 mil fogos para realojar os habitantes dos bairros da lata que derrubou, durante o último mandato.
Diria mais. Felizmente houve uma coligação como essa, pois nunca vi a cidade tão em grande e tão no centro de uma efervescência cultural como nos tempos dessa aliança.
O Alegre vai apanhar sova valente nas próximas eleições.
Tudo indica que o glorioso PCP provavelmente ganhará +1-2% nas eleições presidenciais. Vão celebrar este aumento como se de uma grande vitória se tratasse. Satisfazem-se com umas migalhitas.
Antónimo,
Apesar de não conhecer (eu) tão bem assim Lisboa, não desminto uma linha do que diz sobre as benesses da coligação PS/PCP em Lisboa. O que lhe chamo a atenção é que isso foram (boas) medidas reformistas. Nunca por nunca revolucionárias. Ora, tomando por certo que nada há em Manuel Alegre que o indique como mais direitista do que Sampaio ou João Soares – penso que pelo menos isto é óbvio – não há razões, pelo menos para aqueles que no passado apoiaram João Soares ou Sampaio, para agora deixarem de apoiar Manuel Alegre com tudo o que ele significa (militante do PS assim como os anteriores citados).
Penso que ficou esclarecido sobre o meu ponto neste assunto.
LAM, Já disse aqui várias vezes que é possível que acabe por votar no Alegre, contravontade. E
Apesar das evidentes diferenças entre o que era o PS dessa época (numa aliança que começou com o PS na oposição) e o que é agora, não é esse o ponto de vista que tenho defendido por estes dias.
O meu ponto de vista aqui tem passado mais pelo que acho que é um sistemático discurso sectário de simpatizantes do BE contra o PCP – ao mesmo tempo se armam em ofendidos e simulam uma fachada cooperante.
“Alguém poderia fazer-me o penhorado favor de informar o sr. Afonso Costa que o Muro de Berlim caiu há mais de 20 anos e que já não há URSS, nem sol na terra a brilhar para todos nós, nem amanhãs a cantar? Parece que o moço, com o entusiasmo anda um pouco distraído.” — Cassete usada desde 1990 pela direita capitalista sempre que se fala do PCP e que é sintomático constatar que passou a ser correntemente utilizada também pelos apoiantes do Bloco. Admito que será difícil trocar acusações deste género com alguém como o closer, até porque já não há paciência para esta cartilha, mas acaso se tivesse dado o colapso do capitalismo a crítica inversa assentar-lhe-ia que nem uma luva. Distancie-se o quanto quiser do Comunismo ou de qualquer experiência de construção de um sistema alternativo ao capitalismo, pois da minha parte fica desde já a saber que me sinto bem melhor por saber que pessoas como o sr. se encontram do lado de lá da barricada, junto ao partido da esquerda moderna e ao restante espectro “democrático” que termina algures entre CDS e PNR.
Rui F: Sei bem a atitude do PC em relação a qualquer tentativa de acção mais alargada da esquerda. De facto, tomam posições sectárias não só a nível político, mas também a nivel sindical. Por exemplo, a nível do movimento estudantil, onde eu militei durante anos, vi isso claramente. No entanto, apesar dessa atitude, nunca desisti de tentar encontrar pontes. Quase sempre falhavam, mas tentava-se sempre. Nesses casos, podiamos dizer claramente quem era o sectário, e houve alguns militantes do PC que se apercebiam do erro da sua direcção, e juntavam-se a nós. O BE desistiu de tentar, e quando tenta a convergência, são convergências da treta com o PS. Mas se acha que consegue construir a “esquerda grande” sem dialogar com os militantes do PC, be my guest. Com o PS só irá construir é uma grande treta.
LAM: Não me viu aqui dizer que alianças do PCP com o PS são revolucionárias. Na minha visão, o PCP é tão “revolucionário” como o BE. Precisamente porque acho triste que o BE siga esse caminho é que o critico. A alternativa está á esquerda do PS, à direita está o situacionismo. O PCP e o BE é que deviam ver isso, mas parece que têm medo de perder os seus feudos políticos. É pena, e quem se lixa somos nós.
Tiago Silva, afinal estamos (quase) de acordo. Insisto apenas no que tenho constatado, principalmente nos últimos tempos, que é um ataque cerrado como nunca houve até aqui, do PCP ao Bloco de Esquerda. O máximo a que o Bloco pode ser acusado nesta matéria é de não dar troco, e continuar a canalizar as energias para (às vezes melhor, outras nem por isso), o combate à direita.
Quando falava de sectarismo, infelizmente fez confusão: não, eu não me chamo Carlos Vidal, seu estimado colega de blog e de partido. Quanto à menorização do Alentejo (onde vivi cinco anos) nem sequer lhe respondo. Tentemos manter a conversa com argumentos elevados.
Meu caro Antónimo:
Os números valem o que valem, mas não ofuscam a questão de fundo. Como é que um partido com 90 anos de história, solidamente implantado no país, que chegou a ter votações próximas dos 20% se deixou ultrapassar por um outro, com um décimo da sua idade, formado a partir de organizações incipientes da chamada esquerda revolucionária e que disputa o mesmo eleitorado? Responda-me a esta questão e não se iluda com números irrelevantes.
Sr. Afonso Costa:
Leio nas suas palavras um sentido de ameaça. Estou do lado do PNR, não é? Sabe eu sou um nazi disfarçado de bloquista. Lá no fundo, acho que os comunistas comem criancinhas e o meu herói dos tempos modernos oscila entre Berlusconi, Pinochet e Odete Santos.
Deverei começar já a ter medo da sua justiça revolucionária? Será que quando chegar o dia em que for poder e os seus amanhãs cantarem todos, importará para Portugal e dirigirá uma espécie de CDR`s cubanos? Ou gosta mais do modelo da Stasi? Estou bem aqui ou devo fugir para um paraíso fiscal?
Ameaça? Nem tenho mais nada que fazer do que ameaçar bloquistas que defendem a social-democracia. Isso é um problema do seu partido com o qual ele se terá que debater mais cedo que tarde, tal não é o fervor e anseio pelo poder de algum dos seus militantes. Brevemente o BE terá de decidir se quer ser um partido de Esquerda ou se irá transformar-se definitivamente num apêndice do PS. Os sinais não têm sido animadores. Desde o voto na política neoliberal da Comissão Europeia e do FMI para a Grécia, ao apoio ao candidato de Sócrates a Presidência, a deriva já vai longa… Até lá vá continuando a fazer piadolas sobre Cuba ou a URSS, o que só a ajudará a ser aceite mais facilmente no seio do PS-
Tenho a impressão que os pós-leninistas de quem se fala não vão fazer uma ligação directa a esta posta. Digo eu…
Muito bom.
Óptimo post Tiago!
O Bloco está sempre receptivo a camaradas desavindos do PC
Fazenda estava a citar aquele filósofo marxista-vimaranista, Pimenta Machado. “O que é verdade hoje, amanhã é mentira.”
O pior, é que já era mentira na altura. A coisa é mais à Major Valentim do que parece à primeira vista.
ah ah ah ah!
O Fazenda teria tido muito mais futuro, atrás dum balcão da Fazenda Pública…
Tiago
Acho que com post desta natureza, só ajudas ainda mais o Bloco a crescer.
Olha só este filme…
1- Ganha Cavaco. (É exactamente o que o PCP pretende)
2- O Chico Lopes não passa dos 4%. (Aposto contigo mesmo que me chames burguês, reformista e social democrata, tipo 3×1). Mais ou menos metade dos votos do PCP, vão para Manuel Alegre.
3- Nas próximas legislativas vai continuar a haver sangria de votantes e simpatizantes do PC para o Bloco.
Pela boca morre o peixe!
Aquela da repetição do “só contaram para você”, faz-me lembrar o outro com a repetição do “na margem sul, jamais!”, lol
Rui F:
Se algum comunista consciente do que está em jogo, votar no Alegre, de certeza que deve ter qualquer «avaria» na cabeça.
Votar Alegre? Nem com uma pistola apontada à cabeça!
Geralmente, e sem querer entrar em generalizações grosseiras, os parlamentares de carreira têm poucos pruridos em mentir e seguir em frente como nada se passasse.
” Listen, I’m a politician which means I’m a cheat and a liar, and when I’m not kissing babies I’m stealing their lollipops. But it also means I keep my options open. ”
Jeffrey Pelt in “The Hunt for the Red October”
Na realidade, o Bloco tem tanto de Esquerda como o PS de Socialista. A grande maioria dos seus dirigentes e activistas (obviamente há excepções) já não esconde o desejo de num futuro próximo integrar um PS que tenha qualquer coisa de Socialista e até nem precisa de ser muito. Para algumas pessoas isto pode ser surpresa mas para mim não. No meu local de trabalho há cerca de 50 trabalhadores e quando há greve só um faz questão de a furar sistematicamente. E´militante do BE e a esposa assessora na AR e dirigente da UMAR. Isto passa-se num Concelho onde António Chora, o anti-sindicalista preferido dos média, afilhado de Manuel Pinho, foi candidato a presidente da Assembleia Municipal pelo BE. Portanto o BE não pode aspirar a dar lições de esquerda a ninguém, porquanto não aspira ao fim do capitalismo, mas apenas a algumas reformas em determinados sectores do sistema. Receita que há muito anos vem sendo apregoada pela social-democracia e que nos trouxe `a situação actual mas`a qual o BE está definitivamente rendido, enquanto se horroriza com o Socialismo Real e com o Marxismo.
Rui F,
Só por manifesta iliteracia numérica é possível dizer que há sangria de eleitores do PCP rumo às bandas do BE. Uma vez que o PCP tem vindo a crescer sustentadamente nas votações legislativas, é difícil tirar uma conclusão dessas. A mudança de correlação de forças não é coincidente com a subida real de eleitores, mas aí a questão é outra.
Evidente é que o PS sangrou nas últimas eleições para as bandas do BE – e o PCP também perde sempre votos úteis para o PS. Também acredito que muitos comunistas e simpatizantes votem desde já no candidato presidencial do Bloco – eu ainda não sei para onde tombe mas com comentários como os seus clarificadores acerca da natureza do BE…
Veja-se ainda que o melhor resultado do PCP em muitos anos foi com o candidato a PR Carlos Carvalhas, numa altura em que o PR estava garantido para as bandas da esquerda. Aí, os comunistas não acharam necessário votar útil.
Alguém poderia fazer-me o penhorado favor de informar o sr. Afonso Costa que o Muro de Berlim caiu há mais de 20 anos e que já não há URSS, nem sol na terra a brilhar para todos nós, nem amanhãs a cantar? Parece que o moço, com o entusiasmo anda um pouco distraído.
O senhor anónimo tem toda a razão. O PCP, perdão, a CDU, tem crescido exponencialmente em todas as eleições. Mas como é que explica que o BE em 10 anos tenha quintuplicado o número de votos e multiplicado por 8 o nº de deputados e o PCP, o partido das paredes de vidro, a vanguarda incontestada da classe operária, tenha umas subidas miseráveis? Mais! Como é que justifica que tirando Setúbal e o Alentejo o BE tenha mais votos que a CDU em praticamente todos os distritos do país, elegendo deputados em distritos onde a CDU tinha entrado em declínio irreversível como Aveiro, Coimbra, Leiria ou Faro? Quer uma pista? Dou-lhe o nome de Francisco Lopes e comece a tirar as suas conclusões.
Rui F e closer, são a prova viva do sectarismo com que muitos julgam estar a fazer bem à esquerda. Desejam a “esquerda grande” com o PS e um PCP pequeno, sem influência junto das massas. O closer até almeja punir o Alentejo (aproximadamente 1/3 do território nacional) transformando-o num distrito… Talvez apenas um concelho onde se possa acantonar a comunalha.
Closer, não é Anónimo é Antónimo, ou o seu nick foi obtido na pia baptismal?
Você tem sérias dificuldades de leitura, certo?
Onde é que eu falei em exponencial? Sabe o que é que isso do exponencial quer dizer?
E quanto à frase “A mudança de correlação de forças não é coincidente com a subida real de eleitores, mas aí a questão é outra”? Qual foi a parte que não conseguiu perceber que eu tento explicitar melhor?
Nas eleições para a Assembleia da República, o PCP (Dados CNE) teve:
Em 2002, 379 879 votos (correpondente a 6,94% dos eleitores)
Em 2005, 433 369 votos (7,54)
Em 2009, 446 279 votos (7,86)
Não lhe parece contraditório com essa ideia de “sangria” para o Bloco que – com o surgimento de um novo partido à esquerda – o PCP mantenha mais coisa menos coisa o mesmo número de deputados, e tenha subido a percentagem de eleitores?
Depois explique-me em que parte do seu discurso não existe sectarismo, fáxavôr. Mas devagarinho que quando muitos bloquistas fazem leituras sobre o PCP eu fico um bocado perdido quanto à parte do que não é vontade de limpar os comunistas do mapa.
Tiago, a questão é precisamente essa. Em anos de militância no BE, as coisas sempre foram assim. Está tudo com o rabo no ar para fazer acordos com o PS (vide acordo Lisboa ou a candidatura Alegre), mas com o PCP nem se tenta porque se sabe já à partida que “eles são uns sectários e não aceitam”. Não se desenganem, pois apesar da retórica pseudo-radical, muito anti-comunismo primário tem o seu sustento no BE.
Tiago
Mete dó essa “calimerização” dos PC’s em relação ao Bloco de Esquerda e em relação à sociedade.
Parece não restar dúvida absolutamente nenhuma, que o comité aposta claramente no crescimento à custa de ataques subtis ao Bloco (blogosfera e outros) e nunca formalmente. Chama-se a isso aqui no Alentejo: amizade falsa e coexistência de fachada.
É claríssimo aos olhos de todos que o discurso Bloquista de unir as Esquerdas incomoda o Partido Comunista, cada vez mais entregue à ortodoxia. Uma Esquerda se a mão do PCP será sempre uma Esquerda de direita.
O Problema do PCP é que TEM medo!
Tem medo de perder o controlo de determinada franja;
Tem medo da dissolução do ideal;
Tem medo do fracasso e de sair pequeno.
Do comentário do Rui F. às 12h19 tira-se de útil a parte final (quatro linhas) que me parece acertada. O resto é conversa da treta e malabarismo. Apesar da fachada, o BE não tenta unir as esquerdas . É preciso ser muito sectário para achar que é com vinagre que se apanham as moscas.
Tiago Silva, se a memória não me falha quem andou durante muitos anos atrelado ao PS na câmara de Lisboa foi o PCP. O que mudou entretanto? Ou a revolucionarite aguda só ataca para justificar o isolamento e falta de perspectivas políticas da direcção do PCP?
O que é que faz a aliança do BE com Alegre ser “reformista”, e a aliança do PCP com Sampaio ou com o filho jambista de Mário Soares ser “revolucionária”?
A propósito: já seguiu o convite ao camarada Marcelo Rebelo de Sousa para visitar a festa do Avante ou este ano a candidatura do camarada “operário” não se compadece desses salamaleques?
A propósito,
LAM,
Eu diria que tem algo de revolucionário, o facto de a coligação Amar Lisboa, ter construído 16 mil fogos para realojar os habitantes dos bairros da lata que derrubou, durante o último mandato.
Diria mais. Felizmente houve uma coligação como essa, pois nunca vi a cidade tão em grande e tão no centro de uma efervescência cultural como nos tempos dessa aliança.
O Alegre vai apanhar sova valente nas próximas eleições.
Tudo indica que o glorioso PCP provavelmente ganhará +1-2% nas eleições presidenciais. Vão celebrar este aumento como se de uma grande vitória se tratasse. Satisfazem-se com umas migalhitas.
Antónimo,
Apesar de não conhecer (eu) tão bem assim Lisboa, não desminto uma linha do que diz sobre as benesses da coligação PS/PCP em Lisboa. O que lhe chamo a atenção é que isso foram (boas) medidas reformistas. Nunca por nunca revolucionárias. Ora, tomando por certo que nada há em Manuel Alegre que o indique como mais direitista do que Sampaio ou João Soares – penso que pelo menos isto é óbvio – não há razões, pelo menos para aqueles que no passado apoiaram João Soares ou Sampaio, para agora deixarem de apoiar Manuel Alegre com tudo o que ele significa (militante do PS assim como os anteriores citados).
Penso que ficou esclarecido sobre o meu ponto neste assunto.
LAM, Já disse aqui várias vezes que é possível que acabe por votar no Alegre, contravontade. E
Apesar das evidentes diferenças entre o que era o PS dessa época (numa aliança que começou com o PS na oposição) e o que é agora, não é esse o ponto de vista que tenho defendido por estes dias.
O meu ponto de vista aqui tem passado mais pelo que acho que é um sistemático discurso sectário de simpatizantes do BE contra o PCP – ao mesmo tempo se armam em ofendidos e simulam uma fachada cooperante.
“Alguém poderia fazer-me o penhorado favor de informar o sr. Afonso Costa que o Muro de Berlim caiu há mais de 20 anos e que já não há URSS, nem sol na terra a brilhar para todos nós, nem amanhãs a cantar? Parece que o moço, com o entusiasmo anda um pouco distraído.” — Cassete usada desde 1990 pela direita capitalista sempre que se fala do PCP e que é sintomático constatar que passou a ser correntemente utilizada também pelos apoiantes do Bloco. Admito que será difícil trocar acusações deste género com alguém como o closer, até porque já não há paciência para esta cartilha, mas acaso se tivesse dado o colapso do capitalismo a crítica inversa assentar-lhe-ia que nem uma luva. Distancie-se o quanto quiser do Comunismo ou de qualquer experiência de construção de um sistema alternativo ao capitalismo, pois da minha parte fica desde já a saber que me sinto bem melhor por saber que pessoas como o sr. se encontram do lado de lá da barricada, junto ao partido da esquerda moderna e ao restante espectro “democrático” que termina algures entre CDS e PNR.
Rui F: Sei bem a atitude do PC em relação a qualquer tentativa de acção mais alargada da esquerda. De facto, tomam posições sectárias não só a nível político, mas também a nivel sindical. Por exemplo, a nível do movimento estudantil, onde eu militei durante anos, vi isso claramente. No entanto, apesar dessa atitude, nunca desisti de tentar encontrar pontes. Quase sempre falhavam, mas tentava-se sempre. Nesses casos, podiamos dizer claramente quem era o sectário, e houve alguns militantes do PC que se apercebiam do erro da sua direcção, e juntavam-se a nós. O BE desistiu de tentar, e quando tenta a convergência, são convergências da treta com o PS. Mas se acha que consegue construir a “esquerda grande” sem dialogar com os militantes do PC, be my guest. Com o PS só irá construir é uma grande treta.
LAM: Não me viu aqui dizer que alianças do PCP com o PS são revolucionárias. Na minha visão, o PCP é tão “revolucionário” como o BE. Precisamente porque acho triste que o BE siga esse caminho é que o critico. A alternativa está á esquerda do PS, à direita está o situacionismo. O PCP e o BE é que deviam ver isso, mas parece que têm medo de perder os seus feudos políticos. É pena, e quem se lixa somos nós.
Tiago Silva, afinal estamos (quase) de acordo. Insisto apenas no que tenho constatado, principalmente nos últimos tempos, que é um ataque cerrado como nunca houve até aqui, do PCP ao Bloco de Esquerda. O máximo a que o Bloco pode ser acusado nesta matéria é de não dar troco, e continuar a canalizar as energias para (às vezes melhor, outras nem por isso), o combate à direita.
Tiago Silva
Nisso tens razão: unir a esquerda sem o PC, não só não faz sentido como não resulta.
Meu caro Tiago Mota Saraiva:
Quando falava de sectarismo, infelizmente fez confusão: não, eu não me chamo Carlos Vidal, seu estimado colega de blog e de partido. Quanto à menorização do Alentejo (onde vivi cinco anos) nem sequer lhe respondo. Tentemos manter a conversa com argumentos elevados.
Meu caro Antónimo:
Os números valem o que valem, mas não ofuscam a questão de fundo. Como é que um partido com 90 anos de história, solidamente implantado no país, que chegou a ter votações próximas dos 20% se deixou ultrapassar por um outro, com um décimo da sua idade, formado a partir de organizações incipientes da chamada esquerda revolucionária e que disputa o mesmo eleitorado? Responda-me a esta questão e não se iluda com números irrelevantes.
Sr. Afonso Costa:
Leio nas suas palavras um sentido de ameaça. Estou do lado do PNR, não é? Sabe eu sou um nazi disfarçado de bloquista. Lá no fundo, acho que os comunistas comem criancinhas e o meu herói dos tempos modernos oscila entre Berlusconi, Pinochet e Odete Santos.
Deverei começar já a ter medo da sua justiça revolucionária? Será que quando chegar o dia em que for poder e os seus amanhãs cantarem todos, importará para Portugal e dirigirá uma espécie de CDR`s cubanos? Ou gosta mais do modelo da Stasi? Estou bem aqui ou devo fugir para um paraíso fiscal?
Ameaça? Nem tenho mais nada que fazer do que ameaçar bloquistas que defendem a social-democracia. Isso é um problema do seu partido com o qual ele se terá que debater mais cedo que tarde, tal não é o fervor e anseio pelo poder de algum dos seus militantes. Brevemente o BE terá de decidir se quer ser um partido de Esquerda ou se irá transformar-se definitivamente num apêndice do PS. Os sinais não têm sido animadores. Desde o voto na política neoliberal da Comissão Europeia e do FMI para a Grécia, ao apoio ao candidato de Sócrates a Presidência, a deriva já vai longa… Até lá vá continuando a fazer piadolas sobre Cuba ou a URSS, o que só a ajudará a ser aceite mais facilmente no seio do PS-
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